Deliberação n.º 20/AMCN/2019
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Deliberação n.º 20/AMCN/2019
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- Número ou marcador, página 10: a) Uma cova revestida com blocos de alvenaria;
- Número ou marcador, página 10: b) Laje em betão construída de modo a facilitar a limpeza da mesma;
- Número ou marcador, página 10: c) Possuir uma tampa que não permita a entrada de insectos;
- Número ou marcador, página 10: d) Possuir uma casota, com porta e cobertura para permitir a privacidade do utente e proteger a estrutura da latrina, respectivamente.
- Número ou marcador, página 10: e) A construção da latrina melhorada só será possível em zonas cujo nível freático esteja pelo menos a 1,5m abaixo da cota de soleira do poço.
- Número ou marcador, página 10: 2. As latrinas deverão ser dotadas de chaminés de ventilação e a abertura deve ter dimensões suficientes para o acesso dos equipamentos de limpeza.
- Número ou marcador, página 10: 3. A localização das latrinas será escolhida de forma a facilitar o
- Texto do artigo, página 10: acesso para realização das operações de esvaziamento e limpeza.
- Número ou marcador, página 10: SECÇÃO VI Recolha, transporte, disposição e tratamento de lamas fecais
- Número ou marcador, página 10: ARTIGO 44
- Texto do artigo, página 10: Responsabilidade
- Número ou marcador, página 10: 1. Cabe à Entidade Gestora a provisão dos serviços de recolha, transporte, tratamento e destino final das lamas fecais.
- Número ou marcador, página 10: 2. Pode a Entidade Gestora delegar os serviços de sucção e transporte a operadores privados de gestão de lamas fecais, mediante o respectivo licenciamento.
- Número ou marcador, página 10: 3. A responsabilidade pela manutenção das fossas sépticas e latrinas
- Texto do artigo, página 10: é dos seus utilizadores, de acordo com procedimentos adequados, tendo nomeadamente em conta a necessidade de recolha periódica e de destino final adequado das lamas produzidas.
- Número ou marcador, página 11: 4. A Entidade Gestora pode assegurar a prestação deste serviço através da combinação que considere adequada de meios humanos e técnicos próprios e/ou através da subdelegação dos serviços a outras entidades públicas ou privadas.
- Número ou marcador, página 11: ARTIGO 45
- Texto do artigo, página 11: Recolha e transporte de lamas fecais
- Número ou marcador, página 11: 1. Considera-se que as lamas devem ser removidas sempre que o seu nível distar menos de 1/3 cm da parte inferior do septo junto da saída da fossa séptica e 50cm da laje da latrina melhorada.
- Número ou marcador, página 11: 2. Para o esvaziamento de fossas e latrinas deverão ser garantidas as condições técnicas mínimas necessárias à protecção dos operadores, dos utentes e residentes ao redor da propriedade a beneficiar dos serviços de esvaziamento e o meio ambiente.
- Número ou marcador, página 11: 3. É interdito o lançamento de lamas fecais directamente ao meio ambiente e às redes de saneamento e drenagem pública de águas residuais.
- Número ou marcador, página 11: 4. As lamas recolhidas devem ser preferivelmente depositadas para tratamento numa estação de tratamento de lamas fecais.
- Número ou marcador, página 11: 5. Na ausência de uma estação de tratamento de lamas fecais, as lamas provenientes das latrinas e fossas poderão ser depositadas numa estação de tratamento de águas residuais equipada para o efeito, sem prejuízo dos processos de tratamento para que a estação tenha sido dimensionada.
- Número ou marcador, página 11: 6. A Entidade Gestora poderá, caso seja comprovada a necessidade e viabilidade técnica, instalar e operar estações de transferência de lamas fecais tanto móveis como fixas, de modo a minimizar os custos de transporte em pequenas quantidades para a Estação de Tratamento.
- Número ou marcador, página 11: 7. Nas condições previstas no artigo anterior, esta deverá ser
- Texto do artigo, página 11: construída em local seguro, distando, pelo menos, 100m de habitações ou outros locais de concentração de pessoas, devendo em qualquer caso ser garantida a sua vedação e estanquidade das instalações de modo a evitar o contacto das lamas não tratadas com pessoas e o meio ambiente.
- Número ou marcador, página 11: SECÇÃO VII Condições especiais
- Número ou marcador, página 11: ARTIGO 46
- Texto do artigo, página 11: Instalações Comunitárias de Saneamento
- Número ou marcador, página 11: 1. Em casos especiais, previamente justificados e aprovados pelo CAN, a Entidade Gestora poderá autorizar a construção de instalações comunitárias partilhadas de saneamento, sendo a tecnologia mínima permitida a fossa séptica.
- Número ou marcador, página 11: 2. Nos casos previstos no número anterior, a construção da instalação deverá obedecer os pressupostos previstos na presente postura.
- Número ou marcador, página 11: 3. Na construção de instalações comunitárias partilhadas será dada prioridade às comunidades de baixa renda, residentes em zonas não cobertas pelos planos de urbanização previstos no plano quinquenal municipal.
- Número ou marcador, página 11: 4. No caso previsto no número 1 deste artigo, a Entidade Gestora deverá garantir que é estabelecido, antes da entrega definitiva das obras, de forma participativa, um comité de gestão formado pelos utentes de tais instalações comunitárias, que se responsabilize pela manutenção das instalações.
- Número ou marcador, página 11: 5. O modelo de gestão a ser adoptado pelos comités previstos no número anterior deverá ser aprovado pela Entidade Gestora, caso a caso de acordo com as características socioeconómicas dos utentes e as suas aspirações sobre os serviços, devendo em qualquer caso, os utentes, participar nos custos da construção e manutenção destas instalações.
- Número ou marcador, página 11: 6. Em casos especiais, a Entidade Gestora poderá permitir a
- Texto do artigo, página 11: construção de sistemas de esgotos condominiais desde que se respeite as cláusulas acima descritas.
- Número ou marcador, página 11: CAPÍTULO IV Condições de exploração dos sistemas
- Número ou marcador, página 11: SECÇÃO I Ligação à rede pública
- Número ou marcador, página 11: ARTIGO 47
- Texto do artigo, página 11: Condições para ligação à Rede Pública
- Número ou marcador, página 11: 1. O requerimento de solicitação da ligação aos sistemas públicos de saneamento e drenagem deve conformar-se com o modelo fornecido pela entidade gestora.
- Número ou marcador, página 11: 2. Nas propriedades ligadas aos sistemas públicos de saneamento e drenagem em que seja detectada a existência de ligações indevidas de águas residuais domésticas a colectores municipais de águas pluviais ficarão os proprietários, ou usufrutuários, obrigados a proceder a respectiva rectificação, nos termos e nos prazos que serão fixados pela Entidade Gestora.
