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Texto do artigo · p. 1 CONSELHO DE MINISTROSTexto do artigo · p. 1 Resolução n.º 28/2020Texto do artigo · p. 1 de 29 de AbrilTexto do artigo · p. 1 A experiência da implementação da Estratégia de Combate ao HIV e SIDA na Função Pública 2009-2013, aprovada pela Resolução n.º 44/2009, de 19 de Agosto, do Conselho de Ministros, mostra necessário prosseguir com acções de resposta ao HIV e SIDA na Função Pública.Texto do artigo · p. 1 Assim usando da competência que lhe é atribuída pela alínea f) do n.º 1 do artigo 203 da Constituição da República, o Conselho de Ministros determina:Número ou marcador · p. 1 Artigo 1. É aprovada a Estratégia de Resposta ao HIV e SIDA, na Função Pública, 2020-2024, em anexo, que é parte integrante da presente Resolução.Número ou marcador · p. 1 Art. 2. A presente Resolução entra imediatamente em vigor. Aprovada pelo Conselho de Ministros, aos 10 de FevereiroTexto do artigo · p. 1 de 2020. Publique-se.Texto do artigo · p. 1 O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário.Texto do artigo · p. 1 Estratégia de Resposta ao HIV e SIDA na Função Pública II, 2020-2024Texto do artigo · p. 1 PrefácioTexto do artigo · p. 1 O HIV e SIDA é um desafio de saúde pública, socioeconómico e de desenvolvimento que tem impactado negativamente em vários sectores da economia moçambicana. Estima-se que aproximadamente 2,1 milhões de moçambicanos estejamTexto do artigo · p. 1 vivendo com HIV no País (CNCS, 2018). O Sector Público também é afectado. Isso afecta negativamente a produtividade dos Funcionários e Agentes do Estado, que ameaça reverter os ganhos socioeconómicos obtidos nos últimos anos.Texto do artigo · p. 1 O governo de Moçambique reconhece que uma força de trabalho saudável aumenta a produtividade e por isso elaborou e implementou a Estratégia de Resposta ao HIV e SIDA na Função Pública, 2009-2013, que criou as bases para uma resposta harmonizada no Sector Público. De 2015 a esta parte está em implementação o Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2015-2019 e o Plano Estratégico de Resposta ao SIDA 2016-2020. Por um lado, o PQG tem o desenvolvimento do capital humano no centro das suas atenções e o PEN IV traz inovações na Estratégia Nacional de Resposta ao SIDA, por outro lado,Texto do artigo · p. 1 o HIV e SIDA ainda continua a ser uma preocupação na função pública. Isso exigiu a elaboração da presente estratégia para que
o Sector Público continue a dar a sua contribuição na Resposta ao HIV e SIDA.Texto do artigo · p. 1 A Estratégia de Resposta ao SIDA na Função Pública II fornece um quadro estrutural para a resposta ao HIV, doenças crónicas e degenerativas no Sector Público. Esta estratégia centra-se no aumento da produtividade, redução do estigma, discriminação e melhoria dos resultados de saúde e bem-estar dos Funcionários e Agentes do Estado (FAE). Também reafirma o compromisso de todas as instituições da administração pública (ministérios, governos locais e instituições subordinadas e tuteladas) para expandir uma resposta ao HIV e SIDA harmonizada na função pública.Texto do artigo · p. 1 A implementação desta Estratégia irá, portanto, assegurar que ministérios, governos locais e instituições subordinadas e tuteladas, em colaboração com outras partes interessadas, sejam capazes de sustentar a prestação de serviços de qualidade, em resposta ao desafio imposto pela epidemia do HIV, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro.Texto do artigo · p. 1 Exortamos aos ministérios, governos provinciais, distritais e municipais e instituições subordinadas e tuteladas a domesticarem esta estratégia e alinhá-la aos vossos respectivos mandatos e necessidades, a fim de permitir que o Sector Público permaneça no caminho certo e comprometido pelo bem-estar dos FAE.Texto do artigo · p. 1 Sumário ExecutivoTexto do artigo · p. 1 A epidemia do HIV continua a ser uma preocupação para o Sector Público em Moçambique. Embora não haja dados sobre a magnitude da epidemia e o seu impacto no Sector Público, há uma percepção de que estes devem ser similares da população no geral. Sendo a prevalência de HIV na população geral de 15-59 anos de 13.0%, a incidência nos funcionários estará à volta do mesmo valor, correspondente a 47.580 funcionários e agentes do Estado.Texto do artigo · p. 1 Sendo o governo o principal empregador, a Função Pública reconhece seus recursos humanos como o activo mais importante e está comprometida com a sua protecção, saúde, bem-estar e manutenção de um ambiente de trabalho propício.Texto do artigo · p. 2 A avaliação da implementação da resposta no Sector Público, viabilizada pela ECHSFP I, mostrou que houve progressos nas áreas de sensibilização, educação para a mudança social e de comportamento sobre a infecção por HIV e resultaram em avanços em torno de mudança de comportamento dos FAE em relação ao HIV e SIDA. A despeito dos progressos referidos, a percepção geral é que não houve redução de novas infecções por HIV e que muitos funcionários perderam a vida por doenças relacionadas ao SIDA. Os progressos nas componentes de suporte da ECHSFP I passaram necessariamente pela criação e consolidação de mecanismos de coordenação, tendo sido indicados pontos focais sectoriais e criados núcleos de coordenação do HIV e SIDA no local de trabalho. Contudo, reconhecem-se fragilidades ao nível da coordenação geral e isso afectou, consequentemente, a implementação de programas de HIV em alguns sectores.Texto do artigo · p. 2 Neste contexto, torna-se necessário continuar a implementar uma estratégia específica de Resposta ao HIV e SIDA na Função Pública, através da ECHSFP II.Texto do artigo · p. 2 A elaboração da ECHSFP II teve em consideração os resultados da avaliação do ECHSFP I, da auscultação e documentos orientadores nacionais e internacionais com destaque a: Plano Estratégico de Resposta ao SIDA 2016-2020, Inquérito de Indicadores de Imunização, Malária e HIV/SIDA (IMASIDA 2015), Estatísticas dos Funcionários e Agentes do Estado 2016-2017, Directrizes do MISAU, Estratégia 90-90-90 da ONUSIDA, Abordagem Testar e Inicar da OMS, Declaração Política Sobre SIDA de 2016, Roteiro de Coalizão Global de Prevenção 2020, Código de Prática Sobre HIV e SIDA e o Mundo de Trabalho da Organização Internacional de Trabalho (2001) e Código Sobre HIV e SIDA e Emprego da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.Texto do artigo · p. 2 O objectivo geral da ECHSFP II é de contribuir para a melhoria de saúde e do bem-estar dos FAE e suas famílias, através de acções de prevenção do HIV, incentivando práticas de vida saudável e favoráveis ao desenvolvimento dos recursos humanos no Sector Público. A estratégia tem sete (7) eixos estratégicos, nomeadamente: (a) Prevenção Combinada, (b) Cuidados e Tratamento, (c) Mitigação do Impacto, (d) Ambiente Favorável (Direitos Humanos), (e) Coordenação e Liderança, (f) Mobilização de Recursos e (g) Informação Estratégica.Texto do artigo · p. 2 Com os eixos acima mencionados, espera-se alcançar os seguintes resultados:Número ou marcador · p. 2 1. Reduzido o número de novas infecções entre FAE e suas famílias em 75%.
Número ou marcador · p. 2 2. Aumentado o número de FAE que conhecem seu seroestado, em tratamento e com supressão da carga viral.
Número ou marcador · p. 2 3. Reduzir o impacto social e/ou económico do SIDA e outras doenças crónicas, incluindo o cancro nos FAE e suas famílias.
Número ou marcador · p. 2 4. Implementar uma resposta ao HIV baseada na abordagem e princípios de direitos humanos.
Número ou marcador · p. 2 5. Criada a estrutura/mecanismo de coordenação efectiva e em funcionamento.
Número ou marcador · p. 2 6. Mobilizados recursos internos para o financiamento das acções de Resposta ao SIDA no Sector Público.
