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Texto do artigo · p. 1 Resolução n.º 63/2020Texto do artigo · p. 1 de 11 de DezembroTexto do artigo · p. 1 Havendo necessidade de garantir a participação dos usuários no financiamento da manutenção de estradas no âmbito da implementação da Política de Estradas, aprovada pela Resolução n.º 61/2008, de 31 de Dezembro, ao abrigo do disposto na alínea f) do n.º 1 do artigo 203 da Constituição da República, o Conselho de Ministros determina:Número ou marcador · p. 1 Artigo 1. É aprovado o Programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas, em anexo, que é parte integrante da presente Resolução.Número ou marcador · p. 1 Art. 2. A presente Resolução entra em vigor na data da sua aprovação.Texto do artigo · p. 1 Aprovada pelo Conselho de Ministros, aos 17 de NovembroTexto do artigo · p. 1 de 2020 Publique-se. O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário.Texto do artigo · p. 2 Programa Auto-Sustentado de Manutenção de EstradasNúmero ou marcador · p. 2 1. IntroduçãoTexto do artigo · p. 2 O transporte rodoviário é um dos meios de transporte fundamentais para o desenvolvimento socioeconómico do País, representando cerca de 90% (noventa por cento) do fluxo de transporte de pessoas e bens. Para além de possibilitar o acesso aos restantes modos de transporte, o transporte rodoviário desempenha um papel fundamental no desenvolvimento económico e social, melhorando a qualidade de vida das populações, ao garantir a mobilidade de pessoas e de mercadorias em boas condições.Texto do artigo · p. 2 Nos últimos anos, foram realizados grandes investimentos na rede de estradas com intervenções de reabilitação e asfaltagem, que exigem esforços de manutenção igualmente elevados, de modo a garantir a sua preservação. Embora seja aposta do Governo a manutenção da rede de estradas, a limitada disponibilidade de recursos financeiros para o efeito tem posto em causa a implementação dos planos de manutenção, agravando, deste modo, o risco de degradação precoce das estradas reabilitadas ou asfaltadas.Texto do artigo · p. 2 O Programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas é resultado do estudo de diferentes alternativas de soluções técnicas de conservação do património existente de modo resiliente, de provisão de estradas seguras, e garantia dum fluxo regular de recursos para a manutenção de estradas.Texto do artigo · p. 2 A auto-sustentabilidade do programa é assegurada pela aplicação do princípio do Utilizador – Pagador, preconizado na Política de Estradas, e que vem sendo gradualmente aprimorado no nosso país e na região. Este princípio visa arrecadar receitas para preservação da rede viária de modo a evitar a degradação precoce das estradas devido ao rápido crescimento do parque automóvel no país e na região e do transporte de cargas pesadas entre os polos de desenvolvimento e os mercados de consumo do país e pode ser aplicado de diferentes formas, sendo as mais comuns as seguintes:Número ou marcador · p. 2 a) participação do sector privado no financiamento e na gestão de estradas onde o retorno do investimento é feito por meio de cobrança de taxas de portagem, com ou sem subsídios do Governo;
Número ou marcador · p. 2 b) cobrança de taxas em portagens geridas pelo Fundo de Estradas, FP;
Número ou marcador · p. 2 c) cobranças de taxas rodoviárias para veículos de matrícula estrangeira.Texto do artigo · p. 2 Numa primeira fase, a implementação do Programa irá permitir a arrecadação de recursos financeiros para a manutenção de cerca de 3.800 km de estradas e, considerando ser um processo contínuo, a esta extensão serão acrescidas outras estradas, à medida que as intervenções de reabilitação e/ou melhoramento, sejam concluídas.Texto do artigo · p. 2 O modelo adoptado de implementação do programa é de gestão directa pelo sector de Estradas, o que compreende a gestão dos contratos de manutenção pela Administração Nacional de Estradas, IP, e a cobrança das taxas de portagem pelo Fundo de Estradas, FP.Número ou marcador · p. 2 2. Enquadramento Legal O Desenho e implementação do Programa Auto SustentadoTexto do artigo · p. 2 de Manutenção de Estradas é coberto pela seguinte base legal:Número ou marcador · p. 2 a) a Resolução n.º 61/2008, de 31 de Dezembro, que aprova a Política de Estradas, consagra o princípio de utilizador-pagador, incentiva o financiamento regular e sustentável, através de fundos obtidos de taxas específicas de utilização, define a manutenção de estradas como uma actividade prioritária, e promove medidas que incentivem a qualidade da rede de estradas;Número ou marcador · p. 2 b) o Decreto n.º 65/2019, de 30 de Julho, que aprova as atribuições da Administração Nacional de Estradas, IP, e estabelece que a implementação das políticas do Governo sobre o desenvolvimento, reabilitação e manutenção das estradas públicas classificadas deve ser feita em consonância com os princípios da economia, eficácia, eficiência e transparência;
