I SÉRIE — n.º 195

BOLETIM DA REPÚBLICA

PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

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Edição I Série n.º 195/2022

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Texto do artigo · p. 22 Probabilidade de excedência Custos do risco Custos de investimento e manutenção Custo total 1/100 120 340 460 Tabela 3-6: Exemplo de cálculo do custo total para área suburbana
Probabilidade de excedênciaCustos do riscoCustos de investimento e manutençãoCusto total
1/100120340460
Tabela 3-6: Exemplo de cálculo do custo total para área suburbana
Texto do artigo · p. 22 ã çã çõ
Texto do artigo · p. 23 Custo do risco rural Custo total rural Custo do risco suburbano CustoCusto totaltotal suburbanorural
Texto do artigo · p. 23 Cost (million USD) Custo do risco rural Custo do total rural Custo do risco suburbano Custo total suburbano Custo do risco urbano Custo total urbano Custos investimento e manutenção 1/5 1/10 1/20 1/50 1/100 1/200 1/500 Exceedance probability [1/year]
Texto do artigo · p. 23 Custo do risco rural Custo total rural Custo do risco suburbano CustoCusto totaltotal suburbanorural
Texto do artigo · p. 23 Custo do risco urbano Custo total urbano Custos investimento e manutenção
Texto do artigo · p. 23 Custo do risco urbano Custo total urbano Custos investimento e manutenção
Texto do artigo · p. 23 Figura 3-18: Custos totais, custos do risco, custos de investimentos e manutenção para três áreas fictícias expostas a inundações: rural, suburbana e urbana
Texto do artigo · p. 23 Figura 3-18: Custos totais, custos do risco, custos de investimentos e manutenção para três áreas fictícias expostas a inundações: rural, suburbana e urbana
Texto do artigo · p. 23 3.2.6 PASSO 6: MEDIDAS DE REDUÇÃO DE RISCO
Texto do artigo · p. 23 Na sexta etapa, o impacto das medidas de redução de risco será avaliado se, na etapa anterior o nível de risco for declarado "inaceitável". Os mapas de riscos podem ajudar a identificar as áreas da bacia hidrográfica mais expostas ao risco de inundações.
Texto do artigo · p. 23 3.2.6 PASSO 6: MEDIDAS DE REDUÇÃO DE RISCO
Texto do artigo · p. 23 3.2.6 Passo 6: Medidas de Redução de Risco
Texto do artigo · p. 23 (devolver espaço ao rio), tais como áreas de retenção, leitos secundários, etc.),
Texto do artigo · p. 23 Na sexta etapa, o impacto das medidas de redução de risco será avaliado se, na etapa anterior o nível de risco for declarado "inaceitável". Os mapas de riscos podem ajudar a identifi car as áreas da bacia hidrográfi ca mais expostas ao risco de inundações.
Texto do artigo · p. 23 Na sexta etapa, o impacto das medidas de redução de risco será avaliado se, na etapa anterior o nível de risco for declarado "inaceitável". Os mapas de riscos podem ajudar a identificar as áreas da bacia hidrográfica mais expostas ao risco de inundações.
Texto do artigo · p. 23 Tipos de medidas As medidas podem reduzir o risco de inundação de várias formas:
Texto do artigo · p. 23 ii) reduzindo os danos (área de construção à prova de inundação, zoneamento de risco, compartimentização de áreas urbanas); e iii) reduzindo as perdas de vida (aviso prévio, abrigos/ lugares seguros e possibilidades de evacuação). Esta abordagem é conhecida como “multi layer safety” (segurança multi-camada).
Texto do artigo · p. 23 i) reduzindo a probabilidade de inundações (reforço dos diques, medidas do princípio “Room for de River” (devolver espaço ao rio), tais como áreas de retenção, leitos secundários, etc.), ii) reduzindo os danos (área de construção à prova de inundação, zoneamento de risco, compartimentização de áreas urbanas) e iii) reduzindo as perdas de vida (aviso prévio, abrigos/lugares seguros e possibilidades de evacuação). Esta abordagem é conhecida como “multi layer safety” (segurança multicamada).
Texto do artigo · p. 23 Tipos de medidas As medidas podem reduzir o risco de inundação de várias formas:
Texto do artigo · p. 23 Tipos de medidas As medidas podem reduzir o risco de inundação de várias
Texto do artigo · p. 23 formas:
Texto do artigo · p. 23 i) reduzindo a probabilidade de inundações (reforço dos diques, medidas do princípio “Room for de River” (devolver espaço ao rio), tais como áreas de retenção, leitos secundários, etc.), ii) reduzindo os danos (área de construção à prova de inundação, zoneamento de risco, compartimentização de áreas urbanas) e iii) reduzindo as perdas de vida (aviso prévio, abrigos/lugares seguros e possibilidades de evacuação). Esta abordagem é conhecida como “multi layer safety” (segurança multicamada).
Texto do artigo · p. 23 i) reduzindo a probabilidade de inundações (reforço dos diques, medidas do princípio “Room for de River”
Texto do artigo · p. 23 Sistemas de aviso e alerta, lugares seguros, vias de evacuação Construções à prova de cheias, zoneamento de riscos, compartimentação de zonas urbanas Reforço de diques, “Room for the River” (áreas de retenção, leito secundário (bypass), etc.).
Texto do artigo · p. 23 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
Texto do artigo · p. 23 37
Texto do artigo · p. 23 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
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Texto do artigo · p. 24 abaixamento do leito de cheias aprofundar o leito principal áreas de retenção Afastamento do dique leito secundário de cheias (bypass) reenforço de diques
abaixamento do leito de cheiasaprofundar o leito principaláreas de retenção
Afastamento do diqueleito secundário de cheias (bypass)reenforço de diques
Texto do artigo · p. 24 Figura 3-19: Exemplos de medidas para reduzir a probabilidade e consequência das cheias (editado de )
Texto do artigo · p. 24 medidas de controlo e evacuação de desastres.
Texto do artigo · p. 24 Estratégia Integrada de Gestão de Riscos de Cheia Início com o desenvolvimento de medidas individuais
Texto do artigo · p. 24 GRC Estratégia 1 GRC Estratégia 2 GRC Estratégia 3 GRC Estratégia 4
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Texto do artigo · p. 25 Avaliação dará cada estratégia GRC: análise benefícios- custos sociais e outros critérios das partes interessadas. Estratégia integrada de gestão de risco de cheia escolhida
Texto do artigo · p. 25 Avaliação de cada estratégia GRC: análise benefícios- custos sociais e outros critérios das partes interessadas. Estratégia integrada de gestão de risco de cheia escolhida
Texto do artigo · p. 25 Figure 3-20: Etapas para a tomada de decisão na escolha da estratégia integrada de gestão de riscos de cheias (editada de www.schetsontwerp.com)
Texto do artigo · p. 25 Avaliação de custos e benefícios sociais
Texto do artigo · p. 25 Uma análise social custos-beneficios pode ajudar a encontrar um equilíbrio entre os custos e os benefícios da mitigação dos riscos de cheia. Se os benefícios excederem os custos de investimento, o investimento na gestão do risco de inundação é rentável. Numa perpectiva económica, a melhor medida é aquela que com o mesmo investimento proporciona a maior segurança.
Texto do artigo · p. 25 Avaliação de custos e benefícios sociais
Texto do artigo · p. 25 3.2.7 Passo 7: Aceitação dos Riscos de Cheias
Texto do artigo · p. 25 Uma análise social custos-benefi cios pode ajudar a encontrar um equilíbrio entre os custos e os benefícios da mitigação dos riscos de cheia. Se os benefícios excederem os custos de investimento, o investimento na gestão do risco de inundação é rentável. Numa perpectiva económica, a melhor medida é aquela que com o mesmo investimento proporciona a maior segurança.
Texto do artigo · p. 25 Se o nível de risco for aceitável, o risco deve ser monitorizado. Recomenda-se a avaliação do nível de risco em 10 anos devido ao desenvolvimento socioeconómico e mudanças climáticas que infl uenciam o nível de risco.
Texto do artigo · p. 25 Valores de custo
Texto do artigo · p. 25 Neste manual no Anexo 3-A são apresentadas algumas estimativas preliminares de custo de reforços dos diques. Porém é importante averiguar valores de custos locais de outras medidas, como, por exemplo, “Room
Texto do artigo · p. 25 4. Guião Para A Elaboração de Projectos e Construção de Diques
Texto do artigo · p. 25 for diq dique, “Room for the River” com o custo-eficácia de medidas de redução de danos.
Texto do artigo · p. 25 the River”, construções à prova de cheias ou compartimentação de áreas urbanas (pequenos anéis de diques).de4custoIsto GUIÃOparaPARAcompararA ELABORAÇÃOo custo-eficáciaDEde medidasPROJECTOSde4.1reduçãoIntroduçãoE CONSTRUÇÃOde probabilidadeao CapítuloDE DIQUEScheia como reforços de
Texto do artigo · p. 25 Valores d
Texto do artigo · p. 25 Neste manual no Anexo 3-A são apresentadas algumas estimativas preliminares de custo de reforços dos diques. Porém é importante averiguar valores de custos locais de outras medidas, como, por exemplo, “Room for the River”, construções à prova de cheias ou compartimentação de áreas urbanas (pequenos anéis de diques). Isto para comparar o custo-efi cácia de medidas de redução de probabilidade cheia como reforços de dique, “Room for the River” com o custo-efi cácia de medidas de redução de danos.
Texto do artigo · p. 25 Neste capítulo é desenvolvido a segunda fase do processo de estudos e projectos que começa após a tomada de decisão de construção/reabilitação da infra-estrutura e quando a entidade responsável pela manutenção da infra-estrutura é defi nida. Os critérios de projecto para diques e grandes obras hidráulicas podem ser obtidos na fase de estudos preliminares baseada na abordagem passo para a gestão de risco de cheias. A fase descrita no presente capítulo (inclui o projecto detalhado e a preparação à fase de construção.
Texto do artigo · p. 25 4.1 INTRODUÇÃO AO
Texto do artigo · p. 25 CAPÍTULO
Texto do artigo · p. 25 3.2.7 PASSO 7: ACEITAÇÃO DOS RISCOS DE CHEIAS
Texto do artigo · p. 25 Neste capítulo é desenvolvido a segunda fase do processo de estudos e projectos que começa após a tomada de decisão de construção/reabilitação da infra-estrutura e quando a entidade responsável pela manutenção da infraestrutura é definida. Os critérios de projecto para diques e grandes obras hidráulicas podem ser obtidos na fase de estudos preliminares baseada na abordagem passo para a gestão de risco de cheias. A fase descrita no presente capítulo (inclui o projecto detalhado e a preparação à fase de construção.
Texto do artigo · p. 25 Se o nível de risco for aceitável, o risco deve ser monitorizado. Recomenda-se a avaliação do nível de risco em 10 anos devido ao desenvolvimento socioeconómico e mudanças climáticas que influenciam o nível de risco.
Texto do artigo · p. 25 Responsabilidades, Organizações e Financiamento Estudos preliminares Gestão Diária Projectos de construção/ Reabilitação Investimentos Inspeções e Manutenção Física Controlo do uso dos diques Controlo do estado dos diques durante as cheias Gestão Sustentável dos Diques Planeamento Espacial
Texto do artigo · p. 25 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
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Texto do artigo · p. 25 Figura 4-1: Componente “Projectos de construção/reabilitação” do modelo conceptual para a gestão sustentável de diques relativa aos riscos de cheias
Texto do artigo · p. 25 4.2 INTRODUÇÃO PROJECTOS E CONSTRUÇÃO DE DIQUES FLUVIAS
Texto do artigo · p. 26 4.2.2 LIMITAÇÕES
Texto do artigo · p. 26 4.2 Introdução Projectos e Construção de Diques Fluvias 4.2.1 Objectivo
Texto do artigo · p. 26 do projecto. No entanto, ele fornece referências bibliográfi cas que podem ser usadas pelo consultor na elaboração do projecto detalhado.
Texto do artigo · p. 26 Este documento destina-se a servir apenas de guião e não apresenta cálculos de dimensionamento de elementos específicos do projeto. No entanto, ele fornece referências bibliográficas que podem ser usadas pelo consultor na elaboração do projeto detalhado.
Texto do artigo · p. 26 O objectivo desta secção do manual é dotar as Instituições Públicas gestoras de diques, bem como a outros potenciais proprietários, de ferramentas para a preparação de Termos de Referência para a contratação de serviços de consultoria para elaboração de projectos de diques; permitindo que avaliem o relatório de projecto, bem como tenham meios e referências bibliográfi cas adequadas para a elaboração de documentos de contratação para empreitadas de construção de diques. Também é objectivo deste documento orientar os consultores sobre os passos a seguir na elaboração de um projecto de diques. Este Guião servirá também como uma ferramenta auxiliar aos proprietários de diques para a verifi cação do relatório do projecto a partir da lista de verifi cações do projecto. A inclusão neste documento de procedimentos a observar durante a construção de diques alarga a sua importância também aos empreiteiros.
Texto do artigo · p. 26 4.2.3 Estrutura do Guião As diretrizes para a Elaboração de Projetos e Construção de
Texto do artigo · p. 26 Diques Fluviais em Moçambique serão apresentadas em quatro sub-secções:
Texto do artigo · p. 26 4.2.3 ESTRUTURA DO GUIÃO
Texto do artigo · p. 26 • Introdução; • Recomendações para a elaboração de um projecto de diques; • Recomendações para a construção de diques; • Abordagem sobre práticas locais na construção de diques.
Texto do artigo · p. 26 As diretrizes para a Elaboração de Projetos e Construção de Diques Fluviais em Moçambique serão apresentadas em quatro sub-secções:
Texto do artigo · p. 26 • Introdução; • Recomendações para a elaboração de um projecto de diques; • Recomendações para a construção de diques; • Abordagem sobre práticas locais na construção de diques.
Texto do artigo · p. 26 Nesta fase inicial da preparação do Manual iremos apresentar apenas a Introdução e apenas parte referente ao Projecto Preliminar, das Recomendações para a Elaboração de um Projecto de Diques.
Texto do artigo · p. 26 Nesta fase inicial da preparação do Manual iremos apresentar apenas a Introdução e apenas parte referente ao Projecto Preliminar, das Recomendações para a Elaboração de um Projecto de Diques.
Texto do artigo · p. 26 4.3 Recomendações para a Elaboração de um Projecto de Diques
Texto do artigo · p. 26 4.2.2 Limitações Este documento destina-se a servir apenas de guião e não
Texto do artigo · p. 26 4.3 RECOMENDAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE UM PROJECTO DE DIQUES
Texto do artigo · p. 26 O processo de elaborações de um projecto de diques pode ser dividido em três fases principais de acordo com a responsabilidade de cada interveniente, conforme resumidas na Tabela 4-1.
Texto do artigo · p. 26 apresenta cálculos de dimensionamento de elementos específi cos
Texto do artigo · p. 26 O processo de elaborações de um projecto de diques pode ser dividido em três fases principais de acordo com a responsabilidade de cada interveniente, conforme resumidas na Tabela 4-1.
Texto do artigo · p. 26 Fase Actividade Responsabilidade 1 Definição do Desempenho e Objectivos Pretendidos Proprietário do dique 2 Projecto Preliminar Consultor 3 Projecto Detalhado Consultor
Fase Actividade Responsabilidade
1 Definição do Desempenho e Objectivos Pretendidos Proprietário do dique
2 Projecto Preliminar Consultor
3 Projecto Detalhado Consultor
Texto do artigo · p. 26 Fase
Texto do artigo · p. 26 Actividade
Texto do artigo · p. 26 Responsabilidade
Texto do artigo · p. 26 Tabela 4-1: Fases Principais de um Projecto de Diques
Texto do artigo · p. 26 Estas fases são interdependentes e só podem iniciar depois que a componente de análise de risco tenha sido finalizada e apenas quando a conclusão chegada é desenvolver ou recuperar sistemas de diques de rios.
Texto do artigo · p. 26 Estas fases são interdependentes e só podem iniciar depois que a componente de análise de risco tenha sido fi nalizada e apenas quando a conclusão chegada é desenvolver ou recuperar sistemas de diques de rios.
Texto do artigo · p. 26 o Nível de Redução de Risco Pretendido, o Período de Retorno, e os Niveis e Caudais do rio bem como a Vida Útil esperada para a infra-estrutura. O relatório do Estudo da Análise de Risco e dados relevantes de GIS serão disponibilizados.
Texto do artigo · p. 26 4.3.1 DEFINIÇÃO DO DESEMPENHO E OBJECTIVOS PRETENDIDOS
Texto do artigo · p. 26 4.3.1 Defi nição do Desempenho e Objectivos Pretendidos É da responsabilidade do proprietário do dique a identifi cação
Texto do artigo · p. 26 É da responsabilidade do proprietário do dique a identificação do local para protecção, a definição do desempenho e dos objectivos pretendidos com o dique. Estes parâmetros constam da Análise de Risco do Projecto e que é apresentada neste Manual no capítulo 3.
Texto do artigo · p. 26 4.3.2 Projecto Preliminar
Texto do artigo · p. 26 Assume-se que durante a preparação dos Termos de Referência para a seleção do consultor para a elaboração do projecto do dique, o proprietário deste avaliou os possíveis constrangimentos para o processo de desenvolvimento do projecto, como os de carácter social, ambiental, político e fi nanceiros, a fi m de que estes constrangimentos não interrompam o curso normal das actividades do consultor.
Texto do artigo · p. 26 do local para protecção, a definição do desempenho e dos objectivos pretendidos com o dique. Estes parâmetros constam da Análise de Risco do Projecto e que é apresentada neste Manual no capítulo 3.
Texto do artigo · p. 26 Para tal o proprietário do dique pode recorrer a serviços de um consultor, mas aconselha-se que fase do desenvolvimento do projecto de um sistema de defesa contra cheias seja separada da Fase de Elaboração do Projecto propriamente dito. Por isso, no momento em que um consultor é seleccionado para Elaborar um Projecto de um Dique, o proprietário do dique já realizou a Avaliação de Risco, estando assim em condições de estabelecer o Nível de Redução de Risco Pretendido, o Período de Retorno, e os Niveis e Caudais do rio bem como a Vida Útil esperada para a infraestrutura. O relatório do Estudo da Análise de Risco e dados relevantes de GIS serão disponibilizados.
Texto do artigo · p. 26 Para tal o proprietário do dique pode recorrer a serviços de um consultor, mas aconselha-se que fase do desenvolvimento do projecto de um sistema de defesa contra cheias seja separada da Fase de Elaboração do Projecto propriamente dito. Por isso, no momento em que um consultor é seleccionado para Elaborar um Projecto de um Dique, o proprietário do dique já realizou a Avaliação de Risco, estando assim em condições de estabelecer
Texto do artigo · p. 26 O objectivo principal desta fase do projecto é desenvolver o conceito do dique, a partir do qual, ainda no estágio inicial do projecto, é possível ter uma visão geral do dique, incluindo elementos relevantes para realizar o projeto detalhado. O projeto preliminar pode ser dividido em várias etapas como é exemplifi cado na tabela 4-2.
Texto do artigo · p. 26 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
Texto do artigo · p. 26 41
Parágrafo · p. 27 11 DE OUTUBRO DE 2022 1717
Texto do artigo · p. 27 Fase Actividade 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
Fase Actividade
1
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14
Texto do artigo · p. 27 Tabela 4-2: Etapas básicas do projecto preliminar
Texto do artigo · p. 27 4.3.3 FASE 1. COLECTA DE DADOS E ESTUDO DE ESCRITÓRIO
Texto do artigo · p. 27 4.3.3 Fase 1. Colecta de dados e estudo de escritório
Texto do artigo · p. 27 Os mapas topográfi cos de Moçambique na escala 1: 50.000 estão disponíveis na CENACARTA. Os mapas geológicos de Moçambique à escala 1: 250.000 estão disponíveis na Direcção Nacional de Geologia. Os mapas do solo de Moçambique à escala 1: 1.000.000 estão disponíveis no IIAM.
Texto do artigo · p. 27 Na fase inicial do projecto, o consultor deve procurar informações disponíveis, tais como dados hidrológicos, mapas topográfi cos, cartas de solos, mapas geológicos e fotografi as aéreas. Deve igualmente colher informações relevantes sobre construção e serviços existentes na área. Isso inclui estradas, caminhos de ferro, linhas de transporte de energia, estruturas hidráulicas, torres de comunicação, poços e furos de água. Todas as informações disponíveis sobre câmaras de empréstimos existentes devem ser igualmente recolhidas. Uma parte desta informação pode ser fornecida ao consultor como resultado de pré-estudos como é o caso da Análise de Risco, vela o capítulo 3.
Texto do artigo · p. 27 Os mapas topográfi cos de Moçambique também podem ser baixados da internet mediante pagamento. Os mapas de geologia de Moçambique em formato também estão disponíveis.
Texto do artigo · p. 27 Infelizmente, a escala dos mapas disponíveis sobre solos de Moçambique não fornece detalhes sufi cientes para a avaliação da diversidade de solos de um local relativamente pequeno. Como os diques são frequentemente localizados em terrenos planos de áreas de inundação, o mapa de solos a escala 1:1.000.000 difi cilmente mostrarão mudança de solos de modo a permitir o zoneamento de solos.