Número ou marcador · p. 2 7. Estabelecido um plano de monitoria e avaliação.Texto do artigo · p. 2 A ECHSFP II estabelece parâmetros para a melhoria da liderança e coordenação da resposta ao HIV e SIDA na Função Pública, mobilização de recursos para implementação das acções e estabelece mecanismos para a implementação de um Sistema de Monitoria e Avaliação das Acções de Resposta ao HIV e SIDA, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro, que devem ser levadas a cabo pelas instituições da Administração Pública, visando ter recursos humanos saudáveis na Função Pública.Número ou marcador · p. 2 1. IntroduçãoTexto do artigo · p. 2 O Vírus de Imunodeficiência Humano (HIV) continua a afectar milhões de pessoas ao nível global. Até Dezembro de 2017, foi estimado em 36.9 milhões o número de pessoas vivendo com HIV (PVHIV), tendo ocorrido 1.8 milhão de novas infecções por HIV e cerca de 940 mil mortes relacionadas ao Síndroma de Imunodeficiência Adquirida (SIDA). A maior parte das PVHIV e novas infecções são da África Subsaariana, 25.7 milhões e 1.17 milhão, respectivamente. Em Moçambique estimou-se em 2,1 milhões PVHIV (crianças e adultos), 130 mil novas infecções e 69 mil mortes.Texto do artigo · p. 2 De acordo com o Ministério da Administração Estatal e Função Pública (MAEFP), embora não existam evidências, a infecção pelo HIV é um problema que afecta o Sector Público, havendo muitos Funcionários e Agentes do Estado que podem ter morrido devido a doenças relacionadas com SIDA. Em 2009, o Governo, através do Ministério da Função Pública, elaborou a sua primeira Estratégia de Resposta ao HIV e SIDA na Função Pública (ECHSFP I).Texto do artigo · p. 2 O SIDA tem levado ao absentismo e perda de profissionais que foram treinados por décadas e continua uma questão preocupante no local de trabalho. A epidemia tem um grande impacto sobre o desenvolvimento, porque enfraquece os três principais determinantes do crescimento económico: capital físico, humano e social. O impacto começa no nível individual, estendendo-se depois para a organização e, finalmente, para a economia.Texto do artigo · p. 2 Os altos custos derivados e inerentes à assistência médica, benefícios de aposentação (por junta médica) e por morte, despesas de funeral e de recrutamento incorridas para substituir funcionários perdidos por morte e experientes, custo no treino de novos funcionários, custos indirectos por absenteísmo na forma de licença médica e licença para cuidar de dependentes com SIDA e participação em funerais. A estigmatização e a rejeição reduzem o desempenho da força de trabalho, representando um grande desafio para os gestores de recursos humanos, tanto no Sector Privado quanto no Público.Texto do artigo · p. 2 Sendo o governo o principal empregador, com uma força de trabalho de cerca de 366.000 FAE, a Função Pública reconhece seus recursos humanos como o activo mais importante e está comprometida com a sua protecção, saúde e manutenção de um ambiente de trabalho propício. Assim, é necessário implementar estratégias que contribuam para a criação de um ambiente propício para uma prestação de serviços públicos eficazes e eficientes. Para este fim, e tendo em vista os desenvolvimentos recentes, tornou-se necessário continuar a implementar uma estratégia específica de Resposta ao HIV e SIDA na Função Pública.Texto do artigo · p. 2 Várias estruturas foram estabelecidas para lidar com o flagelo, como o Programa Nacional de Resposta as ITS/HIV e SIDA. Uma abordagem multissectorial foi desenvolvida através do Conselho Nacional de Resposta ao SIDA (CNCS) em 2000 para conter a epidemia de HIV. A preocupação do Governo, portanto, é como integrar os aspectos do HIV e SIDA nas políticas e regulamentos de recursos humanos existentes, como forma de fortalecer a resposta à epidemia no local de trabalho.Texto do artigo · p. 2 Moçambique possui um Plano Estratégico Nacional de Resposta ao SIDA (PEN IV) com a vigência para o período de 2016-2020, produto de consenso alcançado a partir de um compromisso colectivo dos actores nacionais engajados nos esforços de luta contra o HIV e SIDA, o qual privilegia uma abordagem multissectorial e integrada, com acções estratégicas que visam reduzir o número de novas infecções causadas pelo HIV, bem como suas consequências na dimensão de saúde pública e da agenda de desenvolvimento do País.Texto do artigo · p. 3 O exercício de elaboração da II Estratégia de Resposta ao HIV e SIDA na Função Pública (ECHSFP II), está em concordância com os princípios orientadores do PEN IV, da Estratégia de Reforma e Desenvolvimento da Administração Pública (ERDAP) 2012-2025, Estatuto Geral de Funcionários do Estado (EGFE). A nível internacional, alinha-se com as recomendações da Organização Mundial da Saúde, Programa Conjunto das Nações Unidas de Luta Contra o SIDA (ONUSIDA), Organização Internacional de Trabalho (OIT), Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da agenda dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) 2030.Texto do artigo · p. 3 nos homens como nas mulheres a maior prevalência regista-se na população adulta e economicamente activa. Para ambos os sexos, a prevalência do HIV é maior no grupo etário dos 35-39 anos.Texto do artigo · p. 3 A análise comparativa dos dois inquéritos indica uma tendência crescente da evolução da epidemia do HIV, sendo que o pico da prevalência nas mulheres passou da faixa etária dos 25-29 anos para 35-39 anos e, para os homens, o pico da prevalência manteve-se na mesma faixa etária dos 35-39 anos. Este comportamento da epidemia pode ser explicado, entre outras razões, pela expansão do tratamento antiretroviral, que leva ao incremento da sobrevivência de pacientes HIV positivos, e consequentemente a um aumento da proporção de indivíduos HIV positivos na população e também pela persistência de comportamentos de risco, tais como o não uso do preservativo e das relações sexuais com múltiplos parceiros, havendo uma notória evidência da diminuição do conhecimento sobre HIV, quando comparados os dois últimos inquéritos em referência.Texto do artigo · p. 3 O reconhecimento de que o Sector Público pode contribuir para o alcance das agendas nacional e global de resposta ao HIV, passa por capacitá-lo para que as acções de resposta ao HIV e SIDA sejam sustentáveis e alinhadas com as agendas de desenvolvimento do capital humano no Sector Público do País.Número ou marcador · p. 3 2. Situação do HIV-SIDA em MoçambiqueTexto do artigo · p. 3 O Inquérito de Indicadores de Imunização, Malária e HIV/ /SIDA (IMASIDA 2015), publicado em 2016, apontou para uma prevalência nacional do HIV de 13,2%, na população dos 15 aos 49 anos de idade, portanto uma tendência crescente quando comparado com o Inquérito Nacional de Riscos Comportamentais, Conhecimentos e Prevalência do SIDA (INSIDA) publicado em 2009, em que a prevalência, no grupo etário dos 15 – 49 anos, foi estimada em 11,5%. A prevalência do HIV na população de 15-59 foi de 13.0%. A prevalência do HIV é maior nas mulheres do que nos homens em todos os grupos etários, contudo, tantoNúmero ou marcador · p. 3 3. Situação dos Recursos Humanos na Função PúblicaTexto do artigo · p. 3 3.1 – Situação de Recursos Humanos na Função PúblicaTexto do artigo · p. 3 Segundo o relatório estatístico 2016-2017 do MAEFP de 2018, o contingente de recursos humanos em 2017 era de 365.826 FAE, dos quais, 223.973 (61,0%) eram do sexo masculino e 141.853 (39,0%) do sexo feminino. Do total de funcionários e agentes do Estado, 39.746 (10,8%) estavam colocados nos Órgãos Centrais e 326.080 nos Órgãos Locais.Texto do artigo · p. 3 Quadro 1: Distribuição dos funcionários por faixa etária-2017Texto do artigo · p. 3 Localização 2017
Faixa
Total
18 25
26 31
32 37
38 41
42 48
49 54
55 59
60 65
Mais de 65
Órgão Central
414
4 093
8 236
5 924
7 266
5 599
4 092
2 529
1 593
39 746
Órgão Local
18 922
71 814
88 024
44 193
40 547
26 719
18 104
9 855
7 902
326 080
Total
19 336
75 907
96 260
50 117
47 813
32 318
22 196
12 384
9 495
365 826
Localização 2017
Faixa
Total
18 25
26 31
32 37
38 41
42 48
49 54
55 59
60 65
Mais de 65
Órgão Central
414
4 093