Número ou marcador · p. 2 c) o Decreto n.º 61/2019, de 9 de Julho, que aprova as atribuições do Fundo de Estradas, FP, estabelece a arrecadação das receitas provenientes de usuários de estradas, para financiar a manutenção de estradas.Número ou marcador · p. 2 3. Objectivo do ProgramaTexto do artigo · p. 2 O Programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas - PROASME, tem como objectivo principal promover a preservação do investimento feito na rede de estradas, através da arrecadação de receitas por meio de cobrança de taxas de portagem em complemento às fontes actuais de recursos para o financiamento da manutenção de estradas.Número ou marcador · p. 2 4. Critérios de Selecção das Estradas O Programa Auto-Sustentado de Manutenção de EstradasTexto do artigo · p. 2 será implementado na rede de estradas classificadas e obedeceu ao seguinte critério conjugado:Número ou marcador · p. 2 a) estradas que tenham beneficiado de reabilitação e/ou manutenção periódica e se encontrem em condições boas ou razoáveis;
Número ou marcador · p. 2 b) estradas com potencial de tráfego para assegurar a arrecadação de receitas através da cobrança de taxas de portagem;
Número ou marcador · p. 2 c) estradas com potencial de crescimento de tráfego;
d)estradas que ligam locais de elevado interesse económico.Número ou marcador · p. 2 5. Estradas AbrangidasTexto do artigo · p. 2 O programa está divido em duas fases, abarcando cerca de 3.800 km de estradas, distribuídas pelas Províncias de Gaza, Inhambane, Manica, Sofala, Zambézia, Tete, Nampula, Cabo-Delgado e Niassa que foram seleccionadas tendo em conta os critérios descritos no ponto anterior.Texto do artigo · p. 2 As intervenções iniciais consistirão na construção dos postos de portagem, incluindo o alargamento da estrada nas zonas de portagem; no reassentamento de pessoas afectadas e realocação de infra-estruturas diversas; na instalação de sistemas electrónicos de cobrança de portagens e na elaboração da proposta de modelo de operação dos postos de portagem.Número ou marcador · p. 2 6. Características do Programa O Programa Auto-Sustentado de Manutenção de EstradasTexto do artigo · p. 2 que se propõe, terá as seguintes características:Número ou marcador · p. 2 a) a licitação e gestão dos contratos de manutenção das estradas estará sob a responsabilidade da Administração Nacional de Estradas, IP;
Número ou marcador · p. 2 b) a gestão e manutenção das insfraestruturas dos postos de portagem estará sob a responsabilidade do Fundo de Estradas, FP;
Número ou marcador · p. 2 c) os custos operacionais serão suportados pelas receitas cobradas nos postos de portagem;
d)a cobrança das taxas de portagem, bem como a manutenção do equipamento estará sob a responsabilidade do Fundo de Estradas, FP, podendo, se as condições o permitirem, contratar serviços para o efeito;
Número ou marcador · p. 2 e) os custos de investimento (reabilitação) serão feitos com fundos obtidos de instituições financeiras e/ou parceiros de desenvolvimento;
Número ou marcador · p. 2 f) os custos iniciais serão suportados por recursos do Fundo de Estradas, FP e/ou créditos.Texto do artigo · p. 2 Esta abordagem tem como vantagens entre outras:Número ou marcador · p. 2 a) permitir que as taxas de portagem a definir sejam praticáveis, na medida em que se reduz os encargos financeiros do programa;Número ou marcador · p. 3 b) gestão directa dos contratos facilitando o controlo dos custos de manutenção;
Número ou marcador · p. 3 c) subsídio cruzado entre diversas estradas que integram o programa;
Número ou marcador · p. 3 d) maior aceitação social do princípio de contribuição pelos utentes para o financiamento da manutenção de estradas. Com vista a optimizar as infra-estruturas de cobranças existentes e alargar o âmbito das infra-Texto do artigo · p. 3 -estruturas mantidas, o programa eleva a categoria de portagens de estradas, as seguintes portagens de pontes sobre os rios:Texto do artigo · p. 3 i. Lúrio (Província de Cabo Delgado);
ii. Ligonha (Província de Nampula);
iii. Licungo (Província da Zambézia);
iv. Púngué Sul e Lucite (Província de Manica);
v. Save (Província de Inhambane);
vi. Limpopo em Guigá e Xai-Xai (Província de Gaza).Número ou marcador · p. 3 7. Serviços a Prestar aos Utentes O Programa assegurará a prestação dos seguintes serviçosTexto do artigo · p. 3 aos utentes:Número ou marcador · p. 3 a) manutenção de estradas por nível de serviço (p.e, tapamento de buracos, corte de capim, substituição e reparação de sinalização vertical e horizontal);
Número ou marcador · p. 3 b) disponibilidade de sistemas de comunicação e administrativos necessários para a eficiência da operação da estrada;
Número ou marcador · p. 3 c) assistência aos utentes (p.e, disponibilidade de meios de socorro, em casos de acidente, disponibilidade de meios de reboque em caso de avaria ou sinistro);
Número ou marcador · p. 3 d) disponibilização de Kits de primeiros socorros em cada posto de portagem.Número ou marcador · p. 3 8. Pressupostos do Modelo FinanceiroTexto do artigo · p. 3 Os custos de transporte representam uma parte significativa dos custos dos bens produzidos ou importados. Dado que este programa visa a recuperação e manutenção de estradas em condições de sustentabilidade, os custos históricos foramTexto do artigo · p. 3 Tabela 2. Taxas de PortagemTexto do artigo · p. 3 ignorados na análise, sendo considerados apenas os custos futuros em relação a reparações iniciais e a instalação dos postos de portagem. As melhorias nas condições das estradas visam retardar o nível de degradação actual, minimizando as necessidades de investimento futuro.Texto do artigo · p. 3 Consequentemente, os pressupostos assumidos têm em conta a necessidade de assegurar recursos suficientes para uma manutenção adequada e atempada das estradas conforme indicado na tabela 1.Texto do artigo · p. 3 Tabela 1: Pressupostos do Modelo FinanceiroTexto do artigo · p. 3 Período do Programa
20 anos
Custo de reparações iniciais/Km