Texto do artigo · p. 27 ã çã çõ
Texto do artigo · p. 27 Figura 4-2: Pormenor do mapa topográfico a escala 1:50.000 Figura 4-3: Pormenor do mapa geológico a escala 1:250.000 Figura 4-4: Pormenor do mapa de solos a escala 1:1.000.000
Figura 4-2: Pormenor do mapa topográfico a escala 1:50.000Figura 4-3: Pormenor do mapa geológico a escala 1:250.000Figura 4-4: Pormenor do mapa de solos a escala 1:1.000.000
Texto do artigo · p. 27 4.3.4 FASE 2. DEFINIÇÃO PRELIMINAR DO ALINHAMENTO DO DIQUE E ESTABELECIMENTO DO CORREDOR
Texto do artigo · p. 27 Esta actividade também faz parte do estudo de escritório, mas será tratada separadamente para uma melhor compreensão. Supõe-se que os limites das áreas de estudo já foram estabelecidos pelo proprietário do dique, portanto, o consultor se concentrará na definição preliminar do alinhamento dentro dessa área levando em consideração as restrições relacionadas com a definição de um alinhamento de dique, que será abordado aqui.
Texto do artigo · p. 28 4.3.4 Fase 2. Definição Preliminar do Alinhamento do Dique e Estabelecimento do Corredor
Texto do artigo · p. 28 Esta actividade também faz parte do estudo de escritório, mas será tratada separadamente para uma melhor compreensão. Supõese que os limites das áreas de estudo já foram estabelecidos pelo proprietário do dique, portanto, o consultor se concentrará na definição preliminar do alinhamento dentro dessa área levando em consideração as restrições relacionadas com a definição de um alinhamento de dique, que será abordado aqui.
Texto do artigo · p. 28 O objectivo da definição preliminar de um alinhamento do dique é o estabelecimento de um corredor para a investigação de campo, que inclui a inspecção visual do terreno, o levantamento topográfico detalhado e prospecções geotécnicas.
Texto do artigo · p. 28 Um dos desafios na definição do alinhamento de um dique é que a sua localização é determinada pelos requisitos de proteção contra inundações, independentemente de as condições da fundação serem ou não favoráveis. Durante a fase da definição preliminar do alinhamento recomenda-se a abordagem feita pelo National Engineering Handbook, que considera os seguintes aspectos:
Texto do artigo · p. 28 • O uso e ocupação da terra, situação existentes e projecções futuras, dentro da área a proteger. Deve ser apresentadada uma breve descrição dos
Texto do artigo · p. 28 concessionários das terras e de possíveis infraestruturas existentes ao longo do dique projectado;
Texto do artigo · p. 28 • Previsão de situações de inundação; • A maneira pela qual a drenagem da área protegida será providenciada; • A largura da faixa de segurança; • Problemas físicos a serem encontrados, especialmente as condições do solo relacionadas à fundação, com o aterro e com os acessos para construção e manutenção. A existência de locais sagrados e questões relacionadas com o meio ambiente.
Texto do artigo · p. 28 A par das considerações cima referidas o alinhamento do dique deve ter também em conta a sua proximidade com o curso de água, tal como recomenda a publicação Dike Design Guidelines - Best Management Practices for British Columbia. Esta classificação enquadra-se no estágio actual dos diques existentes em Moçambique, que é ilustrada pelas figuras 4-5 a 4-8, como segue:
Texto do artigo · p. 28 • Figura 4-5 - Dique recuado; • Figura 4-6 - Dique na banqueta do rio; • Figura 4-7 - Dique de largura excessiva; • Figura 4-8 - Dique largo com dique natural.
Texto do artigo · p. 29 Dike Height 3m Trimmed Grass Crest Dike Waterside Sideslope Toe of Fill Setback Strip Remove Large Trees Preserve & Protect Riparian Vegetation Provide Access for Inspection O & M Vegetation Clumps Bank Protection River
Texto do artigo · p. 29 Figura 4-5: Dique recuado, fonte: BC Dike Design Guidelines Figura 4-6: Dique na banqueta, fonte: BC Dike Design Guidelines Figura 4-7: Dique de largura excessiva/Estrada, fonte: BC Dike Design Guidelines
Texto do artigo · p. 29 Trimmed Grass 3m Crest Dike Waterside Sideslope Toe of Fill Vegetation Clumps Bank Protection River HWL
Texto do artigo · p. 29 Trimmed Grass 3m Ditch Road/Overwidth Dike 9m (+) Vegetation Clumps Bank Protection River HWL
Texto do artigo · p. 29 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
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Texto do artigo · p. 30 Remove Large Trees Trimmed Grass 3.6m min 5m 2m Trees OK 3m Crest Dike Natural Ground HVL River
Texto do artigo · p. 30 Figura 4-8: Dique muito largo com dique natural, fonte: BC Dike Design Guidelines
Texto do artigo · p. 30 O BC Dike Design Guidelines considera preferível a solução do dique recuado em relação ao dique na banqueta, devido aos seguintes benefícios:
Texto do artigo · p. 30 • mantém o habitat natural das zonas pantanosas e é ambientalmente sustentável; • fornece uma passagem maior ao rio conferindo-o uma maior capacidade de vasão; • reduz os níveis máximos das cheias; • reduz a velocidade do caudal e a erosão da banqueta; • reduz os custos de manutenção a longo prazo devido a caudais menos frequentes contra o talude do dique.
Texto do artigo · p. 30 O BC Dike Design Guidelines considera preferível a solução do dique recuado em relação ao dique na banqueta, devido aos seguintes benefícios:
Texto do artigo · p. 30 • mantém o habitat natural das zonas pantanosas e é ambientalmente sustentável; • fornece uma passagem maior ao rio conferindo-o uma maior capacidade de vasão; • reduz os níveis máximos das cheias; • reduz a velocidade do caudal e a erosão da banqueta; • reduz os custos de manutenção a longo prazo devido a caudais menos frequentes contra o talude do dique.
Texto do artigo · p. 30 A inspecção visual do terreno é uma tarefa de grande importância na fase da elaboração do projecto preliminar e deve ser feita após o estudo no escritório. Todas as observações feitas dentro do corredor do dique devem ser documentadas por notas escritas e suportadas por fotografi a, e incluem:
Texto do artigo · p. 30 Não é aconselhável a construção de diques à beira do rio (do tipo banqueta), a menos que haja um dique existente em boas condições, cuja reabilitação seja economicamente viável e não seja sensível a questões ambientais.
Texto do artigo · p. 30 • Geologia da área; • Tipo de material superfi cial; • Tipo de vegetação e variação da mesma; • Condição da estabilidade da banqueta do rio; • Presença de rocha; • Zonas de drenagem pobre; • Evidência de instabilidade de fundações e taludes; • Presença de pontos fracos e percolação emergente; • Presença de locais sagrados; • Marcas de níveis de cheias ocorridas; • Presença de habitações e de outras infra-estruturas; • Presença de obstáculos naturais tais como depressões, morros-de-mochem, etc.
Texto do artigo · p. 30 Dois outros aspectos devem ser abordados ao se trabalhar no alinhamento: Raio de curvatura e Impacto da Onda de Cheia.
Texto do artigo · p. 30 Não é aconselhável a construção de diques à beira do rio (do tipo banqueta), a menos que haja um dique existente em boas condições, cuja reabilitação seja economicamente viável e não seja sensível a questões ambientais.
Texto do artigo · p. 30 Dois outros aspectos devem ser abordados ao se trabalhar no
Texto do artigo · p. 30 Raio de curvatura O raio de curvatura de um dique não deve ser inferior a 15m para permitir a circulação eficiente de equipamentos pesados.
Texto do artigo · p. 30 alinhamento: Raio de curvatura e Impacto da Onda de Cheia. Raio de curvatura O raio de curvatura de um dique não deve ser inferior a 15m
Texto do artigo · p. 30 para permitir a circulação efi ciente de equipamentos pesados.
Texto do artigo · p. 30 Impacto da onda de cheia
Texto do artigo · p. 30 Sempre que possível, o dique deve ser alinhado paralelamente à direção do caudal. Esta medida pode minimizar o efeito erosivo ao longo do dique durante a condição de inundação, já que as medidas de proteção contra erosão podem ser reduzidas.
Texto do artigo · p. 30 Impacto da onda de cheia
Texto do artigo · p. 30 Sempre que possível, o dique deve ser alinhado paralelamente à direção do caudal. Esta medida pode minimizar o efeito erosivo ao longo do dique durante a condição de inundação, já que as medidas de proteção contra erosão podem ser reduzidas.
Texto do artigo · p. 30 Devem ser entrevistadas pessoas locais conhecedoras da área a fi m de se obter informação relativa a ocorrência de cheias e respectivos níveis; geomorfologia do rio; existência de áreas de exploração de solos; comportamento dos solos superfi ciais durante a época de chuva.
Texto do artigo · p. 30 No caso de o alinhamento do dique ser tal que o impacto da onda de cheia durante um evento de inundação não possa ser evitado, a proteção contra erosão deve ter em conta este evento. Estas secções devem estar sujeitas a uma investigação geotécnica detalhada, bem como a um monitoramento mais intensivo após os eventos de inundação.
Texto do artigo · p. 30 No caso de o alinhamento do dique ser tal que o impacto da onda de cheia durante um evento de inundação não possa ser evitado, a proteção contra erosão deve ter em conta este evento. Estas secções devem estar sujeitas a uma investigação geotécnica detalhada, bem como a um monitoramento mais intensivo após os eventos de inundação.
Texto do artigo · p. 30 4.3.6 Fase 4. Levantamento Topográfi co
Texto do artigo · p. 30 Uma vez estabelecido o alinhamento preliminar aconselha-se a definição de um corredor de cerca de 50 m de largura, sendo 25m para cado lado do eixo proposto. Depois de realizar pesquisas no local e avaliar os eventuais mecanismos de falhas que podem afetar o dique, ou secções dele, o alinhamento proposto pode requerer ajustes.
Texto do artigo · p. 30 Uma vez estabelecido o alinhamento preliminar aconselha-se a defi nição de um corredor de cerca de 50 m de largura, sendo 25m para cado lado do eixo proposto. Depois de realizar pesquisas no local e avaliar os eventuais mecanismos de falhas que podem afetar o dique, ou secções dele, o alinhamento proposto pode requerer ajustes.
Texto do artigo · p. 30 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
Texto do artigo · p. 30 4.3.5 Fase 3. Reconhecimento do Terreno
Texto do artigo · p. 30 O alinhamento preliminar do dique, bem como os limites do corredor defi nidos com o auxílio de uma ferramenta CAD podem ser convertidos em um arquivo do formato dxf e introduzidos em um GPS portátil para orientação durante o reconhecimento do terreno.
Texto do artigo · p. 30 Na ausência de regulamentação nacional específica sobre levantamentos topográfi cos de diques propõem-se o uso do TMH11 – Standard Survey Methods, Draft Version 2.0, de 2013, publicada pelo COTO,Committee of Transport Methods, da República da África de Sul, que é também o documento de referência para os países da SADCC. Contudo, estas normas devem ser usadas com cuidado por terem sido produzidas especialmente para projectos de estradas e caminhos de ferro. Uma vez que os diques também são obras lineares a semelhança das estradas, a adaptação do TMH11 a projectos pode ser simples.
Texto do artigo · p. 30 1) Escolha de tecnologia
Texto do artigo · p. 30 Para a fase do projecto preliminar assim como a fase do projecto detalhado de diques não há restrições quanto a tecnologia a usar podendo ser a topografia convencional com o uso de Estação Total, o uso de GPS de alta precisão, levantamentos fotogramétricos com uso de drone ou satélite, ou levantamentos por meio de LIDAR. A fi nalidade do levantamento é a produção de um modelo digital, conhecido por DTM, a partir
Texto do artigo · p. 30 45
Texto do artigo · p. 31 do qual se obtêm curvas de nível e perfi s transversais. A escolha da tecnologia depende dos seguintes a seguir mencionados e que devem ser devidamente ponderados pelo proprietário do dique:
Texto do artigo · p. 31 da CENACARTA. Este é um processo demorado que envolve também o Ministério de Defesa Nacional e o IACM (Instituição de Aeronáutica Civil de Moçambique). O processo de autorização pode levar entre 30 a 60 dias.
Texto do artigo · p. 31 Importa referir que para se efectuar levantamentos fotogramétricos com uso do drone ou levantamentos com LIDAR em Moçambique é necessário obter uma licença através da CENACARTA. Este é um processo demorado que envolve também o Ministério de Defesa Nacional e o IACM (Instituição de Aeronáutica Civil de Moçambique). O processo de autorização pode levar entre 30 a 60 dias.
Texto do artigo · p. 31 • Precisão requerida; • Densidade dos pontos do levantamento; • Confi abilidade; • Presença e tipo de vegetação; • Histórico da entidade que vai executar o levantamento; • Tempo de execução do levantamento; • Custo ou disponibilidade fi nanceira.
Texto do artigo · p. 31 Por outro lado, a fotogrametria por satélite não necessita de licenciamento, apenas de pontos coordenados de apoio no terreno.
Texto do artigo · p. 31 Por outro lado, a fotogrametria por satélite não necessita de licenciamento, apenas de pontos coordenados de apoio no terreno.
Texto do artigo · p. 31 Qualquer processo de fotogrametria tem limitações na defi nição da altimetria no caso de presença de vegetação densa ou árvores de grande porte.
Texto do artigo · p. 31 Qualquer processo de fotogrametria tem limitações na definição da altimetria no caso de presença de vegetação densa ou árvores de grande porte.
Texto do artigo · p. 31 Importa referir que para se efectuar levantamentos fotogramétricos com uso do drone ou levantamentos com LIDAR em Moçambique é necessário obter uma licença através
Texto do artigo · p. 31 2) Precisão requerida A precisão requerida para levantamentos de terrenos para
Texto do artigo · p. 31 2) Precisão requerida A precisão requerida para levantamentos de terrenos para a elaboração de um projecto de diques é a seguinte: Designação Precisão das coordenadas horizontais Precisão das coordenadas verticais Topografia geral e observações DTM 100 mm 50 mm Tabela 4-3: Precisão para levantamentos topográficos para projectos de diques Esta precisão é também aplicada aos levantamentos topográficos para exploração de câmaras de empréstimo. 3) Sistema de referência De preferência, os levantamentos topográficos devem estar referenciados a rede nacional MOZNET WGS84. Contudo, existe actualmente um grande défice de Marcos Geodésicos da Rede Nacional porque a maioria foi vandalizada, tornando difícil amarrar os levantamentos a rede MOZNET, principalmente no que diz respeito às coordenadas verticais, vulgo cotas. No caso de ausência de marcos geodésicos as coordenadas horizontais podem ser obtidas por auto posicionamento de um GPS de alta precisão. Quanto as coordenadas verticais, aconselha-se referência-las à escala hidrométrica mais próxima da zona de estudo. O consultor deverá informar-se sobre o referenciamento das escalas hidrométricas. A entidade responsável pelo projecto do dique deve assegurar-se que os estudos preliminares sobre inundações e avaliação de risco usem a mesma referência geodésica que os levantamentos topográficos para a elaboração do projecto. 4) Implantação de marcos permanentes e de apoio Qualquer que seja a tecnologia a usar nos levantamentos topográficos é necessário implantar marcos permanentes e marcos de apoio. As directrizes para a implantação de marcos são especificadas na secção 5 do TMH11. 5) Dados batimétricos O levantamento topográfico do terreno onde vai ser implantado o dique deve ser complementado por um levantamento batimétrico do rio, quer para uma melhor estimativa dos caudais e níveis de cheias, quer para verificação da morfologia do rio. O levantamento batimétrico deve ser feito durante o Estudo de Análise de Risco pelo que os seus dados serão disponibilizados ao consultor. Eventualmente poderá ser necessário actualizar a batimetria, mas recomenda-se que apenas sejam consideradas as zonas de maior risco, como o caso dos troços do dique localizados próximo das cuvas do rio porque há tendência de ocorrência de erosão na margem situada no extradorso do rio e sedimentação do lado oposto, conforme a direção do escoamento, requerendo eventualmente maior detalhe no levantamento.
Designação Precisão das coordenadas horizontais Precisão das coordenadas verticais
Topografia geral e observações DTM 100 mm 50 mm
Texto do artigo · p. 31 Topografia geral e observações DTM
Texto do artigo · p. 31 Esta precisão é também aplicada aos levantamentos topográfi cos para exploração de câmaras de empréstimo.
Texto do artigo · p. 31 3) Sistema de referência
Texto do artigo · p. 31 De preferência, os levantamentos topográfi cos devem estar referenciados a rede nacional MOZNET WGS84. Contudo, existe actualmente um grande défi ce de Marcos Geodésicos da Rede Nacional porque a maioria foi vandalizada, tornando difícil amarrar os levantamentos a rede MOZNET, principalmente no que diz respeito às coordenadas verticais, vulgo cotas.
Texto do artigo · p. 31 No caso de ausência de marcos geodésicos as coordenadas horizontais podem ser obtidas por auto posicionamento de um GPS de alta precisão. Quanto as coordenadas verticais, aconselhase referência-las à escala hidrométrica mais próxima da zona de estudo. O consultor deverá informar-se sobre o referenciamento das escalas hidrométricas. A entidade responsável pelo projecto do dique deve assegurar-se que os estudos preliminares sobre inundações e avaliação de risco usem a mesma referência geodésica que os levantamentos topográfi cos para a elaboração do projecto.
Texto do artigo · p. 31 4) Implantação de marcos permanentes e de apoio
Texto do artigo · p. 31 Qualquer que seja a tecnologia a usar nos levantamentos topográficos é necessário implantar marcos permanentes e marcos de apoio. As directrizes para a implantação de marcos são especifi cadas na secção 5 do TMH11.
Texto do artigo · p. 31 5) Dados batimétricos
Texto do artigo · p. 31 O levantamento topográfi co do terreno onde vai ser implantado o dique deve ser complementado por um levantamento batimétrico do rio, quer para uma melhor estimativa dos caudais e níveis de cheias, quer para verifi cação da morfologia do rio. O levantamento batimétrico deve ser feito durante o Estudo de Análise de Risco pelo que os seus dados serão disponibilizados ao consultor.
Texto do artigo · p. 31 a elaboração de um projecto de diques é a seguinte:
Texto do artigo · p. 31 100 mm
Texto do artigo · p. 31 50 mm
Texto do artigo · p. 31 Os levantamentos batimétricos deverão usar as mesmas referências geodésicas que as utilizadas para a topografi a e viceversa.
Texto do artigo · p. 31 4.3.7 Fase 5. Prospecção Geotécnica e Ensaios Laboratoriais Concluída a inspecção visual do terreno e avaliados os
Texto do artigo · p. 31 mecanismos externos que podem infl uenciar a estabilidade do dique, que serão abordados na Fase 8 adiante, pode ser planifi cada a prospecção geotécnica e ensaios laboratoriais necessários para caracterizar de forma representativa o terreno da fundação do dique e as áreas de empréstimo.
Texto do artigo · p. 31 Sendo o dique uma estrutura linear relativamente longa a probabilidade de ele atravessar condições diferentes de fundação é grande pelo que a caracterização de todas as condições diferentes do subsolo ao longo do dique é fundamental. A partir da inspecção visual do terreno e dos dados geotécnicos históricos colhidos sobre a área de estudo, é possível zonear o dique a fi m de se optimizar a quantidade de ensaios.
Texto do artigo · p. 31 1) Métodos de prospecção Existem vários métodos de prospecção geotécnica, mas para
Texto do artigo · p. 31 o nosso caso recomendam-se os descritos na Tabela 4-4.
Texto do artigo · p. 31 2) Localização e espaçamento
Texto do artigo · p. 31 A localização e espaçamento dos pontos de colheita das amostras depende da uniformidade dos solos, iniciando por uma malha larga que se vai apertando à medida das conveniências, de acordo com os resultados que se forem obtidos. Um espaçamento típico dos locais de inspecção varia entre 50 a 300m ao longo do alinhamento proposto. As sondagens são normalmente feitas ao longo do eixo do perfi l proposto com algumas localizadas perto do pé do talude do dique proposto a fi m se se obter informação adicional. Deve ser feita pelo menos uma sondagem nos locais previstos para estruturas.
Texto do artigo · p. 31 Os levantamentos batimétricos dever ser realizados de acordo com as Normas da International Hydrographic Organization, IHO – Standards for Hydrographic Surveys.
Texto do artigo · p. 31 Eventualmente poderá ser necessário actualizar a batimetria, mas recomenda-se que apenas sejam consideradas as zonas de maior risco, como o caso dos troços do dique localizados próximo das cuvas do rio porque há tendência de ocorrência de erosão na margem situada no extradorso do rio e sedimentação do lado oposto, conforme a direção do escoamento, requerendo eventualmente maior detalhe no levantamento.
Texto do artigo · p. 31 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
Texto do artigo · p. 31 Os levantamentos batimétricos dever ser realizados de acordo com as Normas da International Hydrographic Organization, IHO – Standards for Hydrographic Surveys.
Texto do artigo · p. 31 De preferência a investigação geotécnica deve ser feita em duas fases, de acordo com a fase do projecto preliminar e o projecto detalhado. A mobilização de equipamento adequado para efectuar sondagens em Moçambique é onerosa, pelo que se aconselha-se que a investigação inicial seja feita por meio de poços de inspecção e tratos manuais, a fi m de se identifi car com precisação os locais que requerem pesquisas mais sofi sticadas como o caso dos SPT.
Texto do artigo · p. 31 47
Texto do artigo · p. 32 3) Profundidade das sondagens
Texto do artigo · p. 32 A profundidade das sondagens deve ser sufi ciente para localizar e determinar a extensão e propriedades de todos os estratos de solos e rochas que podem afectar o desempenho do dique ou outras estruturas de drenagem. A profundidade das sondagens ao longo do alinhamento proposto deve ser pelo menos igual a altura de dique proposto no ponto mais alto, mas não menos de 3m abaixo da superfície do solo existente. As profundidades das sondagens devem sempre ser sufi cientemente profundas para fornecer dados para análise de estabilidade e percolação, em especial quando o dique esta localizado perto da margem do rio. Aonde forem
Texto do artigo · p. 32 encontrados solos permeáveis ou soltos a sondagem deverá atravessar o material permeável até aos solos impermeáveis, ou atravessar o material fraco para o fi rme.