8 236
5 924
7 266
5 599
4 092
2 529
1 593
39 746
Órgão Local
18 922
71 814
88 024
44 193
40 547
26 719
18 104
9 855
7 902
326 080
Total
19 336
75 907
96 260
50 117
47 813
32 318
22 196
12 384
9 495
365 826
Texto do artigo · p. 3 Fonte: Estatística dos Funcionários e Agentes do Estado (2016 – 2017) de 2018Texto do artigo · p. 3 As estatísticas dos FAE mostram ainda que em 2017 o maior efectivo estava na faixa etária dos 32-37 anos com um contingente de 96.260 FAE, seguido da faixa dos 26-31 anos, com 75.907 FAE e, em terceiro lugar, a faixa dos 38-41 com 50.117. As faixas etárias dos FAE entre 60-65 anos e com mais de 65 anos são as que apresentam menor efectivo de FAE, com 12.384 e 9.495, respectivamente.Texto do artigo · p. 3 Quadro 2: Distribuição dos Funcionários por Província e faixa etáriaTexto do artigo · p. 3 Órgãos Locais - 2017
Faixa etária
Total
18 25
26 31
32 37
38 41
42 48
49 54
55 59
60 65
Mais de 65
Niassa
1 608
5 718
6 330
3 106
3 112
1 758
1 134
809
787
24 362
Cabo Delgado
966
5 068
6 513
3 231
3 103
2 008
1 426
892
794
24 001
Nampula
2 309
11 100
13 321
6 503
6 252
4 815
2 912
1 604
1507
50 323
Zambézia
4 637
14 967
14 926
6 462
5 174
3 698
2 840
1 310
1161
55 175
Tete
1 688
6 119
6 780
3 358
2 968
2 041
1 152
723
541
25 370
Manica
1 578
6 429
8 713
4 079
3 284
1 727
1 155
678
500
28 143
Sofala
1 317
5 918
8 272
4 384
4 038
2 512
1 744
1120
875
30 180
Inhambane
1 828
5 880
7 633
3 663
2 930
1 845
1 173
451
370
25 773
Gaza
1 427
5 043
6 317
3 339
2 609
1 586
1 165
441
313
22 240
Maputo Cidade
245
1 643
3 019
2 387
3 467
2 744
1 959
1 053
560
17 077
Maputo Província
1 319
3 929
6 200
3 681
3 610
1 985
1 444
774
494
23 436
Total
18 922
71814
88024
44193
40 547
26 719
18 104
9 855
7 902
326 080
Órgãos Locais - 2017
Faixa etária
Total
18 25
26 31
32 37
38 41
42 48
49 54
55 59
60 65
Mais de 65
Niassa
1 608
5 718
6 330
3 106
3 112
1 758
1 134
809
787
24 362
Cabo Delgado
966
5 068
6 513
3 231
3 103
2 008
1 426
892
794
24 001
Nampula
2 309
11 100
13 321
6 503
6 252
4 815
2 912
1 604
1507
50 323
Zambézia
4 637
14 967
14 926
6 462
5 174
3 698
2 840
1 310
1161
55 175
Tete
1 688
6 119
6 780
3 358
2 968
2 041
1 152
723
541
25 370
Manica
1 578
6 429
8 713
4 079
3 284
1 727
1 155
678
500
28 143
Sofala
1 317
5 918
8 272
4 384
4 038
2 512
1 744
1120
875
30 180
Inhambane
1 828
5 880
7 633
3 663
2 930
1 845
1 173
451
370
25 773
Gaza
1 427
5 043
6 317
3 339
2 609
1 586
1 165
441
313
22 240
Maputo Cidade
245
1 643
3 019
2 387
3 467
2 744
1 959
1 053
560
17 077
Maputo Província
1 319
3 929
6 200
3 681
3 610
1 985
1 444
774
494
23 436
Total
18 922
71814
88024
44193
40 547
26 719
18 104
9 855
7 902
326 080
Texto do artigo · p. 3 Fonte: Estatística dos Funcionários e Agentes do Estado (2016 – 2017) de 2018Texto do artigo · p. 4 Como se pode constatar no quadro 2, as Províncias de Zambézia e Nampula são aquelas que apresentam maior número dos efectivos, com 55.175 e 50.323 respectivamente, o que representa cerca de 1/3 de todos funcionários dos órgãos locais.Texto do artigo · p. 4 Em 2017 a distribuição dos FAE por sexo nos órgãos locais mostra que, dos 326 080 funcionários e agentes do Estado existentes, 199.462 são do sexo masculino, correspondentes a 61.2%, e 126.618, do sexo feminino, correspondentes a 38.8%.Texto do artigo · p. 4 Figura 1 : Distribuição dos FAE por provincia e sexo
NIASSA CABO DELGADO NAMPULA ZAMBÉZIA TETE MANICA SOFALA INHAMBANE GAZA MAPUTO CIDADE MAPUTO PROVINCIA
Homens Mulheres
Fonte: Estatística dos Funcionários e Agentes do Estado (2016 – 2017) de 2018Texto do artigo · p. 4 Fonte: Estatística dos Funcionários e Agentes do Estado (2016 – 2017) de 2018Texto do artigo · p. 4 Há que destacar que a Cidade de Maputo e a Província de Gaza são as que apresentam uma tendência maior para equilíbrio de género, com 825 e 1.300 de diferença entre funcionários do sexo masculino e feminino, respectivamente. Por outro lado, as Províncias de Zambézia e Nampula, que apresentam maior contingente de FAE, são igualmente as que apresentam uma maior tendência para desequilíbrio de género, com diferenças entre os funcionários de sexo masculino e feminino entre os 14.846 e 15.655, respectivamente.Texto do artigo · p. 4 3.2.1 – Situação de HIV e SIDA na Função Pública por faixas etáriasTexto do artigo · p. 4 Conforme referimos no número anterior, a prevalência do HIV nos FAE não deve ser muito diferente da população geral, devendo ter uma distribuição similar nas diferentes faixas etárias e, talvez, poderá ser um pouco mais alta porque sabemos que a prevalência é relativamente mais alta nos indivíduos com nível de educação superior e do mais elevado de riqueza, no qual, de certa forma, a maior parte dos funcionários faz parte dos grupos anteriormente referidos.Texto do artigo · p. 4 3.2 – Situação de HIV e SIDA na Função PúblicaTexto do artigo · p. 4 3.2.2 – Situação de HIV e SIDA na Função Pública por provínciasTexto do artigo · p. 4 Da revisão bibliográfica feita não se encontrou nenhuma evidência da existência de um inquérito que tenha medido a prevalência do HIV nos FAE e, para o efeito, foi feita uma estimativa tendo em conta a prevalência na população moçambicana acima referida. Assumindo-se que a prevalência do HIV nos FAE não seja diferente da população em geral, visto que a maioria dos funcionários da Função Pública está entre os 15-59 anos de idade e é parte integrante desta população. Assim, estima-se que do total de 356.826 FAE, 47.580 (13%) são HIV positivos.Texto do artigo · p. 4 Como se pode constatar no quadro abaixo, as Províncias de Gaza, Maputo e Cidade de Maputo são aquelas que apresentam a maior prevalência, com 24.4%, 22.9% e 16.9% respectivamente. E, consequentemente, apresentam o maior número de FAE vivendo com HIV. A Província da Zambézia, apesar de ter uma prevalência relativamente baixa em relação às Províncias acima referenciadas, tem o maior número de FAE vivendo com HIV pelo facto, ser a que mais funcionários emprega a nível dos Órgãos Locais.Texto do artigo · p. 4 Quadro 4: Prevalência do HIV e SIDA (13%) nos FAE por ProvínciaTexto do artigo · p. 4 Órgãos Locais - 2017
Faixa etária
Mais de 65
Total
Prev/ prov
FAEC HIV/SIDA
18_25
26_31
32_37
38_41
42_48
49_54
55_59
60_65
Niassa
1 608
5 718
6 330
3 106
3 112
1 758
1 134
809
787
24 362
7,8
1 900
Cabo Delgado
966
5 068
6 513
3 231
3 103
2 008
1 426
892
794
24 001
13,8
3 312
Nampula
2 309
11 100
13 321
6 503
6 252
4 815
2 912
1 604
1 507
50 323
5,7
2 868
Zambézia
4 637
14 967
14 926
6 462
5 174
3 698
2 840
1 310
1 161
55 175
15,1
8 331
Tete
1 688
6 119
6 780
3 358
2 968
2 041
1 152
723
541
25 370
5,2
1 319
Manica
1 578
6 429
8 713
4 079
3 284
1 727
1 155
678
500
28 143
13,5
3 799
Sofala
1 317
5 918
8 272
4 384
4 038
2 512
1 744
1 120
875
30 180
16,3
4 919
Inhambane
1 828
5 880
7 633
3 663
2 930
1 845
1 173
451
370
25 773
14,1
3 634
Texto do artigo · p. 5 Fonte: Análise da ConsultoriaNúmero ou marcador · p. 5 4. Resultados da Avaliação da Estratégia 2009-2013 4.1 Resultados da Avaliação da Estratégia 2009 - 2013Texto do artigo · p. 5 A avaliação da implementação da resposta no Sector Público, viabilizada pela ECHSFP I, mostrou que os programas de sensibilização, educação para a mudança social e de comportamento sobre a infecção por HIV no Sector Público, dominaram as acções de prevenção primária. Estes programas resultaram em avanços em torno de mudança de comportamento dos FAE em relação ao HIV e SIDA em geral: (a) número considerável de FAE procura os serviços de aconselhamento e testagem voluntária e (b) mais funcionários falam abertamente sobre o seu estado serológico e reportam que estão em tratamento. A despeito dos progressos referidos, não está muito claro qual foiTexto do artigo · p. 5 o resultado em termos de redução de novas infecções por HIV entre os FAE e daqueles que tenham perdido a vida por causas relacionadas ao SIDA. A percepção geral é que não houve redução de novas infecções por HIV, o que pode significar, por um lado, que as práticas de risco parecem não ter mudado, por outro, pode ser que as abordagens de comunicação para a mudança social e de comportamento não tenham sido as mais adequadas.