USD 120 000
Custo de Manutenção de Rotina/Km
USD 2 500
Custo de Manutenção Períodica/Km
USD 120 000
Tarifa por Km
USD 0,02
Distância de referência:
100 Km
Manutenção Períodica:
A cada 8 anos
Inflação do Dolar
4%
Taxa de Câmbio USD/Mt
66.00 Mt
Período do Programa
20 anos
Custo de reparações iniciais/Km
USD 120 000
Custo de Manutenção de Rotina/Km
USD 2 500
Custo de Manutenção Períodica/Km
USD 120 000
Tarifa por Km
USD 0,02
Distância de referência:
100 Km
Manutenção Períodica:
A cada 8 anos
Inflação do Dolar
4%
Taxa de Câmbio USD/Mt
66.00 Mt
Número ou marcador · p. 3 9. Taxas de Portagem e Receitas EsperadasTexto do artigo · p. 3 Para o cálculo das taxas de portagem, para além dos pressupostos acima, foram estimadas as necessidades de financiamento da manutenção de rotina e periódica por cada troço da rede asfaltada, quer esta esteja em boas ou em razoáveis condições de transitabilidade.Texto do artigo · p. 3 Adicionalmente, foram considerados os dados de tráfego de 2017, fornecido pela ANE, sendo determinante as características do tráfego quer em termos de volume quer em termos de capacidade de carga do mesmo. Com base nestes dados foi assumida uma tarifa média nacional de 2.0 cêntimos de dólar americano por quilómetro, resultando nas taxas médias ajustadas em meticais por cada 100 km de estrada percorrido, conforme a tabela 2.Texto do artigo · p. 3 Descrição
Classe 1
Classe 2
Classe 3
Classe 4
Total Receitas Anuais
Volume de Tráfego
13 339
3 263
851
2 820
Taxa de Portagem Harmonizadas(Mt)
50
200
500
1 000
R e c e i t a s To t a i s Anuais(Mt)
298 591 471
309 036 617
189 312 800
1 298 842 736
2 095 783 624
Receitas Totais Anuais (USD)
4 524 113
4 682 373
2 868 376
19 679 435
31 754 297
Descrição
Classe 1
Classe 2
Classe 3
Classe 4
Total Receitas Anuais
Volume de Tráfego
13 339
3 263
851
2 820
Taxa de Portagem Harmonizadas(Mt)
50
200
500
1 000
R e c e i t a s To t a i s Anuais(Mt)
298 591 471
309 036 617
189 312 800
1 298 842 736
2 095 783 624
Receitas Totais Anuais (USD)
4 524 113
4 682 373
2 868 376
19 679 435
31 754 297
Texto do artigo · p. 3 Taxas Mensais Para Residentes, incluindo veículos de transporte urbano semi-colectivo de passageiros
Classe 1 (Mt)
300
Classe 2 (Mt)
500
Taxas Mensais Para Residentes, incluindo veículos de transporte urbano semi-colectivo de passageiros
Classe 1 (Mt)
300
Classe 2 (Mt)
500
Número ou marcador · p. 4 10. Impacto Económico e Social Espera-se que o Programa Auto-Sustentado de ManutençãoTexto do artigo · p. 4 de Estradas traga como benefícios económicos os seguintes:Texto do artigo · p. 4 • Contribuição para a implementação do PQG 2020 – 2024, com cerca de 75 milhões de dólares para a manutenção de cerca de 3.800 km de estradas revestidas, que correspondem a 53% da rede de estradas revestidas;
• Redução dos custos de transportes, pois a melhoria das condições de transitabilidade irão permitir menor tempo de viagem e redução dos custos de manutenção das viaturas;Texto do artigo · p. 4 • Facilidade de acesso às zonas de produção e consumo e aos serviços públicos essenciais;
• Criação de empregos directos e indirectos estimados em 1.484 trabalhadores, tanto nas portagens assim como nas obras de manutenção de estradas.Número ou marcador · p. 4 11. Cronograma de Implementação O PROASME será implementado em duas fases sendo: Primeira fase: Estradas em boas condições de conservaçãoTexto do artigo · p. 4 com volume de tráfego razoável e obedecerá ao seguinte cronograma:Texto do artigo · p. 4 Actividades
2020
2021
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
IV TRIM
Submissão para aprovação da proposta
Finalização dos Cadernos de Encargo
Lançamento dos Concursos
Avaliação das propostas
Adjudicação
Início de construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança
Actividades
2020
2021
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
IV TRIM
Submissão para aprovação da proposta
Finalização dos Cadernos de Encargo
Lançamento dos Concursos
Avaliação das propostas
Adjudicação
Início de construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança
Texto do artigo · p. 4 Actividades 2020 2021
III TRIM IV TRIM I TRIM II TRIM III TRIM IV TRIM
Submissão para aprovação da proposta
Finalização dos Cadernos de Encargo
Lançamento dos Concursos
Avaliação das propostas
Adjudicação
Início de construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança
Actividades
2020
2021
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
IV TRIM
Submissão para aprovação da proposta
Finalização dos Cadernos de Encargo
Lançamento dos Concursos
Avaliação das propostas
Adjudicação
Início de construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança
Texto do artigo · p. 4 Segunda fase: Estradas em condições razoáveis a más que necessitam de reparações iniciais para que atinjam condição de estrada boa e obedecerá ao seguinte cronograma:Texto do artigo · p. 4 Actividades
2020
2021
2022
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
Finalização dos Cadernos de Encargo
Licitação para Construção reparação das estradas e construção das portagens
Reparação das estradas e construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança das Portagens
Actividades
2020
2021
2022
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
Finalização dos Cadernos de Encargo
Licitação para Construção reparação das estradas e construção das portagens
Reparação das estradas e construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança das Portagens
Texto do artigo · p. 4 Actividades 2020 2021 2022