Texto do artigo · p. 32 As sondagens dos locais das estruturas de drenagem deverão estender-se abaixo do nível invertido ou dos níveis das suas fundações e abaixo da zona de infl uência criada pelas solicitações. A profundidade das sondagens deverá ser tal que permita a análise da estabilidade e percolação em baixo da estrutura.
Texto do artigo · p. 32 A profundidade dos poços de inspecção para a prospecção de câmaras de empréstimo deverá estender-se 1m abaixo da profundidade permitida para a exploração, ou do nível freático.
Texto do artigo · p. 32 Método Aplicações Procedimento Limitações Poços de inspecção ou trincheiras • Exame detalhado da estratificação do solo • Observação de percolação das águas subterrâneas • Identificação do nível freático • Recuperação de amostras remexidas ou intactas acima do nível freático e testes da densidade dos solos no local • Inspecção de zonas com falhas • Inspecção da heterogeneidade e depósitos de lixo • Identificação de rochas à superfície e avaliação da sua aptidão a escarificação. • Investigação de materiais de empréstimo • Escavação manual ou retro escavadora • Pode ser estendida abaixo no nível freático se forem usadas entivações e bombagem no caso de os solos apresentarem alguma coesão • Normalmente a profundidade é limitada pelo nível freático, presença de rocha ou alcance do equipamento • Pode ser perigoso se não forem usadas entivações à profundidades abaixo de 1,5m Trados manuais • Recuperação de amostras de solo remexidas e determinação do perfil do solo a baixa profundidade • Penetração o solo de um trado de pequeno diâmetro por rotação manual • Acima do nível freático em argilas ou solos granulares com alguma coesão • Abaixo do nível freático em solos coesivos com resistência suficiente para evirar o colapso, ou mediante encamisamento • Furos até 6,0m de profundidade Ensaio de Penetração Dinâmica, SPT – Standard Penetration Test • Recuperação de amostras remexidas e determinação do perfil do solo • Localização do nível freático • Recuperação de amostras intactas quando o equipamento está acoplado a um conjunto de perfuração por rotação • Localização das possíveis linhas de ruptura que existem na superfície das camadas do solo • Cálculo da carga que o subsolo suporta e a sua determinação geológica • Amostrador normalizado introduzido no terreno por um martelo de 65 kg largado a 75cm • Penetração limitada a solos e rochas fracas. Não é adequado para pedregulhos ou rochas rijas.
Método Aplicações Procedimento Limitações
Poços de inspecção ou trincheiras • Exame detalhado da estratificação do solo • Observação de percolação das águas subterrâneas • Identificação do nível freático • Recuperação de amostras remexidas ou intactas acima do nível freático e testes da densidade dos solos no local • Inspecção de zonas com falhas • Inspecção da heterogeneidade e depósitos de lixo • Identificação de rochas à superfície e avaliação da sua aptidão a escarificação. • Investigação de materiais de empréstimo • Escavação manual ou retro escavadora • Pode ser estendida abaixo no nível freático se forem usadas entivações e bombagem no caso de os solos apresentarem alguma coesão • Normalmente a profundidade é limitada pelo nível freático, presença de rocha ou alcance do equipamento • Pode ser perigoso se não forem usadas entivações à profundidades abaixo de 1,5m
Trados manuais • Recuperação de amostras de solo remexidas e determinação do perfil do solo a baixa profundidade • Penetração o solo de um trado de pequeno diâmetro por rotação manual • Acima do nível freático em argilas ou solos granulares com alguma coesão • Abaixo do nível freático em solos coesivos com resistência suficiente para evirar o colapso, ou mediante encamisamento • Furos até 6,0m de profundidade
Ensaio de Penetração Dinâmica, SPT – Standard Penetration Test • Recuperação de amostras remexidas e determinação do perfil do solo • Localização do nível freático • Recuperação de amostras intactas quando o equipamento está acoplado a um conjunto de perfuração por rotação • Localização das possíveis linhas de ruptura que existem na superfície das camadas do solo • Cálculo da carga que o subsolo suporta e a sua determinação geológica • Amostrador normalizado introduzido no terreno por um martelo de 65 kg largado a 75cm • Penetração limitada a solos e rochas fracas. Não é adequado para pedregulhos ou rochas rijas.
Texto do artigo · p. 32 Método
Texto do artigo · p. 32 Aplicações
Texto do artigo · p. 32 Procedimento
Texto do artigo · p. 32 Limitações
Texto do artigo · p. 32 Tabela 4-4: Métodos relevantes para prospecção geotécnica, adaptado do Geotechnical Engineering Investigation Handbook.
Texto do artigo · p. 32 4) Ensaios laboratoriais Os testes laboratoriais que devem ser efectuados incluem os seguintes:
Texto do artigo · p. 32 • Análise granulométrica; • Limites de Atterberg; • Teor de humidade; • Consolidação; • Permeabilidade;
Texto do artigo · p. 33 4) Ensaios laboratoriais Os testes laboratoriais que devem ser efectuados incluem os
Texto do artigo · p. 33 seguintes:
Texto do artigo · p. 33 • Análise granulométrica; • Limites de Atterberg; • Teor de humidade; • Consolidação;
Texto do artigo · p. 33
Texto do artigo · p. 33 • Permeabilidade; • Dispersão; • Compactação; • Resistência ao corte.
Texto do artigo · p. 33 As tabelas 4-5 e 4-6 contêm os vários testes laboratoriais para solos granulares não coesivos e solos fi nos coesivos, bem como os respectivos propósitos e âmbito.
Texto do artigo · p. 33 Teste Propósito Âmbito do teste
Teste Propósito Âmbito do teste
Texto do artigo · p. 33 Tabela 4-5: Testes laboratoriais de Solos Granulares Grossos Sem Coesão, fonte: USCE Technical Report D-77-9
Texto do artigo · p. 33 Teste Propósito Âmbito do teste
Teste Propósito Âmbito do teste
Texto do artigo · p. 33 semelhantes
Texto do artigo · p. 33 ã çã çõ
Texto do artigo · p. 34 Teste Propósito Âmbito do teste Para diques compactados, efectuar o Proctor Normal (25 pancadas) Para semi-compactados, efectuar o ensaio de 15 pancadas. Consolidação Fornecer parâmetros necessários para estimativa dos assentamentos do dique e/ou da fundação e a taxa de assentamento no tempo. Também determinar se os solos são normalmente consolidados ou sobreconsolidados e ajudar na estimativa de ganho de resistência com o tempo Amostras representativas de empréstimos compactados, onde a consolidação do aterro do dique em si se espera ser significativa. Amostras representativas de solos de fundação onde tais solos são considerados antecipadamente de serem compressíveis Em amostras de granulometria finas e / ou matérias do leito dos locais de estrutura Permeabilidade Para estimar a permeabilidade dos solos de empréstimo e/ou solos da fundação a fim de calcular perdas por percolação infiltração e taxa de tempo de assentamentos Geralmente não é exigido para solos coesivos de grão fino, pois tais solos podem ser considerados como sendo essencialmente impermeáveis nas análises de fpercolação. Pode ser estimada a partir de testes de consolidação Resistência ao corte Fornecer parâmetros necessários para análise de estabilidade Penectrómetro de bolso, miniatura Vane, compressão não confinada e testes Q para determinar tensões não consolidadas não drenadas. Testes R para determinar forças não drenada Testes S para determinar tensões consolidadas drenadas Penectrómetro de bolso e miniatura vane (Torvane) para estimativas aproximadas Testes de compressão não confinados em argilas de fundação saturadas, sem juntas, fissuras ou lâminas Ensaios de corte Q e R-triaxiais e S-diretos apropriados em amostras representativas de solos de fundação e solos compactados de empréstimo
Teste Propósito Âmbito do teste Para diques compactados, efectuar o Proctor Normal (25 pancadas) Para semi-compactados, efectuar o ensaio de 15 pancadas.
Consolidação Fornecer parâmetros necessários para estimativa dos assentamentos do dique e/ou da fundação e a taxa de assentamento no tempo. Também determinar se os solos são normalmente consolidados ou sobreconsolidados e ajudar na estimativa de ganho de resistência com o tempo Amostras representativas de empréstimos compactados, onde a consolidação do aterro do dique em si se espera ser significativa. Amostras representativas de solos de fundação onde tais solos são considerados antecipadamente de serem compressíveis Em amostras de granulometria finas e / ou matérias do leito dos locais de estrutura
Permeabilidade Para estimar a permeabilidade dos solos de empréstimo e/ou solos da fundação a fim de calcular perdas por percolação infiltração e taxa de tempo de assentamentos Geralmente não é exigido para solos coesivos de grão fino, pois tais solos podem ser considerados como sendo essencialmente impermeáveis nas análises de fpercolação. Pode ser estimada a partir de testes de consolidação
Resistência ao corte Fornecer parâmetros necessários para análise de estabilidade Penectrómetro de bolso, miniatura Vane, compressão não confinada e testes Q para determinar tensões não consolidadas não drenadas. Testes R para determinar forças não drenada Testes S para determinar tensões consolidadas drenadas Penectrómetro de bolso e miniatura vane (Torvane) para estimativas aproximadas Testes de compressão não confinados em argilas de fundação saturadas, sem juntas, fissuras ou lâminas Ensaios de corte Q e R-triaxiais e S-diretos apropriados em amostras representativas de solos de fundação e solos compactados de empréstimo
Texto do artigo · p. 34 Teste Propósito Âmbito do teste
Texto do artigo · p. 34 Tabela 4-6: Testes laboratoriais de solos coesivos de granulometria fina, fonte: USCE Technical Report D-77-9 As quantidades de amostras necessárias para diversos ensaios laboratoriais são fornecidas na Tabela 4-7. Amostra proposta Classificação do solo Quantidade de amostra requerida (kg) Identificação do solo, incluindo limites de Atterberg, análise granulométrica, teor de humidade e conteúdo de sulfato Argila, silte e areia 1 Cascalho médio e fino 5 Cascalho grosso 30 Ensaios de compactação Até cascalho médio 25 Incluindo algum cascalho grosso 80 Densidade máxima e mínima Areia e cascalho fino e médio 16 Cascalho grosso 30 Permeabilidade Todos 3,5 - 8 Erosão/Dispersão Argila, silte, areia 0,5 Tabela 4-7: Quantidades de amostra necessária para diversos ensaios laboratoriais, fonte: [International Levee Handbook, 2013]
Texto do artigo · p. 34 Tabela 4-6: Testes laboratoriais de solos coesivos de granulometria fina, fonte: USCE Technical Report D-77-9
Texto do artigo · p. 34 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
Texto do artigo · p. 34 51
Texto do artigo · p. 35 5) Classifi cação dos solos Após os resultados dos ensaios laboratoriais os solos deverão ser classifi cados de acordo com o Sistema de Classifi cação Unifi cado
Texto do artigo · p. 35 5) Classificação dos solos
Texto do artigo · p. 35 Após os resultados dos ensaios laboratoriais os solos deverão ser classificados de acordo com o Sistema de Classificação Unificado (SCU). Os procedimentos para o exercício da classificação unificada são dados na Figura 4-9.
Texto do artigo · p. 35 (SCU). Os procedimentos para o exercício da classifi cação unifi cada são dados na Figura 4-9.
Texto do artigo · p. 35 UNIFIED SOIL CLASSIFICATION SYSTEM UNIFIED SOIL CLASSIFICATION AND SYMBOL CHART COARSE-GRAINED SOILS (more than 50% of material is larger than No. 200 sieve size.) GRAVELS More than 50% of coarse fraction larger than No. 4 sieve size Clean Gravels (Less than 5% fines) GW Well-graded gravels, gravel-sand mixtures, little or no fines GP Poorly-graded gravels, gravel-sand mixtures, little or no fines Gravels with fines (More than 12% fines) GM Silty gravels, gravel-sand-silt mixtures GC Clayey gravels, gravel-sand-clay mixtures SANDS 50% or more of coarse fraction smaller than No. 4 sieve size Clean Sands (Less than 5% fines) SW Well-graded sands, gravelly sands, little or no fines SP Poorly graded sands, gravelly sands, little or no fines Sands with fines (More than 12% fines) SM Silty sands, sand-silt mixtures SC Clayey sands, sand-clay mixtures FINE-GRAINED SOILS (50% or more of material is smaller than No. 200 sieve size.) SILTS AND CLAYS Liquid limit less than 50% ML Inorganic silts and very fine sands, rock flour, silty or clayey fine sands or clayey silts with slight plasticity CL Inorganic clays of low to medium plasticity, gravelly clays, sandy clays, silty clays, lean clays OL Organic silts and organic sandy clays of low plasticity SILTS AND CLAYS Liquid limit 50% or greater MH Inorganic silts, micaceous or diatomaceous fine sandy or silty soils, elastic silts CH Inorganic clays of high plasticity, fat clays OH Organic clays of medium to high plasticity, organic silts HIGHLY ORGANIC SOILS PT Peat and other highly organic soils LABORATORY CLASSIFICATION CRITERIA GW Cu = D60 / D10 greater than 4; Cc = D30^2 / (D10 × D60) between 1 and 3 GP Not meeting all gradation requirements for GW GM Atterberg limits below "A" line or P.I. less than 4 GC Atterberg limits above "A" line with P.I. greater than 7 SW Cu = D60 / D10 greater than 4; Cc = D30^2 / (D10 × D60) between 1 and 3 SP Not meeting all gradation requirements for SW SM Atterberg limits below "A" line or P.I. less than 4 SC Atterberg limits above "A" line with P.I. greater than 7 Limits plotting in shaded zone with P.I. between 4 and 7 are borderline cases requiring use of dual symbols Determine percentages of sand and gravel from grain-size curve. Depending on percentage of fines (fraction smaller than No. 200 sieve size) coarse-grained soils are classified as follows: Less than 5 percent ................. GW, GP, SW, SP More than 12 percent ................ GM, GC, SM, SC 5 to 12 percent ..................... Borderline cases requiring dual symbols PLASTICITY CHART PLASTICITY INDEX (PI) (%) LIQUID LIMIT (LL) (%) A LINE: PI = 0.73(LL-20) CH CL MH&OH ML&OL Figura 4-9: Dique muito largo como dique natural, fonte: BC Dike Design Guidelines
Texto do artigo · p. 35 Figura 4-9: Dique muito largo com dique natural, fonte: BC Dike Design Guidelines
Texto do artigo · p. 35 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
Texto do artigo · p. 35 52
Texto do artigo · p. 36 6) Apresentação dos resultados As investigações do terreno e as prospecções geotécnicas
Texto do artigo · p. 36 6) Apresentação dos resultados
Texto do artigo · p. 36 a implantação da localização das prospecções nas plantas topográfi cas do corredor do dique. A localização das potenciais zonas de empréstimo pode ser feita usando o Google.
Texto do artigo · p. 36 As investigações do terreno e as prospecções geotécnicas devem ser mapeadas e georreferenciadas. Recomenda-se a implantação da localização das prospecções nas plantas topográficas do corredor do dique. A localização das potenciais zonas de empréstimo pode ser feita usando o Google.
Texto do artigo · p. 36 devem ser mapeadas e georreferenciadas. Recomenda-se
Texto do artigo · p. 36 Figura 4-10: Exemplo de mapa de prospecção geotécnica. Fonte: Field Engineering Handbook
Texto do artigo · p. 36 4.3.8 FASE 6. Avaliação dos Materiais da Fundação e das Áreas Potenciais de Empréstimo
Texto do artigo · p. 36 4.3.8 FASE 6. AVALIAÇÃO DOS MATERIAIS DA FUNDAÇÃO E DAS ÁREAS POTENCIAIS DE EMPRESTIMO
Texto do artigo · p. 36 Recomenda-se que os resultados dos ensaios laboratoriais das amostras das pesquisas para a fundação sejam analisados em separado das amostras das potenciais áreas de empréstimo.
Texto do artigo · p. 36 Recomenda-se que os resultados dos ensaios laboratoriais das amostras das pesquisas para a fundação sejam analisados em separado das amostras das potenciais áreas de empréstimo.
Texto do artigo · p. 36 As amostras de solos da fundação que apresentarem características semelhantes devem ser agrupadas para permitir o dimensionamento de várias secções do dique, em conformidade com os grupos formados. As amostras dos empréstimos serão individualizadas por cada zona respectiva para permitir o cálculo da distância de transporte.
Texto do artigo · p. 36 As Tabelas 4-8 e 4-9 apresentam as características dos vários tipos de solos de acordo com a classificação unificada e incluem a adequabilidade dos materiais na aplicação em diques.
Texto do artigo · p. 36 As Tabelas 4-8 e 4-9 apresentam as características dos vários tipos de solos de acordo com a classifi cação unifi cada e incluem a adequabilidade dos materiais na aplicação em diques.
Texto do artigo · p. 36 As amostras de solos da fundação que apresentarem características semelhantes devem ser agrupadas para permitir o dimensionamento de várias secções do dique, em conformidade com os grupos formados. As amostras dos empréstimos serão individualizadas por cada zona respectiva para permitir o cálculo da distância de transporte.
Texto do artigo · p. 36 Com o resultado dos testes laboratoriais dos solos da fundação e dos materiais de empréstimo, é possível fazer-se uma avaliação preliminar dos eventuais mecanismos de destruição do dique e propor contramedidas.
Texto do artigo · p. 36 Com o resultado dos testes laboratoriais dos solos da fundação e dos materiais de empréstimo, é possível fazerse uma avaliação preliminar dos eventuais mecanismos de destruição do dique e propor contramedidas.
Texto do artigo · p. 36 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
Texto do artigo · p. 36 53
Texto do artigo · p. 37 Solos granulares grossos – (menos de 50% passam o peneiro 0.075mm)
Texto do artigo · p. 37 Símbolo do grupo
Texto do artigo · p. 37 Descrição do solo
Texto do artigo · p. 37 Descrição do solo Adequabilidade para diques
Texto do artigo · p. 37 Permeabilidade e taludes
Texto do artigo · p. 37 Permeabilidade e taludes
Texto do artigo · p. 37 GW Cascalhos bem graduados, misturas de areia e cascalho com pouco ou nenhum fino
Texto do artigo · p. 37 Muito estável - adequado para revestir o dique. Boa capacidade de carga
Texto do artigo · p. 37 Rápida, requer núcleo
Texto do artigo · p. 37 GP Cascalhos mal graduados,
Texto do artigo · p. 37 Estável - adequado para revestir o dique. Boa capacidade de carga
Texto do artigo · p. 37 Rápida - pode não precisar de núcleo para estágios inferiores de curta duração
Texto do artigo · p. 37 Solosgranularesgrossos–(menosde50%passamopenerio0.075mm)
Texto do artigo · p. 37 misturas de cascalho e areia com pouco ou nenhum fino.
Texto do artigo · p. 37 GM Cascalhos siltosos, misturas de cascalho, areia e silte mal graduados
Texto do artigo · p. 37 Estável - geralmente adequado para todos estágios. Boa capacidade de carga. Boa compactação com cilindro pneumático
Texto do artigo · p. 37 Moderada - pode não precisar de núcleo, excepto para inundações de longa duração
Texto do artigo · p. 37 GC Cascalhos argilosos, misturas de cascalho, areia e argila bem graduados
Texto do artigo · p. 37 Estável - geralmente adequado para todos estágios. Boa capacidade de carga. Boa compactação com cilindro pneumático
Texto do artigo · p. 37 Permeabilidade baixa
Texto do artigo · p. 37 SW Areias bem graduadas, areias pedregulhosas, com pouco ou nenhum fino
Texto do artigo · p. 37 Muito estável – adequado para estágios inferiores. Boa capacidade de carga. Compactação boa com tractor de lagartas
Texto do artigo · p. 37 Rápida - pode precisar de núcleo para estágios superiores de longa duração
Texto do artigo · p. 37 SP Areias mal graduadas, areias pedregulhosas, com pouco ou nenhum fino
Texto do artigo · p. 37 Estável - adequado para estágios baixos. Geralmente, fraca capacidade de carga. Usar taludes suaves e bermas largas. lagartas
Texto do artigo · p. 37 Rápida - vai precisar de núcleo para inundação de longa duração. Usar taludes suaves. Proteger contra acção de ondas
Texto do artigo · p. 37 SM Areias siltosas, misturas mal graduadas de areia e silte
Texto do artigo · p. 37 Razoavelmente estável adequado para estágios baixos. Apenas uma fundação Rolamento. Use bermas largas. Boa compactação com cilindro pneumático
Texto do artigo · p. 37 Moderada – usar taludes suaves do lado do rio. Protecção contra acção das ondas
Texto do artigo · p. 37 SC Areias argilosas, misturas bem graduadas de areia e argila
Texto do artigo · p. 37 Estável - geralmente adequado para todos estágios. Boa capacidade de carga. Compactação com cilindro pneumático
Texto do artigo · p. 37 Baixa permeabilidade
Texto do artigo · p. 37 Tabela 4-8: Características dos solos de granulometria grossa e sua adequabilidade para diques, fonte: National Engineering Handbook, Section 16 – Chapter 6
Texto do artigo · p. 37 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
Texto do artigo · p. 37 54
Texto do artigo · p. 38 Solos de grão fino – (mais do que 50% passam o penerio 0.075mm)
Texto do artigo · p. 38 Símbolo do grupo
Texto do artigo · p. 38 Símbolo do grupo Descrição do solo
Texto do artigo · p. 38 Descrição do solo Adequabilidade para diques
Texto do artigo · p. 38 Adequabilidade para Permeabilidade e taludes
Texto do artigo · p. 38 Permeabilidade e taludes
Texto do artigo · p. 38 ML Siltes inorgânicos e areias muito finas, alteração de rocha, areias finas, siltosas ou argilosas com pequena plasticidade
Texto do artigo · p. 38 Fraca estabilidade – geralmente adequado para estágios inferiores. capacidade de carga razoável. Adequado para diques da classe III. Compactação razoável com cilindro de pneus
Texto do artigo · p. 38 Moderada - usar taludes suaves do lado do rio. Proteger os taludes contra erosão
Texto do artigo · p. 38 CL Argilas inorgânicas de baixa e média plasticidade, argilas pedregulhosas, argilas arenosas, argilas siltosas, argilas magras
Texto do artigo · p. 38 Estável - adequado para revestir todos os estágios de desenvolvimento do dique. Capacidade de carga razoável. Compactação razoável com cilindro de pneus. O aterro por ser por baldeamento
Texto do artigo · p. 38 Baixa
Texto do artigo · p. 38 Solosdegrãofino–(maisdoque50%passamopenerio0.075mm)
Texto do artigo · p. 38 OL Siltes orgânicos e siltes argilosos orgânicos de baixa plasticidade
Texto do artigo · p. 38 Estabilidade muito fraca pode ser adequado para diques da Classe III de baixa altura. O aterro por ser por baldeamento
Texto do artigo · p. 38 Moderada – uso apenas para estágios primários. Os taludes devem obedecer ao ângulo de repouso na condição de saturação
Texto do artigo · p. 38 MH Siltes inorgânicos, micáceos ou diatomáceos, finos arenosos ou solos siltosos, siltes elástico
Texto do artigo · p. 38 Baixa estabilidade geralmente adequada para todas as fases. Difícil de compactar. O aterro pode ser por baldeamento para estágios primários. Pobre capacidade de carga da fundação
Texto do artigo · p. 38 Baixa – usar taludes suaves e proteger contra a erosão
Texto do artigo · p. 38 .