- Número ou marcador, página 11: 3. As intimações aos proprietários para cumprimento das disposições dos números anteriores são feitas pela Entidade Gestora nos termos legais, devendo os proprietários cumprir as obrigações constantes do n.º 2 do Artigo 7, nos prazos que lhes forem fixados nas respectivas intimações e que nunca poderão ser inferiores a trinta dias.
- Número ou marcador, página 11: 4. As propriedades abandonadas ou em estado de manifesta ruína e não habitada ou em vias de expropriação, ficam isentos da obrigação prevista no n.º 2 do Artigo 7, desde que neles não sejam geradas quaisquer águas residuais.
- Número ou marcador, página 11: 5. Quando os proprietários não executarem os trabalhos que lhes competem, dentro dos prazos estabelecidos, poderá a Entidade Gestora, após notificação, executar ou mandar executar aqueles trabalhos por conta dos proprietários.
- Número ou marcador, página 11: 6. Do início e do termo dos trabalhos feitos pela Entidade Gestora, nos termos do número anterior, serão os proprietários notificados.
- Número ou marcador, página 11: 7. As obrigações constantes deste artigo serão assumidas, quando for
- Texto do artigo, página 11: esse o caso, pelos proprietários.
- Número ou marcador, página 11: ARTIGO 48
- Texto do artigo, página 11: Execução obrigatória
- Número ou marcador, página 11: 1. Ao proprietário que, depois de devidamente notificado pela Entidade Gestora, pessoalmente ou por meio de editais afixados em lugares públicos, não cumpra, sem a devida justificação, a obrigação imposta no n.º 2 do Artigo 7, dentro do prazo fixado e a contar da data da notificação, ser-lhe-á aplicada uma sanção como previsto no Capítulo IX, da presente postura.
- Número ou marcador, página 11: 2. A Entidade Gestora poderá realizar a instalação devendo, o
- Texto do artigo, página 11: pagamento da correspondente despesa, ser feito pelo interessado, no prazo de trinta dias após a sua conclusão, findo o qual se procederá à cobrança coerciva da importância devida e respectiva multa.
- Número ou marcador, página 11: CAPÍTULO V Estrutura tarifária, facturação e pagamento dos serviços
- Número ou marcador, página 11: ARTIGO 49
- Texto do artigo, página 11: Princípios gerais
- Número ou marcador, página 11: 1. Para assegurar o equilíbrio económico e financeiro do serviço público de saneamento e drenagem o Conselho Autárquico de Nampula fixará por deliberação, sob proposta da Entidade Gestora e após articulação com Autoridade Reguladora de Água (AURA), a tarifa de saneamento.
- Número ou marcador, página 11: 2. A fixação destas tarifas deve obedecer genericamente aos princípios
- Texto do artigo, página 11: estabelecidos pela Lei de Águas, Política Tarifária, Estratégia de Água
- Texto do artigo, página 12: e Saneamento Urbano, Lei das Autarquias Locais e pela Lei das Finanças Autárquicas e respeitar os princípios seguintes:
- Número ou marcador, página 12: a) Princípio da recuperação dos custos, nos termos do qual os tarifários dos serviços de águas e resíduos devem permitir a recuperação tendencial dos custos económicos e financeiros decorrentes da sua provisão, em condições de assegurar a qualidade do serviço prestado e a sustentabilidade das Entidades Gestoras, operando num cenário de eficiência de forma a não penalizar indevidamente os utilizadores com custos resultantes de uma ineficiente gestão dos sistemas;
- Número ou marcador, página 12: b) Princípio da defesa dos interesses dos utilizadores, nos termos do qual os tarifários devem assegurar uma correcta protecção do utilizador final, evitando possíveis abusos de posição dominante por parte da Entidade Gestora, por um lado, no que se refere à continuidade, qualidade e custo para o utilizador final dos serviços prestados e, por outro, no que respeita aos mecanismos de sua supervisão e controlo, que se revelam essenciais em situações de monopólio;
- Número ou marcador, página 12: c) Princípio da acessibilidade económica, nos termos do qual os tarifários devem atender à capacidade financeira dos utilizadores finais, na medida necessária a garantir o acesso tendencialmente universal aos serviços de águas e resíduos;
- Número ou marcador, página 12: d) Princípio do Poluidor-Pagador;
- Número ou marcador, página 12: e) Princípio da autonomia das entidades titulares, nos termos do qual a Presente Postura defende a autonomia do Poder Local, sem prejuízo da prossecução dos objectivos fundamentais que as norteiam.
- Número ou marcador, página 12: ARTIGO 50
- Texto do artigo, página 12: Estrutura Tarifária
- Número ou marcador, página 12: 1. A tarifa de saneamento e drenagem corresponde a uma percentagem da tarifa de água e será cobrada pela Entidade Gestora dos serviços de abastecimento de água, mediante acordo de cobrança com o CAN.
- Número ou marcador, página 12: 2. A tarifa de saneamento e drenagem não será aplicada aos consumidores do escalão de consumo doméstico de tarifa social, conforme previsto na Estratégia de Água e Saneamento Urbano.
- Número ou marcador, página 12: 3. As tarifas são cobradas através de parcerias entre o Conselho Autárquico e entidades exploradoras de água, de acordo com a legislação moçambicana.
- Número ou marcador, página 12: 4. Sem prejuízo do disposto no número 1 do presente artigo a tarifa exclusiva de drenagem pode ser cobrada em separado com a tarifa do Saneamento recorrendo à inclusão em outras taxas Autárquicas.
- Número ou marcador, página 12: 5. Na fixação de tarifas, são atendíveis as seguintes situações especiais:
- Número ou marcador, página 12: a) Utentes industriais em que existe uma percentagem significativa de incorporação da água fornecida pelos operadores dos serviços de abastecimento de água no produto final, podem requerer de forma tecnicamente sustentada e nos moldes a definir pela Entidade Gestora, a aplicação de um factor de afluência à rede diferenciado que será considerado pela Entidade Gestora em acerto de contas anual;
- Número ou marcador, página 12: b) Utentes industriais com captações próprias de água utilizada no processo industrial estão sujeitos à aplicação directa de tarifa de saneamento pela Entidade Gestora em função do volume de água descarregada na Rede Colectora. Neste caso, poderá a Entidade Gestora obrigar a implantação de um medidor de caudal à montante da descarga na Rede Pública que permita operacionalizar esta medida; c)Utentes industriais com captações próprias e com ETAR privadas com autorização de descarga directa para o meio receptor, ficam sujeitos à aplicação de uma tarifa de saneamento correspondente à carga poluente descarregada no meio receptor. O valor da tarifa aplicável por volume de carga poluente descarregada no meio receptor, expresso na norma de descarga aplicável será definida pela Entidade Gestora. Neste caso, poderá a Entidade Gestora obrigar a implantação de um medidor de caudal a montante da descarga no meio receptor que permita operacionalizar esta medida;
- Número ou marcador, página 12: d) Utentes industriais que descarreguem águas residuais e lamas fecais na ETAR estão sujeitos à aplicação de tarifa directa de saneamento e drenagem pela Entidade Gestora em função do volume descarregado; e)Operadores de serviços de transporte de resíduos, que descarreguem na ETAR águas residuais e lamas fecais provenientes de instalações localizadas fora da Autarquia de Nampula, estão sujeitos à aplicação de tarifa directa de saneamento e drenagem pela Entidade Gestora em função do volume descarregado.