III TRIM IV TRIM I TRIM II TRIM III TRIM IV TRIM I TRIM II TRIM III TRIM
Finalização dos Cadernos de Encargo
Licitação para Construção reparação das estradas e construção das portagens
Reparação das estradas e construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança das Portagens
Actividades
2020
2021
2022
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
Finalização dos Cadernos de Encargo
Licitação para Construção reparação das estradas e construção das portagens
Reparação das estradas e construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança das Portagens
Número ou marcador · p. 4 12. Localização dos Postos de PortagemTexto do artigo · p. 4 O programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas integra 26 postos de portagens nas duas fases iniciais, ao longo dos 3.800 km de estradas. A localização dos postos de portagem consta das tabelas I e II em anexo.Número ou marcador · p. 4 13. Considerações FinaisTexto do artigo · p. 4 A gestão do programa será feita directamente pelo sector de estradas, resultando em custos administrativos reduzidos e maior controle dos custos de investimento e operacionais, o que possibilita a aplicação de taxas de portagem sustentaveisTexto do artigo · p. 4 para o utente e ao mesmo tempo que garantam receita mínima para a manutenção.Texto do artigo · p. 4 Reconhecendo o efeito das portagens na vida das pessoas, serão implementadas medidas específicas de mitigação através da aplicação de modalidades de descontos para utilizadores frequentes, residentes, transportes semicolectivos e transportes públicos de passageiros.Texto do artigo · p. 4 A aceitabilidade económica e social do programa será assegurada através da implementação de uma estratégia de comunicação e mecanismo de gestão transparente.Número ou marcador · p. 5 Anexos I – Localização dos Postos de PortagemTexto do artigo · p. 5 Nome do Troço
Extensão dos troços cobertos (Km)
Origem e Destino do Tráfego
Localização do Posto de Portagem
Fase de intervenção
Província
N1: Xai-Xai/Pambara
472
Xai-Xai/Chidenguele
CHIDENGUELE
1
Gaza
Chidenguele/Inharrime
INHARRIME
1
Inhambane
Maxixe/Massinga
MALOVA
1
Inhambane
Massinga/Mapinhane
MAPINHANE
1
Inhambane
N5: Lindela/Inhambane
35
Lindela/Inhambane
MUTAMBA
2
Inhambane
N1: Save/Inchope
254
Save/Muxungue
RIO BÚZI
2
Sofala
N1: Inchope/Caia
316
Inchope/Nhamapdza
PUNGUÉ
2
Sofala
N7: Vanduzi/Changara
328
Catandica/Guro
CAMUAZA CHENGA
2
Manica
N11/N321 Mocuba/ Milange
184
Mocuba/Alto-Benfica
ALTO-BENFICA
1
Zambézia
N 1 0 4 : N a m p u l a / Angoche
173
Nampula/Nametil
NAMETIL
1
Nampula
N13: Nampula/Lichinga
650
Nampula/Namina
NAMINA
1
Nampula
Namina/Iapala
MATHARYA
1
Nampula
Iapala/Rio Lúrio/ Cuamba
MORTUELA
1
Niassa
Cuamba/Mandimba
CONGERENGE
1
Niassa
Mandimba/Lichinga
UTUKULO
1
Niassa
N14: Pemba/Ruaça
343
Pemba/Metoro
METORO
2
Cabo-Delgado
Metoro/Montepuez
MONTEPUEZ
2
Cabo-Delgado
N301: Matambo/Songo
122
Matambo/Songo
MUFA
2
Tete
TOTAL
2 877
Nome do Troço
Extensão dos troços cobertos (Km)
Origem e Destino do Tráfego
Localização do Posto de Portagem
Fase de intervenção
Província
N1: Xai-Xai/Pambara
472
Xai-Xai/Chidenguele
CHIDENGUELE
1
Gaza
Chidenguele/Inharrime
INHARRIME
1
Inhambane
Maxixe/Massinga
MALOVA
1
Inhambane
Massinga/Mapinhane
MAPINHANE
1
Inhambane
N5: Lindela/Inhambane
35
Lindela/Inhambane
MUTAMBA
2
Inhambane
N1: Save/Inchope
254
Save/Muxungue
RIO BÚZI
2
Sofala
N1: Inchope/Caia
316
Inchope/Nhamapdza
PUNGUÉ
2
Sofala
N7: Vanduzi/Changara
328
Catandica/Guro
CAMUAZA CHENGA
2
Manica
N11/N321 Mocuba/ Milange
184
Mocuba/Alto-Benfica
ALTO-BENFICA
1
Zambézia
N 1 0 4 : N a m p u l a / Angoche
173
Nampula/Nametil
NAMETIL
1
Nampula
N13: Nampula/Lichinga
650
Nampula/Namina
NAMINA
1
Nampula
Namina/Iapala
MATHARYA
1
Nampula
Iapala/Rio Lúrio/ Cuamba
MORTUELA
1
Niassa
Cuamba/Mandimba
CONGERENGE
1
Niassa
Mandimba/Lichinga
UTUKULO
1
Niassa
N14: Pemba/Ruaça
343
Pemba/Metoro
METORO
2
Cabo-Delgado
Metoro/Montepuez
MONTEPUEZ
2
Cabo-Delgado
N301: Matambo/Songo
122
Matambo/Songo
MUFA
2
Tete
TOTAL
2 877
Número ou marcador · p. 5 Anexo II –Portagens em Pontes elevadas à categoria de Portagens em EstradasTexto do artigo · p. 5 Nome do Troço
Extensão dos troços cobertos (Km)
Origem e Destino do Tráfego
Localização Actual do Posto de Portagem
Novo Local Proposto
N1: Rio Lúrio/Metoro
74
Rio Lúrio/Metoro
Rio Lúrio
N1: Rio Ligonha/ Nampula
97
Rio Ligonha/Nampula
Rio Ligonha
N1: Namacurra/Rio Ligonha
134
Namacurra/Nampevo
Rio Licungo
N1: Incoluane/Xai-Xai
83
Incoluane/Xai-Xai
Rio Limpopo
Chicumbane
N220: Guijá/Chibuto
123
Guija/Chibuto
Rio Limpopo
N1: Pambarra/Rio Save
112
Pambarra/Rio Save
Rio Save
Maluvane
N 7 : Va n d u z i / Changara*
-
Vanduzi/Púngué Sul
Rio Púngué Sul
N 2 6 0 : C h i m o i o / Espungabera
213
Chimoio/Espungabera
Rio Lucite
TOTAL
836
Nome do Troço
Extensão dos troços cobertos (Km)
Origem e Destino do Tráfego
Localização Actual do Posto de Portagem
Novo Local Proposto
N1: Rio Lúrio/Metoro
74
Rio Lúrio/Metoro
Rio Lúrio
N1: Rio Ligonha/ Nampula
97
Rio Ligonha/Nampula
Rio Ligonha
N1: Namacurra/Rio Ligonha
134
Namacurra/Nampevo
Rio Licungo
N1: Incoluane/Xai-Xai
83
Incoluane/Xai-Xai
Rio Limpopo
Chicumbane
N220: Guijá/Chibuto
123
Guija/Chibuto
Rio Limpopo
N1: Pambarra/Rio Save
112
Pambarra/Rio Save
Rio Save
Maluvane
N 7 : Va n d u z i / Changara*
-
Vanduzi/Púngué Sul
Rio Púngué Sul
N 2 6 0 : C h i m o i o / Espungabera
213
Chimoio/Espungabera
Rio Lucite
TOTAL
836
Texto do artigo · p. 5 *Extensão contabilizada na tabela do Anexo I.
