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Texto do artigo · p. 1 CONSELHO DE MINISTROSTexto do artigo · p. 1 Resolução n.º 9/2018Texto do artigo · p. 1 de 19 de MarçoTexto do artigo · p. 1 Havendo necessidade de se definir as principais linhas orientadoras para o desenvolvimento do Ensino Técnico Profissional em Moçambique para os próximos sete anos, no uso das competências que lhe são atribuídas pela alínea f) do n.º 1 do artigo 204 da Constituição da República, o Conselho de Ministros determina:Texto do artigo · p. 1 Único. É aprovado o Plano Estratégico do Ensino Técnico Profissional 2018-2024, em anexo, que é parte integrante da presente Resolução.Texto do artigo · p. 1 Aprovada pelo Conselho de Ministros, aos 13 de FevereiroTexto do artigo · p. 1 de 2018. Publique-se. O Primeiro – Ministro, Carlos Agostinho de Rosário.Texto do artigo · p. 1 Plano Estratégico do Ensino Técnico Profissional 2018-2024Texto do artigo · p. 1 1. Introdução 1.1.ContextualizaçãoTexto do artigo · p. 1 O Plano Estratégico do Ensino Técnico Profissional (PEETP) 2012-2016 era parte integrante do Plano Estratégico da Educação (PEE) 2012-2016, que foi estendido até 2019. No quadro da novaTexto do artigo · p. 1 estrutura do governo em vigor desde 2015, a tutela do Ensino Técnico Profissional (ETP) passou do extinto Ministério da Educação (MINED) para o Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional (MCTESTP).Texto do artigo · p. 1 Esta mudança da tutela não foi uma mera transferência de tutela institucional, mas tem como pressupostos dois aspectos interligados: integrar o ETP com as outras áreas tecnológicas e científicas geridas pelo mesmo Ministério e criar melhores condições para responder aos crescentes desafios da demanda de competências profissionais requeridas pelo mercado de trabalho, em expansão e mais aberto à internacionalização.Texto do artigo · p. 1 Por razões acima referidas, foi necessário elaborar um novo Plano Estratégico de referência para o período de 2018 a 2024.Texto do artigo · p. 1 O Plano Estratégico do Ensino Técnico-Profissional (PEETP) foi elaborado com o envolvimento de vários actores-chave dos sectores público e privado, das instituições provedoras de formação e dos parceiros de cooperação Igualmente, envolveu a revisão e avaliação de documentos legais, políticos e estratégicos relevantes; consultas extensivas aos intervenientes-chave, e por fim a produção do documento que reflecte a actual realidade do ETP e definição de prioridades para o futuro.Texto do artigo · p. 1 O Plano Estratégico do ETP define as principais linhas orientadoras para o desenvolvimento do ETP em Moçambique nos próximos sete anos. Ao mesmo tempo, operacionaliza a visão do Governo, plasmada no seu Programa Quinquenal (PQG) 2015-2019, que elegeu o Desenvolvimento de Capital Humano e Social como uma das suas Prioridades para o presente mandato. O Objectivo Estratégico (1), deste pilar, estabelece a necessidade de Promover um Sistema Educativo inclusivo, eficaz e eficiente que garanta a aquisição das competências requeridas ao nível de conhecimentos, habilidades, gestão e atitudes que respondam às necessidades de desenvolvimento humano.Texto do artigo · p. 1 1.2. Relacionamento PEETP com instrumentos de Planificação NacionalTexto do artigo · p. 1 O Plano Etratégico do ETP está alinhado com o Programa Quinquenal do Governo 2015 -2019 e outros instrumentos de governação com destaque para:Texto do artigo · p. 1 • Política Nacional de Educação e Estratégias de Implementação;
• Lei de Educação Profissional;
• Lei do Sistema Nacional da Educação e o novo quadro da Educação Profissional;
• Política de Emprego e de outros programas e medidas activas de emprego;
• Política e Estratégia Industrial ;
• Política de Informática;
• Política da Ciência e Tecnologia;
• Estratégia da Ciência e Tecnologia, Inovação de Moçambique;Texto do artigo · p. 2 • Compromissos regionais e internacionais, nomeadamente RISDP (Protocolo relativo à Educação e Formação na SADC) Agenda 2063 da União Africana (Estratégia de Educação para África 2016-2025) e Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável.Texto do artigo · p. 2 2. Metodologia de Elaboração do PEETP 2.1. Princípios metodológicos Abordagem ampla e participativaTexto do artigo · p. 2 As actividades de elaboração do PEETP foram realizadas com envolvimento de actores-chave do ETP, com destaque para representantes de diversas direcções nacionais do MCTESTP, Direcções Provinciais de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, Instituto de Formação Profissional e de Estudos Laborais Alberto Cassimo, Autoridade Nacional de Educação Profissional, Observatório do Mercado de Trabalho do MITESS, Instituições de Ensino Técnico Profissional, Confederação das Associações Económicas (CTA) e Parceiros de Cooperação que integram o Grupo de Educação Profissional.Texto do artigo · p. 2 Técnicas de Recolha e Análise de Dados As técnicas usadas para a recolha e análise de dados foram:Texto do artigo · p. 2 • Análise da documentação;
• Entrevistas;
• Encontros com Grupos Focais;
• Observação directa durante as visitas;
• Visitas às Instituições.Texto do artigo · p. 2 2.2. A Reforma da Educação Profissional e o novo quadro legal e administrativoTexto do artigo · p. 2 O Governo de Moçambique está a implementar um processo de Reforma da Educação Profissional, desde Julho de 2006. O objectivo do Governo é criar uma Educação Profissional orientadaTexto do artigo · p. 2 pela demanda do mercado de trabalho, através de uma formação baseada em padrões de competência e cursos modulares, flexíveis, providenciados por instituições de formação acreditadas para o efeito.Texto do artigo · p. 2 Uma das principais características desta reforma é a necessidade de uma ampla participação dos parceiros sociais, designadamente: dos empregadores, dos sindicatos e outras organizações da sociedade civil, na definição e implementação das políticas para a Educação Profissional, através do seu envolvimento activo como membros dos órgãos reguladores, bem como ao nível da própria provisão de serviços de formação.Texto do artigo · p. 2 Em 2016, foi aprovada pela Assembleia da República de Moçambique, a Lei n.º 6/2016, de 16 de Junho, Lei da Educação Profissional, que estabelece o quadro de Organização, Estruturação, Funcionamento e Financiamento da Educação Profissional.Texto do artigo · p. 2 2.3. Breve caracterização do Ensino Técnico ProfissionalTexto do artigo · p. 2 O Ensino Técnico Profissional em 2017 é constituído por uma rede de 171 instituições, distribuídas em públicas (68), Semi-públicas (38) e privadas (65). As instituições públicas são tuteladas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional e outros Ministérios.Texto do artigo · p. 2 As semipúblicas são instituições comunitárias ou privadas, cuja gestão é privada, mas com a comparticipação do Estado no pagamento de salários, em particular dos docentes. As organizações religiosas são impulsionadoras da criação deste tipo de instituições. A maioria destas são escolas profissionais localizadas em zonas rurais.Texto do artigo · p. 2 As instituições privadas são criadas e geridas pelos privados. Estas localizam-se, de uma forma geral, nas capitais provinciais, com maior enfoque, na Cidade de Maputo.Texto do artigo · p. 2 Tabela 1: Evolução do efectivo dos estudantes de 2015-2017Texto do artigo · p. 2 N/O
Província
Dados de Frequência de 2015
Dados de Frequência 2016
Dados de Frequência 2017
Homem
Mulher
Total
Homem
Mulher
Total
Homem
Mulher
Total
1
C. Maputo
10394
7631
18025
11442
8845
20287
13535
14127
27662
2
Maputo Prov.
3140
2317
5457
3670
2870
6540
4211
3940
8151
3
Gaza
1783
1207
2990
1967
2431
4398
2314
2585
4899
4
Inhambane
3241
2203
5444
3126
2467
5593
3195
2479
5674
5
Sofala
5178
2075
7253
5787
3795
9582
4427
2979
7406
6
Tete
1945
669
2614
2536
1195
3731
2693
1727
4420
7
Manica
4154
2231
6385
4523
2866
7389
4557
3283
7840
8
Zambezia
4886
2591
7477
3957
3733
7690
4203
3164
7367
9
Nampula
3134
1479
4613
4120
2253
6373
4554
3048
7602
10
Niassa
2980
1510
4490
1547
729
2276
1389
633
2022
11
C. Delgado
1330
789
2119
1499
751
2250
1520
750
2270
Total
42165
24702
66867
44174
31935
76109
46598
38715
85313
N/O
Província
Dados de Frequência de 2015
Dados de Frequência 2016
Dados de Frequência 2017
Homem
Mulher
Total
Homem
Mulher
Total
Homem
Mulher
Total
1
C. Maputo
10394
7631
18025
11442
8845
20287
13535
14127
27662
2
Maputo Prov.
3140
2317
5457
3670
2870
6540
4211
3940
8151
3
Gaza
1783
1207
2990
1967
2431
4398
2314
2585
4899
4
Inhambane
3241
2203
5444
3126
2467
5593
3195
2479
5674
5
Sofala
5178
2075
7253
5787
3795
9582
4427
2979
7406
6
Tete
1945
669
2614
2536
1195
3731
2693
1727
4420
7
Manica
4154
2231
6385
4523
2866
7389
4557
3283
7840
8
Zambezia
4886
2591
7477
3957
3733
7690
4203
3164
7367
9
Nampula
3134
1479
4613
4120
2253
6373
4554
3048
7602
10
Niassa
2980
1510
4490
1547
729
2276
1389
633
2022
11
C. Delgado
1330
789
2119
1499
751
2250
1520
750
2270
Total
42165
24702
66867
44174
31935
76109
46598
38715
85313
Texto do artigo · p. 2 De acordo com a Tabela 1, o efectivo dos estudantes tem evoluído consideravelmente em todo o país nas instituições do ETP. Nota-se em particular um aumento da frequência da rapariga em 36,2% de 2015 a 2017. Em 2017 a percentagem global da rapariga situa-se em 45%.Texto do artigo · p. 2 Corpo docente: O gráfico abaixo, mostra o actual número de docentes do ETP e sua distribuição pelo tipo de instituição.Texto do artigo · p. 3 Figura 1: Distribuição de formadores por tipo de instituiçãoTexto do artigo · p. 3 Da Figura 1 deduz-se que as instituições públicas têm o maior número de docentes perfazendo cerca de 52,7% do total dos docentes no subsistema do ETP.Texto do artigo · p. 3 Tabela 2: Efectivo de Formadores do ETPTexto do artigo · p. 3 Professores com e sem Formação Psicopedagógica - 2015, 2016 e 2017
NR
Provincia
2015
2016
2017
S/Formação
C/Formação
Total
S/Formação
C/Formação
Total
S/Formação
C/Formação
Total
1
Maputo Cidade
417
708
1125
435
703
1138
494
726
1220
2
Maputo Provincia
79
401
480
137
349
486
126
381
507
3
Gaza
61
123
184
249
97
346
257
157
414
4
Inhambane
162
213
375
334
143
477
307
180
487
5
Sofala
79
201
280
102
182
284
170
221
391
6
Tete
71
120
191
206
63
269
259
121
380
7
Manica
203
201
404
296
122
418
272
171
443
8
Zambezia
170
292
462
259
262
521
288
248
536
9
Nampula
131
341
472
223
307
530
334
456
790
10
Niassa
41
91
132
55
81
136
47
91
138
11
Cabo Delgado
31
118
149
59
102
161
59
128
187
TOTAL
1445
2809
4254
2355
2411
4766
2613
2880
5493
Professores com e sem Formação Psicopedagógica - 2015, 2016 e 2017
NR
Provincia
2015
2016
2017
S/Formação
C/Formação
Total
S/Formação
C/Formação
Total
S/Formação
C/Formação
Total
1
Maputo Cidade
417
708
1125
435
703
1138
494
726
1220
2
Maputo Provincia
79
401
480
137
349
486
126
381
507
3
Gaza
61
123
184
249
97
346
257
157
414
4
Inhambane
162
213
375
334
143
477
307
180
487
5
Sofala
79
201
280
102
182
284
170
221
391
6
Tete
71
120
191
206
63
269
259
121
380
7
Manica
203
201
404
296
122
418
272
171
443
8
Zambezia
170
292
462
259
262
521
288
248
536
9
Nampula
131
341
472
223
307
530
334
456
790
10
Niassa
41
91
132
55
81
136
47
91
138
11
Cabo Delgado
31
118
149
59
102
161
59
128
187
TOTAL
1445
2809
4254
2355
2411
4766
2613
2880
5493
Texto do artigo · p. 3 2.4.Texto do artigo · p. 3 Estágio actualTexto do artigo · p. 3 De acordo com a Tabela 2 pode-se observar que do total de 5.493 docentes, 2.880 possuem algum tipo de formação psicopedagógica e os restantes não têm qualquer formação nesse domínio.Texto do artigo · p. 3 2.4. Estágio actual da oferta de vagas do Ensino Técnico ProfissionalTexto do artigo · p. 3 A razão entre o número de vagas do Ensino Técnico Profissional e a população em idade para frequentar as escolasTexto do artigo · p. 3 técnico profissionais apresenta-se no gráfico da Figura 2. Apesar das províncias de Nampula e da Zambézia se apresentarem nas posições como uma das províncias com maior número de instituições, quando se relaciona as vagas com a população em idade para ingressar no ensino técnico, estas duas províncias passam para posições bastante desfavoráveis, sendo que a província de Nampula passa para a pior posição entre todas as províncias.Texto do artigo · p. 4 5% Cabo Delgado
66% Cidade de Maputo
7% Gaza
13% Inhambane
13% Manica
13% Maputo Provincia
3% Nampula
6% Niassa
14% Sofala
4% Tete
7% ZambéziaTexto do artigo · p. 4 Figura 2: Relação entre vagas nas ETP e número de habitantes em idade de ingresso nas ETPTexto do artigo · p. 4 Esta aparente despromoção das duas províncias atrás referidas deve-se a dois factores: a densidade populacional elevada e o tamanho das escolas que foram implantadas nestas províncias.Texto do artigo · p. 4 No quadro do PQG, foi definido um pacote de intervenções a serem cumpridas até 2019, dentre as quais está prevista a construção, reabilitação, ampliação e apetrechamento de 19 instituições (Tabela 3), para a cobertura destas intervenções, o valor é de cerca de U$D 73,2 milhões de dólares provenientes dos parceiros de cooperação e do OE.Texto do artigo · p. 4 Tabela 3: Instituições com financiamento garantido para construção, reabilitação, ampliação e apetrechamentoTexto do artigo · p. 4 N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³ U$D)