A avaliação salienta constituir importante barreira para
o acesso e utilização dos serviços de aconselhamento e testagem em saúde, cuidados e tratamento, a persistência do estigma e da discriminação que ainda constitui uma experiência angustiante, frequentemente reportada pelos FAE que vivem com o HIV.Texto do artigo · p. 5 A análise das componentes de suporte da ECHSFP I indica haver progressos. Houve empenho na criação e consolidação de mecanismos de coordenação, tendo sido indicados pontos focais sectoriais e criados núcleos de coordenação do HIV e SIDA no local de trabalho, nos quais fazem parte gestores de recursos humanos que passaram a integrar o tema HIV e SIDA nas suas agendas de trabalho. Embora tenha havido sucesso na criação de mecanismos de coordenação, reconhecem-se fragilidades ao nível da coordenação geral e isso afectou, consequentemente, a implementação de programas de HIV em alguns sectores.Texto do artigo · p. 5 O então Ministério da Função Pública, que tinha a responsabilidade de coordenar a implementação da estratégia, apesar de ter criado um sistema de monitoria, teve dificuldades de garantir um processo de monitoria consistente e de receber de forma regular a informação sobre os progressos de cada instituição do Sector Público.Texto do artigo · p. 5 A inexistência de uma linha orçamental para assuntos sobre HIV e SIDA, no Orçamento do Estado, dificultou a integração destas acções em planos económicos e sociais. Inicialmente a implementação da estratégia foi financiada pelo Banco Mundial, através de uma subvenção gerida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cuja execução estava direccionada aos mecanismos de coordenação e monitoria e um pouco para as actividades de prevenção. Seguidamente entrou a Agência de Cooperação Alemã. Foi comum, nas auscultações,Texto do artigo · p. 5 a afirmação de não terem sido alocados recursos financeiros durante a vigência da Estratégia anterior e, nos casos em que houve alocação, nas situações de défice ou corte orçamental, os fundos para as actividades do HIV eram os primeiros a serem retirados., Estes factos poderão ter contribuído para a deficiente operacionalização do ECHSFP I.Texto do artigo · p. 5 Assim, reconhece-se que o desenvolvimento e enquadramento dos planos sectoriais de resposta ao HIV e SIDA no local de trabalho, integrados nos planos sectoriais e plurianuais, alinhados à agenda dos processos de descentralização administrativa e financeira do Sector Público, constituem uma oportunidade para: (a) fortalecer a capacidade de resposta à epidemia do HIV do Sector Público e, (b) assegurar o financiamento e a monitoria das actividades de resposta ao HIV sectoriais e, (c) fortalecer o compromisso dos gestores públicos na implementação da resposta nacional virada para resultados sustentáveis na gestão dos recursos humanos no Sector Público.Texto do artigo · p. 5 A ECHSFP I tinha como objectivos os seguintes:Texto do artigo · p. 5 I. Estabelecer parâmetros para integrar e priorizar o HIV e SIDA nos instrumentos programáticos das instituições da Administração Pública;Texto do artigo · p. 5 O Programa Quinquenal do Governo (PQG 2010-2014); Plano de Acção para Redução da Pobreza (PARP 2011-2014); os planos económicos e sociais (PES) e o Orçamento do Estado (OE) eram os mais importantes instrumentos de planificação no País e continuam, excepto o PARP.Texto do artigo · p. 5 As actividades de HIV no local de trabalho foram integradas nos fundos de funcionamento das instituições. Para fazer face à integração das actividades nos planos dos sectores, o Ministério da Função Pública (MFP) levou a cabo as seguintes acções:Texto do artigo · p. 5 ✓ Capacitação dos Pontos Focais e Técnicos de Planificação do nível central, para a planificação e integração das actividades de HIV/SIDA no ciclo de planificação e orçamento;Texto do artigo · p. 5 ✓ Encontros com o MPD, para discussão e entendimento do processo de integração do HIV e SIDA nos planos e orçamento do Estado, com vista a apoiar os sectores na planificação.Texto do artigo · p. 5 ✓ Participantes nas reuniões de auscultação e os entrevistados foram unânimes em dizer que, dadas as exiguidades de fundos, as actividades de resposta ao SIDA não foram priorizadas.Texto do artigo · p. 5 ✓ O desafio da integração do HIV e SIDA nos instrumentos de planificação está relacionado a factores como:Texto do artigo · p. 5 • Deficiência na planificação que decorre do facto de as actividades do HIV e SIDA estarem quase unicamente na alçada dos pontos focais sectoriais, e em muitos casos sem suficiente capacidade e habilidade para articular com o pessoal de planificação;Texto do artigo · p. 6 • Ausência de uma unidade orgânica (departamento ou repartição) que responde pelo HIV como assunto transversal, limitou sobremaneira a implementação das actividades;
• Falta de programas específicos para FAE que facilitam a realização de rastreios regulares, dificultando o apoio aos FAE associado à falta de confidencialidade;
• Facto de os sectores realizarem esforços anualmente de planificar actividades de HIV e SIDA e sistematicamente não receberem atenção na alocação de orçamento, tem desencorajado a persistência dos sectores em continuar o mesmo exercício ano após ano.Texto do artigo · p. 6 ii. Institucionalizar as bases que permitam a criação de condições necessárias para prevenir infecções por HIV entre FAE e suas famílias;Texto do artigo · p. 6 Para a operacionalização dessas orientações e mecanismos no âmbito de prevenção, o Ministério do Plano e Finanças, através da assistência técnica da GIZ, levou a cabo as seguintes acções:Texto do artigo · p. 6 ✓ Sensibilização dos gestores de recursos humanos sectoriais a todos os níveis, para integração da legislação sobre as doenças crónicas degenerativas, HIV/SIDA nos estudos colectivos e estudos da legislação nas instituições.Texto do artigo · p. 6 ✓ Adaptação de um manual de facilitador em uma abordagem participativa para a implementação de sessões de sensibilização dos FAE, em relação ao HIV/ SIDA e aspectos relacionados;Texto do artigo · p. 6 ✓ Capacitação de facilitadores ao nível central, provincial e distrital em vários sectores, em matéria de HIV/SIDA para o uso do manual;Texto do artigo · p. 6 ✓ Reprodução de 7500 exemplares de materiais de IEC, sobre diferentes doenças crónicas para promoção de saúde dos FAE.Texto do artigo · p. 6 No total foram formados 950 facilitadores (86 – nível central; 165 – nível provincial e 699 – nível distrital para implementação de sessões de sensibilização dos funcionários e agentes do Estado nas suas instituições. O número de formados é insuficiente para responder à demanda e alcançar este objectivo.Texto do artigo · p. 6 iii. Regular/Facilitar o acesso aos serviços e direitos associados a funcionários portadores do HIV e SIDA e suas famílias directas, de modo a minimizar o impacto negativo da doença nos sistemas de prestação de serviços públicos;Texto do artigo · p. 6 O sector de saúde criou em algumas unidades sanitárias gabinetes para aconselhamento, testagem, tratamento e seguimento do trabalhador do Sector Público denominado consulta do trabalhador.Texto do artigo · p. 6 A coordenação com o sector da saúde para a realização dos testes foi limitada pela falta de espaços para referência dos FAE para receber o tratamento necessário. Nesta perspectiva, a estratégia não teve sucesso. Não existe até ao momento tratamento diferenciado, um tratamento especial que pode colocar o funcionário numa situação de maior conforto e de menor exposição. O funcionário quando vai ao centro de testagem, mesmo em situações em que tem uma guia, de um modo geral acaba por estar sujeito ao tratamento comum ou a todo outro cidadão que procura o mesmo serviço.Texto do artigo · p. 6 Ao nível da assistência social, há muitos desafios ainda relativos à disponibilidade de recursos para sustentar a atribuição de subsídios até os 30%, apoio alimentar e nutricional, ou atribuição de uma cesta básica. Em quase todas as entrevistas,Texto do artigo · p. 6 incluindo ao nível dos sectores onde estas experiências estão em curso, como são os sectores da educação, saúde, polícia, trabalho e finanças, quase todos os FAE são de opinião de que os mecanismos funcionam com muitas limitações, em muitos casos devido à falta de orçamento. Os poucos sectores que disponibilizam a assistência nutricional ou cesta básica, no geral fazem-no na base de arranjos, muitas vezes sem garantia de sustentabilidade e de funcionamento de longo prazo.Texto do artigo · p. 6 v. Mitigar o impacto de HIV e SIDA no local de trabalhoTexto do artigo · p. 6 Os gestores de recursos humanos a todos os níveis, foram treinados para lidar com situações que podem exigir mobilidade dos FAE infectados por HIV. O nível de solidariedade por parte do pessoal dos recursos humanos responsável pelos assuntos do HIV e SIDA, em relação aos FAE infectados