Fonte textual acessível e tabelas
Texto do artigo, página 1: Resolução n.º 63/2020
Texto do artigo, página 1: de 11 de Dezembro
Texto do artigo, página 1: Havendo necessidade de garantir a participação dos usuários no financiamento da manutenção de estradas no âmbito da implementação da Política de Estradas, aprovada pela Resolução n.º 61/2008, de 31 de Dezembro, ao abrigo do disposto na alínea f) do n.º 1 do artigo 203 da Constituição da República, o Conselho de Ministros determina:
Número ou marcador, página 1: Artigo 1. É aprovado o Programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas, em anexo, que é parte integrante da presente Resolução.
Número ou marcador, página 1: Art. 2. A presente Resolução entra em vigor na data da sua aprovação.
Texto do artigo, página 1: Aprovada pelo Conselho de Ministros, aos 17 de Novembro
Texto do artigo, página 1: de 2020 Publique-se. O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário.
Texto do artigo, página 2: Programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas
Número ou marcador, página 2: 1. Introdução
Texto do artigo, página 2: O transporte rodoviário é um dos meios de transporte fundamentais para o desenvolvimento socioeconómico do País, representando cerca de 90% (noventa por cento) do fluxo de transporte de pessoas e bens. Para além de possibilitar o acesso aos restantes modos de transporte, o transporte rodoviário desempenha um papel fundamental no desenvolvimento económico e social, melhorando a qualidade de vida das populações, ao garantir a mobilidade de pessoas e de mercadorias em boas condições.
Texto do artigo, página 2: Nos últimos anos, foram realizados grandes investimentos na rede de estradas com intervenções de reabilitação e asfaltagem, que exigem esforços de manutenção igualmente elevados, de modo a garantir a sua preservação. Embora seja aposta do Governo a manutenção da rede de estradas, a limitada disponibilidade de recursos financeiros para o efeito tem posto em causa a implementação dos planos de manutenção, agravando, deste modo, o risco de degradação precoce das estradas reabilitadas ou asfaltadas.
Texto do artigo, página 2: O Programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas é resultado do estudo de diferentes alternativas de soluções técnicas de conservação do património existente de modo resiliente, de provisão de estradas seguras, e garantia dum fluxo regular de recursos para a manutenção de estradas.
Texto do artigo, página 2: A auto-sustentabilidade do programa é assegurada pela aplicação do princípio do Utilizador – Pagador, preconizado na Política de Estradas, e que vem sendo gradualmente aprimorado no nosso país e na região. Este princípio visa arrecadar receitas para preservação da rede viária de modo a evitar a degradação precoce das estradas devido ao rápido crescimento do parque automóvel no país e na região e do transporte de cargas pesadas entre os polos de desenvolvimento e os mercados de consumo do país e pode ser aplicado de diferentes formas, sendo as mais comuns as seguintes:
Número ou marcador, página 2: a) participação do sector privado no financiamento e na gestão de estradas onde o retorno do investimento é feito por meio de cobrança de taxas de portagem, com ou sem subsídios do Governo;
Número ou marcador, página 2: b) cobrança de taxas em portagens geridas pelo Fundo de Estradas, FP;
Número ou marcador, página 2: c) cobranças de taxas rodoviárias para veículos de matrícula estrangeira.
Texto do artigo, página 2: Numa primeira fase, a implementação do Programa irá permitir a arrecadação de recursos financeiros para a manutenção de cerca de 3.800 km de estradas e, considerando ser um processo contínuo, a esta extensão serão acrescidas outras estradas, à medida que as intervenções de reabilitação e/ou melhoramento, sejam concluídas.
Texto do artigo, página 2: O modelo adoptado de implementação do programa é de gestão directa pelo sector de Estradas, o que compreende a gestão dos contratos de manutenção pela Administração Nacional de Estradas, IP, e a cobrança das taxas de portagem pelo Fundo de Estradas, FP.
Número ou marcador, página 2: 2. Enquadramento Legal O Desenho e implementação do Programa Auto Sustentado
Texto do artigo, página 2: de Manutenção de Estradas é coberto pela seguinte base legal:
Número ou marcador, página 2: a) a Resolução n.º 61/2008, de 31 de Dezembro, que aprova a Política de Estradas, consagra o princípio de utilizador-pagador, incentiva o financiamento regular e sustentável, através de fundos obtidos de taxas específicas de utilização, define a manutenção de estradas como uma actividade prioritária, e promove medidas que incentivem a qualidade da rede de estradas;
Número ou marcador, página 2: b) o Decreto n.º 65/2019, de 30 de Julho, que aprova as atribuições da Administração Nacional de Estradas, IP, e estabelece que a implementação das políticas do Governo sobre o desenvolvimento, reabilitação e manutenção das estradas públicas classificadas deve ser feita em consonância com os princípios da economia, eficácia, eficiência e transparência;
Número ou marcador, página 2: c) o Decreto n.º 61/2019, de 9 de Julho, que aprova as atribuições do Fundo de Estradas, FP, estabelece a arrecadação das receitas provenientes de usuários de estradas, para financiar a manutenção de estradas.
Número ou marcador, página 2: 3. Objectivo do Programa
Texto do artigo, página 2: O Programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas - PROASME, tem como objectivo principal promover a preservação do investimento feito na rede de estradas, através da arrecadação de receitas por meio de cobrança de taxas de portagem em complemento às fontes actuais de recursos para o financiamento da manutenção de estradas.
Número ou marcador, página 2: 4. Critérios de Selecção das Estradas O Programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas
Texto do artigo, página 2: será implementado na rede de estradas classificadas e obedeceu ao seguinte critério conjugado:
Número ou marcador, página 2: a) estradas que tenham beneficiado de reabilitação e/ou manutenção periódica e se encontrem em condições boas ou razoáveis;
Número ou marcador, página 2: b) estradas com potencial de tráfego para assegurar a arrecadação de receitas através da cobrança de taxas de portagem;
Número ou marcador, página 2: c) estradas com potencial de crescimento de tráfego;
d)estradas que ligam locais de elevado interesse económico.