Fonte de Financiamento
Período
1
Instituto Agrário de Balama
C. Delgado
450
6.000,00
BADEA e Fundo Saudita
2014-2017
2
Instituto Industrial e Comercial de Pemba (Hotel Escola)
120
3.800,00
Fundo de Apoio a Educação- (FASE)
2014-2018
3
Instituto Agrário de Majune
Niassa
350
6.000,00
BADEA e Fundo Saudita
2014-2017
4
Instituto Industrial e Comercial Ngungunhane de Lichinga (Reabilitação)
1400
7.000,00
EXIM Bank/ Coreia do Sul
2014-2016
5
Instituto Agrário de Mocuba (Reabilitação)
Zambézia
450
3.800,00
2014-2016
6
Instituto Agrário de Chimoio (Ampliação)
Manica
500
9.800,00
Banco Mundial/OE
2013-2016
7
Instituto Industrial e Comercial de Matola (Reabilitação)
Maputo Província
1600
7.500,00
KOICA/ Coreia do Sul
2015-2018
8
Instituto Industrial e Comercial Eduardo Mondlane (Hotel Escola)
Inhambane
120
3.800,00
FASE
2014-2019
9
Instituto Comercial de Maputo (Hotel Escola)
Maputo Cidade
120
3.800,00
FASE
2014-2019
10
Escola Profissional de Thopuito de Larde
Nampula
350
2.500,00
Kenmare
2015-2018
11
Escola Profissional de Mugeba (Construção de oficinas)
Zambezia
177
1.100,00
FASE
2015-2017
12
Instituto Industrial e Comercial da Beira (Reabilitação)
Sofala
1600
4.228,00
KfW
2018-2019
N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³ U$D)
Fonte de Financiamento
Período
1
Instituto Agrário de Balama
C. Delgado
450
6.000,00
BADEA e Fundo Saudita
2014-2017
2
Instituto Industrial e Comercial de Pemba (Hotel Escola)
120
3.800,00
Fundo de Apoio a Educação- (FASE)
2014-2018
3
Instituto Agrário de Majune
Niassa
350
6.000,00
BADEA e Fundo Saudita
2014-2017
4
Instituto Industrial e Comercial Ngungunhane de Lichinga (Reabilitação)
1400
7.000,00
EXIM Bank/ Coreia do Sul
2014-2016
5
Instituto Agrário de Mocuba (Reabilitação)
Zambézia
450
3.800,00
2014-2016
6
Instituto Agrário de Chimoio (Ampliação)
Manica
500
9.800,00
Banco Mundial/OE
2013-2016
7
Instituto Industrial e Comercial de Matola (Reabilitação)
Maputo Província
1600
7.500,00
KOICA/ Coreia do Sul
2015-2018
8
Instituto Industrial e Comercial Eduardo Mondlane (Hotel Escola)
Inhambane
120
3.800,00
FASE
2014-2019
9
Instituto Comercial de Maputo (Hotel Escola)
Maputo Cidade
120
3.800,00
FASE
2014-2019
10
Escola Profissional de Thopuito de Larde
Nampula
350
2.500,00
Kenmare
2015-2018
11
Escola Profissional de Mugeba (Construção de oficinas)
Zambezia
177
1.100,00
FASE
2015-2017
12
Instituto Industrial e Comercial da Beira (Reabilitação)
Sofala
1600
4.228,00
KfW
2018-2019
Texto do artigo · p. 5 N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³ U$D)
Fonte de Financiamento
Período
13
Escola Industrial e Comercial da Beira (Reabilitação)
Sofala
2200
3.241,00
KfW
2018-2019
14
Escola Profissional de Marera (Reabilitação)
Manica
300
2.536,00
KfW
2018-2019
15
Instituto Industrial e Comercial "Eduardo Mondlane" (Reabilitação)
Inhambane
1400
4.796,00
kfw
2018-2019
16
Instituto Industrial de Matundo (Reabilitação das oficinas)
Tete
777
1.800,00
Canada
2015-2018
17
Escola Profissional de Macomia
C. Delgado
301
1.200,00
Noruega/Candá
2015-2018
18
Escola Profissional de Milange
Zambézia
250
150,00
OE
2014-2016
19
Escola Profissional de Muanza
Sofala
250
150,00
OE
2014-2016
Total
12715
73.201,00
N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³ U$D)
Fonte de Financiamento
Período
13
Escola Industrial e Comercial da Beira (Reabilitação)
Sofala
2200
3.241,00
KfW
2018-2019
14
Escola Profissional de Marera (Reabilitação)
Manica
300
2.536,00
KfW
2018-2019
15
Instituto Industrial e Comercial "Eduardo Mondlane" (Reabilitação)
Inhambane
1400
4.796,00
kfw
2018-2019
16
Instituto Industrial de Matundo (Reabilitação das oficinas)
Tete
777
1.800,00
Canada
2015-2018
17
Escola Profissional de Macomia
C. Delgado
301
1.200,00
Noruega/Candá
2015-2018
18
Escola Profissional de Milange
Zambézia
250
150,00
OE
2014-2016
19
Escola Profissional de Muanza
Sofala
250
150,00
OE
2014-2016
Total
12715
73.201,00
Texto do artigo · p. 5 As intervenções em curso, nas 19 instituições de Ensino Técnico Profissional em todo País, resultarão no aumento da disponibilidade de 12715 vagas no subsistema.Texto do artigo · p. 5 O levantamento feito pelo MCTESTP aponta que o custo de investimento em infra-estruturas e equipamento (Tabela 4) para as 27 instituições a serem construídas, reabilitadas e apetrechadasTexto do artigo · p. 5 e a abertura do curso de Programação e Redes em três instituições até 2024 e ainda sem financiamento estima-se em 415 milhões de Dólares Americanos, tornando-se pertinente a contínua mobilização de recursos financeiros para o efeito. De referir que a indicação dos locais para a construção de novas instituições foi em coordenação com os Governos Provinciais.Texto do artigo · p. 5 Tabela 4: Custos de investimento na construção, reabilitação e apetrechamento de instituições sem financiamento garantido.Texto do artigo · p. 5 N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³U$D)
1
Escola Profissional da Ilha do Ibo
C. Delgado
350
18.663,00
2
Instituto Agrário de Balama (ampliação e apetrechamento)
450
6.500,00
3
Instituto Industrial e Comercial de Mocímboa da Praia
1600
23.381,00
4
Instituto Industrial de Namaua - Mueda
300
5.000,00
5
Instituto Agrário de Majune (ampliação e apetrechamento)
Niassa
350
7.000,00
6
Instituto Médio de Geologia e Minas de Maniamba
450
6.238,00
7
Escola Profissional de Murrupula (apetrechamento)
Nampula
300
6.000,00
8
Escola Profissional de Muecate
350
18.663,00
9
Instituto Agro-Industrial de Malema
1600
21.501,00
10
Instituto Agro-Industrial de Mogovolas
1600
22.501,00
11
Escola Profissional de Milange (Ampliação e apetrechamento)
Zambézia
250
6.500,00
12
Instituto Industrial e Comercial de Quelimane
1600
23.381,00
13
Instituto Agrário de Maganja da Costa
500
19.050,00
14
Instituto Industrial e Comercial 1º de Maio de Quelimane (Reabilitação e apetrechamento)
150
2.192,00
15
Instituto Agro-Industrial de Alto Molocué
1600
21.501,00
16
Instituto Agrário de Morrumbala
500
19.050,00
17
Instituto Agro-Industrial de Mopeia
1600
21.501,00
18
Escola Profissional de Muanza (Ampliação e apetrechamento)
Sofala
250
7.500,00
19
Instituto Agrário de Chifundi
Tete
500
19.050,00
20
Instituto Industrial de Matundo (Reabilitação e apetrechamento)
250
3.465,00
21
Instituto Agro-Industrial de Mutarara
1600
21.501,00
22
Instituto Industrial de Chitima
1600
22.181,00
N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³U$D)
1
Escola Profissional da Ilha do Ibo
C. Delgado
350
18.663,00
2
Instituto Agrário de Balama (ampliação e apetrechamento)
450
6.500,00
3
Instituto Industrial e Comercial de Mocímboa da Praia
1600
23.381,00
4
Instituto Industrial de Namaua - Mueda
300
5.000,00
5
Instituto Agrário de Majune (ampliação e apetrechamento)
Niassa
350
7.000,00
6
Instituto Médio de Geologia e Minas de Maniamba
450
6.238,00
7
Escola Profissional de Murrupula (apetrechamento)
Nampula
300
6.000,00
8
Escola Profissional de Muecate
350
18.663,00
9
Instituto Agro-Industrial de Malema
1600
21.501,00
10
Instituto Agro-Industrial de Mogovolas
1600
22.501,00
11
Escola Profissional de Milange (Ampliação e apetrechamento)
Zambézia
250
6.500,00
12
Instituto Industrial e Comercial de Quelimane
1600
23.381,00
13
Instituto Agrário de Maganja da Costa
500
19.050,00
14
Instituto Industrial e Comercial 1º de Maio de Quelimane (Reabilitação e apetrechamento)
150
2.192,00
15
Instituto Agro-Industrial de Alto Molocué
1600
21.501,00
16
Instituto Agrário de Morrumbala
500
19.050,00
17
Instituto Agro-Industrial de Mopeia
1600
21.501,00
18
Escola Profissional de Muanza (Ampliação e apetrechamento)
Sofala
250
7.500,00
19
Instituto Agrário de Chifundi
Tete
500
19.050,00
20
Instituto Industrial de Matundo (Reabilitação e apetrechamento)
250
3.465,00
21
Instituto Agro-Industrial de Mutarara
1600
21.501,00
22
Instituto Industrial de Chitima
1600
22.181,00
Texto do artigo · p. 6 N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³U$D)
23
Escola Profissional de Tambara
Manica
350
18.663,00
24
Instituto Industrial e Comercial Joaquim Marra
1600
23.381,00
25
Instituto Agrário de Inhamussua (Reabilitação e apetrechamento)
Inhambane
530
20.193,00
26
Escola Profissional de Pafuri
Gaza
350
18.633,00
27
Instituto Industrial 1º Maio (Reabilitação e apetrechamento)
C. Maputo
250
3.465,00
28
Estabelecer laboratórios de redes de TIC´s
Em todas as províncias
300
8.000,00
Total
21.130
414.657,00
N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³U$D)
23
Escola Profissional de Tambara
Manica
350
18.663,00
24
Instituto Industrial e Comercial Joaquim Marra
1600
23.381,00
25
Instituto Agrário de Inhamussua (Reabilitação e apetrechamento)
Inhambane
530
20.193,00
26
Escola Profissional de Pafuri
Gaza
350
18.633,00
27
Instituto Industrial 1º Maio (Reabilitação e apetrechamento)
C. Maputo
250
3.465,00
28
Estabelecer laboratórios de redes de TIC´s
Em todas as províncias
300
8.000,00
Total
21.130
414.657,00
Texto do artigo · p. 6 A análise FOFA permitiu identificar os principais desafios do susbsistema do ETP em Moçambique. O quadro abaixo faz a demonstração sumária desses desafios.Texto do artigo · p. 6 Tabela 6: Principais desafios do ETPTexto do artigo · p. 6 Desafios
Constatações
Acesso
a. Distribuição geográfica desigual de instituições do ETP;
b. Análise insuficiente da demanda do marcado de trabalho a nível territorial;
c. Limitado número de vagas para admissão ao ETP por ano/escola;
d. Disparidades de género em relação ao acesso e retenção;
e. Falta de estratégia sectorial para a abordagem dos assuntos transversais.
Qualidade
a. Falta de um inventário actualizado sobre a utilização das infraestruturas e equipamentos;
b. Número limitado de formadores para corresponder à demanda do subsistema;
c. Deficiente manutenção das infraestruturas e equipamentos;
d. Deficiente aplicação do sistema de controlo de qualidade;
e. Obsolência e falta de equipamentos de laboratórios, meios didácticos e consumíveis;
f. Fraca inserção das instituições nas comunidades locais e ligação destas instituições ao sector produtivo;
Governação
a. Deficiente coordenação entre os níveis de governação do ETP: Central, Provincial, Distrital e instituições; (autonomia escolar, autarcização; descentralização);
b. Fraca capacidade de planificação da oferta formativa num contexto de escassez de recursos;
c. Fraco conhecimento sobre as implicações da aplicação da reforma e da revisão da lei do SNE no ETP e em particular para o nível básico (escolas Básicas Profissionais);
d. Sistema de gestão de informação insuficiente para tomada de decisões.
Desafios
Constatações
Acesso
a. Distribuição geográfica desigual de instituições do ETP;
b. Análise insuficiente da demanda do marcado de trabalho a nível territorial;
c. Limitado número de vagas para admissão ao ETP por ano/escola;
d. Disparidades de género em relação ao acesso e retenção;
e. Falta de estratégia sectorial para a abordagem dos assuntos transversais.
Qualidade
a. Falta de um inventário actualizado sobre a utilização das infraestruturas e equipamentos;
b. Número limitado de formadores para corresponder à demanda do subsistema;
c. Deficiente manutenção das infraestruturas e equipamentos;
d. Deficiente aplicação do sistema de controlo de qualidade;
e. Obsolência e falta de equipamentos de laboratórios, meios didácticos e consumíveis;
f. Fraca inserção das instituições nas comunidades locais e ligação destas instituições ao sector produtivo;
Governação
a. Deficiente coordenação entre os níveis de governação do ETP: Central, Provincial, Distrital e instituições; (autonomia escolar, autarcização; descentralização);
b. Fraca capacidade de planificação da oferta formativa num contexto de escassez de recursos;
c. Fraco conhecimento sobre as implicações da aplicação da reforma e da revisão da lei do SNE no ETP e em particular para o nível básico (escolas Básicas Profissionais);
d. Sistema de gestão de informação insuficiente para tomada de decisões.
Texto do artigo · p. 6 Quadro Conceptual do Plano Estratégico Figura 3, representa o quadro conceptual que liga os elementos da lógica de intervenção do Plano EstratégicoTexto do artigo · p. 7 PQG 2015 - 2019
Prioridade: Desenvolver o Capital Humano e Social
Objectivo Estratégico: Promover um Sistema
Educativo Inclusivo, eficaz e eficiente.
PEETP 2018 - 2024
Objectivo Geral: Expandir o acesso e incrementar a
qualidade do Ensino Técnico-Profissional, visando a
empregabilidade dos graduados e contribuir para o
desenvolvimento sustentável do País.