Texto do artigo · p. 38 CH Argilas inorgânicas de alta plasticidade, argilas gordas
Texto do artigo · p. 38 Razoavelmente estável – adequado para todos os estágios. Compactação muito difícil, aterro por baldeamento pode ser o recomendado
Texto do artigo · p. 38 Permeabilidade muito baixa
Texto do artigo · p. 38 – usar taludes suaves do lado do curso de água
Texto do artigo · p. 38 OH Argilas orgânicas de média e alta plasticidade
Texto do artigo · p. 38 Estabilidade muito fraca – apenas adequado para estágios primários e pode ser aterrado por baldeamento. Tem uma capacidade de carga e compactação muito fraca
Texto do artigo · p. 38 Muito baixa – usar apenas para estágios primários. Usar talude suaves
Texto do artigo · p. 38 .
Texto do artigo · p. 38 PT Solos com elevado teor de matéria orgânica
Texto do artigo · p. 38 Estabilidade muito fraca – apenas adequado para diques temporários. Remover da zona de fundação do dique
Texto do artigo · p. 38 Variável – pode variar significativamente entre a permeabilidade vertical e horizontal
Texto do artigo · p. 38 Tabela 4-9: Características dos solos de granulometria fina e sua adequabilidade para diques, fonte: National Engineering Handbook, Section 16 – Chapter 6
Texto do artigo · p. 38 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
Texto do artigo · p. 38 55
Texto do artigo · p. 39 4.3.9 Fase 7. Avaliação dos Potenciais Mecanismos de Falha
Texto do artigo · p. 39 1) Definições
Texto do artigo · p. 39 O International Levee Handbook define a falha de um dique como a sua inaptidão de responder a um determinado nível de serviço, ou indicativo de performance, para uma determinada função. Como a função primária do dique é reduzir o risco de inundação, pode-se entender por falha a inundação intencional da zona protegida pelo dique.
Texto do artigo · p. 39 Um sistema de diques é composto geralmente por vários elementos que inclui o corpo do dique e as estruturas de drenagem tais como descarregadores, paredes, comportas e outros. O sistema falha como resultado de falhas de natureza hidráulica e estrutural.
Texto do artigo · p. 39 • Falha hidráulica (não estrutural) – ocorre se a água ingressa na zona protegida pelo dique, por galgamento do dique ou excesso de caudal, antes do nível de proteção planeado ser atingido e sem consequentes estragos ao elemento do sistema • Falha estrutural, ocorre por rombo no sistema do dique como consequência de estragos que afectaram pelo menos um elemento do sistema.
Texto do artigo · p. 39 A falha estrutural pode induzir à falha hidráulica e vice-versa.
Texto do artigo · p. 39 2) Processos de destruição Os processos de destruição dos elementos de um sistema do
Texto do artigo · p. 39 dique podem ser de três tipos de natureza (International Levee Handbook):
Texto do artigo · p. 39 • Erosão externa; • Erosão interna; • Instabilidade.
Texto do artigo · p. 39 Erosão externa A erosão externa é o desgaste da superfície por cheias,
Texto do artigo · p. 39 ondas, vento e qualquer outro processo natural. O resultado da
Texto do artigo · p. 39 erosão externa é a redução dos constituintes dos materiais do dique que podem afectar a sua espessura e densidade. Dá-se um enfraquecimento da zona afecatada o que a torna mais susceptível ao colapso em caso de eventos extremos. Exemplos de erosão externa e suas causas são ilustrados na Tabela 4-10.
Texto do artigo · p. 39 Erosão interna
Texto do artigo · p. 39 A erosão interna é iniciada por forças hidrodinâmicas actuando sobre as partículas do solo dentro ou através do corpo do dique. A erosão interna ocorre quando as partículas dentro do dique ou da sua fundação são lavadas para jusante por percolação criando uma espécie de condutas. Estas condutas afectam a estrutura do dique e podem conduzir a falhas e rombos, quando a percolação se torna incontrolada e é formada uma passagem de água através, por baixo ou à volta do dique.
Texto do artigo · p. 39 O maior factor para o desenvolvimento de erosão interna é a percolação. A percolação através do dique é geralmente causada pela presença de camadas permeáveis no aterro ou existência de fissuras. A acção humana, presença de animais e vegetação incontrolada são outros factores que podem iniciar o processo de erosão interna. Exemplos de erosão externa e suas causas são ilustrados na Tabela 4-11.
Texto do artigo · p. 39 Instabilidade
Texto do artigo · p. 39 A instabilidade de um dique ocorre quando as forças actuantes excedem a capacidade resistente do dique. Isto ocorre quando há um excesso de carga sobre o dique, ou quando materiais de propriedades físicas fracas ou solos da fundação geram um deslizamento ao longo de uma superfície de corte do aterro ou dos solos da fundação danificando o dique. Os factores que contribuem na instabilidade incluem: peso ou sobre carga, pressão da água, declínio das propriedades dos materiais, atividade humana, vegetação incontrolada, impactos e actividade sísmica. Exemplos de instabilidade e suas causas são ilustrados na Tabela 4-12.
Texto do artigo · p. 40 Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria Erosãodotaludedemontante • • • • • • • Erosãodotaludede jusante • • • • • • • • •
Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria
Erosãodotaludedemontante • • • • • • •
Erosãodotaludede jusante • • • • • • • • •
Texto do artigo · p. 40 Erosãodotaludedemontanteotaludede
Texto do artigo · p. 40 I SÉRIE —
Texto do artigo · p. 40 Tabela 4-10: Exemplos de erosão eterna, fonte: [International Levee Handbook, 2013]
Texto do artigo · p. 40 NÚMERO 195
Texto do artigo · p. 40 Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria Erosãointerna • • • • • Erosãointerna • • • • • • • Erosãointerna • • • • • •
Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria
Erosãointerna • • • • •
Erosãointerna • • • • • • •
Erosãointerna • • • • • •
Texto do artigo · p. 40 Tabela 4-10:
Texto do artigo · p. 40 Water flows Tearing of soil particles
Texto do artigo · p. 40 Exemplos de erosão externa, fonte:
Texto do artigo · p. 40 [International
Texto do artigo · p. 40 Levee Handbook, 2013]
Texto do artigo · p. 40 ã çã çõ
Texto do artigo · p. 41 Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria Pressãodeelevação • Aumento da pressão da água dos poros em solos de fundação permeáveis confinados devido à continuidade hidráulica da inundação ou nível elevado água a montante • A pressão confinada pode levar à formação de bolsas e falha por lavagem • Presença de solos de fundação altamente permeáveis abaixo e do lado de jusante do dique que são tapados por turfas leves e argilas aluviais de baixa permeabilidade • Imposição de carga hidráulica e reacção da pressão da água dos poros em solos de fundação de alta permeabilidade • Elevação e deslocamento lateral do pé do talude do dique a jusante
Texto do artigo · p. 41 Falha/modo de deterioração
Texto do artigo · p. 41 Processo
Texto do artigo · p. 41 Investigação
Texto do artigo · p. 41 Monitoria
Texto do artigo · p. 41 58 Pressãodeelevação
Texto do artigo · p. 41 Tabela 4-11: Exemplos e causas de Erosão Interna, fonte: [International Levee Handbook, 2013]
Texto do artigo · p. 41 Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria Assentamentos • Compressão do material de aterro sob acção do peso próprio e consolidação dos solos compressíveis da fundação • Características de compressão do aterro compactado e características de consolidação dos solos da fundação • características secundárias de compressão do aterro compactado • Pressão da água dos poros em slos compressíveis da fundação abaixo do dique • Assentamento vertical da crista Erosãodotaludede jusante • Força hidráulica lateral excede a resistência ao cisalhamento dos solos de fundação ao longo da base do aterro ou dessecação de material orgânico de aterro conduzindo a redução no peso e resistência ao corte • Resistência ao corte de argilas moles e solos orgânicos diretamente abaixo do dique • Solicitações hidráulicas impostas • Deslocamento lateral do dique no pé do talude • Pressão da água dos poros nos solos de fundação abaixo do dique Instabilidadedetaludes baixos • Falha ao cisalhamento durante a construção, ou aumento da instabilidade do dique durante o abaixamento rápido da água após a cheia • perda de resistência devido ao aumento ou equalização das pressões da água dos poros • Compactação do material de aterro em relação ao teor de humidade • potencial dilatação de argilas sobre consolidadas • resistência à erosão do aterro do dique solo e solos da fundação • resistência efectiva ao cisalhamento do material de aterro • Pressão da água dos poros no talude • movimentos no talude • morfologia do rio
Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria
Assentamentos • Compressão do material de aterro sob acção do peso próprio e consolidação dos solos compressíveis da fundação • Características de compressão do aterro compactado e características de consolidação dos solos da fundação • características secundárias de compressão do aterro compactado • Pressão da água dos poros em slos compressíveis da fundação abaixo do dique • Assentamento vertical da crista
Erosãodotaludede jusante • Força hidráulica lateral excede a resistência ao cisalhamento dos solos de fundação ao longo da base do aterro ou dessecação de material orgânico de aterro conduzindo a redução no peso e resistência ao corte • Resistência ao corte de argilas moles e solos orgânicos diretamente abaixo do dique • Solicitações hidráulicas impostas • Deslocamento lateral do dique no pé do talude • Pressão da água dos poros nos solos de fundação abaixo do dique
Instabilidadedetaludes baixos • Falha ao cisalhamento durante a construção, ou aumento da instabilidade do dique durante o abaixamento rápido da água após a cheia • perda de resistência devido ao aumento ou equalização das pressões da água dos poros • Compactação do material de aterro em relação ao teor de humidade • potencial dilatação de argilas sobre consolidadas • resistência à erosão do aterro do dique solo e solos da fundação • resistência efectiva ao cisalhamento do material de aterro • Pressão da água dos poros no talude • movimentos no talude • morfologia do rio
Texto do artigo · p. 41 Falha/modo de deterioração
Texto do artigo · p. 41 Processo
Texto do artigo · p. 41 Investigação
Texto do artigo · p. 41 Monitoria
Texto do artigo · p. 41 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
Texto do artigo · p. 42 Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria • erosão do pé do talude à montante devido a morfologia do rio em relação a inclinação do talude dessecação do material de aterro Liquefação • Grandes acelerações sísmicas causam assentamento e perda de resistência efectiva ao cisalhamento em solos de fundação de finos não-coesivos, levando a perda de pressão de rolamento e espalhamento lateral de dique. • Presença de solos não coesivos saturados de granulometria fina nas fundações em zonas de atividade sísmica • Acelerações sísmicas • Pressões da água nos poros de solos saturados não coesivos de granulometria fina • assentamento da crista do dique e deslocamento lateral do pé do talude
Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria
• erosão do pé do talude à montante devido a morfologia do rio em relação a inclinação do talude dessecação do material de aterro
Liquefação • Grandes acelerações sísmicas causam assentamento e perda de resistência efectiva ao cisalhamento em solos de fundação de finos não-coesivos, levando a perda de pressão de rolamento e espalhamento lateral de dique. • Presença de solos não coesivos saturados de granulometria fina nas fundações em zonas de atividade sísmica • Acelerações sísmicas • Pressões da água nos poros de solos saturados não coesivos de granulometria fina • assentamento da crista do dique e deslocamento lateral do pé do talude
Texto do artigo · p. 42 I
Texto do artigo · p. 42 SÉRIE
Texto do artigo · p. 42
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Texto do artigo · p. 42 Liquefação
Texto do artigo · p. 42 Tabela 4-12: Exemplos e causas de Instabilidade, fonte: [International Levee Handbook, 2013]
Texto do artigo · p. 42 4.3.10 FASE 8. DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO
Texto do artigo · p. 42 1) Generalidades Os critérios de dimensionamento em paridade com as condições do local de estudo são de grande importância para o desenvolvimento de um projecto de diques. Os critérios de dimensionamento são da responsabilidade institucional através de normas e regulamentos. Em Moçambique está em elaboração a legislação sobre diques que certamente incluirá critérios de dimensionamento aplicáveis ao nosso país. Contudo, enquanto não for promulgado um dispositivo legal sobre esta matéria iremos fazer uma abordagem sumária sobre critérios de dimensionamento, que servirão de directrizes para projectos sobre diques de proteção fluvial da Direcção Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos. Estas directrizes poderão ser revisitadas sempre que conveniente para os eventuais ajustes e modificações necessárias. Os critérios de dimensionamento são determinados pelo nível de redução de risco que se pretende atingir com o sistema de proteção planificado. O nível de serviço requerido vai ditar a complexidade do dique daí a necessidade de se adoptar uma classificação de diques em função da presença de vidas humanas, de propriedades, campos agrícolas, e outros bens, na zona de estudo. 2) Classificação de diques O National Engineering Handbook apresenta uma classificação para diques na qual combina, para cada uma das três classes, as condições locais, os requisitos de dimensionamento e requisitos para construção. A Tabela 4-13 é ilustra esta classificação, que pode servir com exemplo para a classificação de diques para Moçambique.
Texto do artigo · p. 42 4.3.10 Fase 8. Defi nição dos Critérios de Dimensionamento
Texto do artigo · p. 42 1) Generalidades
Texto do artigo · p. 42 Os critérios de dimensionamento em paridade com as condições do local de estudo são de grande importância para o desenvolvimento de um projecto de diques. Os critérios de dimensionamento são da responsabilidade institucional através de normas e regulamentos. Em Moçambique está em elaboração a legislação sobre diques que certamente incluirá critérios de dimensionamento aplicáveis ao nosso país. Contudo, enquanto não for promulgado um dispositivo legal sobre esta matéria iremos fazer uma abordagem sumária sobre critérios de dimensionamento, que servirão de directrizes para projectos sobre diques de proteção fl uvial da Direcção Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos. Estas directrizes poderão ser revisitadas sempre que conveniente para os eventuais ajustes e modifi cações necessárias.
Texto do artigo · p. 42 Os critérios de dimensionamento são determinados pelo nível de redução de risco que se pretende atingir com o sistema de proteção planifi cado. O nível de serviço requerido vai ditar a complexidade do dique daí a necessidade de se adoptar uma classifi cação de diques em função da presença de vidas humanas, de propriedades, campos agrícolas, e outros bens, na zona de estudo.
Texto do artigo · p. 42 2) Classifi cação de diques
Texto do artigo · p. 42 O National Engineering Handbook apresenta uma classifi cação para diques na qual combina, para cada uma das três classes, as condições locais, os requisitos de dimensionamento e requisitos para construção. A Tabela 4-13 é ilustra esta classifi cação, que pode servir com exemplo para a classifi cação de diques para Moçambique.
Texto do artigo · p. 42 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
Texto do artigo · p. 42 59
Texto do artigo · p. 43 Classe Condições locais Requisitos de dimensionamento e de Construção I II III
Classe Condições locais Requisitos de dimensionamento e de Construção
I
II
III
Texto do artigo · p. 43 Classe Condições locais Requisitos de dimensionamento e de Construção
Texto do artigo · p. 43 Tabela 4-13: Exemplo de classificação de dique e citérios de dimensionamento, fonte: National Engineering Handbook
Texto do artigo · p. 43 3) Critérios de dimensionamento para o projecto preliminar
Texto do artigo · p. 43 3) Critérios de dimensionamento para o projecto preliminar Na fase do projecto preliminar podem ser usados conceitos
Texto do artigo · p. 43 empíricos para o dimensionamento do dique, permitindo a obtenção de resultados preliminares de forma expedita. Os resultados obtidos devem ser confi rmados através de cálculos das diferentes especialidades envolvidas.
Texto do artigo · p. 43 No que diz respeito ao projecto preliminar, apresentamos de seguida a abordagem constante do “Technical Standards and Guidelines for Design of Flood Control Structures”, produção conjunta do Department of Public Works and Highways e a Japan International Cooperation Agency (JICA), 2010.
Texto do artigo · p. 43 ã çã çõ
Texto do artigo · p. 44 No que diz respeito ao projecto preliminar, apresentamos de seguida a abordagem constante do “Technical Standards and Guidelines for Design of Flood Control Structures”, produção conjunta do Department of Public Works and Highways e a Japan International Cooperation Agency (JICA), 2010.
Texto do artigo · p. 44 Partes de dique
Texto do artigo · p. 44 LADO DE MONTANTE Crista do Dique LADO DE JUSANTE Nível de inundação projectado Altura livre Talude 1:n Altura do Dique Nível do Terreno Natural Pé do talude BASE DO DIQUE Pé do talude
Texto do artigo · p. 44 Figura 4-11: Partes de um dique Dependendo da natureza dos matériais de fundação e do aterro o dique pode ser um corpo homogéneo ou um corpo zoneado de relativa complexidade. Figura 4-12: Exemplo de dique zoneado com dispositivos de redução da percolação, fonte: [International Levee Handbook, 2013] Altura livre do dique
Texto do artigo · p. 44 Waterside Revetments Filter layers Water level Crest Landside Discharge trench Landward berm Water-side berm Natural embankment Earth-fill Toe drain system Impermeable core Impermeable soil foundation Permeable soil foundation
Texto do artigo · p. 44 Altura livre do dique
Texto do artigo · p. 44 A altura do dique é definida pelo nível de inundação projectado acrescido da altura livre estabelecida pelos critérios de dimensionamento, em função do caudal esperado. Os valores mínimos recomendados constam da Tabela 4-14. Os valores aqui apresentados são apenas exemplos. Parâmetros do género devem ser estimados para Moçambique no futuro. Tem sido prática em alguns países a abdicação do conceito da altura livre do dique por se considerar que as simulações, feitas durante o Estudo da Análise de Risco cobre cenários de inundação sufi cientes.
Texto do artigo · p. 44 A altura do dique é definida pelo nível de inundação projectado acrescido da altura livre estabelecida pelos critérios de dimensionamento, em função do caudal esperado. Os valores mínimos recomendados constam da Tabela 4-14. Os valores aqui apresentados são apenas exemplos. Parâmetros do género devem ser estimados para Moçambique no futuro. Tem sido prática em alguns países a abdicação do conceito da altura livre do dique por se considerar que as simulações, feitas durante o Estudo da Análise de Risco cobre cenários de inundação suficientes.
Texto do artigo · p. 44 Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
Texto do artigo · p. 44 61
Texto do artigo · p. 45 Caudal de cheia projectado Q (m3/s) Altura livre (m) Menor do que 200 0.6 de 200 a 500 0.8 de 500 a 2.000 1.0 de 2.000 a 5.000 1.2 de 5.000 a 10.000 1.5 Maior do que 10.000 2.0
Caudal de cheia projectado Q (m3/s) Altura livre (m)
Menor do que 200 0.6
de 200 a 500 0.8
de 500 a 2.000 1.0
de 2.000 a 5.000 1.2
de 5.000 a 10.000 1.5
Maior do que 10.000 2.0
Fonte textual acessível e tabelas
  1. Texto do artigo, página 22: Probabilidade de excedência Custos do risco Custos de investimento e manutenção Custo total 1/100 120 340 460 Tabela 3-6: Exemplo de cálculo do custo total para área suburbana
    Probabilidade de excedênciaCustos do riscoCustos de investimento e manutençãoCusto total
    1/100120340460
    Tabela 3-6: Exemplo de cálculo do custo total para área suburbana
  2. Texto do artigo, página 22: ã çã çõ
  3. Texto do artigo, página 23: Custo do risco rural Custo total rural Custo do risco suburbano CustoCusto totaltotal suburbanorural
  4. Texto do artigo, página 23: Cost (million USD) Custo do risco rural Custo do total rural Custo do risco suburbano Custo total suburbano Custo do risco urbano Custo total urbano Custos investimento e manutenção 1/5 1/10 1/20 1/50 1/100 1/200 1/500 Exceedance probability [1/year]
  5. Texto do artigo, página 23: Custo do risco rural Custo total rural Custo do risco suburbano CustoCusto totaltotal suburbanorural
  6. Texto do artigo, página 23: Custo do risco urbano Custo total urbano Custos investimento e manutenção
  7. Texto do artigo, página 23: Custo do risco urbano Custo total urbano Custos investimento e manutenção
  8. Texto do artigo, página 23: Figura 3-18: Custos totais, custos do risco, custos de investimentos e manutenção para três áreas fictícias expostas a inundações: rural, suburbana e urbana
  9. Texto do artigo, página 23: Figura 3-18: Custos totais, custos do risco, custos de investimentos e manutenção para três áreas fictícias expostas a inundações: rural, suburbana e urbana
  10. Texto do artigo, página 23: 3.2.6 PASSO 6: MEDIDAS DE REDUÇÃO DE RISCO
  11. Texto do artigo, página 23: Na sexta etapa, o impacto das medidas de redução de risco será avaliado se, na etapa anterior o nível de risco for declarado "inaceitável". Os mapas de riscos podem ajudar a identificar as áreas da bacia hidrográfica mais expostas ao risco de inundações.