Número ou marcador, página 2: 5. Estradas Abrangidas
Texto do artigo, página 2: O programa está divido em duas fases, abarcando cerca de 3.800 km de estradas, distribuídas pelas Províncias de Gaza, Inhambane, Manica, Sofala, Zambézia, Tete, Nampula, Cabo-Delgado e Niassa que foram seleccionadas tendo em conta os critérios descritos no ponto anterior.
Texto do artigo, página 2: As intervenções iniciais consistirão na construção dos postos de portagem, incluindo o alargamento da estrada nas zonas de portagem; no reassentamento de pessoas afectadas e realocação de infra-estruturas diversas; na instalação de sistemas electrónicos de cobrança de portagens e na elaboração da proposta de modelo de operação dos postos de portagem.
Número ou marcador, página 2: 6. Características do Programa O Programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas
Texto do artigo, página 2: que se propõe, terá as seguintes características:
Número ou marcador, página 2: a) a licitação e gestão dos contratos de manutenção das estradas estará sob a responsabilidade da Administração Nacional de Estradas, IP;
Número ou marcador, página 2: b) a gestão e manutenção das insfraestruturas dos postos de portagem estará sob a responsabilidade do Fundo de Estradas, FP;
Número ou marcador, página 2: c) os custos operacionais serão suportados pelas receitas cobradas nos postos de portagem;
d)a cobrança das taxas de portagem, bem como a manutenção do equipamento estará sob a responsabilidade do Fundo de Estradas, FP, podendo, se as condições o permitirem, contratar serviços para o efeito;
Número ou marcador, página 2: e) os custos de investimento (reabilitação) serão feitos com fundos obtidos de instituições financeiras e/ou parceiros de desenvolvimento;
Número ou marcador, página 2: f) os custos iniciais serão suportados por recursos do Fundo de Estradas, FP e/ou créditos.
Texto do artigo, página 2: Esta abordagem tem como vantagens entre outras:
Número ou marcador, página 2: a) permitir que as taxas de portagem a definir sejam praticáveis, na medida em que se reduz os encargos financeiros do programa;
Número ou marcador, página 3: b) gestão directa dos contratos facilitando o controlo dos custos de manutenção;
Número ou marcador, página 3: c) subsídio cruzado entre diversas estradas que integram o programa;
Número ou marcador, página 3: d) maior aceitação social do princípio de contribuição pelos utentes para o financiamento da manutenção de estradas. Com vista a optimizar as infra-estruturas de cobranças existentes e alargar o âmbito das infra-
Texto do artigo, página 3: -estruturas mantidas, o programa eleva a categoria de portagens de estradas, as seguintes portagens de pontes sobre os rios:
Texto do artigo, página 3: i. Lúrio (Província de Cabo Delgado);
ii. Ligonha (Província de Nampula);
iii. Licungo (Província da Zambézia);
iv. Púngué Sul e Lucite (Província de Manica);
v. Save (Província de Inhambane);
vi. Limpopo em Guigá e Xai-Xai (Província de Gaza).
Número ou marcador, página 3: 7. Serviços a Prestar aos Utentes O Programa assegurará a prestação dos seguintes serviços
Texto do artigo, página 3: aos utentes:
Número ou marcador, página 3: a) manutenção de estradas por nível de serviço (p.e, tapamento de buracos, corte de capim, substituição e reparação de sinalização vertical e horizontal);
Número ou marcador, página 3: b) disponibilidade de sistemas de comunicação e administrativos necessários para a eficiência da operação da estrada;
Número ou marcador, página 3: c) assistência aos utentes (p.e, disponibilidade de meios de socorro, em casos de acidente, disponibilidade de meios de reboque em caso de avaria ou sinistro);
Número ou marcador, página 3: d) disponibilização de Kits de primeiros socorros em cada posto de portagem.
Número ou marcador, página 3: 8. Pressupostos do Modelo Financeiro
Texto do artigo, página 3: Os custos de transporte representam uma parte significativa dos custos dos bens produzidos ou importados. Dado que este programa visa a recuperação e manutenção de estradas em condições de sustentabilidade, os custos históricos foram
Texto do artigo, página 3: Tabela 2. Taxas de Portagem
Texto do artigo, página 3: ignorados na análise, sendo considerados apenas os custos futuros em relação a reparações iniciais e a instalação dos postos de portagem. As melhorias nas condições das estradas visam retardar o nível de degradação actual, minimizando as necessidades de investimento futuro.
Texto do artigo, página 3: Consequentemente, os pressupostos assumidos têm em conta a necessidade de assegurar recursos suficientes para uma manutenção adequada e atempada das estradas conforme indicado na tabela 1.
Texto do artigo, página 3: Tabela 1: Pressupostos do Modelo Financeiro
Texto do artigo, página 3: Período do Programa
20 anos
Custo de reparações iniciais/Km
USD 120 000
Custo de Manutenção de Rotina/Km
USD 2 500
Custo de Manutenção Períodica/Km
USD 120 000
Tarifa por Km
USD 0,02
Distância de referência:
100 Km
Manutenção Períodica:
A cada 8 anos
Inflação do Dolar
4%
Taxa de Câmbio USD/Mt
66.00 Mt
Período do Programa
20 anos
Custo de reparações iniciais/Km
USD 120 000
Custo de Manutenção de Rotina/Km
USD 2 500
Custo de Manutenção Períodica/Km
USD 120 000
Tarifa por Km
USD 0,02
Distância de referência:
100 Km
Manutenção Períodica:
A cada 8 anos
Inflação do Dolar
4%
Taxa de Câmbio USD/Mt
66.00 Mt
Número ou marcador, página 3: 9. Taxas de Portagem e Receitas Esperadas
Texto do artigo, página 3: Para o cálculo das taxas de portagem, para além dos pressupostos acima, foram estimadas as necessidades de financiamento da manutenção de rotina e periódica por cada troço da rede asfaltada, quer esta esteja em boas ou em razoáveis condições de transitabilidade.