Objectivo Estratégico 1
Aumentar o acesso e a
retenção no ETP,
prestando particular
atenção às disparidades
geográficas e de género
Objectivo Estratégico 2
Garantir que os
graduados do ETP
tenham uma formação de
qualidade e relevante para
o mercado de trabalho
Objectivo Estratégico 3
Melhorar a gestão e
coordenação do sistema,
envolvendo o sector
produtivo, de forma
particular
Género e TICs
Eixo Estratégico 1
Aplicação integral dos
mecanismos e prática
da reforma
Eixo Estratégico 2
Relacionamento com o
meio empresarial e
PPP
Eixo Estratégico 3
Fortalecimento do
gestão escolar num
contexto de autonomia
e descentralizaçãoTexto do artigo · p. 7 Figura 3- Quadro conceptual do Plano EstratégicoTexto do artigo · p. 7 3. Visão, Missão, e Princípios Orientadores VisãoTexto do artigo · p. 7 Um Ensino Técnico-Profissional de excelência relevante, inclusivo que contribua para o desenvolvimento sustentável, que atenda as necessidades do sector produtivo e que seja uma referência a nível regional.Texto do artigo · p. 7 MissãoTexto do artigo · p. 7 Garantir aos cidadãos o acesso à uma formação técnicocientífica de qualidade e relevante, para responder à demanda do mercado de trabalho e às necessidades do desenvolvimento económico e social do País.Texto do artigo · p. 7 Princípios orientadoresTexto do artigo · p. 7 • Igualidade de oportunidade do acesso;
• Qualidade da oferta de formação;
• Empregabilidade;
• Participação do sector produtivo;
• Ética, Integridade e transparência.Texto do artigo · p. 7 3.1. Objectivo Geral Expandir o acesso e incrementar a qualidade do EnsinoTexto do artigo · p. 7 Técnico-Profissional, visando a empregabilidade dos graduados e contribuir para o desenvolvimento sustentável do País.Texto do artigo · p. 7 3.2. Objectivos EstratégicosTexto do artigo · p. 7 Objectivo Estratégico 1 Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestandoTexto do artigo · p. 7 particular atenção às disparidades geográficas e de género Acções Prioritárias: a) Expandir a rede escolar através da construção,Texto do artigo · p. 7 reabilitação, ampliação e apetrechamento de infra-estruturasTexto do artigo · p. 7 A expansão da rede escolar do ETP constitui uma das grandes prioridades do país e será alcançada mediante investimento em infra estruturas, através da construção, ampliação reabilitação e apetrechamento, dando ênfase às intervenções que visam oTexto do artigo · p. 8 seu melhor aproveitamento. Como contribuição do ETP para a consolidação da Unidade Nacional e para garantir o acesso ao Ensino Técnico-Profissional a todos os cidadãos, em particular às raparigas, as novas construções escolares deverão ser providas de centros internatos de excelência.Texto do artigo · p. 8 A planificação da oferta formativa é um processo multidimensional e integrado, baseado na recolha sistemática e tratamento de dados estatísticos nas áreas de formação, demográfica, geográfica, infraestrutural, social e económica. Os dados mais relevantes incluem:Texto do artigo · p. 8 a) Estrutura actual e futura da oferta formativa;
Texto do artigo · p. 8 b) Tendências ocupacionais e comportamentos da força de trabalho;
Texto do artigo · p. 8 c) Estrutura e dinâmica demográfica;
Texto do artigo · p. 8 d) Características geográficas e físicas do território de localização das futuras IETP.Texto do artigo · p. 8 b) Facilitar o acesso e a retenção de raparigas e aumento de formadoras no ETP no quadro da Estratégia de GéneroTexto do artigo · p. 8 A problemática do género é multidimensional, pelo que requer um instrumento específico de visão e gestão estratégica, que analise os factores gerais de desigualdade, tendo em conta os factores que se relacionam com a condição social da mulher e os factores específicos do contexto escolar.Texto do artigo · p. 8 É preciso, reverter a baixa participação das mulheres em cursos tradicionalmente considerados masculinos, através de acções de sensibilização das famílias, dos formadores e do sector produtivo. Esta constatação justifica a necessidade já avançada de se elaborar um Plano Estratégico sectorial sobre o género, que identifique as responsabilidades e tarefas ao longo da cadeia de gestão institucional do subsistema: central, provincial, distrital e escolar, bem como horizontal, envolvendo as comunidades locais e famílias.Texto do artigo · p. 8 O impacto deste modelo deve resultar num ambiente escolar mais atractivo e seguro para raparigas e rapazes, onde cada formando possa ter oportunidades iguais e equitativas.Texto do artigo · p. 8 O desafio acima apresentado só poderá ser alcançado através de uma resposta integrada que reúna sinergias entre mecanismos institucionais criados para promoção do género e prevenção do abuso e assédio sexual, no sector público e em particular no contexto escolar, com acções práticas e localizadas, nomeadamente: Criação de condições infra-estruturais, didácticas de estudo, nos ambientes escolares:Texto do artigo · p. 8 a) Sensibilização das comunidades, famílias, raparigas e comunidade educativa, em geral, sobre os efeitos do assédio e abuso sexual de menores/raparigas;
Texto do artigo · p. 8 b) Divulgação, no seio das comunidades e meio escolar, dos direitos humanos e em particular da criança e dos mecanismos e instrumentos legais aprovados para a protecção e combate ao assédio e abuso sexual da criança e da rapariga;
Texto do artigo · p. 8 c) Capacitação de formadores e membros do Conselho de Escola e da comunidade em geral, em direitos humanos e da mulher, encorajando a identificação e denúncia de casos de assédio ou abuso sexual;
Texto do artigo · p. 8 d) Um dos grandes desafios, no contexto escolar, particularmente no seio das alunas é como quebrar o silêncio sobre casos de assédio e abuso sexual, perpetrados particularmente pelos professores, mediante a criação de centros de aconselhamento ao nível escolar para divulgação dos decretos/ regulamentos aos alunos, no geral e especialmente às alunas para o encaminhamento de casos de assédio e abuso sexual;Texto do artigo · p. 8 e) Actualização, aprovação e implementação de regulamentos, que sancionam os perpetradores de assédio e abuso sexual;
Texto do artigo · p. 8 f) Sensibilização das comunidades, famílias, mundo empresarial e abertura de canais específicos para apoiar o acesso da mulher ao mercado de emprego.Texto do artigo · p. 8 A criação de Unidades/Serviços de Apoio ao Género nas instituições do ETP, proposta neste Plano Estratégico, contempla a criação de “Pontos Focais” com a responsabilidade de monitorar a observância dos direitos da mulher, em particular da rapariga. Os Pontos Focais são parte de uma rede nacional que integra a DINET, Direcções Provinciais e SDEJT.Texto do artigo · p. 8 Estratégia de Género para o ETP integra entre outros aspectos:Texto do artigo · p. 8 a) A análise das condições existentes, em particular das mulheres/raparigas no âmbito da oferta de formação técnica, olhando também para as saídas para o sector produtivo;
Texto do artigo · p. 8 b) A identificação e proposta de soluções no âmbito das funções e responsabilidades institucionais sobre assuntos de género;
Texto do artigo · p. 8 c) A definição de modelos e regras de funcionamento;
Texto do artigo · p. 8 d) A indicação dos custos e a relativa doptação orçamental para a aplicação da Estratégia do Género e de Combate ao Assédio e Abuso Sexual das Raparigas na Escola.Texto do artigo · p. 8 c) Diversificar a Oferta de FormaçãoTexto do artigo · p. 8 A diversificação da oferta de formação pode incluir o incremento das qualificações, e introdução e consolidação do Ensino à Distância. A relação com o mercado de trabalho e análise de impacto sobre a empregabilidade dos graduados jogará um papel importante na diversificação da oferta de formação tendo em conta as potencialidades económicas de cada região.Texto do artigo · p. 8 A introdução e expansão da Ensino à Distância joga um papel importante na diversifcação da oferta formativa e alargamento do acesso ao ETP. Considerando as características deste modelo, é imperioso investir na capacitação dos formadores e na aquisição de equipamento informático adequado.Texto do artigo · p. 8 d) Integrar programas de prevenção do HIV e SIDA, saúde escolar e alunos com necessidades educativas especiais (NEE)Texto do artigo · p. 8 Assuntos transversaisTexto do artigo · p. 8 Esta área que abarca temáticas muito diferentes como por exemplo HIV e SIDA, alunos com Necessidades Educativas Especiais, Desporto e saúde escolar entre outras abordagens destas matérias no ETP, ainda está numa fase incipiente. Neste sentido, estas acções deverão ser incorporadas nos planos de actividades e orçamento ao nível Central, Local e das IETP.Texto do artigo · p. 8 Estabelecimento de serviços de Orientação e Aconselhamento ProfissionalTexto do artigo · p. 8 A orientação e Aconselhamento Profissional sobre o ETP desempenham um papel estratégico para o incremento dos níveis de acesso e retenção dos formandos no subsistema.Texto do artigo · p. 8 A sua implementação deverá acompanhar o formando antes, durante e depois da saída da escola e poderá integrar outros serviços associados, tais como: ligação com os Centros de Emprego, partilha de oportunidades sobre o desenvolvimento ou incubação de negócios (auto-emprego), apoio à elaboração de projectos e pesquisa de linhas de financiamentos.Texto do artigo · p. 8 A orientação deverá observar três fases:Texto do artigo · p. 8 • Antes do ingresso no subsistema, para orientar os alunos na escolha da especialidade tendo em conta a sua vocação ou potencial de adaptação e desenvolvimento. Neste sentido, é preciso orientar a inserçãoTexto do artigo · p. 9 e escolha de cursos para candidatos com Necessidades Educativas Especiais, fornecendo informações sobre a disponibilidade de oferta formativa face à natureza e tipologia de Necessidades Educativas;Texto do artigo · p. 9 • Acompanhamento durante o percurso de formação para confirmar e prestar esclarecimentos, nos casos de eventual necessidade de mudança de curso e prestar apoio pedagógico;
• O Serviço de Orientação e Aconselhamento apoiará os graduados no complexo processo de inserção no mercado de trabalho quer formal quer informal ou mesmo iniciar o seu próprio negócio.Texto do artigo · p. 9 Objectivo Estratégico 2 Garantir que os graduados do ETP tenham uma formação deTexto do artigo · p. 9 qualidade e relevante para o mercado de trabalho.Texto do artigo · p. 9 Acções prioritárias: a) Recrutar e capacitar formadores do ETPTexto do artigo · p. 9 O recrutamento e capacitação de formadores do ETP constitui uma das prioridades do subsistema e requer uma planificação adequada tendo em conta as qualificações profissionais e áreas prioritárias.Texto do artigo · p. 9 b) Consolidar o sistema de garantia de qualidade da oferta formativa no ETPTexto do artigo · p. 9 A qualidade é o resultado da adequação dos diferentes factores que compõem a oferta formativa como o desenvolvimento de qualificações, as competências dos formadores, a adequação das infra-estruturas e do equipamento. A aplicação destes critérios de qualidade é um processo gradual e as mudanças necessárias devem ser acompanhadas pelo orgão regulador (ANEP) e provedoras de formação, de acordo com os procedimentos estabelecidos.Texto do artigo · p. 9 A nível nacional compete à ANEP estabelecer o sistema de qualidade e respectivos padrões. Compete à DINET, elaborar os parâmetros ou mecanismos de controlo de qualidade, garantindo deste modo, que as instituições do ETP operem dentro de um quadro de qualidade que responda aos requisitos estabelecidos pela REP.Texto do artigo · p. 9 Assim, a DINET e a sua rede de instituições devem ser fortalecidas com recursos humanos, materiais e financeiros para responder adequadamente os desafios impostos pela reforma.Texto do artigo · p. 9 c) Consolidar a oferta formativa e de qualificações baseadas em padrões de competênciasTexto do artigo · p. 9 A lei obriga todas as IETPs a aplicarem as normas e os conteúdos da Reforma. Uma delas é a adopção de modelo de formação baseados em padrões de competências, cuja elaboração é de responsabilidade de cada IETP, exceptuando as qualificações já disponíveis no Quadro Nacional das Qualificações Profissionais.Texto do artigo · p. 9 A implementação das qualificações nas IETPs é um processo que deve ser cuidadosamente acompanhado e monitorado, tendo em conta as implicações resultantes de mudanças profundas na estrutura de organização e funcionamento.Texto do artigo · p. 9 d) Implementar Técnicas didácticas inovadoras, uso de equipamentos e recursosTexto do artigo · p. 9 Conforme os resultados do estudo mencionado (MCTESTP, 2016) e dos encontros realizados, a maioria das IETPs, apesar da disparidade na distribuição de equipamento e de competências profissionais, possui condições e potencialidades para utilizar as TICs como recurso didáctico. Neste sentido, torna-se necessário elaborar um instrumento normativo (Regulamento) sobre a distribuição, uso e aproveitamento das TICs no ETP e, implementação de um plano de capacitação continua de formadores na área de TICs.Texto do artigo · p. 9 e) Prover as Instituições com recursos adequados para assegurar necessidades inerentes ao processo de formação.Texto do artigo · p. 9 Tendo em conta as especificidades do ETP, há necessidade de prover as instituições com recursos a altura para assegurar todas necessidades inerentes ao processo de formação.Texto do artigo · p. 9 Objectivo Estratégico 3 Melhorar a Gestão e Coordenação do Subsistema do ETP Acções prioritárias:Texto do artigo · p. 9 a) Fortalecer o Sistema de Governação do Ensino Técnico ProfissionalTexto do artigo · p. 9 A DINET, a ANEP, as Direcções Provinciais, os Serviços Distritais e as instituições provedoras de formação são cruciais para a implementação efectiva da Reforma da Educação Profissional. Assim, todos esses intervenientes devem agir de forma articulada e integrada para garantir uma oferta de formação que efectivamente responda à demanda do mercado de trabalho.Texto do artigo · p. 9 No âmbito do Plano Estratégico do ETP, o fortalecimento institucional da DINET e das Direcções Provinciais assume uma relevância absolutamente prioritária para sustentar e garantir a implementação efectiva da Reforma de Educação Profissional.Texto do artigo · p. 9 b) Operacionalizar a Estratégia de Financiamento do ETPTexto do artigo · p. 9 As fontes tradicionais de financiamento do ETP, nomeadamente, o Orçamento do Estado e a Cooperação Internacional, não estão em condições de garantir um financiamento constante e pleno a médio e longo prazos, para o desenvolvimento de uma educação moderna, vocacionada para responder à demanda do sector produtivo. Neste sentido, tal como está previsto na Lei de Educação Profissional, o estabelecimento e operacionalização do Fundo Nacional de Educação Profissional terá um papel preponderante.Texto do artigo · p. 9 c) Implementar mecanismos da REPTexto do artigo · p. 9 Os provedores de formação devem ser preparados para gerir a implementação duma série de mecanismos e normas decorrentes da reforma, potenciando as próprias capacidades de aproveitamento destas oportunidades:Texto do artigo · p. 9 • Há necessidade de evidenciar os resultados que a aplicação integral da reforma pode produzir, por duas principais razões: a) incrementar o consenso mostrando as vantagens da inovação; b) corrigir as novas normas e mecanismos na base da experiência prática resultante do processo de implementação;
• Haverá necessidade de avaliação do actual estado das instituições provedoras da formação, de forma a determinar o seu nível de prontidão e esforços necessários para a implementação da Reforma.Texto do artigo · p. 9 d) Apoiar à gestão escolarTexto do artigo · p. 9 No quadro da reforma da EP foi aprovada a Lei 6/2016, de 16 de Junho, que atribui autonomia pedagógica, administrativa e financeira às instituições de ensino técnico profissional. No âmbito da operacionalização desse instrumento, foi aprovado o Decreto n.º 28/2017 de 11 de Julho - Regulamento de Licenciamento das Instituições da Educação Profissional.Texto do artigo · p. 9 Um dos pressupostos da autonomia é desenvolver uma sólida capacidade de auto avaliação das instituições, isto é um diagnóstico da situação actual (análise interna) realizado de forma participativa, que identifique pontos fortes e áreas para melhoria, aplicando planos de medidas, responsabilidade e forma de controlo e retro alimentação.Texto do artigo · p. 10 e) Estabelecer parcerias público-privadas para gestão e produção escolarTexto do artigo · p. 10 A relação com o sistema produtivo, num contexto de recente constituição do ambiente empresarial, quantitativamente dominado pelas pequenas e médias empresas privadas, representa um desafio na implementação da reforma e requer uma abordagem “pedagógica” para aproximar correctamente o sector produtivo às exigências de formação baseada em padrões de competências.Texto do artigo · p. 10 f) Estabelecer diálogo com parceiros de cooperação O relacionamento entre os intervenientes do subsistema do ETP e parceiros de cooperação configura-se estratégico, no quadro dos Mecanismos de Diálogo entre MCTESTP e os parceiros de cooperação, que visam:Texto do artigo · p. 10 ▪ Fortalecer a capacidade das instituições envolvidas no ETP;
▪ Minimizar a fragmentação e dispersão do financiamento;
▪ Aumentar a disponibilidade de recursos;
▪ Melhorar a transparência e a eficiência de gestão.Texto do artigo · p. 10 O ponto de partida é a adopção do Plano Estratégico como instrumento orientador na comunicação e colaboração com os parceiros tanto em matéria de financiamento como em termos de troca de experiências, conhecimentos e transferência de boas práticas internacionais que concorram para a criação da qualidade, fortalecimento dos modelos e abordagens nacionais.Texto do artigo · p. 10 g) Estabelecer e Implementar um sistema de Monitoria e Avaliação do PEETP.Texto do artigo · p. 10 O Sistema de Monitoria e Avaliação proposto irá potenciar os procedimentos já em curso, no quadro da monitoria e avaliação de políticas públicas, mantendo a distinção entre monitoria, como controlo de processos e avaliação, como análise do grau de alcance dos objectivos, utilizando sobretudo os critérios da eficácia e de impacto.Texto do artigo · p. 10 3.3. Eixos Estratégicos O sucesso da implementação do Plano Estratégico tem comoTexto do artigo · p. 10 pressupostos três eixos de intervenção na gestão e funcionamento do ETP no quadro da reforma, nomeadamente:Texto do artigo · p. 10 ▪ Aplicação integral dos mecanismos e práticas da reforma;
▪ Relacionamento com o sector empresarial e Parcerias Publico Privadas;