ficou muito reforçado durante o período de implementação da ECHSFP I. Há sinais de uma enorme preocupação para referenciá-los em actividades de aconselhamento e tratamento, bem como na busca de soluções alternativas resultado da falta de orçamento. Por exemplo, no Ministério do Trabalho, todos os funcionários e agentes do Estado vivendo com HIV e que requerem assistência nutricional, estão a beneficiar de apoio alimentar gratuito no centro social desse órgão central.Texto do artigo · p. 6 vi. Estabelecer parâmetros para a melhoria da coordenação da resposta ao HIV e SIDA na Função Pública, mobilização de recursos para implementação das acções e estabelecer mecanismos para a implementação de um sistema de monitoria e avaliação das acções de resposta ao HIV e SIDA levadas a cabo pelas instituições da Administração Pública.Texto do artigo · p. 6 Um comité ou Conselho de Gestão (CG) foi criado, sob a liderança do CNCS e que integra o Secretariado Executivo do CNCS e a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Humanos do Estado (DNGERHE) do MFP. Este CG tinha o papel de garantir apoio efectivo para a tomada de decisões sobre questões de política e gestão da implementação da estratégia.Texto do artigo · p. 6 Os gestores de recursos humanos em cada sector passaram a ter o papel de comunicar, implementar, monitorar e preparar recomendações de acções a serem implementadas. Como forma de garantir a existência de um interlocutor, em cada sector foram constituídos os Pontos Focais (PF) para ECHSFP I, cuja responsabilidade foi definida num documento de termos de referência aprovados pelo MFP, que incluem o papel de implementar, coordenar e monitorar o programa de HIV/SIDA no local de trabalho e estabelecer um núcleo sectorial de HIV/ /SIDA em coordenação com o gestor dos recursos humanos. O núcleo sectorial é um órgão dirigido pelo secretário permanente.Texto do artigo · p. 6 No quadro das actividades com vista à criação das estruturas de coordenação e gestão de programas de HIV e SIDA no local de trabalho, nos sectores em todos os níveis, o MFP levou a cabo as seguintes acções:Texto do artigo · p. 6 ✓ Disseminação da ECHSFP I nos sectores ao nível central, provincial e distrital, com vista a que os participantes fizessem a réplica para os restantes funcionários nas suas instituições;Texto do artigo · p. 6 ✓ Capacitação dos Gestores dos Recursos Humanos (GRH) em todos níveis, Inspetores Chefes do nível provincial e chefes das secretarias provinciais sobre as suas atribuições na implementação da ECHSFP I;Texto do artigo · p. 6 ✓ Desenvolvimento dos Termos de Referência (TdR) para os FAE em conjunto com o CNCS e os GRH dos sectores ao nível central. Refira-se que os TdR foram disseminados para os níveis provincial e distrital, em cada sector, com o apoio dos PF dos órgãos centrais;Texto do artigo · p. 7 ✓ Capacitação dos PF dos sectores do nível central para a coordenação e gestão do programa de HIV/SIDA no local de trabalho das respectivas instituições. De referir que aos PF foi lhes atribuída a responsabilidade de prestação de apoio técnico aos órgãos tutelados e subordinados, incluindo os PF do nível provincial e distrital do mesmo sector quando demandado; ✓ Elaboração de um guião de formação de PF que integra temas sobre coordenação, gestão e monitoria do programa de HIV no local de trabalho, com vistaTexto do artigo · p. 7 a orientar as instituições a todos os níveis. O guião tem como finalidade orientar os sectores na criação de uma estrutura de coordenação nacional coesa e harmonizada para a resposta ao HIV e SIDA no local de trabalho.Texto do artigo · p. 7 4.2 Sumário da Análise Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças (FOFA)Texto do artigo · p. 7 A avaliação da ECHSFP I e os resultados dos encontros de auscultação e de entrevistas permitiram o desenvolvimento de uma análise FOFA profunda, sumarizada no quadro abaixo.Texto do artigo · p. 7 Pontos Fortes
Pontos Fracos
• Existência de legislação que privilegia assistência aos trabalhadores com doenças crónicas e degenerativas
• Existência de EGFAE e respectivo regulamento
• Institucionalização da componente HIV e SIDA na Função Pública
• Existência de núcleos de resposta ao HIV e pontos focais sectoriais
• Existência de consulta do trabalhador nas unidades sanitárias
• Experiência de coordenação e monitoria de resposta ao HIV a nível central e provincial
• Experiência de implementação de acções de resposta ao HIV no Sector Público
• Capacidade de gestão de recursos humanos a todos níveis e em todas as instituições de administração pública
• Disponibilidade de tratamento gratuito
• Existência de estrutura administrativa até à base
• Reformas e descentralização da Função Pública
• Ausência de uma política de HIV do Sector Público
• Ausência de unidade orgânica para implementação de actividades de HIV
• Fraco cometimento das lideranças para assuntos de HIV
• Falta de programas integrados de doenças crónicas e degenerativas
• Défice de financiamentos para as actividades de HIV e SIDA no Sector Público
• Fraca coordenação das acções implementadas pelos sectores
• Limitada disponibilidade e baixa qualidade de dados para a monitoria das actividades
• Falta de organizações de pessoas vivendo com HIV (PVHIV) no Sector Público
• Fraca capacidade das instituições em dar assistência aos casos identificados
• Falha em implementar programas de forma sistemática e em escala
Oportunidades
Ameaças
• Desenvolvimento do Capital Humano é um dos principais pilares do Governo
• Existência de parceiros que actuam na área de prevenção e apoiam a resposta ao HIV e SIDA
• Existência de uma Estratégia Nacional de Resposta ao HIV e SIDA
• Estratégias Globais da área de HIV/SIDA
• Governo de Moçambique subscreveu os Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis
• Estigma e discriminação de pessoas vivendo com HIV e SIDA
• Alta incidência de infecção por HIV
• Persistência de factores de riscos (parcerias múltiplas, baixo uso de preservativo, sexo pago, “relações de confiança”)
• Fraco financiamento externo
• Alta fertilidade associada à baixa prevalência do uso de métodos modernos de contracepção
• Vulnerabilidade das famílias
Pontos Fortes
Pontos Fracos
• Existência de legislação que privilegia assistência aos trabalhadores com doenças crónicas e degenerativas
• Existência de EGFAE e respectivo regulamento
• Institucionalização da componente HIV e SIDA na Função Pública
• Existência de núcleos de resposta ao HIV e pontos focais sectoriais
• Existência de consulta do trabalhador nas unidades sanitárias
• Experiência de coordenação e monitoria de resposta ao HIV a nível central e provincial
• Experiência de implementação de acções de resposta ao HIV no Sector Público
• Capacidade de gestão de recursos humanos a todos níveis e em todas as instituições de administração pública
• Disponibilidade de tratamento gratuito
• Existência de estrutura administrativa até à base
• Reformas e descentralização da Função Pública
• Ausência de uma política de HIV do Sector Público
• Ausência de unidade orgânica para implementação de actividades de HIV
• Fraco cometimento das lideranças para assuntos de HIV
• Falta de programas integrados de doenças crónicas e degenerativas
• Défice de financiamentos para as actividades de HIV e SIDA no Sector Público
• Fraca coordenação das acções implementadas pelos sectores
• Limitada disponibilidade e baixa qualidade de dados para a monitoria das actividades
• Falta de organizações de pessoas vivendo com HIV (PVHIV) no Sector Público
• Fraca capacidade das instituições em dar assistência aos casos identificados
• Falha em implementar programas de forma sistemática e em escala
Oportunidades
Ameaças
• Desenvolvimento do Capital Humano é um dos principais pilares do Governo
• Existência de parceiros que actuam na área de prevenção e apoiam a resposta ao HIV e SIDA
• Existência de uma Estratégia Nacional de Resposta ao HIV e SIDA
• Estratégias Globais da área de HIV/SIDA
• Governo de Moçambique subscreveu os Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis
• Estigma e discriminação de pessoas vivendo com HIV e SIDA
• Alta incidência de infecção por HIV
• Persistência de factores de riscos (parcerias múltiplas, baixo uso de preservativo, sexo pago, “relações de confiança”)
• Fraco financiamento externo
• Alta fertilidade associada à baixa prevalência do uso de métodos modernos de contracepção
• Vulnerabilidade das famílias