Texto do artigo, página 3: Adicionalmente, foram considerados os dados de tráfego de 2017, fornecido pela ANE, sendo determinante as características do tráfego quer em termos de volume quer em termos de capacidade de carga do mesmo. Com base nestes dados foi assumida uma tarifa média nacional de 2.0 cêntimos de dólar americano por quilómetro, resultando nas taxas médias ajustadas em meticais por cada 100 km de estrada percorrido, conforme a tabela 2.
Texto do artigo, página 3: Descrição
Classe 1
Classe 2
Classe 3
Classe 4
Total Receitas Anuais
Volume de Tráfego
13 339
3 263
851
2 820
Taxa de Portagem Harmonizadas(Mt)
50
200
500
1 000
R e c e i t a s To t a i s Anuais(Mt)
298 591 471
309 036 617
189 312 800
1 298 842 736
2 095 783 624
Receitas Totais Anuais (USD)
4 524 113
4 682 373
2 868 376
19 679 435
31 754 297
Descrição
Classe 1
Classe 2
Classe 3
Classe 4
Total Receitas Anuais
Volume de Tráfego
13 339
3 263
851
2 820
Taxa de Portagem Harmonizadas(Mt)
50
200
500
1 000
R e c e i t a s To t a i s Anuais(Mt)
298 591 471
309 036 617
189 312 800
1 298 842 736
2 095 783 624
Receitas Totais Anuais (USD)
4 524 113
4 682 373
2 868 376
19 679 435
31 754 297
Texto do artigo, página 3: Taxas Mensais Para Residentes, incluindo veículos de transporte urbano semi-colectivo de passageiros
Classe 1 (Mt)
300
Classe 2 (Mt)
500
Taxas Mensais Para Residentes, incluindo veículos de transporte urbano semi-colectivo de passageiros
Classe 1 (Mt)
300
Classe 2 (Mt)
500
Número ou marcador, página 4: 10. Impacto Económico e Social Espera-se que o Programa Auto-Sustentado de Manutenção
Texto do artigo, página 4: de Estradas traga como benefícios económicos os seguintes:
Texto do artigo, página 4: • Contribuição para a implementação do PQG 2020 – 2024, com cerca de 75 milhões de dólares para a manutenção de cerca de 3.800 km de estradas revestidas, que correspondem a 53% da rede de estradas revestidas;
• Redução dos custos de transportes, pois a melhoria das condições de transitabilidade irão permitir menor tempo de viagem e redução dos custos de manutenção das viaturas;
Texto do artigo, página 4: • Facilidade de acesso às zonas de produção e consumo e aos serviços públicos essenciais;
• Criação de empregos directos e indirectos estimados em 1.484 trabalhadores, tanto nas portagens assim como nas obras de manutenção de estradas.
Número ou marcador, página 4: 11. Cronograma de Implementação O PROASME será implementado em duas fases sendo: Primeira fase: Estradas em boas condições de conservação
Texto do artigo, página 4: com volume de tráfego razoável e obedecerá ao seguinte cronograma:
Texto do artigo, página 4: Actividades
2020
2021
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
IV TRIM
Submissão para aprovação da proposta
Finalização dos Cadernos de Encargo
Lançamento dos Concursos
Avaliação das propostas
Adjudicação
Início de construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança
Actividades
2020
2021
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
IV TRIM
Submissão para aprovação da proposta
Finalização dos Cadernos de Encargo
Lançamento dos Concursos
Avaliação das propostas
Adjudicação
Início de construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança
Texto do artigo, página 4: Actividades 2020 2021
III TRIM IV TRIM I TRIM II TRIM III TRIM IV TRIM
Submissão para aprovação da proposta
Finalização dos Cadernos de Encargo
Lançamento dos Concursos
Avaliação das propostas
Adjudicação
Início de construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança
Actividades
2020
2021
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
IV TRIM
Submissão para aprovação da proposta
Finalização dos Cadernos de Encargo
Lançamento dos Concursos
Avaliação das propostas
Adjudicação
Início de construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança
Texto do artigo, página 4: Segunda fase: Estradas em condições razoáveis a más que necessitam de reparações iniciais para que atinjam condição de estrada boa e obedecerá ao seguinte cronograma:
Texto do artigo, página 4: Actividades
2020
2021
2022
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
Finalização dos Cadernos de Encargo
Licitação para Construção reparação das estradas e construção das portagens
Reparação das estradas e construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança das Portagens
Actividades
2020
2021
2022
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
Finalização dos Cadernos de Encargo
Licitação para Construção reparação das estradas e construção das portagens
Reparação das estradas e construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança das Portagens
Texto do artigo, página 4: Actividades 2020 2021 2022
III TRIM IV TRIM I TRIM II TRIM III TRIM IV TRIM I TRIM II TRIM III TRIM
Finalização dos Cadernos de Encargo
Licitação para Construção reparação das estradas e construção das portagens
Reparação das estradas e construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança das Portagens
Actividades
2020
2021
2022
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
IV TRIM
I TRIM
II TRIM
III TRIM
Finalização dos Cadernos de Encargo
Licitação para Construção reparação das estradas e construção das portagens
Reparação das estradas e construção das portagens
Instalação do sistema electrónico
Sensibilização dos utentes
Início de cobrança das Portagens
Número ou marcador, página 4: 12. Localização dos Postos de Portagem
Texto do artigo, página 4: O programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas integra 26 postos de portagens nas duas fases iniciais, ao longo dos 3.800 km de estradas. A localização dos postos de portagem consta das tabelas I e II em anexo.
Número ou marcador, página 4: 13. Considerações Finais
Texto do artigo, página 4: A gestão do programa será feita directamente pelo sector de estradas, resultando em custos administrativos reduzidos e maior controle dos custos de investimento e operacionais, o que possibilita a aplicação de taxas de portagem sustentaveis
Texto do artigo, página 4: para o utente e ao mesmo tempo que garantam receita mínima para a manutenção.
Texto do artigo, página 4: Reconhecendo o efeito das portagens na vida das pessoas, serão implementadas medidas específicas de mitigação através da aplicação de modalidades de descontos para utilizadores frequentes, residentes, transportes semicolectivos e transportes públicos de passageiros.
Texto do artigo, página 4: A aceitabilidade económica e social do programa será assegurada através da implementação de uma estratégia de comunicação e mecanismo de gestão transparente.