▪ Fortalecimento da gestão escolar num contexto de descentralização.Texto do artigo · p. 10 Eixo Estratégico 1: Aplicação integral, progressiva e equilibrada dos mecanismos e práticas da Reforma de Educação ProfissionalTexto do artigo · p. 10 A REP deve ser implementada de forma progressiva permitindo, deste modo, monitorar e examinar os efeitos e os recursos necessários, bem como introduzir os ajustamentos necessários em função do contexto, sem ferir os mecanismos de garantia da qualidade. Igualmente, a Reforma de Educação Profissional deve ser assumida como um exercício de aprendizagem mútua das competências institucionais e de contínua interacção entre os actores envolvidos (nacionais e internacionais), na perspectiva de operar uma mudança de comportamento e mentalidade face aos novos valores e princípios educativos plasmados na Reforma. Por estas razões, considera-se a aplicação integral, progressiva e equilibrada da reforma como um dos grandes pilares do presente Plano Estratégico do ETP.Texto do artigo · p. 10 Eixo Estratégico 2: Relacionamento com o sector empresarial e Parceria Publico Privado.Texto do artigo · p. 10 O envolvimento do sector produtivo é um dos pilares da reforma, através da sua participação no desenvolvimento curricular/qualificações profissionais, na garantia da qualidade de leccionação (verificação externa e estágios pré-profissionais), na participação dos empregadores nos vários órgãos de gestão e contribuição no financiamento do ETP na base do 0.65 % da folha salarial.Texto do artigo · p. 10 O sector produtivo tem interesse em instituições fortes, eficientes e eficazes, para apoiar a sua capacidade de inovação e competitividade num mercado sempre mais amplo e dinâmico. O presente Plano Estratégico considera estes aspectos.Texto do artigo · p. 10 Eixo Estratégico 3: Potenciação da gestão escolar num contexto de descentralizaçãoTexto do artigo · p. 10 A plena realização da autonomia escolar, como definido na Lei da Educação Profissional (didáctica, financeira e pedagógica) é a fase complementar da aplicação dos objectivos e princípios da Reforma a nível de cada instituição, onde os diferentes aspectos inovadores concorrem para requalificar o processo educativo.Texto do artigo · p. 10 A Lei impõe o prazo de dois anos para conformação das IETP com a reforma. Neste sentido, os primeiros dois anos de implementação da reforma representam um desafio para todos intervenientes na sua implementação.Texto do artigo · p. 10 Quadro de Implementação do Plano Estratégico do ETP 2018-2014Texto do artigo · p. 10 3.4. OperacionalizaçãoTexto do artigo · p. 10 A implementação do PEETP 2018-2024 tem como principais intervenientes, a Direcção Nacional do Ensino TécnicoProfissional, Autoridade Nacional da Educação Profissional, as Direcções Provinciais de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, as instituições do ETP, Ministério de Trabalho, Emprego e Segurança Social e as unidades orgânicas do Governo aos vários níveis, o sector privado, os parceiros de cooperação, entre outros, através de projectos, programas e investimentos diversos. A articulação e coordenação eficiente dos vários projectos e programas de desenvolvimento na área do Ensino Técnico Profissional, Inovação e Pesquisa, poderão criar sinergias que ao serem exploradas adequadamente podem promover o acesso e a melhoria de qualidade do ETP.Texto do artigo · p. 10 3.5. Processo de Planificação e OrçamentaçãoTexto do artigo · p. 10 A planificação e a orçamentação são processos cruciais para o sucesso da implementação do PEETP 2018-2024. Neste contexto, é crucial que estes processos sejam efectivados de forma integrada e coordenada, alinhada às Estratégias Globais e Territoriais do Governo e do Sector da Ciência e Técnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional. A orçamentação do Plano Estratégico teve como base os objectivos gerais e as prioridades estabelecidas pelo Programa Quinquenal do Governo (2015 - 2019) e as respectivas necessidades de investimento a curto e médio prazos.Texto do artigo · p. 10 3.6. Estimativa das necessidades financeiras 3.6.1. Orçamento do PEETPTexto do artigo · p. 10 O orçamento total para a implementação do PEETP 20182024 é de 482.425,88 mil dólares americanos, calculado na base das intervenções definidas por objectivo Estratégico. Esta estimativa não engloba financiamento fora do Orçamento do Estado (Tabela 7).Texto do artigo · p. 11 Tabela 7: Estimativa de custos para implementação do Plano Estratégico do ETPTexto do artigo · p. 11 N/O
Objectivo Estratégico
2018
2019
2020
2021
2022
2023
2024
Total (10^3USD)
1
Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género
47.049,39
50.459,26
67.279,02
84.098,77
75.688,89
54.664,20
46.254,32
425.493,85
2
Garantir que os graduados do ETP tenham uma formação de qualidade e relevante para o mercado de trabalho
8.268,14
9.921,77
6.614,51
4.960,88
3.307,26
2.976,53
1.984,35
38.033,43
3
Melhorar a gestão e coordenação do sistema, envolvendo o sector produtivo, de forma particular
4.724,65
5.669,58
3.779,72
2.834,79
1.889,86
1.511,89
1.133,92
18.898,60
Total
60.042,17
66.050,61
77.673,25
91.894,44
80.886,01
59.152,62
49.372,59
482.425,88
N/O
Objectivo Estratégico
2018
2019
2020
2021
2022
2023
2024
Total (10^3USD)
1
Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género
47.049,39
50.459,26
67.279,02
84.098,77
75.688,89
54.664,20
46.254,32
425.493,85
2
Garantir que os graduados do ETP tenham uma formação de qualidade e relevante para o mercado de trabalho
8.268,14
9.921,77
6.614,51
4.960,88
3.307,26
2.976,53
1.984,35
38.033,43
3
Melhorar a gestão e coordenação do sistema, envolvendo o sector produtivo, de forma particular
4.724,65
5.669,58
3.779,72
2.834,79
1.889,86
1.511,89
1.133,92
18.898,60
Total
60.042,17
66.050,61
77.673,25
91.894,44
80.886,01
59.152,62
49.372,59
482.425,88
Texto do artigo · p. 11 3.6.2. Custo do internatoTexto do artigo · p. 11 Segundo o levantamento realizado, nas condições actuais dos centros internatos e lares das IETP, o custo médio anual de internamento dum formando é de 22.916,00Mt (vinte dois mil novecentos e dezasseis meticais), vide a tabela em anexo. Contudo, não foram consideradas as contribuições da produção escolar e das famílias (30%), custo de infra-estruturas e equipamento. Com a inclusão da produção escolar e das famílias pode-se considerar que o custo de internamento é de cerca de 30.000,00MZN (Trinta mil Meticais).Texto do artigo · p. 11 Tendo em conta que o custo médio anual do formando no ETP é 55.000 Mt, o custo médio/estudante/ano incluindo o internamento, para as instituições geridas pelo MCTESTP, é estimado em 85.000,00Mt (Oitenta e cinco mil Meticais). Multiplicando este dado pelo número de estudantes é possível determinar o custo médio anual do ETP numa instituição.Texto do artigo · p. 11 Um estudo realizado pela Faculdade de Economia da UEM em 2016, que abrangeu Institutos Médios Agrários no triénio 2012/2014, estimou o custo médio estudante/anoTexto do artigo · p. 11 em 1.860 USD .(equivalente a 64.000 Mt -taxa média do câmbio aplicada, 40 MZN /dólar).Texto do artigo · p. 11 O PEE 2012 – 2016 quantificava os custos do ETP no período de vigência, comparando o custo/estudante/ano para o Ensino Geral, bem como Ensino Técnico. O resultado indicava 9.448,00 Mt para um aluno do EGS2 e 40.902,00 Mt para um do ETP (quatro vezes mais. A hipótese de cenário considerado (Cenário 2) previa um número total de efectivo para o 2016 de 77.000.Texto do artigo · p. 11 3.6.3. Projecção de Efectivos de Estudantes ETP 2018-2024 Triangulando os seguintes dados:Texto do artigo · p. 11 a) Incremento demográfico médio de 3,5 % na faixa etária 15 – 19 anos, para o período 2018 – 2024;
Texto do artigo · p. 11 b) Provável subida da demanda de competências profissionais, nos próximos anos, como efeito da melhoria do clima económico do País (previsto nos documentos do governo);
Texto do artigo · p. 11 c) Tendência da subida do efectivo de estudantes dos últimos três anos de 4%.Texto do artigo · p. 11 Tabela 8: Projecção de efectivos de formandos do ETP- 2018/2024Texto do artigo · p. 11 Tipologia
Anos
2017
2018
2019
2020
2021
2022
2023
2024
Públicas
41569
44588
47607
50626
53645
56664
59683
62702
Semipúblicas
8289
9169
10049
10929
11809
12689
13569
14449
Privadas
35455
35905
36355
36805
37255
37705
38155
38605
Total
85.313
89.662
94.011
98.360
102.709
107.058
111.407
115.756
Tipologia
Anos
2017
2018
2019
2020
2021
2022
2023
2024
Públicas
41569
44588
47607
50626
53645
56664
59683
62702
Semipúblicas
8289
9169
10049
10929
11809
12689
13569
14449
Privadas
35455
35905
36355
36805
37255
37705
38155
38605
Total
85.313
89.662
94.011
98.360
102.709
107.058
111.407
115.756
Texto do artigo · p. 12 3.6.4. Fontes de Financiamento para o Plano Estratégico Actualmente as maiores fontes de financiamento do subsistemaTexto do artigo · p. 12 do ETP são:Texto do artigo · p. 12 • Orçamento do Estado;
• Fundos externos provenientes dos parceiros internacionais (créditos concessionais e donativos);
• Propinas das famílias, contribuições para o internamento e as receitas geradas internamente pelas instituições, através da venda de produtos e serviços;
• Num futuro breve, o Fundo Nacional da Educação Profissional (FNEP) poderá ser uma das potenciais fontes de financiamento da Educação Profissional.Texto do artigo · p. 12 Nesta fase a grande maioria dos recursos do subsector do ETP vem do Orçamento do Estado e dos Fundos Externos.Texto do artigo · p. 12 4. Uma estratégia financeira integrada e de longo prazoTexto do artigo · p. 12 As fontes tradicionais de financiamento do ETP, nomeadamente: o Orçamento do Estado e a Cooperação Internacional não estão em condições de garantir um apoio constante a médio e longo prazos para o desenvolvimento de uma Educação Profissional moderna, vocacionada para responder à demanda do mercado do trabalho.Texto do artigo · p. 12 Outras fontes de receitas deverão ser estabelecidas e potenciadas de modo a criar uma rede de instrumentos e oportunidades financeiras a nível nacional e local, que apoiem a qualidade da oferta formativa.Texto do artigo · p. 12 Neste contexto, a entrada da contribuição empresarial, prevista na lei da Educação Profissional, será um dos pontos de força para o futuro do ETP com um significado não somente monetário, mas de um maior envolvimento do sector produtivo, no sistema de gestão do subsistema, o qual requer uma crescente atenção na qualidade dos serviços e dos resultados formativos.Texto do artigo · p. 12 Incrementar as entradas sem tornar as despesas mais eficientes, seria insuficiente. A experiência internacional demonstra, por exemplo, que uma das primeiras fontes de receitas é a boa governação e a qualidade do serviço. Neste sentido, a autonomia das instituições será uma importante oportunidade para planificar os recursos em função das reais necessidades das mesmas.Texto do artigo · p. 12 Portanto, precisa-se de uma nova abordagem e cultura de gestão dos instrumentos financeiros, mediante uma estratégia financeira a ser elaborada no contexto do presente PEETP.Texto do artigo · p. 12 A estratégia deverá ser vista como um conjunto de decisões e acções de médio e longo prazos que os decisores e gestores públicos actuam, cada um ao seu nível, para escolher as formas de financiamento mais adequadas a cada tipologia de actividade e despesas, tendo em conta, a paridade de qualidade do resultado esperado, dos possíveis custos/oportunidade e da minimização das áreas de ineficiências.Texto do artigo · p. 12 Entre as componentes desta estratégia pode-se destacar:Texto do artigo · p. 12 • O incremento da eficiência de gestão com base na identificação e redução das áreas de desperdícios e aplicação de padrões de custo e de qualidade;
• A análise das diferentes oportunidades e mecanismos de financiamento a nível nacional e local, com o intuito de valorizar as potencialidades existentes (por exemplo da produção escolar, parcerias público-privadas);Texto do artigo · p. 12 • A institucionalização da monitoria/avaliação e feedback em cada acção/actividade financiada para identificar áreas de melhorias;
• A obrigatoriedade de realização de estudos de viabilidade financeira e de sustentabilidade dos projectos financiados pela cooperação internacional, para conhecer os custos futuros a serem suportados pelos beneficiários das iniciativas;
• A definição de uma estratégia para a produção escolar, no contexto de aplicação da autonomia, baseada em estudos de viabilidade económica para cada escola e na valorização dos seus próprios recursos como oportunidade e como fonte de receitas;
• O estudo de formas de estabilizar o orçamento do subsector para evitar excessivas alterações anuais.Texto do artigo · p. 12 5. Monitoria e AvaliaçãoTexto do artigo · p. 12 Num contexto volátil, de peculiar dinâmica económica e de constante renovação e aprendizagem que caracteriza o sistema de planificação pública, é imperioso assegurar a existência de mecanismos de constante actualização da informação e do conhecimento que alimentam os processos de implementação e de gestão do PEETP 2018-2024, através de um acompanhamento e análise permanentes que permitam avaliar o progresso alcançado, identificar os obstáculos e sugerir alternativas e ajustamentos necessários às acções e metas definidas de modo a torná-los mais eficazes na prossecução dos objectivos estratégicos identificados.Texto do artigo · p. 12 O Sistema de Monitoria e Avaliação (M&A) do PEETP proposto irá utilizar as ferramentas e os procedimentos já em curso, devidamente potenciados e reforçados na base dos Relatórios periódicos (trimestrais, semestrais e anuais) do Balanço do Plano Económico e Social (PES), bem como de controlo financeiro com base nos Relatórios de Execução Orçamental (REOs).Texto do artigo · p. 12 De forma complementar, irá recorrer-se ao Banco de Dados (GovEnsino) actualmente a funcionar na DINET, ampliado para o levantamento e tratamento de um amplo leque de dados, o qual será alvo de melhorias na qualidade das fontes e a fiabilidade dos dados produzidos. Adicionalmente ao longo do processo de implementação irá potenciar-se estudos e pesquisas.Texto do artigo · p. 12 A Avaliação do PEETP irá obedecer dois momentos principais, sendo o primeiro, a avaliação intermédia do Plano a meio do percurso e o segundo a avaliação final no término da vigência do actual Plano.Texto do artigo · p. 12 6. Resultados Esperados por ObjectivoTexto do artigo · p. 12 As Tabelas 9, 10 e 11 apresentam o que se espera, por objectivo estratégico, em relação ao acesso, qualidade e governação do subsistema de ETP, cujas acções são orientadas ao período de 2018 a 2024, tomando como base o ano indicativo de 2017.Texto do artigo · p. 12 Com a implementação do plano estratégico haverá um incremento significativo do número de graduados, pois com a conformação da Lei n.º 6/2016, de 16 de Junho, o ETP passará a graduar em todos níveis ou qualificações nomeadamente CV3, CV4, CV5. Este aumento será em média acima do número de graduados que se vai observar até 2020, que é o ano limite da leccionação de cursos clássicos. Assim, no global o número de graduados em 2024 passará à 492.885.Texto do artigo · p. 13 Tabela 9: Resultados esperados com o Objectivo Estratégico 1Texto do artigo · p. 13 Objectivo Estratégico 1 Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género
Ano Base 2017
Meta (2018-2024)
N.º de Instituições construídas e apetrechadas
19
N.º de Instituições reabilitadas, ampliadas e apetrechadas
16
N.º de Instituições apetrechadas
11
N.º de efectivos escolares no ETP
85.313
115.756
Percentagem da rapariga nas IETPs
45,3
47
Objectivo Estratégico 1 Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género
Ano Base 2017
Meta (2018-2024)
N.º de Instituições construídas e apetrechadas
19
N.º de Instituições reabilitadas, ampliadas e apetrechadas
16
N.º de Instituições apetrechadas
11
N.º de efectivos escolares no ETP
85.313
115.756
Percentagem da rapariga nas IETPs
45,3
47
Texto do artigo · p. 13 Relativamente ao objectivo estratégico número um, que se refere ao aumento do acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género até ao fim do presente Plano, espera-se construir e apetrechar 19 instituições do ETP, reabilitar e apetrechar 16 e somente apetrechar 11 instituições. No período em referência prevê-se o aumento do efectivo escolar de 85.313 para 115.756 e a percentagem da rapariga nas IETPs que aumente de 45,3% para 47%.Texto do artigo · p. 13 Tabela 10: Resultados esperados com o Objectivo Estratégico 2Texto do artigo · p. 13 Objectivo Estratégico 2: Formação de qualidade e relevante para o mercado de trabalho emprego e informal
Ano Base 2017
Meta(2018-2024)
N.º de formadores contratados
5.493
7.643
N.º de formadores que beneficiaram de capacitação técnica
117
1.000
N.º de formadores que beneficiaram de capacitação psicopedagógica (Certificado C e B)
980
7.617
N.º de graduados do ETP
13.483
492.885
Objectivo Estratégico 2: Formação de qualidade e relevante para o mercado de trabalho emprego e informal
Ano Base 2017
Meta(2018-2024)
N.º de formadores contratados
5.493
7.643
N.º de formadores que beneficiaram de capacitação técnica
117
1.000
N.º de formadores que beneficiaram de capacitação psicopedagógica (Certificado C e B)
980
7.617
N.º de graduados do ETP
13.483
492.885
Texto do artigo · p. 13 Na persecução do objectivo estratégico número dois, pretende-se no período de vigência do presente Plano Estratégico contratar 7.643 Formadores do ETP, capacitar 7.617 formadores em matérias psicopedagógica e 1000 em matérias técnicas; consolidar a oferta formativa baseada em padrões de competências, aumentando para 492.885 o número de formados baseados em padrões de competências.Texto do artigo · p. 13 Tabela 11: Resultados esperados com o Objectivo Estratégico 3Texto do artigo · p. 13 Objectivo Estratégico 3: Melhorar a gestão e coordenação do sistema, envolvendo o sector produtivo, de forma particular
Ano Base 2017
Meta (2018-2024)
N.° de instituições conformadas com a Lei da Educação Profissional
28
188
N.° de instituições com gestores capacitados em certificado A
0
188
N.° de M&A ordinárias realizadas nos 4 níveis da implementação do PEETP por ano
0
48
Objectivo Estratégico 3: Melhorar a gestão e coordenação do sistema, envolvendo o sector produtivo, de forma particular
Ano Base 2017
Meta (2018-2024)
N.° de instituições conformadas com a Lei da Educação Profissional
28
188
N.° de instituições com gestores capacitados em certificado A
0
188
N.° de M&A ordinárias realizadas nos 4 níveis da implementação do PEETP por ano
0
48
Texto do artigo · p. 13 Em relação ao Objectivo Estratégico 3, em conformidade com a melhoria da gestão e coordenação do sistema, envolvendoTexto do artigo · p. 13 o sector produtivo, de forma particular, pretende-se fortalecer
o sistema de governação do ETP implementando os instrumentos de governação a todos níveis (Central, Provincial, Distrital e de Instituição), estabelecer e implementar o sistema de Monitoria e Avaliação do Plano Estratégico, realizando 48 acções ordinárias por ano de Monitorias e Avaliações nos 4 níveis da implementação do PEETP.Texto do artigo · p. 13 Lista de abreviaturas e acrónimos:Texto do artigo · p. 13 ANEP Autoridade Nacional de Educação Profissional CTA Confederação das Associações Económicas CV3 Certificado Vocacional 3 DINET Direcção Nacional do Ensino Técnico EP Educação Profissional ETP Ensino Técnico Profissional ESG Ensino Secundário Geral ESG2 Ensino Secundário Geral (2.º Ciclo, 11.ª e 12.ªTexto do artigo · p. 13 classe) EAD Educação Aberta e à Distância ENDET Encontro Nacional dos Directores EscolasTexto do artigo · p. 13 e Institutos TécnicosTexto do artigo · p. 14 FASE Fundo de Apoio ao Sector da Educação FNEP Fundo Nacional de Educação Profissional FOFA Força, Oportunidade, Fraqueza e Ameaça HIV Vírus de Imuno Deficiencia Humana IETP Instituições do Ensino Técnico Profissional IFPELAC Instituto Nacional de Formação Profissional eTexto do artigo · p. 14 Estudos Laborais Alberto Cassimo OE Orçamento do Estado PEE Plano Estratégico da Educação PEETP Plano Estratégico do Ensino Técnico Profis-Texto do artigo · p. 14 sional PES Plano Económico e Social PPP Parceria Público Privado RISDP Protocolo Relativo à Educação e FormaçãoTexto do artigo · p. 14 na SADC SDEJT Serviços Distritais de Educação, Juventude e TecnologiaTexto do artigo · p. 14 SADC Comunidade para o Desenvolvimento da ÁfricaTexto do artigo · p. 14 Austral SIDA Sindroma de Imuno-Deficiência Adquirida M&A Monitoria e Avaliação MEF Ministério da Economia e Finanças MINEDH Ministério da Educação e DesenvolvimentoTexto do artigo · p. 14 Humano MCTESTP Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional MITESS Ministério do Trabalho, Emprego e SegurançaTexto do artigo · p. 14 Social NEE Necessidades Educativas Especiais REP Reforma da Educação Profissional; TIC Tecnologias de Informação e Comunicação PQG Programa Quinquenal do Governo UEM Universidade Eduardo Mondlane REO Relatório de Execução Orçamental
Fonte textual acessível e tabelas
Texto do artigo, página 1: CONSELHO DE MINISTROS
Texto do artigo, página 1: Resolução n.º 9/2018
Texto do artigo, página 1: de 19 de Março
Texto do artigo, página 1: Havendo necessidade de se definir as principais linhas orientadoras para o desenvolvimento do Ensino Técnico Profissional em Moçambique para os próximos sete anos, no uso das competências que lhe são atribuídas pela alínea f) do n.º 1 do artigo 204 da Constituição da República, o Conselho de Ministros determina:
Texto do artigo, página 1: Único. É aprovado o Plano Estratégico do Ensino Técnico Profissional 2018-2024, em anexo, que é parte integrante da presente Resolução.