  12. Texto do artigo, página 23: 3.2.6 PASSO 6: MEDIDAS DE REDUÇÃO DE RISCO
  13. Texto do artigo, página 23: 3.2.6 Passo 6: Medidas de Redução de Risco
  14. Texto do artigo, página 23: (devolver espaço ao rio), tais como áreas de retenção, leitos secundários, etc.),
  15. Texto do artigo, página 23: Na sexta etapa, o impacto das medidas de redução de risco será avaliado se, na etapa anterior o nível de risco for declarado "inaceitável". Os mapas de riscos podem ajudar a identifi car as áreas da bacia hidrográfi ca mais expostas ao risco de inundações.
  16. Texto do artigo, página 23: Na sexta etapa, o impacto das medidas de redução de risco será avaliado se, na etapa anterior o nível de risco for declarado "inaceitável". Os mapas de riscos podem ajudar a identificar as áreas da bacia hidrográfica mais expostas ao risco de inundações.
  17. Texto do artigo, página 23: Tipos de medidas As medidas podem reduzir o risco de inundação de várias formas:
  18. Texto do artigo, página 23: ii) reduzindo os danos (área de construção à prova de inundação, zoneamento de risco, compartimentização de áreas urbanas); e iii) reduzindo as perdas de vida (aviso prévio, abrigos/ lugares seguros e possibilidades de evacuação). Esta abordagem é conhecida como “multi layer safety” (segurança multi-camada).
  19. Texto do artigo, página 23: i) reduzindo a probabilidade de inundações (reforço dos diques, medidas do princípio “Room for de River” (devolver espaço ao rio), tais como áreas de retenção, leitos secundários, etc.), ii) reduzindo os danos (área de construção à prova de inundação, zoneamento de risco, compartimentização de áreas urbanas) e iii) reduzindo as perdas de vida (aviso prévio, abrigos/lugares seguros e possibilidades de evacuação). Esta abordagem é conhecida como “multi layer safety” (segurança multicamada).
  20. Texto do artigo, página 23: Tipos de medidas As medidas podem reduzir o risco de inundação de várias formas:
  21. Texto do artigo, página 23: Tipos de medidas As medidas podem reduzir o risco de inundação de várias
  22. Texto do artigo, página 23: formas:
  23. Texto do artigo, página 23: i) reduzindo a probabilidade de inundações (reforço dos diques, medidas do princípio “Room for de River” (devolver espaço ao rio), tais como áreas de retenção, leitos secundários, etc.), ii) reduzindo os danos (área de construção à prova de inundação, zoneamento de risco, compartimentização de áreas urbanas) e iii) reduzindo as perdas de vida (aviso prévio, abrigos/lugares seguros e possibilidades de evacuação). Esta abordagem é conhecida como “multi layer safety” (segurança multicamada).
  24. Texto do artigo, página 23: i) reduzindo a probabilidade de inundações (reforço dos diques, medidas do princípio “Room for de River”
  25. Texto do artigo, página 23: Sistemas de aviso e alerta, lugares seguros, vias de evacuação Construções à prova de cheias, zoneamento de riscos, compartimentação de zonas urbanas Reforço de diques, “Room for the River” (áreas de retenção, leito secundário (bypass), etc.).
  26. Texto do artigo, página 23: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  27. Texto do artigo, página 23: 37
  28. Texto do artigo, página 23: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  29. Texto do artigo, página 23: 37
  30. Texto do artigo, página 24: abaixamento do leito de cheias aprofundar o leito principal áreas de retenção Afastamento do dique leito secundário de cheias (bypass) reenforço de diques
    abaixamento do leito de cheiasaprofundar o leito principaláreas de retenção
    Afastamento do diqueleito secundário de cheias (bypass)reenforço de diques
  31. Texto do artigo, página 24: Figura 3-19: Exemplos de medidas para reduzir a probabilidade e consequência das cheias (editado de )
  32. Texto do artigo, página 24: medidas de controlo e evacuação de desastres.
  33. Texto do artigo, página 24: Estratégia Integrada de Gestão de Riscos de Cheia Início com o desenvolvimento de medidas individuais
  34. Texto do artigo, página 24: GRC Estratégia 1 GRC Estratégia 2 GRC Estratégia 3 GRC Estratégia 4
  35. Texto do artigo, página 24: ã çã çõ
  36. Texto do artigo, página 25: Avaliação dará cada estratégia GRC: análise benefícios- custos sociais e outros critérios das partes interessadas. Estratégia integrada de gestão de risco de cheia escolhida
  37. Texto do artigo, página 25: Avaliação de cada estratégia GRC: análise benefícios- custos sociais e outros critérios das partes interessadas. Estratégia integrada de gestão de risco de cheia escolhida
  38. Texto do artigo, página 25: Figure 3-20: Etapas para a tomada de decisão na escolha da estratégia integrada de gestão de riscos de cheias (editada de www.schetsontwerp.com)
  39. Texto do artigo, página 25: Avaliação de custos e benefícios sociais
  40. Texto do artigo, página 25: Uma análise social custos-beneficios pode ajudar a encontrar um equilíbrio entre os custos e os benefícios da mitigação dos riscos de cheia. Se os benefícios excederem os custos de investimento, o investimento na gestão do risco de inundação é rentável. Numa perpectiva económica, a melhor medida é aquela que com o mesmo investimento proporciona a maior segurança.
  41. Texto do artigo, página 25: Avaliação de custos e benefícios sociais
  42. Texto do artigo, página 25: 3.2.7 Passo 7: Aceitação dos Riscos de Cheias
  43. Texto do artigo, página 25: Uma análise social custos-benefi cios pode ajudar a encontrar um equilíbrio entre os custos e os benefícios da mitigação dos riscos de cheia. Se os benefícios excederem os custos de investimento, o investimento na gestão do risco de inundação é rentável. Numa perpectiva económica, a melhor medida é aquela que com o mesmo investimento proporciona a maior segurança.
  44. Texto do artigo, página 25: Se o nível de risco for aceitável, o risco deve ser monitorizado. Recomenda-se a avaliação do nível de risco em 10 anos devido ao desenvolvimento socioeconómico e mudanças climáticas que infl uenciam o nível de risco.
  45. Texto do artigo, página 25: Valores de custo
  46. Texto do artigo, página 25: Neste manual no Anexo 3-A são apresentadas algumas estimativas preliminares de custo de reforços dos diques. Porém é importante averiguar valores de custos locais de outras medidas, como, por exemplo, “Room
  47. Texto do artigo, página 25: 4. Guião Para A Elaboração de Projectos e Construção de Diques
  48. Texto do artigo, página 25: for diq dique, “Room for the River” com o custo-eficácia de medidas de redução de danos.
  49. Texto do artigo, página 25: the River”, construções à prova de cheias ou compartimentação de áreas urbanas (pequenos anéis de diques).de4custoIsto GUIÃOparaPARAcompararA ELABORAÇÃOo custo-eficáciaDEde medidasPROJECTOSde4.1reduçãoIntroduçãoE CONSTRUÇÃOde probabilidadeao CapítuloDE DIQUEScheia como reforços de
  50. Texto do artigo, página 25: Valores d
  51. Texto do artigo, página 25: Neste manual no Anexo 3-A são apresentadas algumas estimativas preliminares de custo de reforços dos diques. Porém é importante averiguar valores de custos locais de outras medidas, como, por exemplo, “Room for the River”, construções à prova de cheias ou compartimentação de áreas urbanas (pequenos anéis de diques). Isto para comparar o custo-efi cácia de medidas de redução de probabilidade cheia como reforços de dique, “Room for the River” com o custo-efi cácia de medidas de redução de danos.
  52. Texto do artigo, página 25: Neste capítulo é desenvolvido a segunda fase do processo de estudos e projectos que começa após a tomada de decisão de construção/reabilitação da infra-estrutura e quando a entidade responsável pela manutenção da infra-estrutura é defi nida. Os critérios de projecto para diques e grandes obras hidráulicas podem ser obtidos na fase de estudos preliminares baseada na abordagem passo para a gestão de risco de cheias. A fase descrita no presente capítulo (inclui o projecto detalhado e a preparação à fase de construção.
  53. Texto do artigo, página 25: 4.1 INTRODUÇÃO AO
  54. Texto do artigo, página 25: CAPÍTULO
  55. Texto do artigo, página 25: 3.2.7 PASSO 7: ACEITAÇÃO DOS RISCOS DE CHEIAS
  56. Texto do artigo, página 25: Neste capítulo é desenvolvido a segunda fase do processo de estudos e projectos que começa após a tomada de decisão de construção/reabilitação da infra-estrutura e quando a entidade responsável pela manutenção da infraestrutura é definida. Os critérios de projecto para diques e grandes obras hidráulicas podem ser obtidos na fase de estudos preliminares baseada na abordagem passo para a gestão de risco de cheias. A fase descrita no presente capítulo (inclui o projecto detalhado e a preparação à fase de construção.
  57. Texto do artigo, página 25: Se o nível de risco for aceitável, o risco deve ser monitorizado. Recomenda-se a avaliação do nível de risco em 10 anos devido ao desenvolvimento socioeconómico e mudanças climáticas que influenciam o nível de risco.
  58. Texto do artigo, página 25: Responsabilidades, Organizações e Financiamento Estudos preliminares Gestão Diária Projectos de construção/ Reabilitação Investimentos Inspeções e Manutenção Física Controlo do uso dos diques Controlo do estado dos diques durante as cheias Gestão Sustentável dos Diques Planeamento Espacial
  59. Texto do artigo, página 25: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  60. Texto do artigo, página 25: 39
  61. Texto do artigo, página 25: Figura 4-1: Componente “Projectos de construção/reabilitação” do modelo conceptual para a gestão sustentável de diques relativa aos riscos de cheias
  62. Texto do artigo, página 25: 4.2 INTRODUÇÃO PROJECTOS E CONSTRUÇÃO DE DIQUES FLUVIAS
  63. Texto do artigo, página 26: 4.2.2 LIMITAÇÕES
  64. Texto do artigo, página 26: 4.2 Introdução Projectos e Construção de Diques Fluvias 4.2.1 Objectivo
  65. Texto do artigo, página 26: do projecto. No entanto, ele fornece referências bibliográfi cas que podem ser usadas pelo consultor na elaboração do projecto detalhado.
  66. Texto do artigo, página 26: Este documento destina-se a servir apenas de guião e não apresenta cálculos de dimensionamento de elementos específicos do projeto. No entanto, ele fornece referências bibliográficas que podem ser usadas pelo consultor na elaboração do projeto detalhado.
  67. Texto do artigo, página 26: O objectivo desta secção do manual é dotar as Instituições Públicas gestoras de diques, bem como a outros potenciais proprietários, de ferramentas para a preparação de Termos de Referência para a contratação de serviços de consultoria para elaboração de projectos de diques; permitindo que avaliem o relatório de projecto, bem como tenham meios e referências bibliográfi cas adequadas para a elaboração de documentos de contratação para empreitadas de construção de diques. Também é objectivo deste documento orientar os consultores sobre os passos a seguir na elaboração de um projecto de diques. Este Guião servirá também como uma ferramenta auxiliar aos proprietários de diques para a verifi cação do relatório do projecto a partir da lista de verifi cações do projecto. A inclusão neste documento de procedimentos a observar durante a construção de diques alarga a sua importância também aos empreiteiros.
  68. Texto do artigo, página 26: 4.2.3 Estrutura do Guião As diretrizes para a Elaboração de Projetos e Construção de
  69. Texto do artigo, página 26: Diques Fluviais em Moçambique serão apresentadas em quatro sub-secções:
  70. Texto do artigo, página 26: 4.2.3 ESTRUTURA DO GUIÃO
  71. Texto do artigo, página 26: • Introdução; • Recomendações para a elaboração de um projecto de diques; • Recomendações para a construção de diques; • Abordagem sobre práticas locais na construção de diques.
  72. Texto do artigo, página 26: As diretrizes para a Elaboração de Projetos e Construção de Diques Fluviais em Moçambique serão apresentadas em quatro sub-secções:
  73. Texto do artigo, página 26: • Introdução; • Recomendações para a elaboração de um projecto de diques; • Recomendações para a construção de diques; • Abordagem sobre práticas locais na construção de diques.
  74. Texto do artigo, página 26: Nesta fase inicial da preparação do Manual iremos apresentar apenas a Introdução e apenas parte referente ao Projecto Preliminar, das Recomendações para a Elaboração de um Projecto de Diques.
  75. Texto do artigo, página 26: Nesta fase inicial da preparação do Manual iremos apresentar apenas a Introdução e apenas parte referente ao Projecto Preliminar, das Recomendações para a Elaboração de um Projecto de Diques.
  76. Texto do artigo, página 26: 4.3 Recomendações para a Elaboração de um Projecto de Diques
  77. Texto do artigo, página 26: 4.2.2 Limitações Este documento destina-se a servir apenas de guião e não
  78. Texto do artigo, página 26: 4.3 RECOMENDAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DE UM PROJECTO DE DIQUES
  79. Texto do artigo, página 26: O processo de elaborações de um projecto de diques pode ser dividido em três fases principais de acordo com a responsabilidade de cada interveniente, conforme resumidas na Tabela 4-1.
  80. Texto do artigo, página 26: apresenta cálculos de dimensionamento de elementos específi cos
  81. Texto do artigo, página 26: O processo de elaborações de um projecto de diques pode ser dividido em três fases principais de acordo com a responsabilidade de cada interveniente, conforme resumidas na Tabela 4-1.
  82. Texto do artigo, página 26: Fase Actividade Responsabilidade 1 Definição do Desempenho e Objectivos Pretendidos Proprietário do dique 2 Projecto Preliminar Consultor 3 Projecto Detalhado Consultor
    Fase Actividade Responsabilidade
    1 Definição do Desempenho e Objectivos Pretendidos Proprietário do dique
    2 Projecto Preliminar Consultor
    3 Projecto Detalhado Consultor
  83. Texto do artigo, página 26: Fase
  84. Texto do artigo, página 26: Actividade
  85. Texto do artigo, página 26: Responsabilidade
  86. Texto do artigo, página 26: Tabela 4-1: Fases Principais de um Projecto de Diques
  87. Texto do artigo, página 26: Estas fases são interdependentes e só podem iniciar depois que a componente de análise de risco tenha sido finalizada e apenas quando a conclusão chegada é desenvolver ou recuperar sistemas de diques de rios.
  88. Texto do artigo, página 26: Estas fases são interdependentes e só podem iniciar depois que a componente de análise de risco tenha sido fi nalizada e apenas quando a conclusão chegada é desenvolver ou recuperar sistemas de diques de rios.
  89. Texto do artigo, página 26: o Nível de Redução de Risco Pretendido, o Período de Retorno, e os Niveis e Caudais do rio bem como a Vida Útil esperada para a infra-estrutura. O relatório do Estudo da Análise de Risco e dados relevantes de GIS serão disponibilizados.
  90. Texto do artigo, página 26: 4.3.1 DEFINIÇÃO DO DESEMPENHO E OBJECTIVOS PRETENDIDOS
  91. Texto do artigo, página 26: 4.3.1 Defi nição do Desempenho e Objectivos Pretendidos É da responsabilidade do proprietário do dique a identifi cação
  92. Texto do artigo, página 26: É da responsabilidade do proprietário do dique a identificação do local para protecção, a definição do desempenho e dos objectivos pretendidos com o dique. Estes parâmetros constam da Análise de Risco do Projecto e que é apresentada neste Manual no capítulo 3.
  93. Texto do artigo, página 26: 4.3.2 Projecto Preliminar
  94. Texto do artigo, página 26: Assume-se que durante a preparação dos Termos de Referência para a seleção do consultor para a elaboração do projecto do dique, o proprietário deste avaliou os possíveis constrangimentos para o processo de desenvolvimento do projecto, como os de carácter social, ambiental, político e fi nanceiros, a fi m de que estes constrangimentos não interrompam o curso normal das actividades do consultor.
  95. Texto do artigo, página 26: do local para protecção, a definição do desempenho e dos objectivos pretendidos com o dique. Estes parâmetros constam da Análise de Risco do Projecto e que é apresentada neste Manual no capítulo 3.
  96. Texto do artigo, página 26: Para tal o proprietário do dique pode recorrer a serviços de um consultor, mas aconselha-se que fase do desenvolvimento do projecto de um sistema de defesa contra cheias seja separada da Fase de Elaboração do Projecto propriamente dito. Por isso, no momento em que um consultor é seleccionado para Elaborar um Projecto de um Dique, o proprietário do dique já realizou a Avaliação de Risco, estando assim em condições de estabelecer o Nível de Redução de Risco Pretendido, o Período de Retorno, e os Niveis e Caudais do rio bem como a Vida Útil esperada para a infraestrutura. O relatório do Estudo da Análise de Risco e dados relevantes de GIS serão disponibilizados.
  97. Texto do artigo, página 26: Para tal o proprietário do dique pode recorrer a serviços de um consultor, mas aconselha-se que fase do desenvolvimento do projecto de um sistema de defesa contra cheias seja separada da Fase de Elaboração do Projecto propriamente dito. Por isso, no momento em que um consultor é seleccionado para Elaborar um Projecto de um Dique, o proprietário do dique já realizou a Avaliação de Risco, estando assim em condições de estabelecer
  98. Texto do artigo, página 26: O objectivo principal desta fase do projecto é desenvolver o conceito do dique, a partir do qual, ainda no estágio inicial do projecto, é possível ter uma visão geral do dique, incluindo elementos relevantes para realizar o projeto detalhado. O projeto preliminar pode ser dividido em várias etapas como é exemplifi cado na tabela 4-2.
  99. Texto do artigo, página 26: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  100. Texto do artigo, página 26: 41
  101. Parágrafo, página 27: 11 DE OUTUBRO DE 2022 1717
  102. Texto do artigo, página 27: Fase Actividade 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
    Fase Actividade
    1
    2
    3
    4
    5
    6
    7
    8
    9
    10
    11
    12
    13
    14
  103. Texto do artigo, página 27: Tabela 4-2: Etapas básicas do projecto preliminar
  104. Texto do artigo, página 27: 4.3.3 FASE 1. COLECTA DE DADOS E ESTUDO DE ESCRITÓRIO
  105. Texto do artigo, página 27: 4.3.3 Fase 1. Colecta de dados e estudo de escritório
  106. Texto do artigo, página 27: Os mapas topográfi cos de Moçambique na escala 1: 50.000 estão disponíveis na CENACARTA. Os mapas geológicos de Moçambique à escala 1: 250.000 estão disponíveis na Direcção Nacional de Geologia. Os mapas do solo de Moçambique à escala 1: 1.000.000 estão disponíveis no IIAM.
  107. Texto do artigo, página 27: Na fase inicial do projecto, o consultor deve procurar informações disponíveis, tais como dados hidrológicos, mapas topográfi cos, cartas de solos, mapas geológicos e fotografi as aéreas. Deve igualmente colher informações relevantes sobre construção e serviços existentes na área. Isso inclui estradas, caminhos de ferro, linhas de transporte de energia, estruturas hidráulicas, torres de comunicação, poços e furos de água. Todas as informações disponíveis sobre câmaras de empréstimos existentes devem ser igualmente recolhidas. Uma parte desta informação pode ser fornecida ao consultor como resultado de pré-estudos como é o caso da Análise de Risco, vela o capítulo 3.
  108. Texto do artigo, página 27: Os mapas topográfi cos de Moçambique também podem ser baixados da internet mediante pagamento. Os mapas de geologia de Moçambique em formato também estão disponíveis.
  109. Texto do artigo, página 27: Infelizmente, a escala dos mapas disponíveis sobre solos de Moçambique não fornece detalhes sufi cientes para a avaliação da diversidade de solos de um local relativamente pequeno. Como os diques são frequentemente localizados em terrenos planos de áreas de inundação, o mapa de solos a escala 1:1.000.000 difi cilmente mostrarão mudança de solos de modo a permitir o zoneamento de solos.
  110. Texto do artigo, página 27: ã çã çõ
  111. Texto do artigo, página 27: Figura 4-2: Pormenor do mapa topográfico a escala 1:50.000 Figura 4-3: Pormenor do mapa geológico a escala 1:250.000 Figura 4-4: Pormenor do mapa de solos a escala 1:1.000.000
    Figura 4-2: Pormenor do mapa topográfico a escala 1:50.000Figura 4-3: Pormenor do mapa geológico a escala 1:250.000Figura 4-4: Pormenor do mapa de solos a escala 1:1.000.000
  112. Texto do artigo, página 27: 4.3.4 FASE 2. DEFINIÇÃO PRELIMINAR DO ALINHAMENTO DO DIQUE E ESTABELECIMENTO DO CORREDOR
  113. Texto do artigo, página 27: Esta actividade também faz parte do estudo de escritório, mas será tratada separadamente para uma melhor compreensão. Supõe-se que os limites das áreas de estudo já foram estabelecidos pelo proprietário do dique, portanto, o consultor se concentrará na definição preliminar do alinhamento dentro dessa área levando em consideração as restrições relacionadas com a definição de um alinhamento de dique, que será abordado aqui.