Número ou marcador, página 5: Anexos I – Localização dos Postos de Portagem
Texto do artigo, página 5: Nome do Troço
Extensão dos troços cobertos (Km)
Origem e Destino do Tráfego
Localização do Posto de Portagem
Fase de intervenção
Província
N1: Xai-Xai/Pambara
472
Xai-Xai/Chidenguele
CHIDENGUELE
1
Gaza
Chidenguele/Inharrime
INHARRIME
1
Inhambane
Maxixe/Massinga
MALOVA
1
Inhambane
Massinga/Mapinhane
MAPINHANE
1
Inhambane
N5: Lindela/Inhambane
35
Lindela/Inhambane
MUTAMBA
2
Inhambane
N1: Save/Inchope
254
Save/Muxungue
RIO BÚZI
2
Sofala
N1: Inchope/Caia
316
Inchope/Nhamapdza
PUNGUÉ
2
Sofala
N7: Vanduzi/Changara
328
Catandica/Guro
CAMUAZA CHENGA
2
Manica
N11/N321 Mocuba/ Milange
184
Mocuba/Alto-Benfica
ALTO-BENFICA
1
Zambézia
N 1 0 4 : N a m p u l a / Angoche
173
Nampula/Nametil
NAMETIL
1
Nampula
N13: Nampula/Lichinga
650
Nampula/Namina
NAMINA
1
Nampula
Namina/Iapala
MATHARYA
1
Nampula
Iapala/Rio Lúrio/ Cuamba
MORTUELA
1
Niassa
Cuamba/Mandimba
CONGERENGE
1
Niassa
Mandimba/Lichinga
UTUKULO
1
Niassa
N14: Pemba/Ruaça
343
Pemba/Metoro
METORO
2
Cabo-Delgado
Metoro/Montepuez
MONTEPUEZ
2
Cabo-Delgado
N301: Matambo/Songo
122
Matambo/Songo
MUFA
2
Tete
TOTAL
2 877
Nome do Troço
Extensão dos troços cobertos (Km)
Origem e Destino do Tráfego
Localização do Posto de Portagem
Fase de intervenção
Província
N1: Xai-Xai/Pambara
472
Xai-Xai/Chidenguele
CHIDENGUELE
1
Gaza
Chidenguele/Inharrime
INHARRIME
1
Inhambane
Maxixe/Massinga
MALOVA
1
Inhambane
Massinga/Mapinhane
MAPINHANE
1
Inhambane
N5: Lindela/Inhambane
35
Lindela/Inhambane
MUTAMBA
2
Inhambane
N1: Save/Inchope
254
Save/Muxungue
RIO BÚZI
2
Sofala
N1: Inchope/Caia
316
Inchope/Nhamapdza
PUNGUÉ
2
Sofala
N7: Vanduzi/Changara
328
Catandica/Guro
CAMUAZA CHENGA
2
Manica
N11/N321 Mocuba/ Milange
184
Mocuba/Alto-Benfica
ALTO-BENFICA
1
Zambézia
N 1 0 4 : N a m p u l a / Angoche
173
Nampula/Nametil
NAMETIL
1
Nampula
N13: Nampula/Lichinga
650
Nampula/Namina
NAMINA
1
Nampula
Namina/Iapala
MATHARYA
1
Nampula
Iapala/Rio Lúrio/ Cuamba
MORTUELA
1
Niassa
Cuamba/Mandimba
CONGERENGE
1
Niassa
Mandimba/Lichinga
UTUKULO
1
Niassa
N14: Pemba/Ruaça
343
Pemba/Metoro
METORO
2
Cabo-Delgado
Metoro/Montepuez
MONTEPUEZ
2
Cabo-Delgado
N301: Matambo/Songo
122
Matambo/Songo
MUFA
2
Tete
TOTAL
2 877
Número ou marcador, página 5: Anexo II –Portagens em Pontes elevadas à categoria de Portagens em Estradas
Texto do artigo, página 5: Nome do Troço
Extensão dos troços cobertos (Km)
Origem e Destino do Tráfego
Localização Actual do Posto de Portagem
Novo Local Proposto
N1: Rio Lúrio/Metoro
74
Rio Lúrio/Metoro
Rio Lúrio
N1: Rio Ligonha/ Nampula
97
Rio Ligonha/Nampula
Rio Ligonha
N1: Namacurra/Rio Ligonha
134
Namacurra/Nampevo
Rio Licungo
N1: Incoluane/Xai-Xai
83
Incoluane/Xai-Xai
Rio Limpopo
Chicumbane
N220: Guijá/Chibuto
123
Guija/Chibuto
Rio Limpopo
N1: Pambarra/Rio Save
112
Pambarra/Rio Save
Rio Save
Maluvane
N 7 : Va n d u z i / Changara*
-
Vanduzi/Púngué Sul
Rio Púngué Sul
N 2 6 0 : C h i m o i o / Espungabera
213
Chimoio/Espungabera
Rio Lucite
TOTAL
836
Nome do Troço
Extensão dos troços cobertos (Km)
Origem e Destino do Tráfego
Localização Actual do Posto de Portagem
Novo Local Proposto
N1: Rio Lúrio/Metoro
74
Rio Lúrio/Metoro
Rio Lúrio
N1: Rio Ligonha/ Nampula
97
Rio Ligonha/Nampula
Rio Ligonha
N1: Namacurra/Rio Ligonha
134
Namacurra/Nampevo
Rio Licungo
N1: Incoluane/Xai-Xai
83
Incoluane/Xai-Xai
Rio Limpopo
Chicumbane
N220: Guijá/Chibuto
123
Guija/Chibuto
Rio Limpopo
N1: Pambarra/Rio Save
112
Pambarra/Rio Save
Rio Save
Maluvane
N 7 : Va n d u z i / Changara*
-
Vanduzi/Púngué Sul
Rio Púngué Sul
N 2 6 0 : C h i m o i o / Espungabera
213
Chimoio/Espungabera
Rio Lucite
TOTAL
836
Texto do artigo, página 5: *Extensão contabilizada na tabela do Anexo I.