Número ou marcador · p. 7 5. Princípios Orientadores da EstratégiaTexto do artigo · p. 7 Os principais princípios desta estratégia são derivados das provisões da Constituição da República de Moçambique (2004), Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), Protocolo da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (2003), Código de Prática sobre HIV e SIDA e o mundo de trabalho da Organização Internacional de Trabalho (2001), Código sobre HIV e SIDA e Emprego da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e políticas governamentais na área de recursos humanos do Sector Público.Texto do artigo · p. 7 A ECHSFP II está alinhada com princípios orientadores do PEN IV e é baseada nos seguintes princípios:Texto do artigo · p. 7 5.1. Reconhecimento do HIV e SIDA como assunto de local de trabalhoTexto do artigo · p. 7 O HIV e SIDA é um assunto de local de trabalho e deve ser tratado como qualquer outra doença que pode afectar os FAE. Todas as instituições de Administração Pública devem integrarTexto do artigo · p. 7 HIV e SIDA nas suas funções nucleares e estabelecer estruturas para coordenar a actividade do HIV e SIDA no local de trabalho.Texto do artigo · p. 7 A planificação e implementação das acções da resposta ao HIV e SIDA devem capitalizar as sinergias existentes no local de trabalho, de modo a responder aos desafios e necessidades específicas locais.Texto do artigo · p. 7 5.2. Envolvimento das lideranças dos sectoresTexto do artigo · p. 7 Este princípio assenta-se na necessidade da integração das acções de resposta ao HIV e SIDA nos planos de desenvolvimento dos sectores. As instituições públicas devem criar um ambiente que permita os Funcionários e Agentes do Estado a participar em programas de resposta ao HIV no local de trabalho a todos os níveis.Texto do artigo · p. 7 5.3. Informação, Educação e ComunicaçãoTexto do artigo · p. 7 Os FAE e suas famílias devem ter acesso à informação e programas de educação actualizados e completos sobre HIV e SIDA e outras doenças crónicas, bem como serviços de apoio eTexto do artigo · p. 8 referência. Informação, educação e comunicação são eficazes para capacitar as pessoas a controlarem o seu próprio comportamento e exposição ao HIV e aos factores de risco para as outras doenças crónicas.Texto do artigo · p. 8 5.4. Não discriminaçãoTexto do artigo · p. 8 A resposta ao HIV deve estar centrada nos Direitos Humanos e na Justiça de Género. Com este princípio pretende-se garantir que não deve haver estigmatização dos FAE, incluindo candidatos ao emprego na base do seroestado. A inclusão das questões dos direitos humanos e de género esteja contida e observada em todas as áreas estratégicas e prioritárias da resposta ao HIV e SIDA no Sector Público, de modo a criar-se um ambiente social e legal que encoraje os FAE a usarem os serviços disponíveis.Texto do artigo · p. 8 5.5. ConfidencialidadeTexto do artigo · p. 8 Informações sobre o estado de HIV de um FAE devem ser tratadas confidencialmente pelo pessoal de saúde e pelo gestor de RH e não devem ser divulgadas a outros sem o consentimento da pessoa envolvida.Texto do artigo · p. 8 5.6. Abordagens baseadas em evidênciasTexto do artigo · p. 8 A implementação dos programas de resposta ao HIV e SIDA no Sector Público deve ser orientada por evidências. Neste sentido, o registo de boas práticas e a realização de pesquisas operacionais devem ser considerados uma prática para permitir maior dinamização e sustentabilidade das acções de prevenção bem como a melhoria da implementação de programas sectoriais. As evidências deverão sustentar e capitalizar as intervenções e/ou as abordagens que forem consideradas custo-eficazes (prevenção combinada).Texto do artigo · p. 8 5.7. SustentabilidadeTexto do artigo · p. 8 As políticas, os programas e os serviços devem assegurar benefícios a longo prazo para os FAE e suas famílias. Para garantir a sustentabilidade, a capacidade dos prestadores de serviços públicos bem como dos serviços comunitários deve ser reforçada. A mobilização de recursos internos e externos para o financiamento das acções sectoriais de resposta deve ser acompanhada pela criação de mecanismos de seguimento e monitoria do progresso do cumprimento dos planos de acções de resposta elaborados pelos sectores e integrados no PES anual.Texto do artigo · p. 8 5.8. IntegraçãoTexto do artigo · p. 8 Esta estratégia procura integrar abordagens holísticas para responder às necessidades em saúde dos FAE. Particular atenção será dada à integração entre HIV e SIDA e doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro, de modo a tirarTexto do artigo · p. 8 o HIV e SIDA do isolamento, reduzir o estigma e discriminação, aumentar a utilização dos serviços disponíveis e melhorar
os resultados de saúde e do bem-estar dos FAE.Número ou marcador · p. 8 6. Visão, Missão e Grupo Alvo 6.1 Visão Recursos humanos saudáveis, disponíveis e a prestar serviçosTexto do artigo · p. 8 públicos de qualidade. 6.2 Missão Contribuir para a melhoria da saúde e do bem-estar dos FAE,Texto do artigo · p. 8 criando um ambiente favorável para a resposta ao HIV e SIDA, doenças crónicas e degenerativas no Sector Público.Texto do artigo · p. 8 6.3 Grupo AlvoTexto do artigo · p. 8 A presente Estratégia destina-se aos FAE ligados à administração pública em todo o território nacional, cujo tamanho e composição estão descritos no capítulo sobre a situação dos recursos humanos na Função Pública, incluindo suas respectivas famílias.Número ou marcador · p. 8 7. Objectivo Geral, Eixos Estratégicos e Resultados EsperadosTexto do artigo · p. 8 7.1 Objectivo geralTexto do artigo · p. 8 Contribuir para a melhoria de saúde e do bem-estar dos FAE e suas famílias, através de acções de prevenção do HIV, incentivando práticas de vida saudável e favoráveis ao desenvolvimento dos recursos humanos no Sector Público.Texto do artigo · p. 8 7.2 Eixos Estratégicos 7.2.1 Prevenção Combinada Contexto EstratégicoTexto do artigo · p. 8 Embora o número de novas infecções por HIV tenha reduzido, o ritmo vai ficar aquém da redução de 50% prevista no PEN IV 2016-2020, muito menos a meta de 75% advogada pela ONUSIDA até 2020. Portanto, o número de novas infecções continua maior do que o esperado nas metas globais e nacionais.Texto do artigo · p. 8 A redução em metade no número de novas infecções por HIV será apenas possível através da combinação de intervenções no País, em geral e no Sector Público, em particular. Esta inclui a combinação de intervenções biomédicas, incluindo tratamento como prevenção, alcançada através da supressão viral. Adicionalmente, estratégias para lidar com determinantes estruturais e sociais, comunicação para mudança social e de comportamento – todas sustentadas por uma abordagem baseada em direitos humanos – são fundamentais para o sucesso.Texto do artigo · p. 8 Para o Sector Público, a ênfase na prevenção é importante para alcançar os objectivos da estratégia.Texto do artigo · p. 8 Abordagem estratégica: quebrando o ciclo de transmissão de HIV.Texto do artigo · p. 8 Um entendimento claro dos modos de transmissão de HIV irá informar estratégias para identificar os grupos vulneráveis entre os FAE e seus familiares. Programas dirigidos a estes grupos vulneráveis e às pessoas que os infectam vão contribuir para quebrar o ciclo de transmissão. No contexto dos FAE devem ser considerados como factores de risco: a mobilidade profissional como resultado das deslocações constantes em missão de serviço, transferências para locais isolados sem condições que permitam levar a família e o assédio sexual que envolve troca de favores de profissionais por actos sexuais desprotegidos. Para além dos factores de risco específicos e, fazendo parte integrante da população moçambicana, os FAE e seus familiares estão também sujeitos a riscos gerais, como, por exemplo: parceria múltipla, uso de drogas injectáveis e sexo entre pessoas do mesmo sexo.Texto do artigo · p. 8 O tratamento do HIV tem demonstrado de longe o efeito mais significativo na qualidade de vida das PVHIV e sobre a redução da incidência do HIV. Neste sentido, o tratamento do HIV deve ser assumido como uma ferramenta de prevenção de novas infecções e parte da componente crítica de uma combinação de estratégias baseadas em evidências, conhecida como “prevenção combinada”. Assim, o início precoce do tratamento e sustentado traz, por um lado, retornos duas vezes maiores quando avaliados os custos evitados inerentes à assistência médica dos FAE e suas famílias e, por outro, traz um aumento da produtividade da força de trabalho, criando maiores ganhos para a prestação de serviços públicos que no fim tem impacto na economia do País.Texto do artigo · p. 8 Objectivo estratégico 1: reduzir o número de novas infecções entre os FAE e suas famílias, através de intervenções de prevenção combinada, em 75% até 2023.Texto do artigo · p. 8 Resultado 1: reduzido o número de novas infecções entre FAE e suas famílias em 75% durante a vigência da estratégia.Texto do artigo · p. 8 Acções – chaveTexto do artigo · p. 8 Acção 1: implementação de programas de informação, educação e comunicação (IEC), através de educação de pares/ comunicação interpessoal, palestras e disponibilização de material de IEC.Texto do artigo · p. 9 Acção 2: disseminação de informação através de redes sociais
(WhatsApp, facebook e outros.