- Número ou marcador, página 12: ARTIGO 51
- Texto do artigo, página 12: Regras específicas
- Número ou marcador, página 12: 1. Em virtude da aplicação da tarifa de saneamento e drenagem consignada em 100% a estes serviços, a Entidade Gestora deve ficar obrigada a executar as seguintes actividades:
- Número ou marcador, página 12: a) Cadastro das infra-estruturas de saneamento, consederando o mapeamento e qualificação;
- Número ou marcador, página 12: b) Manutenção das infra-estruturas de saneamento, consederando a execução, renovação da rede de saneamento e drenagem até a caixa de ligação;
- Número ou marcador, página 12: c) Recolha e transporte de águas residuais da rede colectira pública de saneamento e drenagem; d)Apoio à recolha/contenção como forma de interface de saneamento;
- Número ou marcador, página 12: e) Esvaziamento, transporte e deposição de lamas fecais;
- Número ou marcador, página 12: f) Conservação, reparação e renovação da câmara de ligação, salvo se por motivo imputável ao utilizador;
- Número ou marcador, página 12: g) Central de chamadas para aceder aos serviços de saneamento de drenagem;
- Número ou marcador, página 12: h) Drenagem de águas pluviais; i)Devolução dos instrumentos regulatórios e consciencialização sobre serviços de saneamento;
- Número ou marcador, página 12: j) Outros serviços de saneamento e drenagem.
- Número ou marcador, página 12: 2. Para além das tarifas de saneamento referidas no número anterior, a
- Texto do artigo, página 12: Entidade Gestora cobrará tarifas em contrapartida de serviços auxiliares, designadamente:
- Número ou marcador, página 12: a) Análise de projectos de sistemas prediais e domiciliários de saneamento;
- Número ou marcador, página 12: b) Execução de ramais de ligação;
- Número ou marcador, página 12: c) Realização de vistorias ou ensaios de sistemas prediais e domiciliários de saneamento a pedido dos utilizadores;
- Número ou marcador, página 12: d) Desobstrução de sistemas prediais e privados de saneamento;
- Número ou marcador, página 12: e) Esvaziamento, transporte e destino final de lamas provenientes de fossas sépticas e latrinas melhoradas
- Número ou marcador, página 12: f) Informação sobre o sistema público de saneamento em plantas de localização, excepto os que solicitam esta informação exclusivamente para elaboração de planos e fins do Conselho Autárquico; g)Outros serviços a pedido do utilizador, nomeadamente, reparações no sistema predial ou privado de saneamento;
- Número ou marcador, página 12: h) As demais tarifas serão aplicadas de acordo com a legislação específica e com o Principio de Poluidor-Pagador.
- Número ou marcador, página 12: ARTIGO 52
- Texto do artigo, página 12: Intervenções não Previamente Identificadas
- Texto do artigo, página 12: Qualquer intervenção no espaço privado, não mencionada nas tarifas praticadas será de acordo com a avaliação técnica efectuada pela Entidade Gestora.
- Número ou marcador, página 12: CAPÍTULO VI Autorização e licenciamento
- Número ou marcador, página 12: ARTIGO 53
- Texto do artigo, página 12: Entidade Competente
- Texto do artigo, página 12: A autorização para a construção, uso e aproveitamento dos sistemas de saneamento e drenagem será emitida exclusivamente pelo Conselho Autárquico de Nampula, mediante a apresentação do projecto e/ou procedimentos específicos.
- Número ou marcador, página 13: ARTIGO 54
- Texto do artigo, página 13: Situações Sujeitas a Autorização e Licenciamento
- Número ou marcador, página 13: 1. São sujeitas à autorização os seguintes itens:
- Número ou marcador, página 13: a) Ligação ao sistema público de saneamento e drenagem da Autarquia de Nampula;
- Número ou marcador, página 13: b) Descarga industrial;
- Número ou marcador, página 13: c) Utilização da Estação de Tratamento de Águas Residuais;
- Número ou marcador, página 13: d) Construção de Estações de Transferência Privadas ou de Estações Tratamento de Águas Residuais Privadas;
- Número ou marcador, página 13: e) Prestação do serviço de Gestão de Lamas Fecais;
- Número ou marcador, página 13: f) Prestação de serviço pelas entidades privadas na área de saneamento e drenagem;
- Número ou marcador, página 13: g) Execução através das entidades privadas e públicas de projectos de saneamento e drenagem.
- Número ou marcador, página 13: ARTIGO 55
- Texto do artigo, página 13: Ligação a rede de colectores
- Número ou marcador, página 13: 1. Os ramais de ligação ao colector serão executados pela Entidade Gestora ou por empresas devidamente autorizadas por esta, cabendo ao proprietário do imóvel suportar as respectivas despesas, conforme previsto no Artigo , desta Postura.
- Número ou marcador, página 13: 2. Os utilizadores industriais deverão efectuar um requerimento
- Texto do artigo, página 13: especial, indicando a natureza e a quantidade dos efluentes a descarregar na rede pública de saneamento e drenagem conforme definido no artigo desta Postura.
- Número ou marcador, página 13: ARTIGO 56
- Texto do artigo, página 13: Utilização da Estação de Tratamento de Águas Residuais Pública
- Número ou marcador, página 13: 1. A deposição de efluentes na estação de tratamento de águas residuais deverá ser previamente autorizada pela Entidade Gestora, mediante apresentação das características quantitativas e qualitativas (físico-químicas e biológicas) dos efluentes.
- Número ou marcador, página 13: 2. As autorizações para a utilização da ETAR serão efectuadas anualmente.