Texto do artigo, página 1: Aprovada pelo Conselho de Ministros, aos 13 de Fevereiro
Texto do artigo, página 1: de 2018. Publique-se. O Primeiro – Ministro, Carlos Agostinho de Rosário.
Texto do artigo, página 1: Plano Estratégico do Ensino Técnico Profissional 2018-2024
Texto do artigo, página 1: 1. Introdução 1.1.Contextualização
Texto do artigo, página 1: O Plano Estratégico do Ensino Técnico Profissional (PEETP) 2012-2016 era parte integrante do Plano Estratégico da Educação (PEE) 2012-2016, que foi estendido até 2019. No quadro da nova
Texto do artigo, página 1: estrutura do governo em vigor desde 2015, a tutela do Ensino Técnico Profissional (ETP) passou do extinto Ministério da Educação (MINED) para o Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional (MCTESTP).
Texto do artigo, página 1: Esta mudança da tutela não foi uma mera transferência de tutela institucional, mas tem como pressupostos dois aspectos interligados: integrar o ETP com as outras áreas tecnológicas e científicas geridas pelo mesmo Ministério e criar melhores condições para responder aos crescentes desafios da demanda de competências profissionais requeridas pelo mercado de trabalho, em expansão e mais aberto à internacionalização.
Texto do artigo, página 1: Por razões acima referidas, foi necessário elaborar um novo Plano Estratégico de referência para o período de 2018 a 2024.
Texto do artigo, página 1: O Plano Estratégico do Ensino Técnico-Profissional (PEETP) foi elaborado com o envolvimento de vários actores-chave dos sectores público e privado, das instituições provedoras de formação e dos parceiros de cooperação Igualmente, envolveu a revisão e avaliação de documentos legais, políticos e estratégicos relevantes; consultas extensivas aos intervenientes-chave, e por fim a produção do documento que reflecte a actual realidade do ETP e definição de prioridades para o futuro.
Texto do artigo, página 1: O Plano Estratégico do ETP define as principais linhas orientadoras para o desenvolvimento do ETP em Moçambique nos próximos sete anos. Ao mesmo tempo, operacionaliza a visão do Governo, plasmada no seu Programa Quinquenal (PQG) 2015-2019, que elegeu o Desenvolvimento de Capital Humano e Social como uma das suas Prioridades para o presente mandato. O Objectivo Estratégico (1), deste pilar, estabelece a necessidade de Promover um Sistema Educativo inclusivo, eficaz e eficiente que garanta a aquisição das competências requeridas ao nível de conhecimentos, habilidades, gestão e atitudes que respondam às necessidades de desenvolvimento humano.
Texto do artigo, página 1: 1.2. Relacionamento PEETP com instrumentos de Planificação Nacional
Texto do artigo, página 1: O Plano Etratégico do ETP está alinhado com o Programa Quinquenal do Governo 2015 -2019 e outros instrumentos de governação com destaque para:
Texto do artigo, página 1: • Política Nacional de Educação e Estratégias de Implementação;
• Lei de Educação Profissional;
• Lei do Sistema Nacional da Educação e o novo quadro da Educação Profissional;
• Política de Emprego e de outros programas e medidas activas de emprego;
• Política e Estratégia Industrial ;
• Política de Informática;
• Política da Ciência e Tecnologia;
• Estratégia da Ciência e Tecnologia, Inovação de Moçambique;
Texto do artigo, página 2: • Compromissos regionais e internacionais, nomeadamente RISDP (Protocolo relativo à Educação e Formação na SADC) Agenda 2063 da União Africana (Estratégia de Educação para África 2016-2025) e Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável.
Texto do artigo, página 2: 2. Metodologia de Elaboração do PEETP 2.1. Princípios metodológicos Abordagem ampla e participativa
Texto do artigo, página 2: As actividades de elaboração do PEETP foram realizadas com envolvimento de actores-chave do ETP, com destaque para representantes de diversas direcções nacionais do MCTESTP, Direcções Provinciais de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, Instituto de Formação Profissional e de Estudos Laborais Alberto Cassimo, Autoridade Nacional de Educação Profissional, Observatório do Mercado de Trabalho do MITESS, Instituições de Ensino Técnico Profissional, Confederação das Associações Económicas (CTA) e Parceiros de Cooperação que integram o Grupo de Educação Profissional.
Texto do artigo, página 2: Técnicas de Recolha e Análise de Dados As técnicas usadas para a recolha e análise de dados foram:
Texto do artigo, página 2: • Análise da documentação;
• Entrevistas;
• Encontros com Grupos Focais;
• Observação directa durante as visitas;
• Visitas às Instituições.
Texto do artigo, página 2: 2.2. A Reforma da Educação Profissional e o novo quadro legal e administrativo
Texto do artigo, página 2: O Governo de Moçambique está a implementar um processo de Reforma da Educação Profissional, desde Julho de 2006. O objectivo do Governo é criar uma Educação Profissional orientada
Texto do artigo, página 2: pela demanda do mercado de trabalho, através de uma formação baseada em padrões de competência e cursos modulares, flexíveis, providenciados por instituições de formação acreditadas para o efeito.
Texto do artigo, página 2: Uma das principais características desta reforma é a necessidade de uma ampla participação dos parceiros sociais, designadamente: dos empregadores, dos sindicatos e outras organizações da sociedade civil, na definição e implementação das políticas para a Educação Profissional, através do seu envolvimento activo como membros dos órgãos reguladores, bem como ao nível da própria provisão de serviços de formação.
Texto do artigo, página 2: Em 2016, foi aprovada pela Assembleia da República de Moçambique, a Lei n.º 6/2016, de 16 de Junho, Lei da Educação Profissional, que estabelece o quadro de Organização, Estruturação, Funcionamento e Financiamento da Educação Profissional.
Texto do artigo, página 2: 2.3. Breve caracterização do Ensino Técnico Profissional
Texto do artigo, página 2: O Ensino Técnico Profissional em 2017 é constituído por uma rede de 171 instituições, distribuídas em públicas (68), Semi-públicas (38) e privadas (65). As instituições públicas são tuteladas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional e outros Ministérios.
Texto do artigo, página 2: As semipúblicas são instituições comunitárias ou privadas, cuja gestão é privada, mas com a comparticipação do Estado no pagamento de salários, em particular dos docentes. As organizações religiosas são impulsionadoras da criação deste tipo de instituições. A maioria destas são escolas profissionais localizadas em zonas rurais.
Texto do artigo, página 2: As instituições privadas são criadas e geridas pelos privados. Estas localizam-se, de uma forma geral, nas capitais provinciais, com maior enfoque, na Cidade de Maputo.
Texto do artigo, página 2: Tabela 1: Evolução do efectivo dos estudantes de 2015-2017
Texto do artigo, página 2: De acordo com a Tabela 1, o efectivo dos estudantes tem evoluído consideravelmente em todo o país nas instituições do ETP. Nota-se em particular um aumento da frequência da rapariga em 36,2% de 2015 a 2017. Em 2017 a percentagem global da rapariga situa-se em 45%.
Texto do artigo, página 2: Corpo docente: O gráfico abaixo, mostra o actual número de docentes do ETP e sua distribuição pelo tipo de instituição.
Texto do artigo, página 3: Figura 1: Distribuição de formadores por tipo de instituição
Texto do artigo, página 3: Da Figura 1 deduz-se que as instituições públicas têm o maior número de docentes perfazendo cerca de 52,7% do total dos docentes no subsistema do ETP.
Texto do artigo, página 3: Tabela 2: Efectivo de Formadores do ETP
Professores com e sem Formação Psicopedagógica - 2015, 2016 e 2017
NR
Provincia
2015
2016
2017
S/Formação
C/Formação
Total
S/Formação
C/Formação
Total
S/Formação
C/Formação
Total
1
Maputo Cidade
417
708
1125
435
703
1138
494
726
1220
2
Maputo Provincia
79
401
480
137
349
486
126
381
507
3
Gaza
61
123
184
249
97
346
257
157
414
4
Inhambane
162
213
375
334
143
477
307
180
487
5
Sofala
79
201
280
102
182
284
170
221
391
6
Tete
71
120
191
206
63
269
259
121
380
7
Manica
203
201
404
296
122
418
272
171
443
8
Zambezia
170
292
462
259
262
521
288
248
536
9
Nampula
131
341
472
223
307
530
334
456
790
10
Niassa
41
91
132
55
81
136
47
91
138
11
Cabo Delgado
31
118
149
59
102
161
59
128
187
TOTAL
1445
2809
4254
2355
2411
4766
2613
2880
5493
Texto do artigo, página 3: 2.4.
Texto do artigo, página 3: Estágio actual
Texto do artigo, página 3: De acordo com a Tabela 2 pode-se observar que do total de 5.493 docentes, 2.880 possuem algum tipo de formação psicopedagógica e os restantes não têm qualquer formação nesse domínio.
Texto do artigo, página 3: 2.4. Estágio actual da oferta de vagas do Ensino Técnico Profissional
Texto do artigo, página 3: A razão entre o número de vagas do Ensino Técnico Profissional e a população em idade para frequentar as escolas
Texto do artigo, página 3: técnico profissionais apresenta-se no gráfico da Figura 2. Apesar das províncias de Nampula e da Zambézia se apresentarem nas posições como uma das províncias com maior número de instituições, quando se relaciona as vagas com a população em idade para ingressar no ensino técnico, estas duas províncias passam para posições bastante desfavoráveis, sendo que a província de Nampula passa para a pior posição entre todas as províncias.
Texto do artigo, página 4: 5% Cabo Delgado
66% Cidade de Maputo
7% Gaza
13% Inhambane
13% Manica
13% Maputo Provincia
3% Nampula
6% Niassa
14% Sofala
4% Tete
7% Zambézia
Texto do artigo, página 4: Figura 2: Relação entre vagas nas ETP e número de habitantes em idade de ingresso nas ETP
Texto do artigo, página 4: Esta aparente despromoção das duas províncias atrás referidas deve-se a dois factores: a densidade populacional elevada e o tamanho das escolas que foram implantadas nestas províncias.
Texto do artigo, página 4: No quadro do PQG, foi definido um pacote de intervenções a serem cumpridas até 2019, dentre as quais está prevista a construção, reabilitação, ampliação e apetrechamento de 19 instituições (Tabela 3), para a cobertura destas intervenções, o valor é de cerca de U$D 73,2 milhões de dólares provenientes dos parceiros de cooperação e do OE.
Texto do artigo, página 4: Tabela 3: Instituições com financiamento garantido para construção, reabilitação, ampliação e apetrechamento
Texto do artigo, página 4: N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³ U$D)
Fonte de Financiamento
Período
1
Instituto Agrário de Balama
C. Delgado
450
6.000,00
BADEA e Fundo Saudita
2014-2017
2
Instituto Industrial e Comercial de Pemba (Hotel Escola)
120
3.800,00
Fundo de Apoio a Educação- (FASE)
2014-2018
3
Instituto Agrário de Majune
Niassa
350
6.000,00
BADEA e Fundo Saudita
2014-2017
4
Instituto Industrial e Comercial Ngungunhane de Lichinga (Reabilitação)
1400
7.000,00
EXIM Bank/ Coreia do Sul
2014-2016
5
Instituto Agrário de Mocuba (Reabilitação)
Zambézia
450
3.800,00
2014-2016
6
Instituto Agrário de Chimoio (Ampliação)
Manica
500
9.800,00
Banco Mundial/OE
2013-2016
7
Instituto Industrial e Comercial de Matola (Reabilitação)
Maputo Província
1600
7.500,00
KOICA/ Coreia do Sul
2015-2018
8
Instituto Industrial e Comercial Eduardo Mondlane (Hotel Escola)
Inhambane
120
3.800,00
FASE
2014-2019
9
Instituto Comercial de Maputo (Hotel Escola)
Maputo Cidade
120
3.800,00
FASE
2014-2019
10
Escola Profissional de Thopuito de Larde
Nampula
350
2.500,00
Kenmare
2015-2018
11
Escola Profissional de Mugeba (Construção de oficinas)
Zambezia
177
1.100,00
FASE
2015-2017
12
Instituto Industrial e Comercial da Beira (Reabilitação)
Sofala
1600
4.228,00
KfW
2018-2019
N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³ U$D)
Fonte de Financiamento
Período
1
Instituto Agrário de Balama
C. Delgado
450
6.000,00
BADEA e Fundo Saudita
2014-2017
2
Instituto Industrial e Comercial de Pemba (Hotel Escola)
120
3.800,00
Fundo de Apoio a Educação- (FASE)
2014-2018
3
Instituto Agrário de Majune
Niassa
350
6.000,00
BADEA e Fundo Saudita
2014-2017
4
Instituto Industrial e Comercial Ngungunhane de Lichinga (Reabilitação)
1400
7.000,00
EXIM Bank/ Coreia do Sul
2014-2016
5
Instituto Agrário de Mocuba (Reabilitação)
Zambézia
450
3.800,00
2014-2016
6
Instituto Agrário de Chimoio (Ampliação)
Manica
500
9.800,00
Banco Mundial/OE
2013-2016
7
Instituto Industrial e Comercial de Matola (Reabilitação)
Maputo Província
1600
7.500,00
KOICA/ Coreia do Sul
2015-2018
8
Instituto Industrial e Comercial Eduardo Mondlane (Hotel Escola)
Inhambane
120
3.800,00
FASE
2014-2019
9
Instituto Comercial de Maputo (Hotel Escola)
Maputo Cidade
120
3.800,00
FASE
2014-2019
10
Escola Profissional de Thopuito de Larde
Nampula
350
2.500,00
Kenmare
2015-2018
11
Escola Profissional de Mugeba (Construção de oficinas)
Zambezia
177
1.100,00
FASE
2015-2017
12
Instituto Industrial e Comercial da Beira (Reabilitação)
Sofala
1600
4.228,00
KfW
2018-2019
Texto do artigo, página 5: N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³ U$D)
Fonte de Financiamento
Período
13
Escola Industrial e Comercial da Beira (Reabilitação)
Sofala
2200
3.241,00
KfW
2018-2019
14
Escola Profissional de Marera (Reabilitação)
Manica
300
2.536,00
KfW
2018-2019
15
Instituto Industrial e Comercial "Eduardo Mondlane" (Reabilitação)
Inhambane
1400
4.796,00
kfw
2018-2019
16
Instituto Industrial de Matundo (Reabilitação das oficinas)
Tete
777
1.800,00
Canada
2015-2018
17
Escola Profissional de Macomia
C. Delgado
301
1.200,00
Noruega/Candá
2015-2018
18
Escola Profissional de Milange
Zambézia
250
150,00
OE
2014-2016
19
Escola Profissional de Muanza
Sofala
250
150,00
OE
2014-2016
Total
12715
73.201,00
N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³ U$D)
Fonte de Financiamento
Período
13
Escola Industrial e Comercial da Beira (Reabilitação)
Sofala
2200
3.241,00
KfW
2018-2019
14
Escola Profissional de Marera (Reabilitação)
Manica
300
2.536,00
KfW
2018-2019
15
Instituto Industrial e Comercial "Eduardo Mondlane" (Reabilitação)
Inhambane
1400
4.796,00
kfw
2018-2019
16
Instituto Industrial de Matundo (Reabilitação das oficinas)
Tete
777
1.800,00
Canada
2015-2018
17
Escola Profissional de Macomia
C. Delgado
301
1.200,00
Noruega/Candá
2015-2018
18
Escola Profissional de Milange
Zambézia
250
150,00
OE
2014-2016
19
Escola Profissional de Muanza
Sofala
250
150,00
OE
2014-2016
Total
12715
73.201,00
Texto do artigo, página 5: As intervenções em curso, nas 19 instituições de Ensino Técnico Profissional em todo País, resultarão no aumento da disponibilidade de 12715 vagas no subsistema.