  114. Texto do artigo, página 28: 4.3.4 Fase 2. Definição Preliminar do Alinhamento do Dique e Estabelecimento do Corredor
  115. Texto do artigo, página 28: Esta actividade também faz parte do estudo de escritório, mas será tratada separadamente para uma melhor compreensão. Supõese que os limites das áreas de estudo já foram estabelecidos pelo proprietário do dique, portanto, o consultor se concentrará na definição preliminar do alinhamento dentro dessa área levando em consideração as restrições relacionadas com a definição de um alinhamento de dique, que será abordado aqui.
  116. Texto do artigo, página 28: O objectivo da definição preliminar de um alinhamento do dique é o estabelecimento de um corredor para a investigação de campo, que inclui a inspecção visual do terreno, o levantamento topográfico detalhado e prospecções geotécnicas.
  117. Texto do artigo, página 28: Um dos desafios na definição do alinhamento de um dique é que a sua localização é determinada pelos requisitos de proteção contra inundações, independentemente de as condições da fundação serem ou não favoráveis. Durante a fase da definição preliminar do alinhamento recomenda-se a abordagem feita pelo National Engineering Handbook, que considera os seguintes aspectos:
  118. Texto do artigo, página 28: • O uso e ocupação da terra, situação existentes e projecções futuras, dentro da área a proteger. Deve ser apresentadada uma breve descrição dos
  119. Texto do artigo, página 28: concessionários das terras e de possíveis infraestruturas existentes ao longo do dique projectado;
  120. Texto do artigo, página 28: • Previsão de situações de inundação; • A maneira pela qual a drenagem da área protegida será providenciada; • A largura da faixa de segurança; • Problemas físicos a serem encontrados, especialmente as condições do solo relacionadas à fundação, com o aterro e com os acessos para construção e manutenção. A existência de locais sagrados e questões relacionadas com o meio ambiente.
  121. Texto do artigo, página 28: A par das considerações cima referidas o alinhamento do dique deve ter também em conta a sua proximidade com o curso de água, tal como recomenda a publicação Dike Design Guidelines - Best Management Practices for British Columbia. Esta classificação enquadra-se no estágio actual dos diques existentes em Moçambique, que é ilustrada pelas figuras 4-5 a 4-8, como segue:
  122. Texto do artigo, página 28: • Figura 4-5 - Dique recuado; • Figura 4-6 - Dique na banqueta do rio; • Figura 4-7 - Dique de largura excessiva; • Figura 4-8 - Dique largo com dique natural.
  123. Texto do artigo, página 29: Dike Height 3m Trimmed Grass Crest Dike Waterside Sideslope Toe of Fill Setback Strip Remove Large Trees Preserve & Protect Riparian Vegetation Provide Access for Inspection O & M Vegetation Clumps Bank Protection River
  124. Texto do artigo, página 29: Figura 4-5: Dique recuado, fonte: BC Dike Design Guidelines Figura 4-6: Dique na banqueta, fonte: BC Dike Design Guidelines Figura 4-7: Dique de largura excessiva/Estrada, fonte: BC Dike Design Guidelines
  125. Texto do artigo, página 29: Trimmed Grass 3m Crest Dike Waterside Sideslope Toe of Fill Vegetation Clumps Bank Protection River HWL
  126. Texto do artigo, página 29: Trimmed Grass 3m Ditch Road/Overwidth Dike 9m (+) Vegetation Clumps Bank Protection River HWL
  127. Texto do artigo, página 29: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  128. Texto do artigo, página 29: 44
  129. Texto do artigo, página 30: Remove Large Trees Trimmed Grass 3.6m min 5m 2m Trees OK 3m Crest Dike Natural Ground HVL River
  130. Texto do artigo, página 30: Figura 4-8: Dique muito largo com dique natural, fonte: BC Dike Design Guidelines
  131. Texto do artigo, página 30: O BC Dike Design Guidelines considera preferível a solução do dique recuado em relação ao dique na banqueta, devido aos seguintes benefícios:
  132. Texto do artigo, página 30: • mantém o habitat natural das zonas pantanosas e é ambientalmente sustentável; • fornece uma passagem maior ao rio conferindo-o uma maior capacidade de vasão; • reduz os níveis máximos das cheias; • reduz a velocidade do caudal e a erosão da banqueta; • reduz os custos de manutenção a longo prazo devido a caudais menos frequentes contra o talude do dique.
  133. Texto do artigo, página 30: O BC Dike Design Guidelines considera preferível a solução do dique recuado em relação ao dique na banqueta, devido aos seguintes benefícios:
  134. Texto do artigo, página 30: • mantém o habitat natural das zonas pantanosas e é ambientalmente sustentável; • fornece uma passagem maior ao rio conferindo-o uma maior capacidade de vasão; • reduz os níveis máximos das cheias; • reduz a velocidade do caudal e a erosão da banqueta; • reduz os custos de manutenção a longo prazo devido a caudais menos frequentes contra o talude do dique.
  135. Texto do artigo, página 30: A inspecção visual do terreno é uma tarefa de grande importância na fase da elaboração do projecto preliminar e deve ser feita após o estudo no escritório. Todas as observações feitas dentro do corredor do dique devem ser documentadas por notas escritas e suportadas por fotografi a, e incluem:
  136. Texto do artigo, página 30: Não é aconselhável a construção de diques à beira do rio (do tipo banqueta), a menos que haja um dique existente em boas condições, cuja reabilitação seja economicamente viável e não seja sensível a questões ambientais.
  137. Texto do artigo, página 30: • Geologia da área; • Tipo de material superfi cial; • Tipo de vegetação e variação da mesma; • Condição da estabilidade da banqueta do rio; • Presença de rocha; • Zonas de drenagem pobre; • Evidência de instabilidade de fundações e taludes; • Presença de pontos fracos e percolação emergente; • Presença de locais sagrados; • Marcas de níveis de cheias ocorridas; • Presença de habitações e de outras infra-estruturas; • Presença de obstáculos naturais tais como depressões, morros-de-mochem, etc.
  138. Texto do artigo, página 30: Dois outros aspectos devem ser abordados ao se trabalhar no alinhamento: Raio de curvatura e Impacto da Onda de Cheia.
  139. Texto do artigo, página 30: Não é aconselhável a construção de diques à beira do rio (do tipo banqueta), a menos que haja um dique existente em boas condições, cuja reabilitação seja economicamente viável e não seja sensível a questões ambientais.
  140. Texto do artigo, página 30: Dois outros aspectos devem ser abordados ao se trabalhar no
  141. Texto do artigo, página 30: Raio de curvatura O raio de curvatura de um dique não deve ser inferior a 15m para permitir a circulação eficiente de equipamentos pesados.
  142. Texto do artigo, página 30: alinhamento: Raio de curvatura e Impacto da Onda de Cheia. Raio de curvatura O raio de curvatura de um dique não deve ser inferior a 15m
  143. Texto do artigo, página 30: para permitir a circulação efi ciente de equipamentos pesados.
  144. Texto do artigo, página 30: Impacto da onda de cheia
  145. Texto do artigo, página 30: Sempre que possível, o dique deve ser alinhado paralelamente à direção do caudal. Esta medida pode minimizar o efeito erosivo ao longo do dique durante a condição de inundação, já que as medidas de proteção contra erosão podem ser reduzidas.
  146. Texto do artigo, página 30: Impacto da onda de cheia
  147. Texto do artigo, página 30: Sempre que possível, o dique deve ser alinhado paralelamente à direção do caudal. Esta medida pode minimizar o efeito erosivo ao longo do dique durante a condição de inundação, já que as medidas de proteção contra erosão podem ser reduzidas.
  148. Texto do artigo, página 30: Devem ser entrevistadas pessoas locais conhecedoras da área a fi m de se obter informação relativa a ocorrência de cheias e respectivos níveis; geomorfologia do rio; existência de áreas de exploração de solos; comportamento dos solos superfi ciais durante a época de chuva.
  149. Texto do artigo, página 30: No caso de o alinhamento do dique ser tal que o impacto da onda de cheia durante um evento de inundação não possa ser evitado, a proteção contra erosão deve ter em conta este evento. Estas secções devem estar sujeitas a uma investigação geotécnica detalhada, bem como a um monitoramento mais intensivo após os eventos de inundação.
  150. Texto do artigo, página 30: No caso de o alinhamento do dique ser tal que o impacto da onda de cheia durante um evento de inundação não possa ser evitado, a proteção contra erosão deve ter em conta este evento. Estas secções devem estar sujeitas a uma investigação geotécnica detalhada, bem como a um monitoramento mais intensivo após os eventos de inundação.
  151. Texto do artigo, página 30: 4.3.6 Fase 4. Levantamento Topográfi co
  152. Texto do artigo, página 30: Uma vez estabelecido o alinhamento preliminar aconselha-se a definição de um corredor de cerca de 50 m de largura, sendo 25m para cado lado do eixo proposto. Depois de realizar pesquisas no local e avaliar os eventuais mecanismos de falhas que podem afetar o dique, ou secções dele, o alinhamento proposto pode requerer ajustes.
  153. Texto do artigo, página 30: Uma vez estabelecido o alinhamento preliminar aconselha-se a defi nição de um corredor de cerca de 50 m de largura, sendo 25m para cado lado do eixo proposto. Depois de realizar pesquisas no local e avaliar os eventuais mecanismos de falhas que podem afetar o dique, ou secções dele, o alinhamento proposto pode requerer ajustes.
  154. Texto do artigo, página 30: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  155. Texto do artigo, página 30: 4.3.5 Fase 3. Reconhecimento do Terreno
  156. Texto do artigo, página 30: O alinhamento preliminar do dique, bem como os limites do corredor defi nidos com o auxílio de uma ferramenta CAD podem ser convertidos em um arquivo do formato dxf e introduzidos em um GPS portátil para orientação durante o reconhecimento do terreno.
  157. Texto do artigo, página 30: Na ausência de regulamentação nacional específica sobre levantamentos topográfi cos de diques propõem-se o uso do TMH11 – Standard Survey Methods, Draft Version 2.0, de 2013, publicada pelo COTO,Committee of Transport Methods, da República da África de Sul, que é também o documento de referência para os países da SADCC. Contudo, estas normas devem ser usadas com cuidado por terem sido produzidas especialmente para projectos de estradas e caminhos de ferro. Uma vez que os diques também são obras lineares a semelhança das estradas, a adaptação do TMH11 a projectos pode ser simples.
  158. Texto do artigo, página 30: 1) Escolha de tecnologia
  159. Texto do artigo, página 30: Para a fase do projecto preliminar assim como a fase do projecto detalhado de diques não há restrições quanto a tecnologia a usar podendo ser a topografia convencional com o uso de Estação Total, o uso de GPS de alta precisão, levantamentos fotogramétricos com uso de drone ou satélite, ou levantamentos por meio de LIDAR. A fi nalidade do levantamento é a produção de um modelo digital, conhecido por DTM, a partir
  160. Texto do artigo, página 30: 45
  161. Texto do artigo, página 31: do qual se obtêm curvas de nível e perfi s transversais. A escolha da tecnologia depende dos seguintes a seguir mencionados e que devem ser devidamente ponderados pelo proprietário do dique:
  162. Texto do artigo, página 31: da CENACARTA. Este é um processo demorado que envolve também o Ministério de Defesa Nacional e o IACM (Instituição de Aeronáutica Civil de Moçambique). O processo de autorização pode levar entre 30 a 60 dias.
  163. Texto do artigo, página 31: Importa referir que para se efectuar levantamentos fotogramétricos com uso do drone ou levantamentos com LIDAR em Moçambique é necessário obter uma licença através da CENACARTA. Este é um processo demorado que envolve também o Ministério de Defesa Nacional e o IACM (Instituição de Aeronáutica Civil de Moçambique). O processo de autorização pode levar entre 30 a 60 dias.
  164. Texto do artigo, página 31: • Precisão requerida; • Densidade dos pontos do levantamento; • Confi abilidade; • Presença e tipo de vegetação; • Histórico da entidade que vai executar o levantamento; • Tempo de execução do levantamento; • Custo ou disponibilidade fi nanceira.
  165. Texto do artigo, página 31: Por outro lado, a fotogrametria por satélite não necessita de licenciamento, apenas de pontos coordenados de apoio no terreno.
  166. Texto do artigo, página 31: Por outro lado, a fotogrametria por satélite não necessita de licenciamento, apenas de pontos coordenados de apoio no terreno.
  167. Texto do artigo, página 31: Qualquer processo de fotogrametria tem limitações na defi nição da altimetria no caso de presença de vegetação densa ou árvores de grande porte.
  168. Texto do artigo, página 31: Qualquer processo de fotogrametria tem limitações na definição da altimetria no caso de presença de vegetação densa ou árvores de grande porte.
  169. Texto do artigo, página 31: Importa referir que para se efectuar levantamentos fotogramétricos com uso do drone ou levantamentos com LIDAR em Moçambique é necessário obter uma licença através
  170. Texto do artigo, página 31: 2) Precisão requerida A precisão requerida para levantamentos de terrenos para
  171. Texto do artigo, página 31: 2) Precisão requerida A precisão requerida para levantamentos de terrenos para a elaboração de um projecto de diques é a seguinte: Designação Precisão das coordenadas horizontais Precisão das coordenadas verticais Topografia geral e observações DTM 100 mm 50 mm Tabela 4-3: Precisão para levantamentos topográficos para projectos de diques Esta precisão é também aplicada aos levantamentos topográficos para exploração de câmaras de empréstimo. 3) Sistema de referência De preferência, os levantamentos topográficos devem estar referenciados a rede nacional MOZNET WGS84. Contudo, existe actualmente um grande défice de Marcos Geodésicos da Rede Nacional porque a maioria foi vandalizada, tornando difícil amarrar os levantamentos a rede MOZNET, principalmente no que diz respeito às coordenadas verticais, vulgo cotas. No caso de ausência de marcos geodésicos as coordenadas horizontais podem ser obtidas por auto posicionamento de um GPS de alta precisão. Quanto as coordenadas verticais, aconselha-se referência-las à escala hidrométrica mais próxima da zona de estudo. O consultor deverá informar-se sobre o referenciamento das escalas hidrométricas. A entidade responsável pelo projecto do dique deve assegurar-se que os estudos preliminares sobre inundações e avaliação de risco usem a mesma referência geodésica que os levantamentos topográficos para a elaboração do projecto. 4) Implantação de marcos permanentes e de apoio Qualquer que seja a tecnologia a usar nos levantamentos topográficos é necessário implantar marcos permanentes e marcos de apoio. As directrizes para a implantação de marcos são especificadas na secção 5 do TMH11. 5) Dados batimétricos O levantamento topográfico do terreno onde vai ser implantado o dique deve ser complementado por um levantamento batimétrico do rio, quer para uma melhor estimativa dos caudais e níveis de cheias, quer para verificação da morfologia do rio. O levantamento batimétrico deve ser feito durante o Estudo de Análise de Risco pelo que os seus dados serão disponibilizados ao consultor. Eventualmente poderá ser necessário actualizar a batimetria, mas recomenda-se que apenas sejam consideradas as zonas de maior risco, como o caso dos troços do dique localizados próximo das cuvas do rio porque há tendência de ocorrência de erosão na margem situada no extradorso do rio e sedimentação do lado oposto, conforme a direção do escoamento, requerendo eventualmente maior detalhe no levantamento.
    Designação Precisão das coordenadas horizontais Precisão das coordenadas verticais
    Topografia geral e observações DTM 100 mm 50 mm
  172. Texto do artigo, página 31: Topografia geral e observações DTM
  173. Texto do artigo, página 31: Esta precisão é também aplicada aos levantamentos topográfi cos para exploração de câmaras de empréstimo.
  174. Texto do artigo, página 31: 3) Sistema de referência
  175. Texto do artigo, página 31: De preferência, os levantamentos topográfi cos devem estar referenciados a rede nacional MOZNET WGS84. Contudo, existe actualmente um grande défi ce de Marcos Geodésicos da Rede Nacional porque a maioria foi vandalizada, tornando difícil amarrar os levantamentos a rede MOZNET, principalmente no que diz respeito às coordenadas verticais, vulgo cotas.
  176. Texto do artigo, página 31: No caso de ausência de marcos geodésicos as coordenadas horizontais podem ser obtidas por auto posicionamento de um GPS de alta precisão. Quanto as coordenadas verticais, aconselhase referência-las à escala hidrométrica mais próxima da zona de estudo. O consultor deverá informar-se sobre o referenciamento das escalas hidrométricas. A entidade responsável pelo projecto do dique deve assegurar-se que os estudos preliminares sobre inundações e avaliação de risco usem a mesma referência geodésica que os levantamentos topográfi cos para a elaboração do projecto.
  177. Texto do artigo, página 31: 4) Implantação de marcos permanentes e de apoio
  178. Texto do artigo, página 31: Qualquer que seja a tecnologia a usar nos levantamentos topográficos é necessário implantar marcos permanentes e marcos de apoio. As directrizes para a implantação de marcos são especifi cadas na secção 5 do TMH11.
  179. Texto do artigo, página 31: 5) Dados batimétricos
  180. Texto do artigo, página 31: O levantamento topográfi co do terreno onde vai ser implantado o dique deve ser complementado por um levantamento batimétrico do rio, quer para uma melhor estimativa dos caudais e níveis de cheias, quer para verifi cação da morfologia do rio. O levantamento batimétrico deve ser feito durante o Estudo de Análise de Risco pelo que os seus dados serão disponibilizados ao consultor.
  181. Texto do artigo, página 31: a elaboração de um projecto de diques é a seguinte:
  182. Texto do artigo, página 31: 100 mm
  183. Texto do artigo, página 31: 50 mm
  184. Texto do artigo, página 31: Os levantamentos batimétricos deverão usar as mesmas referências geodésicas que as utilizadas para a topografi a e viceversa.
  185. Texto do artigo, página 31: 4.3.7 Fase 5. Prospecção Geotécnica e Ensaios Laboratoriais Concluída a inspecção visual do terreno e avaliados os
  186. Texto do artigo, página 31: mecanismos externos que podem infl uenciar a estabilidade do dique, que serão abordados na Fase 8 adiante, pode ser planifi cada a prospecção geotécnica e ensaios laboratoriais necessários para caracterizar de forma representativa o terreno da fundação do dique e as áreas de empréstimo.
  187. Texto do artigo, página 31: Sendo o dique uma estrutura linear relativamente longa a probabilidade de ele atravessar condições diferentes de fundação é grande pelo que a caracterização de todas as condições diferentes do subsolo ao longo do dique é fundamental. A partir da inspecção visual do terreno e dos dados geotécnicos históricos colhidos sobre a área de estudo, é possível zonear o dique a fi m de se optimizar a quantidade de ensaios.
  188. Texto do artigo, página 31: 1) Métodos de prospecção Existem vários métodos de prospecção geotécnica, mas para
  189. Texto do artigo, página 31: o nosso caso recomendam-se os descritos na Tabela 4-4.
  190. Texto do artigo, página 31: 2) Localização e espaçamento
  191. Texto do artigo, página 31: A localização e espaçamento dos pontos de colheita das amostras depende da uniformidade dos solos, iniciando por uma malha larga que se vai apertando à medida das conveniências, de acordo com os resultados que se forem obtidos. Um espaçamento típico dos locais de inspecção varia entre 50 a 300m ao longo do alinhamento proposto. As sondagens são normalmente feitas ao longo do eixo do perfi l proposto com algumas localizadas perto do pé do talude do dique proposto a fi m se se obter informação adicional. Deve ser feita pelo menos uma sondagem nos locais previstos para estruturas.
  192. Texto do artigo, página 31: Os levantamentos batimétricos dever ser realizados de acordo com as Normas da International Hydrographic Organization, IHO – Standards for Hydrographic Surveys.
  193. Texto do artigo, página 31: Eventualmente poderá ser necessário actualizar a batimetria, mas recomenda-se que apenas sejam consideradas as zonas de maior risco, como o caso dos troços do dique localizados próximo das cuvas do rio porque há tendência de ocorrência de erosão na margem situada no extradorso do rio e sedimentação do lado oposto, conforme a direção do escoamento, requerendo eventualmente maior detalhe no levantamento.
  194. Texto do artigo, página 31: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  195. Texto do artigo, página 31: Os levantamentos batimétricos dever ser realizados de acordo com as Normas da International Hydrographic Organization, IHO – Standards for Hydrographic Surveys.
  196. Texto do artigo, página 31: De preferência a investigação geotécnica deve ser feita em duas fases, de acordo com a fase do projecto preliminar e o projecto detalhado. A mobilização de equipamento adequado para efectuar sondagens em Moçambique é onerosa, pelo que se aconselha-se que a investigação inicial seja feita por meio de poços de inspecção e tratos manuais, a fi m de se identifi car com precisação os locais que requerem pesquisas mais sofi sticadas como o caso dos SPT.
  197. Texto do artigo, página 31: 47
  198. Texto do artigo, página 32: 3) Profundidade das sondagens
  199. Texto do artigo, página 32: A profundidade das sondagens deve ser sufi ciente para localizar e determinar a extensão e propriedades de todos os estratos de solos e rochas que podem afectar o desempenho do dique ou outras estruturas de drenagem. A profundidade das sondagens ao longo do alinhamento proposto deve ser pelo menos igual a altura de dique proposto no ponto mais alto, mas não menos de 3m abaixo da superfície do solo existente. As profundidades das sondagens devem sempre ser sufi cientemente profundas para fornecer dados para análise de estabilidade e percolação, em especial quando o dique esta localizado perto da margem do rio. Aonde forem
  200. Texto do artigo, página 32: encontrados solos permeáveis ou soltos a sondagem deverá atravessar o material permeável até aos solos impermeáveis, ou atravessar o material fraco para o fi rme.