- Número ou marcador, página 13: 3. Os requerimentos de autorização para utilização da ETAR terão
- Texto do artigo, página 13: de ser renovados:
- Número ou marcador, página 13: a) Sempre que o utilizador registe um aumento igual ou superior a 25% da média das produções totais dos últimos três anos;
- Número ou marcador, página 13: b) Sempre que se alterem significativamente as características quantitativas e qualitativas das suas águas residuais.
- Número ou marcador, página 13: ARTIGO 57
- Texto do artigo, página 13: Construção de Estações de Tratamento de Águas Residuais Privadas
- Texto do artigo, página 13: O proprietário que pretenda instalar uma Estação de Tratamento de Aguas Residuais, deve requerer autorização, apresentando o projecto completo das instalações de tratamento, com observância das exigências conceptuais, especificamente:
- Número ou marcador, página 13: a) Elementos de base com caracterização qualitativa e quantitativa das águas residuais a tratar;
- Número ou marcador, página 13: b) Disposições construtivas;
- Número ou marcador, página 13: c) Descrição dos processos de tratamento da fase líquida e fase sólida;
- Número ou marcador, página 13: d) Eficiências de tratamento e qualidade prevista para o efluente a descarregar;
- Número ou marcador, página 13: e) Caracterização do meio receptor final dos efluentes;
- Número ou marcador, página 13: f) Gestão de fluxos de resíduos resultantes do processo de tratamento (lamas, areias, gorduras, flutuantes, gradados, e outros, conforme aplicável):
- Número ou marcador, página 13: g) Plano de registo e monitorização de efluentes.
- Número ou marcador, página 13: ARTIGO 58
- Texto do artigo, página 13: Gestão de lamas fecais
- Número ou marcador, página 13: 1. O esvaziamento de latrinas e fossas sépticas, poderá ser efectuado pela Entidade Gestora ou por uma outra entidade devidamente autorizada pela Entidade Gestora, para esse efeito, mediante o pagamento de uma tarifa específica.
- Número ou marcador, página 13: 2. As entidades que pretendam obter a autorização para a prestação de serviços de gestão de lamas fecais deverão solicitar a sua autorização à Entidade Gestora, devendo para tal apresentar a seguinte informação:
- Número ou marcador, página 13: a) Alvará ou licença de actividade económica;
- Número ou marcador, página 13: b) Lista de equipamentos e condições de operacionalidade;
- Número ou marcador, página 13: c) Estrutura organizacional e relação nominal dos recursos humanos capacitados em matéria de gestão de lamas fecais;
- Número ou marcador, página 13: d) Medidas de protecção dos trabalhadores, utentes e mitigação de impactos para o meio ambiente.
- Número ou marcador, página 13: 3. A Autorização de prestação de serviços de gestão de lamas fecais
- Texto do artigo, página 13: será objecto de supervisão periódica da Entidade Gestora, podendo esta ser efectuada, com ou sem aviso prévio ao prestador de serviço.
- Número ou marcador, página 13: ARTIGO 59
- Texto do artigo, página 13: Conteúdo da autorização
- Número ou marcador, página 13: 1. A autorização de ligação a rede de colectores, prestação de serviços de gestão de lamas fecais, autorização da utilização da ETAR e construção de ETAR privada conterá a seguinte informação, conforme aplicável:
- Número ou marcador, página 13: a) Entidade requerente - identificação do seu titular, incluindo endereço e NUIT;
- Número ou marcador, página 13: b) Licença ambiental;
- Número ou marcador, página 13: c) Actividades;
- Número ou marcador, página 13: d) Tipo de efluente, se doméstico ou industrial;
- Número ou marcador, página 13: e) Tipo de equipamento a usar;
- Número ou marcador, página 13: f) Descritivo de tratamento a implementar com as bases de cálculo que estiverem na sua origem;
- Número ou marcador, página 13: g) O prazo da autorização.
- Número ou marcador, página 13: 2. Para alem dos requisitos indicados no N° 1 do presente artigo,
- Texto do artigo, página 13: para a autorização (ver o equipamento no estaleiro)
- Número ou marcador, página 13: ARTIGO 60
- Texto do artigo, página 13: Revisão das autorizações
- Número ou marcador, página 13: 1. As autorizações são sujeitas à revisão anual.
- Número ou marcador, página 13: 2. A entidade que autoriza pode, oficiosamente ou a pedido do titular da autorização de utilização, rever as condições de atribuição das mesmas, desde que se verifique alterações significativas das circunstâncias de facto que fundamentaram as anteriores condições autorizadas, que justifiquem a necessidade de revisão.
- Número ou marcador, página 13: 3. As autorizações não implementadas dentro do período de 6 meses, deverão ser revistas, podendo ser prorrogadas para um período máximo de 1 ano.
- Número ou marcador, página 13: 4. Nas condições previstas nos números 2 e 3 deste artigo, pode a
- Texto do artigo, página 13: Entidade Gestora propor a revogação da licença ou autorização, caso se justifique.