Texto do artigo, página 5: O levantamento feito pelo MCTESTP aponta que o custo de investimento em infra-estruturas e equipamento (Tabela 4) para as 27 instituições a serem construídas, reabilitadas e apetrechadas
Texto do artigo, página 5: e a abertura do curso de Programação e Redes em três instituições até 2024 e ainda sem financiamento estima-se em 415 milhões de Dólares Americanos, tornando-se pertinente a contínua mobilização de recursos financeiros para o efeito. De referir que a indicação dos locais para a construção de novas instituições foi em coordenação com os Governos Provinciais.
Texto do artigo, página 5: Tabela 4: Custos de investimento na construção, reabilitação e apetrechamento de instituições sem financiamento garantido.
Texto do artigo, página 5: N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³U$D)
1
Escola Profissional da Ilha do Ibo
C. Delgado
350
18.663,00
2
Instituto Agrário de Balama (ampliação e apetrechamento)
450
6.500,00
3
Instituto Industrial e Comercial de Mocímboa da Praia
1600
23.381,00
4
Instituto Industrial de Namaua - Mueda
300
5.000,00
5
Instituto Agrário de Majune (ampliação e apetrechamento)
Niassa
350
7.000,00
6
Instituto Médio de Geologia e Minas de Maniamba
450
6.238,00
7
Escola Profissional de Murrupula (apetrechamento)
Nampula
300
6.000,00
8
Escola Profissional de Muecate
350
18.663,00
9
Instituto Agro-Industrial de Malema
1600
21.501,00
10
Instituto Agro-Industrial de Mogovolas
1600
22.501,00
11
Escola Profissional de Milange (Ampliação e apetrechamento)
Zambézia
250
6.500,00
12
Instituto Industrial e Comercial de Quelimane
1600
23.381,00
13
Instituto Agrário de Maganja da Costa
500
19.050,00
14
Instituto Industrial e Comercial 1º de Maio de Quelimane (Reabilitação e apetrechamento)
150
2.192,00
15
Instituto Agro-Industrial de Alto Molocué
1600
21.501,00
16
Instituto Agrário de Morrumbala
500
19.050,00
17
Instituto Agro-Industrial de Mopeia
1600
21.501,00
18
Escola Profissional de Muanza (Ampliação e apetrechamento)
Sofala
250
7.500,00
19
Instituto Agrário de Chifundi
Tete
500
19.050,00
20
Instituto Industrial de Matundo (Reabilitação e apetrechamento)
250
3.465,00
21
Instituto Agro-Industrial de Mutarara
1600
21.501,00
22
Instituto Industrial de Chitima
1600
22.181,00
N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³U$D)
1
Escola Profissional da Ilha do Ibo
C. Delgado
350
18.663,00
2
Instituto Agrário de Balama (ampliação e apetrechamento)
450
6.500,00
3
Instituto Industrial e Comercial de Mocímboa da Praia
1600
23.381,00
4
Instituto Industrial de Namaua - Mueda
300
5.000,00
5
Instituto Agrário de Majune (ampliação e apetrechamento)
Niassa
350
7.000,00
6
Instituto Médio de Geologia e Minas de Maniamba
450
6.238,00
7
Escola Profissional de Murrupula (apetrechamento)
Nampula
300
6.000,00
8
Escola Profissional de Muecate
350
18.663,00
9
Instituto Agro-Industrial de Malema
1600
21.501,00
10
Instituto Agro-Industrial de Mogovolas
1600
22.501,00
11
Escola Profissional de Milange (Ampliação e apetrechamento)
Zambézia
250
6.500,00
12
Instituto Industrial e Comercial de Quelimane
1600
23.381,00
13
Instituto Agrário de Maganja da Costa
500
19.050,00
14
Instituto Industrial e Comercial 1º de Maio de Quelimane (Reabilitação e apetrechamento)
150
2.192,00
15
Instituto Agro-Industrial de Alto Molocué
1600
21.501,00
16
Instituto Agrário de Morrumbala
500
19.050,00
17
Instituto Agro-Industrial de Mopeia
1600
21.501,00
18
Escola Profissional de Muanza (Ampliação e apetrechamento)
Sofala
250
7.500,00
19
Instituto Agrário de Chifundi
Tete
500
19.050,00
20
Instituto Industrial de Matundo (Reabilitação e apetrechamento)
250
3.465,00
21
Instituto Agro-Industrial de Mutarara
1600
21.501,00
22
Instituto Industrial de Chitima
1600
22.181,00
Texto do artigo, página 6: N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³U$D)
23
Escola Profissional de Tambara
Manica
350
18.663,00
24
Instituto Industrial e Comercial Joaquim Marra
1600
23.381,00
25
Instituto Agrário de Inhamussua (Reabilitação e apetrechamento)
Inhambane
530
20.193,00
26
Escola Profissional de Pafuri
Gaza
350
18.633,00
27
Instituto Industrial 1º Maio (Reabilitação e apetrechamento)
C. Maputo
250
3.465,00
28
Estabelecer laboratórios de redes de TIC´s
Em todas as províncias
300
8.000,00
Total
21.130
414.657,00
N.º
Instituição
Localização
Total dos alunos
Custo (10³U$D)
23
Escola Profissional de Tambara
Manica
350
18.663,00
24
Instituto Industrial e Comercial Joaquim Marra
1600
23.381,00
25
Instituto Agrário de Inhamussua (Reabilitação e apetrechamento)
Inhambane
530
20.193,00
26
Escola Profissional de Pafuri
Gaza
350
18.633,00
27
Instituto Industrial 1º Maio (Reabilitação e apetrechamento)
C. Maputo
250
3.465,00
28
Estabelecer laboratórios de redes de TIC´s
Em todas as províncias
300
8.000,00
Total
21.130
414.657,00
Texto do artigo, página 6: A análise FOFA permitiu identificar os principais desafios do susbsistema do ETP em Moçambique. O quadro abaixo faz a demonstração sumária desses desafios.
Texto do artigo, página 6: Tabela 6: Principais desafios do ETP
Texto do artigo, página 6: Desafios
Constatações
Acesso
a. Distribuição geográfica desigual de instituições do ETP;
b. Análise insuficiente da demanda do marcado de trabalho a nível territorial;
c. Limitado número de vagas para admissão ao ETP por ano/escola;
d. Disparidades de género em relação ao acesso e retenção;
e. Falta de estratégia sectorial para a abordagem dos assuntos transversais.
Qualidade
a. Falta de um inventário actualizado sobre a utilização das infraestruturas e equipamentos;
b. Número limitado de formadores para corresponder à demanda do subsistema;
c. Deficiente manutenção das infraestruturas e equipamentos;
d. Deficiente aplicação do sistema de controlo de qualidade;
e. Obsolência e falta de equipamentos de laboratórios, meios didácticos e consumíveis;
f. Fraca inserção das instituições nas comunidades locais e ligação destas instituições ao sector produtivo;
Governação
a. Deficiente coordenação entre os níveis de governação do ETP: Central, Provincial, Distrital e instituições; (autonomia escolar, autarcização; descentralização);
b. Fraca capacidade de planificação da oferta formativa num contexto de escassez de recursos;
c. Fraco conhecimento sobre as implicações da aplicação da reforma e da revisão da lei do SNE no ETP e em particular para o nível básico (escolas Básicas Profissionais);
d. Sistema de gestão de informação insuficiente para tomada de decisões.
Desafios
Constatações
Acesso
a. Distribuição geográfica desigual de instituições do ETP;
b. Análise insuficiente da demanda do marcado de trabalho a nível territorial;
c. Limitado número de vagas para admissão ao ETP por ano/escola;
d. Disparidades de género em relação ao acesso e retenção;
e. Falta de estratégia sectorial para a abordagem dos assuntos transversais.
Qualidade
a. Falta de um inventário actualizado sobre a utilização das infraestruturas e equipamentos;
b. Número limitado de formadores para corresponder à demanda do subsistema;
c. Deficiente manutenção das infraestruturas e equipamentos;
d. Deficiente aplicação do sistema de controlo de qualidade;
e. Obsolência e falta de equipamentos de laboratórios, meios didácticos e consumíveis;
f. Fraca inserção das instituições nas comunidades locais e ligação destas instituições ao sector produtivo;
Governação
a. Deficiente coordenação entre os níveis de governação do ETP: Central, Provincial, Distrital e instituições; (autonomia escolar, autarcização; descentralização);
b. Fraca capacidade de planificação da oferta formativa num contexto de escassez de recursos;
c. Fraco conhecimento sobre as implicações da aplicação da reforma e da revisão da lei do SNE no ETP e em particular para o nível básico (escolas Básicas Profissionais);
d. Sistema de gestão de informação insuficiente para tomada de decisões.
Texto do artigo, página 6: Quadro Conceptual do Plano Estratégico Figura 3, representa o quadro conceptual que liga os elementos da lógica de intervenção do Plano Estratégico
Texto do artigo, página 7: PQG 2015 - 2019
Prioridade: Desenvolver o Capital Humano e Social
Objectivo Estratégico: Promover um Sistema
Educativo Inclusivo, eficaz e eficiente.
PEETP 2018 - 2024
Objectivo Geral: Expandir o acesso e incrementar a
qualidade do Ensino Técnico-Profissional, visando a
empregabilidade dos graduados e contribuir para o
desenvolvimento sustentável do País.
Objectivo Estratégico 1
Aumentar o acesso e a
retenção no ETP,
prestando particular
atenção às disparidades
geográficas e de género
Objectivo Estratégico 2
Garantir que os
graduados do ETP
tenham uma formação de
qualidade e relevante para
o mercado de trabalho
Objectivo Estratégico 3
Melhorar a gestão e
coordenação do sistema,
envolvendo o sector
produtivo, de forma
particular
Género e TICs
Eixo Estratégico 1
Aplicação integral dos
mecanismos e prática
da reforma
Eixo Estratégico 2
Relacionamento com o
meio empresarial e
PPP
Eixo Estratégico 3
Fortalecimento do
gestão escolar num
contexto de autonomia
e descentralização
Texto do artigo, página 7: Figura 3- Quadro conceptual do Plano Estratégico
Texto do artigo, página 7: 3. Visão, Missão, e Princípios Orientadores Visão
Texto do artigo, página 7: Um Ensino Técnico-Profissional de excelência relevante, inclusivo que contribua para o desenvolvimento sustentável, que atenda as necessidades do sector produtivo e que seja uma referência a nível regional.
Texto do artigo, página 7: Missão
Texto do artigo, página 7: Garantir aos cidadãos o acesso à uma formação técnicocientífica de qualidade e relevante, para responder à demanda do mercado de trabalho e às necessidades do desenvolvimento económico e social do País.
Texto do artigo, página 7: Princípios orientadores
Texto do artigo, página 7: • Igualidade de oportunidade do acesso;
• Qualidade da oferta de formação;
• Empregabilidade;
• Participação do sector produtivo;
• Ética, Integridade e transparência.
Texto do artigo, página 7: 3.1. Objectivo Geral Expandir o acesso e incrementar a qualidade do Ensino
Texto do artigo, página 7: Técnico-Profissional, visando a empregabilidade dos graduados e contribuir para o desenvolvimento sustentável do País.
Texto do artigo, página 7: 3.2. Objectivos Estratégicos
Texto do artigo, página 7: Objectivo Estratégico 1 Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestando
Texto do artigo, página 7: particular atenção às disparidades geográficas e de género Acções Prioritárias: a) Expandir a rede escolar através da construção,
Texto do artigo, página 7: reabilitação, ampliação e apetrechamento de infra-estruturas
Texto do artigo, página 7: A expansão da rede escolar do ETP constitui uma das grandes prioridades do país e será alcançada mediante investimento em infra estruturas, através da construção, ampliação reabilitação e apetrechamento, dando ênfase às intervenções que visam o
Texto do artigo, página 8: seu melhor aproveitamento. Como contribuição do ETP para a consolidação da Unidade Nacional e para garantir o acesso ao Ensino Técnico-Profissional a todos os cidadãos, em particular às raparigas, as novas construções escolares deverão ser providas de centros internatos de excelência.
Texto do artigo, página 8: A planificação da oferta formativa é um processo multidimensional e integrado, baseado na recolha sistemática e tratamento de dados estatísticos nas áreas de formação, demográfica, geográfica, infraestrutural, social e económica. Os dados mais relevantes incluem:
Texto do artigo, página 8: a) Estrutura actual e futura da oferta formativa;
Texto do artigo, página 8: b) Tendências ocupacionais e comportamentos da força de trabalho;
Texto do artigo, página 8: c) Estrutura e dinâmica demográfica;
Texto do artigo, página 8: d) Características geográficas e físicas do território de localização das futuras IETP.
Texto do artigo, página 8: b) Facilitar o acesso e a retenção de raparigas e aumento de formadoras no ETP no quadro da Estratégia de Género
Texto do artigo, página 8: A problemática do género é multidimensional, pelo que requer um instrumento específico de visão e gestão estratégica, que analise os factores gerais de desigualdade, tendo em conta os factores que se relacionam com a condição social da mulher e os factores específicos do contexto escolar.
Texto do artigo, página 8: É preciso, reverter a baixa participação das mulheres em cursos tradicionalmente considerados masculinos, através de acções de sensibilização das famílias, dos formadores e do sector produtivo. Esta constatação justifica a necessidade já avançada de se elaborar um Plano Estratégico sectorial sobre o género, que identifique as responsabilidades e tarefas ao longo da cadeia de gestão institucional do subsistema: central, provincial, distrital e escolar, bem como horizontal, envolvendo as comunidades locais e famílias.
Texto do artigo, página 8: O impacto deste modelo deve resultar num ambiente escolar mais atractivo e seguro para raparigas e rapazes, onde cada formando possa ter oportunidades iguais e equitativas.
Texto do artigo, página 8: O desafio acima apresentado só poderá ser alcançado através de uma resposta integrada que reúna sinergias entre mecanismos institucionais criados para promoção do género e prevenção do abuso e assédio sexual, no sector público e em particular no contexto escolar, com acções práticas e localizadas, nomeadamente: Criação de condições infra-estruturais, didácticas de estudo, nos ambientes escolares:
Texto do artigo, página 8: a) Sensibilização das comunidades, famílias, raparigas e comunidade educativa, em geral, sobre os efeitos do assédio e abuso sexual de menores/raparigas;
Texto do artigo, página 8: b) Divulgação, no seio das comunidades e meio escolar, dos direitos humanos e em particular da criança e dos mecanismos e instrumentos legais aprovados para a protecção e combate ao assédio e abuso sexual da criança e da rapariga;
Texto do artigo, página 8: c) Capacitação de formadores e membros do Conselho de Escola e da comunidade em geral, em direitos humanos e da mulher, encorajando a identificação e denúncia de casos de assédio ou abuso sexual;
Texto do artigo, página 8: d) Um dos grandes desafios, no contexto escolar, particularmente no seio das alunas é como quebrar o silêncio sobre casos de assédio e abuso sexual, perpetrados particularmente pelos professores, mediante a criação de centros de aconselhamento ao nível escolar para divulgação dos decretos/ regulamentos aos alunos, no geral e especialmente às alunas para o encaminhamento de casos de assédio e abuso sexual;
Texto do artigo, página 8: e) Actualização, aprovação e implementação de regulamentos, que sancionam os perpetradores de assédio e abuso sexual;
Texto do artigo, página 8: f) Sensibilização das comunidades, famílias, mundo empresarial e abertura de canais específicos para apoiar o acesso da mulher ao mercado de emprego.