  201. Texto do artigo, página 32: As sondagens dos locais das estruturas de drenagem deverão estender-se abaixo do nível invertido ou dos níveis das suas fundações e abaixo da zona de infl uência criada pelas solicitações. A profundidade das sondagens deverá ser tal que permita a análise da estabilidade e percolação em baixo da estrutura.
  202. Texto do artigo, página 32: A profundidade dos poços de inspecção para a prospecção de câmaras de empréstimo deverá estender-se 1m abaixo da profundidade permitida para a exploração, ou do nível freático.
  203. Texto do artigo, página 32: Método Aplicações Procedimento Limitações Poços de inspecção ou trincheiras • Exame detalhado da estratificação do solo • Observação de percolação das águas subterrâneas • Identificação do nível freático • Recuperação de amostras remexidas ou intactas acima do nível freático e testes da densidade dos solos no local • Inspecção de zonas com falhas • Inspecção da heterogeneidade e depósitos de lixo • Identificação de rochas à superfície e avaliação da sua aptidão a escarificação. • Investigação de materiais de empréstimo • Escavação manual ou retro escavadora • Pode ser estendida abaixo no nível freático se forem usadas entivações e bombagem no caso de os solos apresentarem alguma coesão • Normalmente a profundidade é limitada pelo nível freático, presença de rocha ou alcance do equipamento • Pode ser perigoso se não forem usadas entivações à profundidades abaixo de 1,5m Trados manuais • Recuperação de amostras de solo remexidas e determinação do perfil do solo a baixa profundidade • Penetração o solo de um trado de pequeno diâmetro por rotação manual • Acima do nível freático em argilas ou solos granulares com alguma coesão • Abaixo do nível freático em solos coesivos com resistência suficiente para evirar o colapso, ou mediante encamisamento • Furos até 6,0m de profundidade Ensaio de Penetração Dinâmica, SPT – Standard Penetration Test • Recuperação de amostras remexidas e determinação do perfil do solo • Localização do nível freático • Recuperação de amostras intactas quando o equipamento está acoplado a um conjunto de perfuração por rotação • Localização das possíveis linhas de ruptura que existem na superfície das camadas do solo • Cálculo da carga que o subsolo suporta e a sua determinação geológica • Amostrador normalizado introduzido no terreno por um martelo de 65 kg largado a 75cm • Penetração limitada a solos e rochas fracas. Não é adequado para pedregulhos ou rochas rijas.
    Método Aplicações Procedimento Limitações
    Poços de inspecção ou trincheiras • Exame detalhado da estratificação do solo • Observação de percolação das águas subterrâneas • Identificação do nível freático • Recuperação de amostras remexidas ou intactas acima do nível freático e testes da densidade dos solos no local • Inspecção de zonas com falhas • Inspecção da heterogeneidade e depósitos de lixo • Identificação de rochas à superfície e avaliação da sua aptidão a escarificação. • Investigação de materiais de empréstimo • Escavação manual ou retro escavadora • Pode ser estendida abaixo no nível freático se forem usadas entivações e bombagem no caso de os solos apresentarem alguma coesão • Normalmente a profundidade é limitada pelo nível freático, presença de rocha ou alcance do equipamento • Pode ser perigoso se não forem usadas entivações à profundidades abaixo de 1,5m
    Trados manuais • Recuperação de amostras de solo remexidas e determinação do perfil do solo a baixa profundidade • Penetração o solo de um trado de pequeno diâmetro por rotação manual • Acima do nível freático em argilas ou solos granulares com alguma coesão • Abaixo do nível freático em solos coesivos com resistência suficiente para evirar o colapso, ou mediante encamisamento • Furos até 6,0m de profundidade
    Ensaio de Penetração Dinâmica, SPT – Standard Penetration Test • Recuperação de amostras remexidas e determinação do perfil do solo • Localização do nível freático • Recuperação de amostras intactas quando o equipamento está acoplado a um conjunto de perfuração por rotação • Localização das possíveis linhas de ruptura que existem na superfície das camadas do solo • Cálculo da carga que o subsolo suporta e a sua determinação geológica • Amostrador normalizado introduzido no terreno por um martelo de 65 kg largado a 75cm • Penetração limitada a solos e rochas fracas. Não é adequado para pedregulhos ou rochas rijas.
  204. Texto do artigo, página 32: Método
  205. Texto do artigo, página 32: Aplicações
  206. Texto do artigo, página 32: Procedimento
  207. Texto do artigo, página 32: Limitações
  208. Texto do artigo, página 32: Tabela 4-4: Métodos relevantes para prospecção geotécnica, adaptado do Geotechnical Engineering Investigation Handbook.
  209. Texto do artigo, página 32: 4) Ensaios laboratoriais Os testes laboratoriais que devem ser efectuados incluem os seguintes:
  210. Texto do artigo, página 32: • Análise granulométrica; • Limites de Atterberg; • Teor de humidade; • Consolidação; • Permeabilidade;
  211. Texto do artigo, página 33: 4) Ensaios laboratoriais Os testes laboratoriais que devem ser efectuados incluem os
  212. Texto do artigo, página 33: seguintes:
  213. Texto do artigo, página 33: • Análise granulométrica; • Limites de Atterberg; • Teor de humidade; • Consolidação;
  214. Texto do artigo, página 33: •
  215. Texto do artigo, página 33: • Permeabilidade; • Dispersão; • Compactação; • Resistência ao corte.
  216. Texto do artigo, página 33: As tabelas 4-5 e 4-6 contêm os vários testes laboratoriais para solos granulares não coesivos e solos fi nos coesivos, bem como os respectivos propósitos e âmbito.
  217. Texto do artigo, página 33: Teste Propósito Âmbito do teste
    Teste Propósito Âmbito do teste
  218. Texto do artigo, página 33: Tabela 4-5: Testes laboratoriais de Solos Granulares Grossos Sem Coesão, fonte: USCE Technical Report D-77-9
  219. Texto do artigo, página 33: Teste Propósito Âmbito do teste
    Teste Propósito Âmbito do teste
  220. Texto do artigo, página 33: semelhantes
  221. Texto do artigo, página 33: ã çã çõ
  222. Texto do artigo, página 34: Teste Propósito Âmbito do teste Para diques compactados, efectuar o Proctor Normal (25 pancadas) Para semi-compactados, efectuar o ensaio de 15 pancadas. Consolidação Fornecer parâmetros necessários para estimativa dos assentamentos do dique e/ou da fundação e a taxa de assentamento no tempo. Também determinar se os solos são normalmente consolidados ou sobreconsolidados e ajudar na estimativa de ganho de resistência com o tempo Amostras representativas de empréstimos compactados, onde a consolidação do aterro do dique em si se espera ser significativa. Amostras representativas de solos de fundação onde tais solos são considerados antecipadamente de serem compressíveis Em amostras de granulometria finas e / ou matérias do leito dos locais de estrutura Permeabilidade Para estimar a permeabilidade dos solos de empréstimo e/ou solos da fundação a fim de calcular perdas por percolação infiltração e taxa de tempo de assentamentos Geralmente não é exigido para solos coesivos de grão fino, pois tais solos podem ser considerados como sendo essencialmente impermeáveis nas análises de fpercolação. Pode ser estimada a partir de testes de consolidação Resistência ao corte Fornecer parâmetros necessários para análise de estabilidade Penectrómetro de bolso, miniatura Vane, compressão não confinada e testes Q para determinar tensões não consolidadas não drenadas. Testes R para determinar forças não drenada Testes S para determinar tensões consolidadas drenadas Penectrómetro de bolso e miniatura vane (Torvane) para estimativas aproximadas Testes de compressão não confinados em argilas de fundação saturadas, sem juntas, fissuras ou lâminas Ensaios de corte Q e R-triaxiais e S-diretos apropriados em amostras representativas de solos de fundação e solos compactados de empréstimo
    Teste Propósito Âmbito do teste Para diques compactados, efectuar o Proctor Normal (25 pancadas) Para semi-compactados, efectuar o ensaio de 15 pancadas.
    Consolidação Fornecer parâmetros necessários para estimativa dos assentamentos do dique e/ou da fundação e a taxa de assentamento no tempo. Também determinar se os solos são normalmente consolidados ou sobreconsolidados e ajudar na estimativa de ganho de resistência com o tempo Amostras representativas de empréstimos compactados, onde a consolidação do aterro do dique em si se espera ser significativa. Amostras representativas de solos de fundação onde tais solos são considerados antecipadamente de serem compressíveis Em amostras de granulometria finas e / ou matérias do leito dos locais de estrutura
    Permeabilidade Para estimar a permeabilidade dos solos de empréstimo e/ou solos da fundação a fim de calcular perdas por percolação infiltração e taxa de tempo de assentamentos Geralmente não é exigido para solos coesivos de grão fino, pois tais solos podem ser considerados como sendo essencialmente impermeáveis nas análises de fpercolação. Pode ser estimada a partir de testes de consolidação
    Resistência ao corte Fornecer parâmetros necessários para análise de estabilidade Penectrómetro de bolso, miniatura Vane, compressão não confinada e testes Q para determinar tensões não consolidadas não drenadas. Testes R para determinar forças não drenada Testes S para determinar tensões consolidadas drenadas Penectrómetro de bolso e miniatura vane (Torvane) para estimativas aproximadas Testes de compressão não confinados em argilas de fundação saturadas, sem juntas, fissuras ou lâminas Ensaios de corte Q e R-triaxiais e S-diretos apropriados em amostras representativas de solos de fundação e solos compactados de empréstimo
  223. Texto do artigo, página 34: Teste Propósito Âmbito do teste
  224. Texto do artigo, página 34: Tabela 4-6: Testes laboratoriais de solos coesivos de granulometria fina, fonte: USCE Technical Report D-77-9 As quantidades de amostras necessárias para diversos ensaios laboratoriais são fornecidas na Tabela 4-7. Amostra proposta Classificação do solo Quantidade de amostra requerida (kg) Identificação do solo, incluindo limites de Atterberg, análise granulométrica, teor de humidade e conteúdo de sulfato Argila, silte e areia 1 Cascalho médio e fino 5 Cascalho grosso 30 Ensaios de compactação Até cascalho médio 25 Incluindo algum cascalho grosso 80 Densidade máxima e mínima Areia e cascalho fino e médio 16 Cascalho grosso 30 Permeabilidade Todos 3,5 - 8 Erosão/Dispersão Argila, silte, areia 0,5 Tabela 4-7: Quantidades de amostra necessária para diversos ensaios laboratoriais, fonte: [International Levee Handbook, 2013]
  225. Texto do artigo, página 34: Tabela 4-6: Testes laboratoriais de solos coesivos de granulometria fina, fonte: USCE Technical Report D-77-9
  226. Texto do artigo, página 34: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  227. Texto do artigo, página 34: 51
  228. Texto do artigo, página 35: 5) Classifi cação dos solos Após os resultados dos ensaios laboratoriais os solos deverão ser classifi cados de acordo com o Sistema de Classifi cação Unifi cado
  229. Texto do artigo, página 35: 5) Classificação dos solos
  230. Texto do artigo, página 35: Após os resultados dos ensaios laboratoriais os solos deverão ser classificados de acordo com o Sistema de Classificação Unificado (SCU). Os procedimentos para o exercício da classificação unificada são dados na Figura 4-9.
  231. Texto do artigo, página 35: (SCU). Os procedimentos para o exercício da classifi cação unifi cada são dados na Figura 4-9.
  232. Texto do artigo, página 35: UNIFIED SOIL CLASSIFICATION SYSTEM UNIFIED SOIL CLASSIFICATION AND SYMBOL CHART COARSE-GRAINED SOILS (more than 50% of material is larger than No. 200 sieve size.) GRAVELS More than 50% of coarse fraction larger than No. 4 sieve size Clean Gravels (Less than 5% fines) GW Well-graded gravels, gravel-sand mixtures, little or no fines GP Poorly-graded gravels, gravel-sand mixtures, little or no fines Gravels with fines (More than 12% fines) GM Silty gravels, gravel-sand-silt mixtures GC Clayey gravels, gravel-sand-clay mixtures SANDS 50% or more of coarse fraction smaller than No. 4 sieve size Clean Sands (Less than 5% fines) SW Well-graded sands, gravelly sands, little or no fines SP Poorly graded sands, gravelly sands, little or no fines Sands with fines (More than 12% fines) SM Silty sands, sand-silt mixtures SC Clayey sands, sand-clay mixtures FINE-GRAINED SOILS (50% or more of material is smaller than No. 200 sieve size.) SILTS AND CLAYS Liquid limit less than 50% ML Inorganic silts and very fine sands, rock flour, silty or clayey fine sands or clayey silts with slight plasticity CL Inorganic clays of low to medium plasticity, gravelly clays, sandy clays, silty clays, lean clays OL Organic silts and organic sandy clays of low plasticity SILTS AND CLAYS Liquid limit 50% or greater MH Inorganic silts, micaceous or diatomaceous fine sandy or silty soils, elastic silts CH Inorganic clays of high plasticity, fat clays OH Organic clays of medium to high plasticity, organic silts HIGHLY ORGANIC SOILS PT Peat and other highly organic soils LABORATORY CLASSIFICATION CRITERIA GW Cu = D60 / D10 greater than 4; Cc = D30^2 / (D10 × D60) between 1 and 3 GP Not meeting all gradation requirements for GW GM Atterberg limits below "A" line or P.I. less than 4 GC Atterberg limits above "A" line with P.I. greater than 7 SW Cu = D60 / D10 greater than 4; Cc = D30^2 / (D10 × D60) between 1 and 3 SP Not meeting all gradation requirements for SW SM Atterberg limits below "A" line or P.I. less than 4 SC Atterberg limits above "A" line with P.I. greater than 7 Limits plotting in shaded zone with P.I. between 4 and 7 are borderline cases requiring use of dual symbols Determine percentages of sand and gravel from grain-size curve. Depending on percentage of fines (fraction smaller than No. 200 sieve size) coarse-grained soils are classified as follows: Less than 5 percent ................. GW, GP, SW, SP More than 12 percent ................ GM, GC, SM, SC 5 to 12 percent ..................... Borderline cases requiring dual symbols PLASTICITY CHART PLASTICITY INDEX (PI) (%) LIQUID LIMIT (LL) (%) A LINE: PI = 0.73(LL-20) CH CL MH&OH ML&OL Figura 4-9: Dique muito largo como dique natural, fonte: BC Dike Design Guidelines
  233. Texto do artigo, página 35: Figura 4-9: Dique muito largo com dique natural, fonte: BC Dike Design Guidelines
  234. Texto do artigo, página 35: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  235. Texto do artigo, página 35: 52
  236. Texto do artigo, página 36: 6) Apresentação dos resultados As investigações do terreno e as prospecções geotécnicas
  237. Texto do artigo, página 36: 6) Apresentação dos resultados
  238. Texto do artigo, página 36: a implantação da localização das prospecções nas plantas topográfi cas do corredor do dique. A localização das potenciais zonas de empréstimo pode ser feita usando o Google.
  239. Texto do artigo, página 36: As investigações do terreno e as prospecções geotécnicas devem ser mapeadas e georreferenciadas. Recomenda-se a implantação da localização das prospecções nas plantas topográficas do corredor do dique. A localização das potenciais zonas de empréstimo pode ser feita usando o Google.
  240. Texto do artigo, página 36: devem ser mapeadas e georreferenciadas. Recomenda-se
  241. Texto do artigo, página 36: Figura 4-10: Exemplo de mapa de prospecção geotécnica. Fonte: Field Engineering Handbook
  242. Texto do artigo, página 36: 4.3.8 FASE 6. Avaliação dos Materiais da Fundação e das Áreas Potenciais de Empréstimo
  243. Texto do artigo, página 36: 4.3.8 FASE 6. AVALIAÇÃO DOS MATERIAIS DA FUNDAÇÃO E DAS ÁREAS POTENCIAIS DE EMPRESTIMO
  244. Texto do artigo, página 36: Recomenda-se que os resultados dos ensaios laboratoriais das amostras das pesquisas para a fundação sejam analisados em separado das amostras das potenciais áreas de empréstimo.
  245. Texto do artigo, página 36: Recomenda-se que os resultados dos ensaios laboratoriais das amostras das pesquisas para a fundação sejam analisados em separado das amostras das potenciais áreas de empréstimo.
  246. Texto do artigo, página 36: As amostras de solos da fundação que apresentarem características semelhantes devem ser agrupadas para permitir o dimensionamento de várias secções do dique, em conformidade com os grupos formados. As amostras dos empréstimos serão individualizadas por cada zona respectiva para permitir o cálculo da distância de transporte.
  247. Texto do artigo, página 36: As Tabelas 4-8 e 4-9 apresentam as características dos vários tipos de solos de acordo com a classificação unificada e incluem a adequabilidade dos materiais na aplicação em diques.
  248. Texto do artigo, página 36: As Tabelas 4-8 e 4-9 apresentam as características dos vários tipos de solos de acordo com a classifi cação unifi cada e incluem a adequabilidade dos materiais na aplicação em diques.
  249. Texto do artigo, página 36: As amostras de solos da fundação que apresentarem características semelhantes devem ser agrupadas para permitir o dimensionamento de várias secções do dique, em conformidade com os grupos formados. As amostras dos empréstimos serão individualizadas por cada zona respectiva para permitir o cálculo da distância de transporte.
  250. Texto do artigo, página 36: Com o resultado dos testes laboratoriais dos solos da fundação e dos materiais de empréstimo, é possível fazer-se uma avaliação preliminar dos eventuais mecanismos de destruição do dique e propor contramedidas.
  251. Texto do artigo, página 36: Com o resultado dos testes laboratoriais dos solos da fundação e dos materiais de empréstimo, é possível fazerse uma avaliação preliminar dos eventuais mecanismos de destruição do dique e propor contramedidas.
  252. Texto do artigo, página 36: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  253. Texto do artigo, página 36: 53
  254. Texto do artigo, página 37: Solos granulares grossos – (menos de 50% passam o peneiro 0.075mm)
  255. Texto do artigo, página 37: Símbolo do grupo
  256. Texto do artigo, página 37: Descrição do solo
  257. Texto do artigo, página 37: Descrição do solo Adequabilidade para diques
  258. Texto do artigo, página 37: Permeabilidade e taludes
  259. Texto do artigo, página 37: Permeabilidade e taludes
  260. Texto do artigo, página 37: GW Cascalhos bem graduados, misturas de areia e cascalho com pouco ou nenhum fino
  261. Texto do artigo, página 37: Muito estável - adequado para revestir o dique. Boa capacidade de carga
  262. Texto do artigo, página 37: Rápida, requer núcleo
  263. Texto do artigo, página 37: GP Cascalhos mal graduados,
  264. Texto do artigo, página 37: Estável - adequado para revestir o dique. Boa capacidade de carga
  265. Texto do artigo, página 37: Rápida - pode não precisar de núcleo para estágios inferiores de curta duração
  266. Texto do artigo, página 37: Solosgranularesgrossos–(menosde50%passamopenerio0.075mm)
  267. Texto do artigo, página 37: misturas de cascalho e areia com pouco ou nenhum fino.
  268. Texto do artigo, página 37: GM Cascalhos siltosos, misturas de cascalho, areia e silte mal graduados
  269. Texto do artigo, página 37: Estável - geralmente adequado para todos estágios. Boa capacidade de carga. Boa compactação com cilindro pneumático
  270. Texto do artigo, página 37: Moderada - pode não precisar de núcleo, excepto para inundações de longa duração
  271. Texto do artigo, página 37: GC Cascalhos argilosos, misturas de cascalho, areia e argila bem graduados
  272. Texto do artigo, página 37: Estável - geralmente adequado para todos estágios. Boa capacidade de carga. Boa compactação com cilindro pneumático
  273. Texto do artigo, página 37: Permeabilidade baixa
  274. Texto do artigo, página 37: SW Areias bem graduadas, areias pedregulhosas, com pouco ou nenhum fino
  275. Texto do artigo, página 37: Muito estável – adequado para estágios inferiores. Boa capacidade de carga. Compactação boa com tractor de lagartas
  276. Texto do artigo, página 37: Rápida - pode precisar de núcleo para estágios superiores de longa duração
  277. Texto do artigo, página 37: SP Areias mal graduadas, areias pedregulhosas, com pouco ou nenhum fino
  278. Texto do artigo, página 37: Estável - adequado para estágios baixos. Geralmente, fraca capacidade de carga. Usar taludes suaves e bermas largas. lagartas
  279. Texto do artigo, página 37: Rápida - vai precisar de núcleo para inundação de longa duração. Usar taludes suaves. Proteger contra acção de ondas
  280. Texto do artigo, página 37: SM Areias siltosas, misturas mal graduadas de areia e silte
  281. Texto do artigo, página 37: Razoavelmente estável adequado para estágios baixos. Apenas uma fundação Rolamento. Use bermas largas. Boa compactação com cilindro pneumático
  282. Texto do artigo, página 37: Moderada – usar taludes suaves do lado do rio. Protecção contra acção das ondas
  283. Texto do artigo, página 37: SC Areias argilosas, misturas bem graduadas de areia e argila
  284. Texto do artigo, página 37: Estável - geralmente adequado para todos estágios. Boa capacidade de carga. Compactação com cilindro pneumático
  285. Texto do artigo, página 37: Baixa permeabilidade
  286. Texto do artigo, página 37: Tabela 4-8: Características dos solos de granulometria grossa e sua adequabilidade para diques, fonte: National Engineering Handbook, Section 16 – Chapter 6
  287. Texto do artigo, página 37: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  288. Texto do artigo, página 37: 54
  289. Texto do artigo, página 38: Solos de grão fino – (mais do que 50% passam o penerio 0.075mm)
  290. Texto do artigo, página 38: Símbolo do grupo
  291. Texto do artigo, página 38: Símbolo do grupo Descrição do solo
  292. Texto do artigo, página 38: Descrição do solo Adequabilidade para diques
  293. Texto do artigo, página 38: Adequabilidade para Permeabilidade e taludes
  294. Texto do artigo, página 38: Permeabilidade e taludes
  295. Texto do artigo, página 38: ML Siltes inorgânicos e areias muito finas, alteração de rocha, areias finas, siltosas ou argilosas com pequena plasticidade
  296. Texto do artigo, página 38: Fraca estabilidade – geralmente adequado para estágios inferiores. capacidade de carga razoável. Adequado para diques da classe III. Compactação razoável com cilindro de pneus
  297. Texto do artigo, página 38: Moderada - usar taludes suaves do lado do rio. Proteger os taludes contra erosão
  298. Texto do artigo, página 38: CL Argilas inorgânicas de baixa e média plasticidade, argilas pedregulhosas, argilas arenosas, argilas siltosas, argilas magras
  299. Texto do artigo, página 38: Estável - adequado para revestir todos os estágios de desenvolvimento do dique. Capacidade de carga razoável. Compactação razoável com cilindro de pneus. O aterro por ser por baldeamento
  300. Texto do artigo, página 38: Baixa
  301. Texto do artigo, página 38: Solosdegrãofino–(maisdoque50%passamopenerio0.075mm)
  302. Texto do artigo, página 38: OL Siltes orgânicos e siltes argilosos orgânicos de baixa plasticidade
  303. Texto do artigo, página 38: Estabilidade muito fraca pode ser adequado para diques da Classe III de baixa altura. O aterro por ser por baldeamento
  304. Texto do artigo, página 38: Moderada – uso apenas para estágios primários. Os taludes devem obedecer ao ângulo de repouso na condição de saturação
  305. Texto do artigo, página 38: MH Siltes inorgânicos, micáceos ou diatomáceos, finos arenosos ou solos siltosos, siltes elástico
  306. Texto do artigo, página 38: Baixa estabilidade geralmente adequada para todas as fases. Difícil de compactar. O aterro pode ser por baldeamento para estágios primários. Pobre capacidade de carga da fundação