- Número ou marcador, página 13: ARTIGO 61
- Texto do artigo, página 13: Caducidade das Autorizações
- Texto do artigo, página 13: A autorização de utilização caduca no decurso do prazo para o qual foi concedida, podendo ser renovada, caso as condições permitam.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 62
- Texto do artigo, página 14: Taxas devidas
- Número ou marcador, página 14: 1. No âmbito das obras de ligação e exploração de sistemas de saneamento serão devidas as seguintes taxas:
- Número ou marcador, página 14: a) Taxa de ligação à rede pública de saneamento e drenagem;
- Número ou marcador, página 14: b) Taxa de autorização de actividade de gestão de lamas fecais;
- Número ou marcador, página 14: c) Taxa de utilização de ETAR pública;
- Número ou marcador, página 14: d) Taxa por colocação de placas de travessia para uso privado nas valas de drenagem;
- Número ou marcador, página 14: e) Taxa de colocação de aquedutos ou passagens hidráulicas;
- Número ou marcador, página 14: f) Taxa de autorização de instalação de ETAR privada;
- Número ou marcador, página 14: g) Taxa de aprovação de projectos;
- Número ou marcador, página 14: h) Taxa pelo fornecimento de plantas topográficas;
- Número ou marcador, página 14: i) Taxa pelo fornecimento de informação classificada do sistema saneamento e drenagem;
- Número ou marcador, página 14: j) Taxa de autorização de instalação de sanitários colectivos;
- Número ou marcador, página 14: k) Taxa de autorização de sanitários móveis;
- Número ou marcador, página 14: l) Outras taxas que venham a ser aprovadas pela Assembleia Autárquica.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 63
- Texto do artigo, página 14: Taxa de ligação à Rede Pública
- Texto do artigo, página 14: A taxa de ligação à rede pública de saneamento e drenagem é calculada em função do volume e qualidade do efluente, disponibilidade de rede pública de colectores bem como do volume de trabalho e materiais requeridos no acto de execução.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 64
- Texto do artigo, página 14: Taxa de autorização de actividade de gestão de lamas fecais
- Texto do artigo, página 14: A Taxa de Autorização de actividade de gestão de lamas fecais é calculada em função da capacidade da entidade requerente para a prestação de serviços de gestão de lamas fecais, incluindo equipamentos e recursos humanos disponíveis para estes serviços.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 65
- Texto do artigo, página 14: Taxa de Utilização de ETARs Públicas
- Texto do artigo, página 14: A Taxa de utilização de ETARs públicas é definida em função do volume de efluente a descarregar e da carga poluente associada.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 66
- Texto do artigo, página 14: Taxa por Colocação de Placas de Travessia Uso Privado nas Valas de Drenagem
- Texto do artigo, página 14: A Taxa por colocação de placas de travessia para uso privado nas valas de drenagem será em função da área coberta.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 67
- Texto do artigo, página 14: Taxa de colocação de Aquedutos ou Passagens Hidráulicas
- Texto do artigo, página 14: Será devida uma taxa pela colocação de aquedutos ou passagens hidráulicas, em função da área ocupada.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 68
- Texto do artigo, página 14: Taxa de Autorização de Instalação de ETAR Privada
- Texto do artigo, página 14: A taxa de Autorização de instalação duma ETAR privada será em função da sua eficiência.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 69
- Texto do artigo, página 14: Taxa de aprovação de projectos
- Texto do artigo, página 14: A taxa de aprovação de projectos refere-se aos projectos de sistemas individuais, industriais e prediais de saneamento e drenagem até a sua ligação à rede pública de saneamento e drenagem.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 70
- Texto do artigo, página 14: Taxa pelo fornecimento de Plantas Topográficas
- Texto do artigo, página 14: A taxa pelo fornecimento de plantas topográficas refere-se à informação sobre o traçado de rede de saneamento e drenagem para constar da planta topográfica.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 71
- Texto do artigo, página 14: Taxa pelo fornecimento de Informação Classificada do Sistema de Saneamento e Drenagem
- Texto do artigo, página 14: A taxa pelo fornecimento de informação classificada do sistema de saneamento e drenagem refere-se à informação relativa ao cadastro do sistema de saneamento e drenagem, e é fixada em função da área de cobertura dos mapas pretendidos e do tipo de informação requerida.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 72
- Texto do artigo, página 14: Taxa de autorização de instalação de sanitários colectivos fixos
- Texto do artigo, página 14: A taxa de autorização de instalação de sanitários colectivos fixos é calculada em função da sua dimensão, localização e pelo equipamento sanitário instalado.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 73
- Texto do artigo, página 14: Taxa de autorização de sanitários móveis
- Texto do artigo, página 14: A taxa de autorização de sanitários móveis é calculada em função da sua localização, tempo e pelo equipamento sanitário instalado.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 74
- Texto do artigo, página 14: Actualização e destino dos valores das taxas e multas
- Número ou marcador, página 14: 1. Os valores das taxas e multas estabelecidas na presente postura serão actualizados sempre que se mostre necessário.
- Número ou marcador, página 14: 2. Os valores das multas terão o seguinte destino:
- Número ou marcador, página 14: a) 50% consignadas aos intervenientes directos e indirectos como estímulo no processo de verificação, fiscalização, denúncia da fraude e de aplicação das multas sem prejuízo da parte que destinar-se ao Orçamento da Entidade Gestora;
- Número ou marcador, página 14: b) 50% consignadas a melhoria de serviços não inclusos no Artigo 51 de modo a satisfazer as exigências impostas pelo seu crescimento, incluindo a reparação dos danos causados pela infracção aos sistemas de saneamento e drenagem.
- Número ou marcador, página 14: 3. A metade das multas previstas no número anterior cabe a cada
- Texto do artigo, página 14: interveniente no processo de transgressão na seguinte proporção:
- Número ou marcador, página 14: a) 20% para o actuante da transgressão;
- Número ou marcador, página 14: b) 5% para o Director de Agua e Saneamento;
- Número ou marcador, página 14: c) 10% para o executivo;
- Número ou marcador, página 14: d) 3% para Chefe da Fiscalização;
- Número ou marcador, página 14: e) 2% responsável de Contabilidade de Saneamento;
- Número ou marcador, página 14: f) 10% para outro pessoal do sector.
- Número ou marcador, página 14: ARTIGO 75 Isenções
- Texto do artigo, página 14: Poderão ser isentas de pagamento de taxas, na totalidade ou parcialmente, mediante requerimento devidamente fundamentado e provado, dirigido ao Presidente do Conselho Autárquico de Nampula, as instituições públicas, privadas, singulares ou colectivas.
- Número ou marcador, página 15: CAPÍTULO VII Processo de água residual e lamas industriais nos Sistemas Públicos de Saneamento e Drenagem
- Número ou marcador, página 15: ARTIGO 76
- Texto do artigo, página 15: Apresentação de Requerimento para Descargas e Ligação
- Número ou marcador, página 15: 1. Os requerimentos de ligação dos utentes industriais aos sistemas públicos de saneamento e drenagem deverão de ser renovados até trinta dias antes da sua caducidade.
- Número ou marcador, página 15: 2. O não cumprimento reserva o direito à Entidade Gestora de proceder à obstrução de ramal de ligação, sem prejuízo de outras penalizações constantes na presente postura.
- Número ou marcador, página 15: 3. Os requerimentos de descarga e novas ligações ao sistema público
- Texto do artigo, página 15: de saneamento e drenagem deve ser dirigido à entidade gestora em modelo próprio a frornecer pela Entidade Gestora
- Número ou marcador, página 15: ARTIGO 77
- Texto do artigo, página 15: Apreciação e decisão
- Número ou marcador, página 15: 1. O deferimento do pedido de ligação à rede de saneamento e drenagem pública fica condicionado, consoante a actividade industrial e, caso se justifique, à instalação de alguns equipamentos, nomeadamente:
- Número ou marcador, página 15: a) Câmara de grades para retenção de sólidos grosseiros;
- Número ou marcador, página 15: b) Câmara de retenção de areias;
- Número ou marcador, página 15: c) Câmara de retenção de óleos e gorduras;
- Número ou marcador, página 15: d) Tanque de regularização;
- Número ou marcador, página 15: e) Instalação de pré-tratamento;
- Número ou marcador, página 15: f) Instalação de tratamento;
- Número ou marcador, página 15: g) Medição de caudal.