Acção 3: promover o uso de preservativo tendo em conta
as barreiras socioculturais.
Acção 4: disponibilizar preservativos masculinos e femininos
em quantidade.
Acção 5: promover o acesso e facilitar aos serviços de ATS
(através de feiras de saúde e/ou referência as US.)
Acção 6: promover serviços de circuncisão médica masculina.
Acção 7: promover e facilitar o acesso aos serviços de rastreio
de cancro do colo do útero.
Acção 8: alcançar 90-90-901 como forma de prevenção.
Acção 9: disponibilizar profilaxia pré-exposição para casais
serodiscordantes.
Acção 10: treino dos gestores de RH sobre direitos humanosTexto do artigo · p. 9 e prevenção e eliminação de estigma e discriminação. 7.2.2 Cuidados e Tratamento Contexto EstratégicoTexto do artigo · p. 9 Moçambique fez progressos notáveis no tratamento de HIV nos últimos 5 anos (2013-2018). Estes incluem a expansão massiva do tratamento antirretroviral (TARV) e adopção da abordagem de “Testar e Iniciar” em Agosto de 2016. Contudo, muitas pessoas vivendo com HIV continuam sem conhecer o seu estado em relação ao HIV, a enfrentar atrasos inaceitáveis entre o diagnóstico e o tratamento ou parar com o tratamento. Contribuir para a redução dramática das taxas de perdas de seguimento dos FAE e suas famílias vivendo com HIV a nível nacional é uma prioridade crítica para o Sector Público, nos próximos 5 anos.Texto do artigo · p. 9 O tratamento do HIV evita mortes relacionadas com o SIDA. Na era do pré-tratamento a expectativa de sobrevida de uma pessoa infectada por HIV era em média de apenas 12,5 anos. Actualmente, uma pessoa jovem que se infecta hoje pode ter uma expectativa de vida quase normal (mais de cinquenta anos de vida) se aderir sem interrupção ao tratamento do HIV a vida toda. Evidências cada vez maiores indicam que resultados comparáveis podem ser alcançados no contexto do Sector Público, que pode contribuir com uma queda dramática nas mortes relacionadas com o SIDA dos FAE e suas famílias, quando o tratamento é introduzido em larga escala. À medida que se for expandido o acesso ao tratamento no decorrer da estratégia poderão ser revertidos os efeitos devastadores da epidemia sobre a saúde dos FAE e seus familiares, com um aumento acentuado na expectativa de vida dos FAE e robustez da economia do Sector Público.Texto do artigo · p. 9 Evidências indicam que 42% dos homens que vivem com HIV estão em tratamento, comparado com 63% das mulheres. Este facto mostra a necessidade de se criar estratégias que estimulam o acesso dos homens aos programas de diagnóstico, cuidados e tratamento, tanto para o HIV como para doenças crónicas que mais acometem o homem na sua fase do ciclo de desenvolvimento humano que coincide com a fase considerada economicamente produtiva.Texto do artigo · p. 9 Abordagem Estratégica: Alcance das metas 90-90-90 para HIV nos FAE e suas famíliasTexto do artigo · p. 9 O PEN IV tem como um dos seus objectivos a redução das mortes relacionadas com SIDA em 49% até 2020 e dados de 2017 indicam, depois de 4 anos, ter sido registada uma redução de apenas 24%. A presente estratégia pretende contribuir para o alcance da redução das mortes relacionadas com SIDA para além dos 49% em Moçambique.Texto do artigo · p. 9 1 90% das pessoas que vivem com HIV sabem que têm a infecção por HIV; 90% das pessoas que sabem que têm a infecção estão em tratamento e em 90% das pessoas que estão em tratamento o vírus não se detecta no sangue.Texto do artigo · p. 9 Objectivo Estratégico 2: reduzir a morbilidade e mortalidade relacionadas ao SIDA entre os FAE e suas famílias, através de intervenções ligadas a cuidados, tratamento e de apoio à adesão e retenção.Texto do artigo · p. 9 Resultado 2: aumentado o número de FAE que conhecem seu seroestado, em tratamento e com supressão da carga viral.Texto do artigo · p. 9 Acções-chaveTexto do artigo · p. 9 Acção 1: expandir a disponibilidade do teste do HIV através
da diversificação de abordagens e serviços de testagem (testagem familiar, caso índex, auto-testagem).
Acção 2: realizar aconselhamento e testagem em saúde (HIV,
hipertensão arterial, diabetes, cancros, outros).
Acção 3: treinar navegadores (para acompanhar FAE e seus
familiares positivos para os serviços de cuidados e tratamento.
Acção 4: implementar a abordagem Testar e Iniciar para
aumentar a proporção de FAE e seus familiares em tratamento.
Acção 5: fornecer TARV nos postos de saúde do local
de trabalho.
Acção 6: implementar os modelos diferenciados de serviços
para FAE e seus familiares alcançarem a supressão viral e sejam integrados em programas de controlo de doenças crónicas, incluindo o cancro.
Acção 7: facilitar o atendimento aos FAE e seus familiares nas
US (um dia por semana para consulta).
Acção 8: facilitar o acesso à carga viral. 7.2.3 Mitigação do Impacto Contexto EstratégicoTexto do artigo · p. 9 O HIV e SIDA representa um enorme desafio para o desenvolvimento de Moçambique e isso exerce uma grande pressão sobre os locais de trabalho. A epidemia levou à perda de FAE qualificados e experientes devido a mortes relacionadas ao SIDA, perda de horas de trabalho devido a doenças relacionadas ao HIV, absenteísmo aumentado, desempenho reduzido, aumento do estresse, estigma e discriminação relacionados ao HIV e perda de memórias institucionais, entre outros.Texto do artigo · p. 9 Como resultado do impacto negativo do HIV e SIDA no Sector Público, o Estado Moçambicano, como um dos principais empregadores, reconheceu que para uma estratégia de resposta ao HIV e SIDA no Sector Público é fundamental implementar programas eficazes no local de trabalho. Esta estratégia demonstra a preocupação e o compromisso do Governo em tomar medidas concretas para prevenir e gerir o HIV e SIDA e fornecer orientações sobre o desenvolvimento de programas de HIV e SIDA no local de trabalho.Texto do artigo · p. 9 Abordagem estratégica: desenvolver um serviço público bem coordenado e que responda ao impacto do HIV e SIDA no Sector Público.Texto do artigo · p. 9 Objectivo Estratégico 3: reduzir o impacto social e/ou económico da doença nos FAE e suas famílias.Texto do artigo · p. 9 Resultado 3: reduzido o impacto social e/ou económico do SIDA, doenças crónicas, incluindo o cancro nos FAE e suas famílias.Texto do artigo · p. 9 Acções – chaveTexto do artigo · p. 9 Acção 1: criar mecanismos dentro do local de trabalho para
incentivar a abertura, aceitação, cuidado e apoio dos funcionários HIV-positivos.