Texto do artigo, página 8: A criação de Unidades/Serviços de Apoio ao Género nas instituições do ETP, proposta neste Plano Estratégico, contempla a criação de “Pontos Focais” com a responsabilidade de monitorar a observância dos direitos da mulher, em particular da rapariga. Os Pontos Focais são parte de uma rede nacional que integra a DINET, Direcções Provinciais e SDEJT.
Texto do artigo, página 8: Estratégia de Género para o ETP integra entre outros aspectos:
Texto do artigo, página 8: a) A análise das condições existentes, em particular das mulheres/raparigas no âmbito da oferta de formação técnica, olhando também para as saídas para o sector produtivo;
Texto do artigo, página 8: b) A identificação e proposta de soluções no âmbito das funções e responsabilidades institucionais sobre assuntos de género;
Texto do artigo, página 8: c) A definição de modelos e regras de funcionamento;
Texto do artigo, página 8: d) A indicação dos custos e a relativa doptação orçamental para a aplicação da Estratégia do Género e de Combate ao Assédio e Abuso Sexual das Raparigas na Escola.
Texto do artigo, página 8: c) Diversificar a Oferta de Formação
Texto do artigo, página 8: A diversificação da oferta de formação pode incluir o incremento das qualificações, e introdução e consolidação do Ensino à Distância. A relação com o mercado de trabalho e análise de impacto sobre a empregabilidade dos graduados jogará um papel importante na diversificação da oferta de formação tendo em conta as potencialidades económicas de cada região.
Texto do artigo, página 8: A introdução e expansão da Ensino à Distância joga um papel importante na diversifcação da oferta formativa e alargamento do acesso ao ETP. Considerando as características deste modelo, é imperioso investir na capacitação dos formadores e na aquisição de equipamento informático adequado.
Texto do artigo, página 8: d) Integrar programas de prevenção do HIV e SIDA, saúde escolar e alunos com necessidades educativas especiais (NEE)
Texto do artigo, página 8: Assuntos transversais
Texto do artigo, página 8: Esta área que abarca temáticas muito diferentes como por exemplo HIV e SIDA, alunos com Necessidades Educativas Especiais, Desporto e saúde escolar entre outras abordagens destas matérias no ETP, ainda está numa fase incipiente. Neste sentido, estas acções deverão ser incorporadas nos planos de actividades e orçamento ao nível Central, Local e das IETP.
Texto do artigo, página 8: Estabelecimento de serviços de Orientação e Aconselhamento Profissional
Texto do artigo, página 8: A orientação e Aconselhamento Profissional sobre o ETP desempenham um papel estratégico para o incremento dos níveis de acesso e retenção dos formandos no subsistema.
Texto do artigo, página 8: A sua implementação deverá acompanhar o formando antes, durante e depois da saída da escola e poderá integrar outros serviços associados, tais como: ligação com os Centros de Emprego, partilha de oportunidades sobre o desenvolvimento ou incubação de negócios (auto-emprego), apoio à elaboração de projectos e pesquisa de linhas de financiamentos.
Texto do artigo, página 8: A orientação deverá observar três fases:
Texto do artigo, página 8: • Antes do ingresso no subsistema, para orientar os alunos na escolha da especialidade tendo em conta a sua vocação ou potencial de adaptação e desenvolvimento. Neste sentido, é preciso orientar a inserção
Texto do artigo, página 9: e escolha de cursos para candidatos com Necessidades Educativas Especiais, fornecendo informações sobre a disponibilidade de oferta formativa face à natureza e tipologia de Necessidades Educativas;
Texto do artigo, página 9: • Acompanhamento durante o percurso de formação para confirmar e prestar esclarecimentos, nos casos de eventual necessidade de mudança de curso e prestar apoio pedagógico;
• O Serviço de Orientação e Aconselhamento apoiará os graduados no complexo processo de inserção no mercado de trabalho quer formal quer informal ou mesmo iniciar o seu próprio negócio.
Texto do artigo, página 9: Objectivo Estratégico 2 Garantir que os graduados do ETP tenham uma formação de
Texto do artigo, página 9: qualidade e relevante para o mercado de trabalho.
Texto do artigo, página 9: Acções prioritárias: a) Recrutar e capacitar formadores do ETP
Texto do artigo, página 9: O recrutamento e capacitação de formadores do ETP constitui uma das prioridades do subsistema e requer uma planificação adequada tendo em conta as qualificações profissionais e áreas prioritárias.
Texto do artigo, página 9: b) Consolidar o sistema de garantia de qualidade da oferta formativa no ETP
Texto do artigo, página 9: A qualidade é o resultado da adequação dos diferentes factores que compõem a oferta formativa como o desenvolvimento de qualificações, as competências dos formadores, a adequação das infra-estruturas e do equipamento. A aplicação destes critérios de qualidade é um processo gradual e as mudanças necessárias devem ser acompanhadas pelo orgão regulador (ANEP) e provedoras de formação, de acordo com os procedimentos estabelecidos.
Texto do artigo, página 9: A nível nacional compete à ANEP estabelecer o sistema de qualidade e respectivos padrões. Compete à DINET, elaborar os parâmetros ou mecanismos de controlo de qualidade, garantindo deste modo, que as instituições do ETP operem dentro de um quadro de qualidade que responda aos requisitos estabelecidos pela REP.
Texto do artigo, página 9: Assim, a DINET e a sua rede de instituições devem ser fortalecidas com recursos humanos, materiais e financeiros para responder adequadamente os desafios impostos pela reforma.
Texto do artigo, página 9: c) Consolidar a oferta formativa e de qualificações baseadas em padrões de competências
Texto do artigo, página 9: A lei obriga todas as IETPs a aplicarem as normas e os conteúdos da Reforma. Uma delas é a adopção de modelo de formação baseados em padrões de competências, cuja elaboração é de responsabilidade de cada IETP, exceptuando as qualificações já disponíveis no Quadro Nacional das Qualificações Profissionais.
Texto do artigo, página 9: A implementação das qualificações nas IETPs é um processo que deve ser cuidadosamente acompanhado e monitorado, tendo em conta as implicações resultantes de mudanças profundas na estrutura de organização e funcionamento.
Texto do artigo, página 9: d) Implementar Técnicas didácticas inovadoras, uso de equipamentos e recursos
Texto do artigo, página 9: Conforme os resultados do estudo mencionado (MCTESTP, 2016) e dos encontros realizados, a maioria das IETPs, apesar da disparidade na distribuição de equipamento e de competências profissionais, possui condições e potencialidades para utilizar as TICs como recurso didáctico. Neste sentido, torna-se necessário elaborar um instrumento normativo (Regulamento) sobre a distribuição, uso e aproveitamento das TICs no ETP e, implementação de um plano de capacitação continua de formadores na área de TICs.
Texto do artigo, página 9: e) Prover as Instituições com recursos adequados para assegurar necessidades inerentes ao processo de formação.
Texto do artigo, página 9: Tendo em conta as especificidades do ETP, há necessidade de prover as instituições com recursos a altura para assegurar todas necessidades inerentes ao processo de formação.
Texto do artigo, página 9: Objectivo Estratégico 3 Melhorar a Gestão e Coordenação do Subsistema do ETP Acções prioritárias:
Texto do artigo, página 9: a) Fortalecer o Sistema de Governação do Ensino Técnico Profissional
Texto do artigo, página 9: A DINET, a ANEP, as Direcções Provinciais, os Serviços Distritais e as instituições provedoras de formação são cruciais para a implementação efectiva da Reforma da Educação Profissional. Assim, todos esses intervenientes devem agir de forma articulada e integrada para garantir uma oferta de formação que efectivamente responda à demanda do mercado de trabalho.
Texto do artigo, página 9: No âmbito do Plano Estratégico do ETP, o fortalecimento institucional da DINET e das Direcções Provinciais assume uma relevância absolutamente prioritária para sustentar e garantir a implementação efectiva da Reforma de Educação Profissional.
Texto do artigo, página 9: b) Operacionalizar a Estratégia de Financiamento do ETP
Texto do artigo, página 9: As fontes tradicionais de financiamento do ETP, nomeadamente, o Orçamento do Estado e a Cooperação Internacional, não estão em condições de garantir um financiamento constante e pleno a médio e longo prazos, para o desenvolvimento de uma educação moderna, vocacionada para responder à demanda do sector produtivo. Neste sentido, tal como está previsto na Lei de Educação Profissional, o estabelecimento e operacionalização do Fundo Nacional de Educação Profissional terá um papel preponderante.
Texto do artigo, página 9: c) Implementar mecanismos da REP
Texto do artigo, página 9: Os provedores de formação devem ser preparados para gerir a implementação duma série de mecanismos e normas decorrentes da reforma, potenciando as próprias capacidades de aproveitamento destas oportunidades:
Texto do artigo, página 9: • Há necessidade de evidenciar os resultados que a aplicação integral da reforma pode produzir, por duas principais razões: a) incrementar o consenso mostrando as vantagens da inovação; b) corrigir as novas normas e mecanismos na base da experiência prática resultante do processo de implementação;
• Haverá necessidade de avaliação do actual estado das instituições provedoras da formação, de forma a determinar o seu nível de prontidão e esforços necessários para a implementação da Reforma.
Texto do artigo, página 9: d) Apoiar à gestão escolar
Texto do artigo, página 9: No quadro da reforma da EP foi aprovada a Lei 6/2016, de 16 de Junho, que atribui autonomia pedagógica, administrativa e financeira às instituições de ensino técnico profissional. No âmbito da operacionalização desse instrumento, foi aprovado o Decreto n.º 28/2017 de 11 de Julho - Regulamento de Licenciamento das Instituições da Educação Profissional.
Texto do artigo, página 9: Um dos pressupostos da autonomia é desenvolver uma sólida capacidade de auto avaliação das instituições, isto é um diagnóstico da situação actual (análise interna) realizado de forma participativa, que identifique pontos fortes e áreas para melhoria, aplicando planos de medidas, responsabilidade e forma de controlo e retro alimentação.
Texto do artigo, página 10: e) Estabelecer parcerias público-privadas para gestão e produção escolar
Texto do artigo, página 10: A relação com o sistema produtivo, num contexto de recente constituição do ambiente empresarial, quantitativamente dominado pelas pequenas e médias empresas privadas, representa um desafio na implementação da reforma e requer uma abordagem “pedagógica” para aproximar correctamente o sector produtivo às exigências de formação baseada em padrões de competências.
Texto do artigo, página 10: f) Estabelecer diálogo com parceiros de cooperação O relacionamento entre os intervenientes do subsistema do ETP e parceiros de cooperação configura-se estratégico, no quadro dos Mecanismos de Diálogo entre MCTESTP e os parceiros de cooperação, que visam:
Texto do artigo, página 10: ▪ Fortalecer a capacidade das instituições envolvidas no ETP;
▪ Minimizar a fragmentação e dispersão do financiamento;
▪ Aumentar a disponibilidade de recursos;
▪ Melhorar a transparência e a eficiência de gestão.
Texto do artigo, página 10: O ponto de partida é a adopção do Plano Estratégico como instrumento orientador na comunicação e colaboração com os parceiros tanto em matéria de financiamento como em termos de troca de experiências, conhecimentos e transferência de boas práticas internacionais que concorram para a criação da qualidade, fortalecimento dos modelos e abordagens nacionais.
Texto do artigo, página 10: g) Estabelecer e Implementar um sistema de Monitoria e Avaliação do PEETP.
Texto do artigo, página 10: O Sistema de Monitoria e Avaliação proposto irá potenciar os procedimentos já em curso, no quadro da monitoria e avaliação de políticas públicas, mantendo a distinção entre monitoria, como controlo de processos e avaliação, como análise do grau de alcance dos objectivos, utilizando sobretudo os critérios da eficácia e de impacto.
Texto do artigo, página 10: 3.3. Eixos Estratégicos O sucesso da implementação do Plano Estratégico tem como
Texto do artigo, página 10: pressupostos três eixos de intervenção na gestão e funcionamento do ETP no quadro da reforma, nomeadamente:
Texto do artigo, página 10: ▪ Aplicação integral dos mecanismos e práticas da reforma;
▪ Relacionamento com o sector empresarial e Parcerias Publico Privadas;
▪ Fortalecimento da gestão escolar num contexto de descentralização.
Texto do artigo, página 10: Eixo Estratégico 1: Aplicação integral, progressiva e equilibrada dos mecanismos e práticas da Reforma de Educação Profissional
Texto do artigo, página 10: A REP deve ser implementada de forma progressiva permitindo, deste modo, monitorar e examinar os efeitos e os recursos necessários, bem como introduzir os ajustamentos necessários em função do contexto, sem ferir os mecanismos de garantia da qualidade. Igualmente, a Reforma de Educação Profissional deve ser assumida como um exercício de aprendizagem mútua das competências institucionais e de contínua interacção entre os actores envolvidos (nacionais e internacionais), na perspectiva de operar uma mudança de comportamento e mentalidade face aos novos valores e princípios educativos plasmados na Reforma. Por estas razões, considera-se a aplicação integral, progressiva e equilibrada da reforma como um dos grandes pilares do presente Plano Estratégico do ETP.
Texto do artigo, página 10: Eixo Estratégico 2: Relacionamento com o sector empresarial e Parceria Publico Privado.
Texto do artigo, página 10: O envolvimento do sector produtivo é um dos pilares da reforma, através da sua participação no desenvolvimento curricular/qualificações profissionais, na garantia da qualidade de leccionação (verificação externa e estágios pré-profissionais), na participação dos empregadores nos vários órgãos de gestão e contribuição no financiamento do ETP na base do 0.65 % da folha salarial.
Texto do artigo, página 10: O sector produtivo tem interesse em instituições fortes, eficientes e eficazes, para apoiar a sua capacidade de inovação e competitividade num mercado sempre mais amplo e dinâmico. O presente Plano Estratégico considera estes aspectos.
Texto do artigo, página 10: Eixo Estratégico 3: Potenciação da gestão escolar num contexto de descentralização
Texto do artigo, página 10: A plena realização da autonomia escolar, como definido na Lei da Educação Profissional (didáctica, financeira e pedagógica) é a fase complementar da aplicação dos objectivos e princípios da Reforma a nível de cada instituição, onde os diferentes aspectos inovadores concorrem para requalificar o processo educativo.
Texto do artigo, página 10: A Lei impõe o prazo de dois anos para conformação das IETP com a reforma. Neste sentido, os primeiros dois anos de implementação da reforma representam um desafio para todos intervenientes na sua implementação.
Texto do artigo, página 10: Quadro de Implementação do Plano Estratégico do ETP 2018-2014
Texto do artigo, página 10: 3.4. Operacionalização
Texto do artigo, página 10: A implementação do PEETP 2018-2024 tem como principais intervenientes, a Direcção Nacional do Ensino TécnicoProfissional, Autoridade Nacional da Educação Profissional, as Direcções Provinciais de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, as instituições do ETP, Ministério de Trabalho, Emprego e Segurança Social e as unidades orgânicas do Governo aos vários níveis, o sector privado, os parceiros de cooperação, entre outros, através de projectos, programas e investimentos diversos. A articulação e coordenação eficiente dos vários projectos e programas de desenvolvimento na área do Ensino Técnico Profissional, Inovação e Pesquisa, poderão criar sinergias que ao serem exploradas adequadamente podem promover o acesso e a melhoria de qualidade do ETP.
Texto do artigo, página 10: 3.5. Processo de Planificação e Orçamentação
Texto do artigo, página 10: A planificação e a orçamentação são processos cruciais para o sucesso da implementação do PEETP 2018-2024. Neste contexto, é crucial que estes processos sejam efectivados de forma integrada e coordenada, alinhada às Estratégias Globais e Territoriais do Governo e do Sector da Ciência e Técnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional. A orçamentação do Plano Estratégico teve como base os objectivos gerais e as prioridades estabelecidas pelo Programa Quinquenal do Governo (2015 - 2019) e as respectivas necessidades de investimento a curto e médio prazos.
Texto do artigo, página 10: 3.6. Estimativa das necessidades financeiras 3.6.1. Orçamento do PEETP
Texto do artigo, página 10: O orçamento total para a implementação do PEETP 20182024 é de 482.425,88 mil dólares americanos, calculado na base das intervenções definidas por objectivo Estratégico. Esta estimativa não engloba financiamento fora do Orçamento do Estado (Tabela 7).