- Número ou marcador, página 15: 2. Estabelecido qualquer condicionamento nos termos do n.º 1 deste artigo, deve o Utente Industrial apresentar projecto das obras a efectuar, acompanhado das especificações dos equipamentos a instalar.
- Número ou marcador, página 15: 3. Os custos inerentes à instalação, exploração e conservação das
- Texto do artigo, página 15: instalações previstas no n.º 1 deste artigo são suportados pelo utente industrial.
- Número ou marcador, página 15: CAPÍTULO VIII Acção Inspectiva
- Número ou marcador, página 15: ARTIGO 78
- Texto do artigo, página 15: Inspecção
- Texto do artigo, página 15: A inspecção é realizada pela entidade gestora representada pela fiscalização ou seus profissionais devidamente identificados.
- Número ou marcador, página 15: ARTIGO 79
- Texto do artigo, página 15: Fiscalização
- Número ou marcador, página 15: 1. A única entidade autorizada é a fiscalização adstrita à Entidade Gestora
- Número ou marcador, página 15: 2. Haverá uma fiscalização de regularidade variada, conforme calendário a ser determinado pela Entidade Gestora.
- Número ou marcador, página 15: 3. A fiscalização tem a responsabilidade de zelar pelo cumprimento da presente Postura e demais leis aplicáveis.
- Número ou marcador, página 15: 4. Para efeitos de ligação ao colector, antes do início da obra a empresa seleccionada, deve apresentar uma licença válida, passada pelo CAN, Alvará, termo de responsabilidade e o cronograma de actividades, de forma a facilitar a acção fiscalizadora.
- Número ou marcador, página 15: 5. O fiscal que representará a entidade licenciadora será indicado por
- Texto do artigo, página 15: esta e estará devidamente credenciado para a execução das suas tarefas.
- Número ou marcador, página 15: ARTIGO 80
- Texto do artigo, página 15: Tipos de Inspecção
- Número ou marcador, página 15: 1. A inspecção municipal pode ser ordinária ou extraordinária:
- Texto do artigo, página 15: a)Ordinária, quando realizada no âmbito da implementação do plano de actividades do CAN, devendo-se comunicar ao operador até 72 horas de antecedência;
- Número ou marcador, página 15: b) Extraordinária, quando realizada com vista a atingir determinados objectivos relativos a qualquer actividade pública ou privada que possa pôr em causa o bom funcionamento do sistema de saneamento.
- Número ou marcador, página 15: ARTIGO 81
- Texto do artigo, página 15: Formas de actuação
- Número ou marcador, página 15: 1. Os inspectores autárquicos, quando em exercício de inspecção comunicarão a sua presença ao responsável da entidade inspeccionada ou seu representante, tendo a prerrogativa de:
- Número ou marcador, página 15: a) Ter acesso à documentação e locais relacionados com o objectivo da sua presença, e também ser-lhes permitido, havendo necessidade de recolher amostras e cópias da documentação pertinente;
- Número ou marcador, página 15: b) Verificar a ocorrência de infracções e expedir os respectivos autos;
- Número ou marcador, página 15: c) Intimar por escrito, os responsáveis pelas acções indesejáveis sobre o sistema de saneamento, a prestarem esclarecimentos, em local oficial e data previamente estabelecida;
- Número ou marcador, página 15: d) Aplicar as sanções previstas nesta Postura com anuência da entidade licenciadora;
- Número ou marcador, página 15: e) Antes de abandonarem o local visitado, sempre que possível comunicar o término da missão ao responsável pela entidade inspeccionada ou seu representante e informa-lo sobre as constatações preliminares da inspecção.
- Número ou marcador, página 15: ARTIGO 82
- Texto do artigo, página 15: Colaboração nos actos de fiscalização
- Texto do artigo, página 15: As autoridades públicas no geral e a população, em particular, devem contribuir para a boa gestão e uso dos sistemas de saneamento do município, denunciando todos os actos de violação à presente Postura junto à Entidade Gestora e das demais entidades com competências específicas nos termos da lei, ou junto do ministério que superintende o sector ambiental.
- Número ou marcador, página 15: CAPÍTULO IX Infracções e sanções
- Número ou marcador, página 15: ARTIGO 83
- Texto do artigo, página 15: Regime sancionatório
- Número ou marcador, página 15: 1. A violação do disposto na presente Postura constitui uma infracção punível com as multas indicadas nos artigos seguintes.
- Número ou marcador, página 15: 2. A negligência será punível.
- Número ou marcador, página 15: ARTIGO 84
- Texto do artigo, página 15: Regra geral
- Número ou marcador, página 15: 1. O valor da multa é calculado em função do dano causado pela infracção.
- Número ou marcador, página 15: 2. Considera-se infracção, a violação de qualquer norma prevista na presente Postura, dando lugar à correspondente multa.
- Número ou marcador, página 15: 3. No caso de reincidência o valor de multa a aplicar será elevado ao dobro, observando-se em qualquer caso, os limites fixados na legislação em vigor.
- Número ou marcador, página 15: 4. Nos casos de pequena gravidade, em que seja diminuta, tanto a
- Texto do artigo, página 15: culpa como o benefício económico do infractor, poderá ser decidida a aplicação de uma admoestação acompanhada do pagamento de uma soma pecuniária a ser definida pela Entidade Gestora.