  307. Texto do artigo, página 38: Baixa – usar taludes suaves e proteger contra a erosão
  308. Texto do artigo, página 38: .
  309. Texto do artigo, página 38: CH Argilas inorgânicas de alta plasticidade, argilas gordas
  310. Texto do artigo, página 38: Razoavelmente estável – adequado para todos os estágios. Compactação muito difícil, aterro por baldeamento pode ser o recomendado
  311. Texto do artigo, página 38: Permeabilidade muito baixa
  312. Texto do artigo, página 38: – usar taludes suaves do lado do curso de água
  313. Texto do artigo, página 38: OH Argilas orgânicas de média e alta plasticidade
  314. Texto do artigo, página 38: Estabilidade muito fraca – apenas adequado para estágios primários e pode ser aterrado por baldeamento. Tem uma capacidade de carga e compactação muito fraca
  315. Texto do artigo, página 38: Muito baixa – usar apenas para estágios primários. Usar talude suaves
  316. Texto do artigo, página 38: .
  317. Texto do artigo, página 38: PT Solos com elevado teor de matéria orgânica
  318. Texto do artigo, página 38: Estabilidade muito fraca – apenas adequado para diques temporários. Remover da zona de fundação do dique
  319. Texto do artigo, página 38: Variável – pode variar significativamente entre a permeabilidade vertical e horizontal
  320. Texto do artigo, página 38: Tabela 4-9: Características dos solos de granulometria fina e sua adequabilidade para diques, fonte: National Engineering Handbook, Section 16 – Chapter 6
  321. Texto do artigo, página 38: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  322. Texto do artigo, página 38: 55
  323. Texto do artigo, página 39: 4.3.9 Fase 7. Avaliação dos Potenciais Mecanismos de Falha
  324. Texto do artigo, página 39: 1) Definições
  325. Texto do artigo, página 39: O International Levee Handbook define a falha de um dique como a sua inaptidão de responder a um determinado nível de serviço, ou indicativo de performance, para uma determinada função. Como a função primária do dique é reduzir o risco de inundação, pode-se entender por falha a inundação intencional da zona protegida pelo dique.
  326. Texto do artigo, página 39: Um sistema de diques é composto geralmente por vários elementos que inclui o corpo do dique e as estruturas de drenagem tais como descarregadores, paredes, comportas e outros. O sistema falha como resultado de falhas de natureza hidráulica e estrutural.
  327. Texto do artigo, página 39: • Falha hidráulica (não estrutural) – ocorre se a água ingressa na zona protegida pelo dique, por galgamento do dique ou excesso de caudal, antes do nível de proteção planeado ser atingido e sem consequentes estragos ao elemento do sistema • Falha estrutural, ocorre por rombo no sistema do dique como consequência de estragos que afectaram pelo menos um elemento do sistema.
  328. Texto do artigo, página 39: A falha estrutural pode induzir à falha hidráulica e vice-versa.
  329. Texto do artigo, página 39: 2) Processos de destruição Os processos de destruição dos elementos de um sistema do
  330. Texto do artigo, página 39: dique podem ser de três tipos de natureza (International Levee Handbook):
  331. Texto do artigo, página 39: • Erosão externa; • Erosão interna; • Instabilidade.
  332. Texto do artigo, página 39: Erosão externa A erosão externa é o desgaste da superfície por cheias,
  333. Texto do artigo, página 39: ondas, vento e qualquer outro processo natural. O resultado da
  334. Texto do artigo, página 39: erosão externa é a redução dos constituintes dos materiais do dique que podem afectar a sua espessura e densidade. Dá-se um enfraquecimento da zona afecatada o que a torna mais susceptível ao colapso em caso de eventos extremos. Exemplos de erosão externa e suas causas são ilustrados na Tabela 4-10.
  335. Texto do artigo, página 39: Erosão interna
  336. Texto do artigo, página 39: A erosão interna é iniciada por forças hidrodinâmicas actuando sobre as partículas do solo dentro ou através do corpo do dique. A erosão interna ocorre quando as partículas dentro do dique ou da sua fundação são lavadas para jusante por percolação criando uma espécie de condutas. Estas condutas afectam a estrutura do dique e podem conduzir a falhas e rombos, quando a percolação se torna incontrolada e é formada uma passagem de água através, por baixo ou à volta do dique.
  337. Texto do artigo, página 39: O maior factor para o desenvolvimento de erosão interna é a percolação. A percolação através do dique é geralmente causada pela presença de camadas permeáveis no aterro ou existência de fissuras. A acção humana, presença de animais e vegetação incontrolada são outros factores que podem iniciar o processo de erosão interna. Exemplos de erosão externa e suas causas são ilustrados na Tabela 4-11.
  338. Texto do artigo, página 39: Instabilidade
  339. Texto do artigo, página 39: A instabilidade de um dique ocorre quando as forças actuantes excedem a capacidade resistente do dique. Isto ocorre quando há um excesso de carga sobre o dique, ou quando materiais de propriedades físicas fracas ou solos da fundação geram um deslizamento ao longo de uma superfície de corte do aterro ou dos solos da fundação danificando o dique. Os factores que contribuem na instabilidade incluem: peso ou sobre carga, pressão da água, declínio das propriedades dos materiais, atividade humana, vegetação incontrolada, impactos e actividade sísmica. Exemplos de instabilidade e suas causas são ilustrados na Tabela 4-12.
  340. Texto do artigo, página 40: Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria Erosãodotaludedemontante • • • • • • • Erosãodotaludede jusante • • • • • • • • •
    Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria
    Erosãodotaludedemontante • • • • • • •
    Erosãodotaludede jusante • • • • • • • • •
  341. Texto do artigo, página 40: Erosãodotaludedemontanteotaludede
  342. Texto do artigo, página 40: I SÉRIE —
  343. Texto do artigo, página 40: Tabela 4-10: Exemplos de erosão eterna, fonte: [International Levee Handbook, 2013]
  344. Texto do artigo, página 40: NÚMERO 195
  345. Texto do artigo, página 40: Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria Erosãointerna • • • • • Erosãointerna • • • • • • • Erosãointerna • • • • • •
    Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria
    Erosãointerna • • • • •
    Erosãointerna • • • • • • •
    Erosãointerna • • • • • •
  346. Texto do artigo, página 40: Tabela 4-10:
  347. Texto do artigo, página 40: Water flows Tearing of soil particles
  348. Texto do artigo, página 40: Exemplos de erosão externa, fonte:
  349. Texto do artigo, página 40: [International
  350. Texto do artigo, página 40: Levee Handbook, 2013]
  351. Texto do artigo, página 40: ã çã çõ
  352. Texto do artigo, página 41: Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria Pressãodeelevação • Aumento da pressão da água dos poros em solos de fundação permeáveis confinados devido à continuidade hidráulica da inundação ou nível elevado água a montante • A pressão confinada pode levar à formação de bolsas e falha por lavagem • Presença de solos de fundação altamente permeáveis abaixo e do lado de jusante do dique que são tapados por turfas leves e argilas aluviais de baixa permeabilidade • Imposição de carga hidráulica e reacção da pressão da água dos poros em solos de fundação de alta permeabilidade • Elevação e deslocamento lateral do pé do talude do dique a jusante
  353. Texto do artigo, página 41: Falha/modo de deterioração
  354. Texto do artigo, página 41: Processo
  355. Texto do artigo, página 41: Investigação
  356. Texto do artigo, página 41: Monitoria
  357. Texto do artigo, página 41: 58 Pressãodeelevação
  358. Texto do artigo, página 41: Tabela 4-11: Exemplos e causas de Erosão Interna, fonte: [International Levee Handbook, 2013]
  359. Texto do artigo, página 41: Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria Assentamentos • Compressão do material de aterro sob acção do peso próprio e consolidação dos solos compressíveis da fundação • Características de compressão do aterro compactado e características de consolidação dos solos da fundação • características secundárias de compressão do aterro compactado • Pressão da água dos poros em slos compressíveis da fundação abaixo do dique • Assentamento vertical da crista Erosãodotaludede jusante • Força hidráulica lateral excede a resistência ao cisalhamento dos solos de fundação ao longo da base do aterro ou dessecação de material orgânico de aterro conduzindo a redução no peso e resistência ao corte • Resistência ao corte de argilas moles e solos orgânicos diretamente abaixo do dique • Solicitações hidráulicas impostas • Deslocamento lateral do dique no pé do talude • Pressão da água dos poros nos solos de fundação abaixo do dique Instabilidadedetaludes baixos • Falha ao cisalhamento durante a construção, ou aumento da instabilidade do dique durante o abaixamento rápido da água após a cheia • perda de resistência devido ao aumento ou equalização das pressões da água dos poros • Compactação do material de aterro em relação ao teor de humidade • potencial dilatação de argilas sobre consolidadas • resistência à erosão do aterro do dique solo e solos da fundação • resistência efectiva ao cisalhamento do material de aterro • Pressão da água dos poros no talude • movimentos no talude • morfologia do rio
    Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria
    Assentamentos • Compressão do material de aterro sob acção do peso próprio e consolidação dos solos compressíveis da fundação • Características de compressão do aterro compactado e características de consolidação dos solos da fundação • características secundárias de compressão do aterro compactado • Pressão da água dos poros em slos compressíveis da fundação abaixo do dique • Assentamento vertical da crista
    Erosãodotaludede jusante • Força hidráulica lateral excede a resistência ao cisalhamento dos solos de fundação ao longo da base do aterro ou dessecação de material orgânico de aterro conduzindo a redução no peso e resistência ao corte • Resistência ao corte de argilas moles e solos orgânicos diretamente abaixo do dique • Solicitações hidráulicas impostas • Deslocamento lateral do dique no pé do talude • Pressão da água dos poros nos solos de fundação abaixo do dique
    Instabilidadedetaludes baixos • Falha ao cisalhamento durante a construção, ou aumento da instabilidade do dique durante o abaixamento rápido da água após a cheia • perda de resistência devido ao aumento ou equalização das pressões da água dos poros • Compactação do material de aterro em relação ao teor de humidade • potencial dilatação de argilas sobre consolidadas • resistência à erosão do aterro do dique solo e solos da fundação • resistência efectiva ao cisalhamento do material de aterro • Pressão da água dos poros no talude • movimentos no talude • morfologia do rio
  360. Texto do artigo, página 41: Falha/modo de deterioração
  361. Texto do artigo, página 41: Processo
  362. Texto do artigo, página 41: Investigação
  363. Texto do artigo, página 41: Monitoria
  364. Texto do artigo, página 41: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  365. Texto do artigo, página 42: Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria • erosão do pé do talude à montante devido a morfologia do rio em relação a inclinação do talude dessecação do material de aterro Liquefação • Grandes acelerações sísmicas causam assentamento e perda de resistência efectiva ao cisalhamento em solos de fundação de finos não-coesivos, levando a perda de pressão de rolamento e espalhamento lateral de dique. • Presença de solos não coesivos saturados de granulometria fina nas fundações em zonas de atividade sísmica • Acelerações sísmicas • Pressões da água nos poros de solos saturados não coesivos de granulometria fina • assentamento da crista do dique e deslocamento lateral do pé do talude
    Falha/modo de deterioração Processo Investigação Monitoria
    • erosão do pé do talude à montante devido a morfologia do rio em relação a inclinação do talude dessecação do material de aterro
    Liquefação • Grandes acelerações sísmicas causam assentamento e perda de resistência efectiva ao cisalhamento em solos de fundação de finos não-coesivos, levando a perda de pressão de rolamento e espalhamento lateral de dique. • Presença de solos não coesivos saturados de granulometria fina nas fundações em zonas de atividade sísmica • Acelerações sísmicas • Pressões da água nos poros de solos saturados não coesivos de granulometria fina • assentamento da crista do dique e deslocamento lateral do pé do talude
  366. Texto do artigo, página 42: I
  367. Texto do artigo, página 42: SÉRIE
  368. Texto do artigo, página 42: —
  369. Texto do artigo, página 42: NÚMERO 195
  370. Texto do artigo, página 42: Liquefação
  371. Texto do artigo, página 42: Tabela 4-12: Exemplos e causas de Instabilidade, fonte: [International Levee Handbook, 2013]
  372. Texto do artigo, página 42: 4.3.10 FASE 8. DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO
  373. Texto do artigo, página 42: 1) Generalidades Os critérios de dimensionamento em paridade com as condições do local de estudo são de grande importância para o desenvolvimento de um projecto de diques. Os critérios de dimensionamento são da responsabilidade institucional através de normas e regulamentos. Em Moçambique está em elaboração a legislação sobre diques que certamente incluirá critérios de dimensionamento aplicáveis ao nosso país. Contudo, enquanto não for promulgado um dispositivo legal sobre esta matéria iremos fazer uma abordagem sumária sobre critérios de dimensionamento, que servirão de directrizes para projectos sobre diques de proteção fluvial da Direcção Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos. Estas directrizes poderão ser revisitadas sempre que conveniente para os eventuais ajustes e modificações necessárias. Os critérios de dimensionamento são determinados pelo nível de redução de risco que se pretende atingir com o sistema de proteção planificado. O nível de serviço requerido vai ditar a complexidade do dique daí a necessidade de se adoptar uma classificação de diques em função da presença de vidas humanas, de propriedades, campos agrícolas, e outros bens, na zona de estudo. 2) Classificação de diques O National Engineering Handbook apresenta uma classificação para diques na qual combina, para cada uma das três classes, as condições locais, os requisitos de dimensionamento e requisitos para construção. A Tabela 4-13 é ilustra esta classificação, que pode servir com exemplo para a classificação de diques para Moçambique.
  374. Texto do artigo, página 42: 4.3.10 Fase 8. Defi nição dos Critérios de Dimensionamento
  375. Texto do artigo, página 42: 1) Generalidades
  376. Texto do artigo, página 42: Os critérios de dimensionamento em paridade com as condições do local de estudo são de grande importância para o desenvolvimento de um projecto de diques. Os critérios de dimensionamento são da responsabilidade institucional através de normas e regulamentos. Em Moçambique está em elaboração a legislação sobre diques que certamente incluirá critérios de dimensionamento aplicáveis ao nosso país. Contudo, enquanto não for promulgado um dispositivo legal sobre esta matéria iremos fazer uma abordagem sumária sobre critérios de dimensionamento, que servirão de directrizes para projectos sobre diques de proteção fl uvial da Direcção Nacional de Gestão dos Recursos Hídricos. Estas directrizes poderão ser revisitadas sempre que conveniente para os eventuais ajustes e modifi cações necessárias.
  377. Texto do artigo, página 42: Os critérios de dimensionamento são determinados pelo nível de redução de risco que se pretende atingir com o sistema de proteção planifi cado. O nível de serviço requerido vai ditar a complexidade do dique daí a necessidade de se adoptar uma classifi cação de diques em função da presença de vidas humanas, de propriedades, campos agrícolas, e outros bens, na zona de estudo.
  378. Texto do artigo, página 42: 2) Classifi cação de diques
  379. Texto do artigo, página 42: O National Engineering Handbook apresenta uma classifi cação para diques na qual combina, para cada uma das três classes, as condições locais, os requisitos de dimensionamento e requisitos para construção. A Tabela 4-13 é ilustra esta classifi cação, que pode servir com exemplo para a classifi cação de diques para Moçambique.
  380. Texto do artigo, página 42: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  381. Texto do artigo, página 42: 59
  382. Texto do artigo, página 43: Classe Condições locais Requisitos de dimensionamento e de Construção I II III
    Classe Condições locais Requisitos de dimensionamento e de Construção
    I
    II
    III
  383. Texto do artigo, página 43: Classe Condições locais Requisitos de dimensionamento e de Construção
  384. Texto do artigo, página 43: Tabela 4-13: Exemplo de classificação de dique e citérios de dimensionamento, fonte: National Engineering Handbook
  385. Texto do artigo, página 43: 3) Critérios de dimensionamento para o projecto preliminar
  386. Texto do artigo, página 43: 3) Critérios de dimensionamento para o projecto preliminar Na fase do projecto preliminar podem ser usados conceitos
  387. Texto do artigo, página 43: empíricos para o dimensionamento do dique, permitindo a obtenção de resultados preliminares de forma expedita. Os resultados obtidos devem ser confi rmados através de cálculos das diferentes especialidades envolvidas.
  388. Texto do artigo, página 43: No que diz respeito ao projecto preliminar, apresentamos de seguida a abordagem constante do “Technical Standards and Guidelines for Design of Flood Control Structures”, produção conjunta do Department of Public Works and Highways e a Japan International Cooperation Agency (JICA), 2010.
  389. Texto do artigo, página 43: ã çã çõ
  390. Texto do artigo, página 44: No que diz respeito ao projecto preliminar, apresentamos de seguida a abordagem constante do “Technical Standards and Guidelines for Design of Flood Control Structures”, produção conjunta do Department of Public Works and Highways e a Japan International Cooperation Agency (JICA), 2010.
  391. Texto do artigo, página 44: Partes de dique
  392. Texto do artigo, página 44: LADO DE MONTANTE Crista do Dique LADO DE JUSANTE Nível de inundação projectado Altura livre Talude 1:n Altura do Dique Nível do Terreno Natural Pé do talude BASE DO DIQUE Pé do talude
  393. Texto do artigo, página 44: Figura 4-11: Partes de um dique Dependendo da natureza dos matériais de fundação e do aterro o dique pode ser um corpo homogéneo ou um corpo zoneado de relativa complexidade. Figura 4-12: Exemplo de dique zoneado com dispositivos de redução da percolação, fonte: [International Levee Handbook, 2013] Altura livre do dique
  394. Texto do artigo, página 44: Waterside Revetments Filter layers Water level Crest Landside Discharge trench Landward berm Water-side berm Natural embankment Earth-fill Toe drain system Impermeable core Impermeable soil foundation Permeable soil foundation
  395. Texto do artigo, página 44: Altura livre do dique
  396. Texto do artigo, página 44: A altura do dique é definida pelo nível de inundação projectado acrescido da altura livre estabelecida pelos critérios de dimensionamento, em função do caudal esperado. Os valores mínimos recomendados constam da Tabela 4-14. Os valores aqui apresentados são apenas exemplos. Parâmetros do género devem ser estimados para Moçambique no futuro. Tem sido prática em alguns países a abdicação do conceito da altura livre do dique por se considerar que as simulações, feitas durante o Estudo da Análise de Risco cobre cenários de inundação sufi cientes.
  397. Texto do artigo, página 44: A altura do dique é definida pelo nível de inundação projectado acrescido da altura livre estabelecida pelos critérios de dimensionamento, em função do caudal esperado. Os valores mínimos recomendados constam da Tabela 4-14. Os valores aqui apresentados são apenas exemplos. Parâmetros do género devem ser estimados para Moçambique no futuro. Tem sido prática em alguns países a abdicação do conceito da altura livre do dique por se considerar que as simulações, feitas durante o Estudo da Análise de Risco cobre cenários de inundação suficientes.
  398. Texto do artigo, página 44: Manual de Gestão dos Diques de Proteção contra Cheias e Inundações, Maio de 2020
  399. Texto do artigo, página 44: 61
  400. Texto do artigo, página 45: Caudal de cheia projectado Q (m3/s) Altura livre (m) Menor do que 200 0.6 de 200 a 500 0.8 de 500 a 2.000 1.0 de 2.000 a 5.000 1.2 de 5.000 a 10.000 1.5 Maior do que 10.000 2.0
    Caudal de cheia projectado Q (m3/s) Altura livre (m)
    Menor do que 200 0.6
    de 200 a 500 0.8
    de 500 a 2.000 1.0
    de 2.000 a 5.000 1.2
    de 5.000 a 10.000 1.5
    Maior do que 10.000 2.0
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