Texto do artigo, página 11: Tabela 7: Estimativa de custos para implementação do Plano Estratégico do ETP
Texto do artigo, página 11: N/O
Objectivo Estratégico
2018
2019
2020
2021
2022
2023
2024
Total (10^3USD)
1
Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género
47.049,39
50.459,26
67.279,02
84.098,77
75.688,89
54.664,20
46.254,32
425.493,85
2
Garantir que os graduados do ETP tenham uma formação de qualidade e relevante para o mercado de trabalho
8.268,14
9.921,77
6.614,51
4.960,88
3.307,26
2.976,53
1.984,35
38.033,43
3
Melhorar a gestão e coordenação do sistema, envolvendo o sector produtivo, de forma particular
4.724,65
5.669,58
3.779,72
2.834,79
1.889,86
1.511,89
1.133,92
18.898,60
Total
60.042,17
66.050,61
77.673,25
91.894,44
80.886,01
59.152,62
49.372,59
482.425,88
N/O
Objectivo Estratégico
2018
2019
2020
2021
2022
2023
2024
Total (10^3USD)
1
Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género
47.049,39
50.459,26
67.279,02
84.098,77
75.688,89
54.664,20
46.254,32
425.493,85
2
Garantir que os graduados do ETP tenham uma formação de qualidade e relevante para o mercado de trabalho
8.268,14
9.921,77
6.614,51
4.960,88
3.307,26
2.976,53
1.984,35
38.033,43
3
Melhorar a gestão e coordenação do sistema, envolvendo o sector produtivo, de forma particular
4.724,65
5.669,58
3.779,72
2.834,79
1.889,86
1.511,89
1.133,92
18.898,60
Total
60.042,17
66.050,61
77.673,25
91.894,44
80.886,01
59.152,62
49.372,59
482.425,88
Texto do artigo, página 11: 3.6.2. Custo do internato
Texto do artigo, página 11: Segundo o levantamento realizado, nas condições actuais dos centros internatos e lares das IETP, o custo médio anual de internamento dum formando é de 22.916,00Mt (vinte dois mil novecentos e dezasseis meticais), vide a tabela em anexo. Contudo, não foram consideradas as contribuições da produção escolar e das famílias (30%), custo de infra-estruturas e equipamento. Com a inclusão da produção escolar e das famílias pode-se considerar que o custo de internamento é de cerca de 30.000,00MZN (Trinta mil Meticais).
Texto do artigo, página 11: Tendo em conta que o custo médio anual do formando no ETP é 55.000 Mt, o custo médio/estudante/ano incluindo o internamento, para as instituições geridas pelo MCTESTP, é estimado em 85.000,00Mt (Oitenta e cinco mil Meticais). Multiplicando este dado pelo número de estudantes é possível determinar o custo médio anual do ETP numa instituição.
Texto do artigo, página 11: Um estudo realizado pela Faculdade de Economia da UEM em 2016, que abrangeu Institutos Médios Agrários no triénio 2012/2014, estimou o custo médio estudante/ano
Texto do artigo, página 11: em 1.860 USD .(equivalente a 64.000 Mt -taxa média do câmbio aplicada, 40 MZN /dólar).
Texto do artigo, página 11: O PEE 2012 – 2016 quantificava os custos do ETP no período de vigência, comparando o custo/estudante/ano para o Ensino Geral, bem como Ensino Técnico. O resultado indicava 9.448,00 Mt para um aluno do EGS2 e 40.902,00 Mt para um do ETP (quatro vezes mais. A hipótese de cenário considerado (Cenário 2) previa um número total de efectivo para o 2016 de 77.000.
Texto do artigo, página 11: 3.6.3. Projecção de Efectivos de Estudantes ETP 2018-2024 Triangulando os seguintes dados:
Texto do artigo, página 11: a) Incremento demográfico médio de 3,5 % na faixa etária 15 – 19 anos, para o período 2018 – 2024;
Texto do artigo, página 11: b) Provável subida da demanda de competências profissionais, nos próximos anos, como efeito da melhoria do clima económico do País (previsto nos documentos do governo);
Texto do artigo, página 11: c) Tendência da subida do efectivo de estudantes dos últimos três anos de 4%.
Texto do artigo, página 11: Tabela 8: Projecção de efectivos de formandos do ETP- 2018/2024
Texto do artigo, página 12: 3.6.4. Fontes de Financiamento para o Plano Estratégico Actualmente as maiores fontes de financiamento do subsistema
Texto do artigo, página 12: do ETP são:
Texto do artigo, página 12: • Orçamento do Estado;
• Fundos externos provenientes dos parceiros internacionais (créditos concessionais e donativos);
• Propinas das famílias, contribuições para o internamento e as receitas geradas internamente pelas instituições, através da venda de produtos e serviços;
• Num futuro breve, o Fundo Nacional da Educação Profissional (FNEP) poderá ser uma das potenciais fontes de financiamento da Educação Profissional.
Texto do artigo, página 12: Nesta fase a grande maioria dos recursos do subsector do ETP vem do Orçamento do Estado e dos Fundos Externos.
Texto do artigo, página 12: 4. Uma estratégia financeira integrada e de longo prazo
Texto do artigo, página 12: As fontes tradicionais de financiamento do ETP, nomeadamente: o Orçamento do Estado e a Cooperação Internacional não estão em condições de garantir um apoio constante a médio e longo prazos para o desenvolvimento de uma Educação Profissional moderna, vocacionada para responder à demanda do mercado do trabalho.
Texto do artigo, página 12: Outras fontes de receitas deverão ser estabelecidas e potenciadas de modo a criar uma rede de instrumentos e oportunidades financeiras a nível nacional e local, que apoiem a qualidade da oferta formativa.
Texto do artigo, página 12: Neste contexto, a entrada da contribuição empresarial, prevista na lei da Educação Profissional, será um dos pontos de força para o futuro do ETP com um significado não somente monetário, mas de um maior envolvimento do sector produtivo, no sistema de gestão do subsistema, o qual requer uma crescente atenção na qualidade dos serviços e dos resultados formativos.
Texto do artigo, página 12: Incrementar as entradas sem tornar as despesas mais eficientes, seria insuficiente. A experiência internacional demonstra, por exemplo, que uma das primeiras fontes de receitas é a boa governação e a qualidade do serviço. Neste sentido, a autonomia das instituições será uma importante oportunidade para planificar os recursos em função das reais necessidades das mesmas.
Texto do artigo, página 12: Portanto, precisa-se de uma nova abordagem e cultura de gestão dos instrumentos financeiros, mediante uma estratégia financeira a ser elaborada no contexto do presente PEETP.
Texto do artigo, página 12: A estratégia deverá ser vista como um conjunto de decisões e acções de médio e longo prazos que os decisores e gestores públicos actuam, cada um ao seu nível, para escolher as formas de financiamento mais adequadas a cada tipologia de actividade e despesas, tendo em conta, a paridade de qualidade do resultado esperado, dos possíveis custos/oportunidade e da minimização das áreas de ineficiências.
Texto do artigo, página 12: Entre as componentes desta estratégia pode-se destacar:
Texto do artigo, página 12: • O incremento da eficiência de gestão com base na identificação e redução das áreas de desperdícios e aplicação de padrões de custo e de qualidade;
• A análise das diferentes oportunidades e mecanismos de financiamento a nível nacional e local, com o intuito de valorizar as potencialidades existentes (por exemplo da produção escolar, parcerias público-privadas);
Texto do artigo, página 12: • A institucionalização da monitoria/avaliação e feedback em cada acção/actividade financiada para identificar áreas de melhorias;
• A obrigatoriedade de realização de estudos de viabilidade financeira e de sustentabilidade dos projectos financiados pela cooperação internacional, para conhecer os custos futuros a serem suportados pelos beneficiários das iniciativas;
• A definição de uma estratégia para a produção escolar, no contexto de aplicação da autonomia, baseada em estudos de viabilidade económica para cada escola e na valorização dos seus próprios recursos como oportunidade e como fonte de receitas;
• O estudo de formas de estabilizar o orçamento do subsector para evitar excessivas alterações anuais.
Texto do artigo, página 12: 5. Monitoria e Avaliação
Texto do artigo, página 12: Num contexto volátil, de peculiar dinâmica económica e de constante renovação e aprendizagem que caracteriza o sistema de planificação pública, é imperioso assegurar a existência de mecanismos de constante actualização da informação e do conhecimento que alimentam os processos de implementação e de gestão do PEETP 2018-2024, através de um acompanhamento e análise permanentes que permitam avaliar o progresso alcançado, identificar os obstáculos e sugerir alternativas e ajustamentos necessários às acções e metas definidas de modo a torná-los mais eficazes na prossecução dos objectivos estratégicos identificados.
Texto do artigo, página 12: O Sistema de Monitoria e Avaliação (M&A) do PEETP proposto irá utilizar as ferramentas e os procedimentos já em curso, devidamente potenciados e reforçados na base dos Relatórios periódicos (trimestrais, semestrais e anuais) do Balanço do Plano Económico e Social (PES), bem como de controlo financeiro com base nos Relatórios de Execução Orçamental (REOs).
Texto do artigo, página 12: De forma complementar, irá recorrer-se ao Banco de Dados (GovEnsino) actualmente a funcionar na DINET, ampliado para o levantamento e tratamento de um amplo leque de dados, o qual será alvo de melhorias na qualidade das fontes e a fiabilidade dos dados produzidos. Adicionalmente ao longo do processo de implementação irá potenciar-se estudos e pesquisas.
Texto do artigo, página 12: A Avaliação do PEETP irá obedecer dois momentos principais, sendo o primeiro, a avaliação intermédia do Plano a meio do percurso e o segundo a avaliação final no término da vigência do actual Plano.
Texto do artigo, página 12: 6. Resultados Esperados por Objectivo
Texto do artigo, página 12: As Tabelas 9, 10 e 11 apresentam o que se espera, por objectivo estratégico, em relação ao acesso, qualidade e governação do subsistema de ETP, cujas acções são orientadas ao período de 2018 a 2024, tomando como base o ano indicativo de 2017.
Texto do artigo, página 12: Com a implementação do plano estratégico haverá um incremento significativo do número de graduados, pois com a conformação da Lei n.º 6/2016, de 16 de Junho, o ETP passará a graduar em todos níveis ou qualificações nomeadamente CV3, CV4, CV5. Este aumento será em média acima do número de graduados que se vai observar até 2020, que é o ano limite da leccionação de cursos clássicos. Assim, no global o número de graduados em 2024 passará à 492.885.
Texto do artigo, página 13: Tabela 9: Resultados esperados com o Objectivo Estratégico 1
Texto do artigo, página 13: Objectivo Estratégico 1 Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género
Ano Base 2017
Meta (2018-2024)
N.º de Instituições construídas e apetrechadas
19
N.º de Instituições reabilitadas, ampliadas e apetrechadas
16
N.º de Instituições apetrechadas
11
N.º de efectivos escolares no ETP
85.313
115.756
Percentagem da rapariga nas IETPs
45,3
47
Objectivo Estratégico 1 Aumentar o acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género
Ano Base 2017
Meta (2018-2024)
N.º de Instituições construídas e apetrechadas
19
N.º de Instituições reabilitadas, ampliadas e apetrechadas
16
N.º de Instituições apetrechadas
11
N.º de efectivos escolares no ETP
85.313
115.756
Percentagem da rapariga nas IETPs
45,3
47
Texto do artigo, página 13: Relativamente ao objectivo estratégico número um, que se refere ao aumento do acesso e a retenção no ETP, prestando particular atenção às disparidades geográficas e de género até ao fim do presente Plano, espera-se construir e apetrechar 19 instituições do ETP, reabilitar e apetrechar 16 e somente apetrechar 11 instituições. No período em referência prevê-se o aumento do efectivo escolar de 85.313 para 115.756 e a percentagem da rapariga nas IETPs que aumente de 45,3% para 47%.
Texto do artigo, página 13: Tabela 10: Resultados esperados com o Objectivo Estratégico 2
Texto do artigo, página 13: Objectivo Estratégico 2: Formação de qualidade e relevante para o mercado de trabalho emprego e informal
Ano Base 2017
Meta(2018-2024)
N.º de formadores contratados
5.493
7.643
N.º de formadores que beneficiaram de capacitação técnica
117
1.000
N.º de formadores que beneficiaram de capacitação psicopedagógica (Certificado C e B)
980
7.617
N.º de graduados do ETP
13.483
492.885
Objectivo Estratégico 2: Formação de qualidade e relevante para o mercado de trabalho emprego e informal
Ano Base 2017
Meta(2018-2024)
N.º de formadores contratados
5.493
7.643
N.º de formadores que beneficiaram de capacitação técnica
117
1.000
N.º de formadores que beneficiaram de capacitação psicopedagógica (Certificado C e B)
980
7.617
N.º de graduados do ETP
13.483
492.885
Texto do artigo, página 13: Na persecução do objectivo estratégico número dois, pretende-se no período de vigência do presente Plano Estratégico contratar 7.643 Formadores do ETP, capacitar 7.617 formadores em matérias psicopedagógica e 1000 em matérias técnicas; consolidar a oferta formativa baseada em padrões de competências, aumentando para 492.885 o número de formados baseados em padrões de competências.
Texto do artigo, página 13: Tabela 11: Resultados esperados com o Objectivo Estratégico 3
Texto do artigo, página 13: Objectivo Estratégico 3: Melhorar a gestão e coordenação do sistema, envolvendo o sector produtivo, de forma particular
Ano Base 2017
Meta (2018-2024)
N.° de instituições conformadas com a Lei da Educação Profissional
28
188
N.° de instituições com gestores capacitados em certificado A
0
188
N.° de M&A ordinárias realizadas nos 4 níveis da implementação do PEETP por ano
0
48
Objectivo Estratégico 3: Melhorar a gestão e coordenação do sistema, envolvendo o sector produtivo, de forma particular
Ano Base 2017
Meta (2018-2024)
N.° de instituições conformadas com a Lei da Educação Profissional
28
188
N.° de instituições com gestores capacitados em certificado A
0
188
N.° de M&A ordinárias realizadas nos 4 níveis da implementação do PEETP por ano
0
48
Texto do artigo, página 13: Em relação ao Objectivo Estratégico 3, em conformidade com a melhoria da gestão e coordenação do sistema, envolvendo
Texto do artigo, página 13: o sector produtivo, de forma particular, pretende-se fortalecer
o sistema de governação do ETP implementando os instrumentos de governação a todos níveis (Central, Provincial, Distrital e de Instituição), estabelecer e implementar o sistema de Monitoria e Avaliação do Plano Estratégico, realizando 48 acções ordinárias por ano de Monitorias e Avaliações nos 4 níveis da implementação do PEETP.
Texto do artigo, página 13: Lista de abreviaturas e acrónimos:
Texto do artigo, página 13: ANEP Autoridade Nacional de Educação Profissional CTA Confederação das Associações Económicas CV3 Certificado Vocacional 3 DINET Direcção Nacional do Ensino Técnico EP Educação Profissional ETP Ensino Técnico Profissional ESG Ensino Secundário Geral ESG2 Ensino Secundário Geral (2.º Ciclo, 11.ª e 12.ª
Texto do artigo, página 13: classe) EAD Educação Aberta e à Distância ENDET Encontro Nacional dos Directores Escolas
Texto do artigo, página 13: e Institutos Técnicos
Texto do artigo, página 14: FASE Fundo de Apoio ao Sector da Educação FNEP Fundo Nacional de Educação Profissional FOFA Força, Oportunidade, Fraqueza e Ameaça HIV Vírus de Imuno Deficiencia Humana IETP Instituições do Ensino Técnico Profissional IFPELAC Instituto Nacional de Formação Profissional e
Texto do artigo, página 14: Estudos Laborais Alberto Cassimo OE Orçamento do Estado PEE Plano Estratégico da Educação PEETP Plano Estratégico do Ensino Técnico Profis-
Texto do artigo, página 14: sional PES Plano Económico e Social PPP Parceria Público Privado RISDP Protocolo Relativo à Educação e Formação
Texto do artigo, página 14: na SADC SDEJT Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia
Texto do artigo, página 14: SADC Comunidade para o Desenvolvimento da África
Texto do artigo, página 14: Austral SIDA Sindroma de Imuno-Deficiência Adquirida M&A Monitoria e Avaliação MEF Ministério da Economia e Finanças MINEDH Ministério da Educação e Desenvolvimento
Texto do artigo, página 14: Humano MCTESTP Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional MITESS Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança
Texto do artigo, página 14: Social NEE Necessidades Educativas Especiais REP Reforma da Educação Profissional; TIC Tecnologias de Informação e Comunicação PQG Programa Quinquenal do Governo UEM Universidade Eduardo Mondlane REO Relatório de Execução Orçamental