- Número ou marcador, página 16: ARTIGO 85
- Texto do artigo, página 16: Infracções
- Texto do artigo, página 16: Constitui infracção às normas da presente Postura:
- Número ou marcador, página 16: 1. Executar obras relacionadas com ligação e exploração de sistemas de saneamento sem a devida autorização ou licença;
- Número ou marcador, página 16: 2. Iniciar a obra antes de reunir toda a documentação exigida, sem ter apresentado o cronograma de actividades ou qualquer documento exigido e sem a presença do fiscal da entidade gestora;
- Número ou marcador, página 16: 3. O uso de latrinas tradicionais, sistema gato, fecalismo a céu aberto, micção em acácias, paredes e outros locais públicos;
- Número ou marcador, página 16: 4. Não permitir a passagem de agua da fossa séptica para o colector municipal;
- Número ou marcador, página 16: 5. Consentir ou executar a ligação de um sistema de distribuição de água dos prédios com as canalizações dos sistemas de saneamento e drenagem predial por forma diferente das admitidas na legislação em vigor, seja o infractor utilizador do prédio, independentemente da sua qualidade de locatário, proprietário ou usufrutuário, ou técnico responsável pela obra;
- Número ou marcador, página 16: 6. A alteração do projecto sem aprovação do Conselho Autárquico de Nampula; 7.A transgressão de normas desta Postura ou outras em vigor sobre a drenagem de águas residuais, pelos técnicos responsáveis pelas obras de instalação ou reparação de canalizações dos sistemas de saneamento e drenagem predial; 8.Não prestar as informações que forem solicitadas pelas entidades competentes, incluindo as necessárias para efeitos de actualização do cadastro;
- Número ou marcador, página 16: 9. Adulterar as medições dos volumes de água utilizados ou permitidos, ou ainda declarar valores diferentes dos medidos;
- Número ou marcador, página 16: 10. A descarga de substâncias ou materiais inadequados ao bom funcionamento do sistema público de saneamento e drenagem, nomeadamente:
- Número ou marcador, página 16: a) Resíduos sólidos (pedras, entulhos, material de construção, garrafas, vidros, latas, plásticos, entre outros);
- Número ou marcador, página 16: b) Lubrificantes, gorduras de cozinha, entre outros;
- Número ou marcador, página 16: c) Material explosivo ou inflamável;
- Número ou marcador, página 16: d) Material ácido;
- Número ou marcador, página 16: e) Material radioactivo;
- Número ou marcador, página 16: f) resíduos sanitários (material hospitalar);
- Número ou marcador, página 16: g) ligação de águas residuais nas valas de drenagem e colectores de águas pluviais;
- Número ou marcador, página 16: h) Qualquer substância ou produto sólido, liquido ou gasoso, susceptível de provocar a sua poluição e alteração das suas características, de forma a perturbar o bom funcionamento das ETAR.
- Número ou marcador, página 16: 11. Não pagar as taxas devidas;
- Número ou marcador, página 16: 12. Obstruir ou dificultar a acção fiscalizadora das autoridades competentes no exercício das suas funções;
- Número ou marcador, página 16: 13. Deixar escorrer águas residuais para via pública;
- Número ou marcador, página 16: 14. Deixar escorrer água canalizada, pluvial, do lençol freático, piscina ou outras águas para a via publica; 15.A obstrução ou betonagem de valetas e qualquer outra forma de intervenção capaz de perturbar a circulação normal da água;
- Número ou marcador, página 16: 16. Implantar rampas de acesso a propriedades privadas, sem a devida autorização, impedindo a livre circulação de água;
- Número ou marcador, página 16: 17. A obstrução ou eliminação de pontos de passagem de valas, colectores, canais ou linhas de águas existentes;
- Número ou marcador, página 16: 18. O lançamento de lamas fecais directamente no meio ambiente ou nas redes de saneamento e drenagem quer residual ou pluvial;
- Número ou marcador, página 16: 19. O derrame de águas residuais na via pública;
- Número ou marcador, página 16: 20. O transporte inadequado de lamas fecais.
- Número ou marcador, página 16: 21. A prestação de serviços de gestão de lamas fecais sem licenciamento.
- Número ou marcador, página 16: ARTIGO 86
- Texto do artigo, página 16: Sanções
- Texto do artigo, página 16: As infracções à presente Postura serão aplicadas as sanções a seguir indicadas, de acordo com a gravidade da situação verificada:
- Número ou marcador, página 16: 1. Advertência por escrito, na qual serão estabelecidos prazos para a correcção da irregularidade, tratando-se da primeira vez que se comete a infracção em causa e desde que os seus impactos sociais, para saúde publica e ambientais sejam reduzidos ou inexistentes;
- Número ou marcador, página 16: 2. O registo negativo do proprietário do imóvel, da empresa e/ ou técnico responsável pela infracção no cadastro do CAN, impossibilitando qualquer autorização de novas licenças aos mesmos por um período seis meses a três anos;
- Número ou marcador, página 16: 3. Embargo provisório, por prazo determinado, para execução de obras, procedimentos técnicos ou de mais acções necessárias ao efectivo cumprimento das normas legais violadas;
- Número ou marcador, página 16: 4. Embargo definitivo, com revogação da autorização ou licença emitida, se for o caso, com a obrigação de repor no seu antigo estado, o local da ligação e tapar as escavações executadas;
- Número ou marcador, página 16: 5. Sempre que da infracção cometida resultar em prejuízo à rede pública de saneamento, riscos a saúde pública ou danos ao colectores ou valas, ou prejuízos de qualquer natureza ao CMB ou a terceiros, a multa a ser aplicada não afasta a obrigação de indemnização pelos prejuízos verificados, nos termos legalmente determinados.
- Número ou marcador, página 16: ARTIGO 87
- Texto do artigo, página 16: Sanções por Riscos à Saúde Públicas
- Número ou marcador, página 16: 1. Em edifícios públicos, privados e indústrias cujas instalações sanitárias atentem contra a saúde pública, o CAN deve notificar mediante parecer da Entidade Gestora para a reposição das condições de funcionamento ou de habitabilidade com prazos determinados.
- Número ou marcador, página 16: 2. Caso as condições persistam depois do prazo determinado no
- Texto do artigo, página 16: ponto anterior, o CAN reserva-se a aplicar as medidas administrativas previstas na lei.
- Número ou marcador, página 16: ARTIGO 88
- Texto do artigo, página 16: Gravidade das infracções
- Número ou marcador, página 16: 1. A gravidade das infracções será considerada para efeitos de fixação de sanções a aplicar devendo ter-se em conta as circunstâncias atenuantes e ou agravantes presentes, entre as quais:
- Número ou marcador, página 16: a) Os antecedentes do infractor;
- Número ou marcador, página 16: b) O reconhecimento voluntário da infracção e o desenvolvimento de acções conducentes a sua correcção;
- Número ou marcador, página 16: c) A reincidência no cometimento da infracção num período de 1 ano;
- Número ou marcador, página 16: d) A tentativa de suborno;
- Número ou marcador, página 16: e) Os impactos sociais, a saúde publica, ambientais e ou económicos causados;
- Número ou marcador, página 16: f) Outros factores e elementos a serem avaliados caso a caso.
- Número ou marcador, página 16: 2. O embargo provisório poderá ser aplicado quando houver perigo iminente para a saúde pública e na ocorrência de infracção continuada, devendo cessar caso sejam removidas as causas que originaram o mesmo, dentro do prazo para tal fixado.
- Número ou marcador, página 16: 3. O embargo definitivo ou o encerramento da obra poderá ser
- Texto do artigo, página 16: efectuado no caso de obras executadas sem a necessária autorização ou
- Texto do artigo, página 17: licença ou em desacordo com autorização ou licença concedida, quando a sua permanência ou manutenção contrariar as disposições da presente Postura ou das normas dele decorrente, implicando a revogação da respectiva licença, nos casos aplicáveis.
- Número ou marcador, página 17: 4. O embargo definitivo ou encerramento da obra poderá igualmente ser determinado em caso de perigo iminente a saúde pública ou contaminação de um aquífero, devendo ser retirado quando as causas que originaram o mesmo forem sanadas.
- Número ou marcador, página 17: 5. Sem prejuízo da sua aplicação para outras infracções acima
- Texto do artigo, página 17: determinadas, atendendo a sua gravidade, a revogação da licença e ou registo negativo no cadastro para efeitos de impedimento temporário de acesso a novas licenças poderá ter lugar, especialmente, na ocorrência de qualquer das seguintes infracções:
- Número ou marcador, página 17: a) Alteração não autorizada dos projectos aprovados;
- Número ou marcador, página 17: b) Introdução de gorduras ou lubrificantes no sistema;
- Número ou marcador, página 17: c) Desrespeito as normas relativas a saúde pública e preservação ambiental na construção e utilização dos sistemas de saneamento públicos.
- Número ou marcador, página 17: ARTIGO 89
- Texto do artigo, página 17: Cobranças
- Texto do artigo, página 17: Recorrer-se-á a cobranças coercivas para as taxas e multas que não forem pagas no prazo estabelecido, conforme a legislação em vigor.
- Número ou marcador, página 17: ARTIGO 90
- Texto do artigo, página 17: Reclamações e recurso
- Número ou marcador, página 17: 1. A qualquer interessado assiste-lhe o direito de reclamar, junto da Entidade Gestora, contra qualquer acto ou omissão que esta lhe tenha causado, lesando os seus direitos ou interesses legítimos protegidos por esta Postura.
- Número ou marcador, página 17: 2. A reclamação, por escrito, deve ser dirigida à Entidade Gestora, no prazo de cinco dias.
- Número ou marcador, página 17: 3. A reclamação será decidida no prazo de quinze dias úteis, notificando-se da decisão e respectiva fundamentação ao interessado.
- Número ou marcador, página 17: 4. No prazo de dez dias úteis a contar da recepção da notificação referida no número anterior, pode o interessado recorrer hierarquicamente para o CAN.
- Número ou marcador, página 17: 5. A reclamação não tem efeito suspensivo.
- Número ou marcador, página 17: CAPÍTULO X
- Texto do artigo, página 17: Disposições finais e transitórias
- Número ou marcador, página 17: ARTIGO 91
- Texto do artigo, página 17: Reconhecimento e Cadastro das Ligações Anteriores
- Número ou marcador, página 17: 1. Serão cadastradas e regularizadas ligações executadas antes da entrada em vigor da presente Postura, devendo o titular da ligação solicitar o respectivo cadastro junto a Entidade Gestora nos termos do artigo 5 desta Postura.
- Número ou marcador, página 17: 2. O cadastro referido no número anterior deve ser solicitado até 180
- Texto do artigo, página 17: dias após a entrada em vigor da presente Postura.
- Número ou marcador, página 17: 3. O pedido de registo das ligações após o prazo indicado no nº 2 deste artigo poderá ser efectuado sem pagamento de multa, havendo justificação fundamentada para a apresentação fora do prazo referido.
- Número ou marcador, página 17: 4. Será concedido o prazo de um ano para que os actuais utilizadores procedam com as alterações necessárias de forma a conformar o seu aproveitamento com os termos da presente Postura, caso não estejam isentos do licenciamento nos termos da mesma, sob pena de aplicação das sanções fixadas no artigo 86.
- Número ou marcador, página 17: 5. A Entidade Gestora deverá levar a cabo acções de divulgação da
- Texto do artigo, página 17: obrigação imposta pelo presente artigo e demais normas da presente Postura, especialmente durante o período indicado no nº 2 do presente artigo.
- Número ou marcador, página 17: ARTIGO 92
- Texto do artigo, página 17: Regularização de ligações
- Número ou marcador, página 17: 1. Todas as instalações públicas e privadas que estiverem localizadas em áreas cobertas pela rede de esgotos são obrigadas a ligar-se num prazo máximo de 90 dias. A ligação ao colector, de águas industriais será autorizada caso a descarga cumpra com o Regulamento sobre Padrões de Qualidade Ambiental e de Emissão de Efluentes.
- Número ou marcador, página 17: 2. As instalações Industriais, não ligadas ao colector público ou a uma
- Texto do artigo, página 17: Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), privada, têm o prazo de 180 dias para construir um sistema de tratamento dos seus efluentes.
- Número ou marcador, página 17: ARTIGO 93
- Texto do artigo, página 17: Revogação
- Texto do artigo, página 17: São revogadas todas as disposições da Postura Autárquica respeitantes ao saneamento e drenagem que contrariem a presente Postura.
- Número ou marcador, página 17: ARTIGO 94
- Texto do artigo, página 17: Entrada em vigor
- Texto do artigo, página 17: Esta Postura entra em vigor 30 dias após a sua publicação.
- Número ou marcador, página 17: ARTIGO 95
- Número ou marcador, página 17: Anexos
- Texto do artigo, página 17: Constituem parte integrante da presente postura os seguintes anexos:
- Texto do artigo, página 17: 1. Padrões Gerais de descarga de águas residuais domésticas e industriais na rede de colectores;
- Texto do artigo, página 17: 2. Padrões Gerais de Descargas de Águas Residuais Domésticas e Industriais no Meio Receptor;
- Texto do artigo, página 17: 3. Modelo de Solicitação de Ligação à Rede Pública;
- Texto do artigo, página 17: 4. Modelo de Solicitação de Autorização de ETAR Privada;
- Texto do artigo, página 17: 5. Modelo de Solicitação de Autorização de Prestação de Serviços de Gestão de Lamas Fecais e deposição de lamas fecais na ETAR pública;
- Texto do artigo, página 17: 6. Tabela das Taxas;
- Texto do artigo, página 17: 7. Tabela das multas. Nampula, 10 de Março de 2020. — O Presedente, Paulo Vahanle.
- Texto do artigo, página 18: Código de Postura de Saneamento e Drenagem da Cidade de Nampula
- Número ou marcador, página 18: ANEXO I PADRÕES DE EMISSÃO DE EFLUENTES LÍQUIDOS PELAS INDÚSTRIAS
- Número ou marcador, página 18: ANEXO I PADRÕES DE EMISSÃO DE EFLUENTES LÍQUIDOS PELAS INDÚSTRIA
- Texto do artigo, página 18: (Anexo III, Decreto 18/2004 de 2 de Junho – Regulamento Sobre Padrões de Qualidade Ambiental de Emissão de Efluentes)
- Número ou marcador, página 18: Anexo 14, do Decreto-Lei n.º 30/2003
- Texto do artigo, página 18: Produção do Alumínio
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