Acção 2: garantir que FAE vivendo com HIV não sejam
discriminados e obtém todos os benefícios previstos na legislação.
Acção 3: aplicar as normas, políticas e leis que promovem
a protecção de FAE vivendo com HIV (cesta básica e subsídio de 30%).
Acção 4: criar opções de trabalho de acordo com a condição
de saúde dos FAE.
Acção 5: garantir o aconselhamento e avaliação nutricionalTexto do artigo · p. 9 de rotina e o tratamento da desnutrição aguda.Texto do artigo · p. 10 7.2.4 Ambiente Favorável (Direitos Humanos) Contexto EstratégicoTexto do artigo · p. 10 O quadro legal de Moçambique é guiado pela Constituição da República, que garante uma ampla gama de direitos civis, políticos, culturais e socioeconómicos. Isto inclui os direitos à igualdade e à não discriminação, privacidade, dignidade, liberdade e segurança da pessoa, acesso aos cuidados de saúde e à justiça.Texto do artigo · p. 10 O estudo, realizado no âmbito da elaboração da Subvenção ao Fundo Global 2018-2020 sobre os direitos humanos, confirmou que a resposta nacional ao HIV incorpora os princípios dos direitos humanos reflectidos no quadro legal geral e específico ao HIV e SIDA (Lei n.º 19/2014, de 27 de Agosto), mas identificou lacunas na implementação. Isso indica que acções concretas são necessárias para assegurar que todos os direitos previstos na legislação sejam traduzidos em prática.Texto do artigo · p. 10 O PEN IV reconhece que, apesar de Moçambique ser reconhecido globalmente por seu posicionamento e resposta aos direitos humanos, ainda há lacunas importantes a serem preenchidas em relação à plena implementação da agenda de direitos humanos. Entre elas, está a necessidade de traduzir as principais políticas em implementação e assegurar que todas as pessoas conheçam seus direitos e onde buscar apoio quando os direitos forem violados. O estigma deve ser reduzido, incluindo o estigma no local de trabalho, bem como o auto-estigma. As barreiras que impedem os FAE e seus familiares a terem acesso e utilizar os serviços devem ser removidas. Os FAE vivendo com HIV deverão liderar a condução da agenda de direitos humanos e acesso à justiça.Texto do artigo · p. 10 Abordagem estratégica: Protecção e promoção de direitos humanos para permitir/assegurar uma resposta ao HIV efectiva, equitativa e forte no Sector Público.Texto do artigo · p. 10 As estratégias para proteger e promover os direitos humanos para permitir uma resposta forte, eficaz e equitativa no Sector Público, serão baseadas nos 7 programas chaves propostos pela ONUSIDA, visando o desenvolvimento de programas de direitos humanos no contexto do HIV. Os principais componentes do programa incluem: redução de estigma e discriminação; monitoria e reforma de leis, regulamentos e políticas com atenção específica ao HIV; melhoria da literacia legal; disponibilizar serviços jurídicos e acessíveis; sensibilização de legisladores e aplicadores de leis; treino para provedores de cuidados de saúde sobre direitos humanos e ética médica; e redução das normas de género prejudiciais e da violência contra as mulheres e aumentando seu empoderamento legal, social e económico. Alguns desses programas já estão sendo implementados e devem ser expandidos. Em conjunto, essas acções devem abordar o autoestigma e estigma externo, facilitar o acesso à justiça e promover um ambiente que possibilite e proteja a saúde humana, direitos legais e previna o estigma e discriminação.Texto do artigo · p. 10 Objectivo Estratégico 4: Implementar uma resposta ao HIV baseada em abordagens e princípios de direitos humanos.Texto do artigo · p. 10 Resultado 4: Implementada uma resposta ao HIV baseada em abordagens e princípios de direitos humanos.Texto do artigo · p. 10 Monitorar e responder aos abusos dos direitos humanos: sob a ECHSFP II, a capacidade de responder aos abusos dos direitos humanos no contexto de HIV será fortalecida. O MAEFP defenderá a plena implementação de leis de protecção e políticas para garantir acesso significativo e igual aos serviços, e protecção contra a discriminação ou outros abusos dos direitos humanos. Serão estabelecidos mecanismos para monitorar as violações dos direitos humanos relacionadas ao HIV. O acesso aos serviços legais também será expandido e os investimentos serão feitos em direitos centrados nos FAE e em programas de literacia legal.Texto do artigo · p. 10 Expandir e fortalecer as iniciativas de Comunicação para a Mudança Social e de Comportamento (CMSC) para reduzir o estigma: ECHSFP II apela para o desenvolvimento e implementação de campanhas multifacetadas para reduzir o estigma interno e externo (destacando comportamentos estigmatizantes, fornecendo informações para lidar com os mitos e aumentar o conhecimento sobre o HIV).Texto do artigo · p. 10 Investir na expansão de programas de treinamento e sensibilização para reduzir o estigma: os programas irão informar e sensibilizar os que fazem as leis e aqueles que as aplicam sobre o importante papel da lei na resposta ao HIV, por exemplo: proteger as pessoas afectadas pelo HIV contra a discriminação e violência e apoiar o acesso à prevenção do HIV, tratamento, cuidado e apoio. Além disso, os gestores de recursos humanos serão treinados em direitos humanos e ética.Texto do artigo · p. 10 Objectivo Estratégico 4.1: reduzir o estigma e a discriminação entre FAE e seus familiares que vivem com o HIV em metade até 2023Texto do artigo · p. 10 Acções – chaveTexto do artigo · p. 10 Acção 1: Desenvolver e implementar planos de apoio baseado
no local de trabalho.
Acção 2: Treinar os educadores de pares do local de trabalho
sobre estigma e discriminação.
Acção 3: Realizar diálogos no local de trabalho sobre estigma
e discriminação.
Acção 4: Integrar o estigma em todos programas para FAETexto do artigo · p. 10 e seus familiares vivendo com HIV.Texto do artigo · p. 10 Objectivo Estratégico 4.2: Promover um ambiente que permita e proteja os direitos humanos e legais e evite o estigma e a discriminação.Texto do artigo · p. 10 Acção 1: Promover a promulgação e implementação de leis,
políticas, regulamentos e directrizes que proibem a discriminação e apoiar o acesso aos serviços de prevenção, cuidados/tratamento e apoio de HIV.
Acção 2: Auditar as leis e as práticas de aplicação de leis
práticas para avaliar o impacto na resposta ao HIV.
Acção 3: Fazer advocacia para reforma de políticas quando
lacunas são identificadas.
Acção 4: Promover o diálogo e os debates sobre o HIV e a lei
com o poder judiciário.
Acção 5: Com a colaboração de parlamentares e todos os
órgãos do Estado, realizar uma campanha abrangente para promover o respeito pelos direitos FAE vivendo com HIV.
Acção 6: Capacitar os gestores de recursos humanos em
direitos humanos e ética.
Acção 7: Capacitar os FAE (por exemplo, saúde, educação,
polícia e serviço penitenciário) em direitos humanos e prestação de serviços.
Acção 8: Garantir a inclusão de direitos humanos e ética em
todos programas de treino para o Sector Público.
Acção 9: Implementar programas específicos de treinoTexto do artigo · p. 10 em direitos humanos para a polícia e pessoal do serviço penitenciário.Texto do artigo · p. 10 Objectivo Estratégico 4.3: Facilitar o acesso à justiça e reparação para as pessoas que vivem com e vulneráveis ao HIVTexto do artigo · p. 10 Acção 1: Realizar campanhas de consciencialização sobre
direitos e leis relacionadas ao HIV.
Acção 2: Treinar educadores de pares em direitos humanos
e literacia.
Acção 3: Criar capacidade das instituições de administração
pública para fornecer informações e referências.
Acção 4: Expandir o acesso a preços acessíveis ao aconse-Texto do artigo · p. 10 lhamento jurídico.Texto do artigo · p. 11 Acção 5: Colaborar com instituições que fornecem informações
sobre serviços legais.
Acção 6: Criar e funcionalizar linhas telefónicas directas. 7.2.5 Coordenação e Liderança Contexto EstratégicoTexto do artigo · p. 11 O Governo de Moçambique reconhece a severidade da epidemia de HIV e procura minimizar as consequências sociais, económicas e de desenvolvimento para o Sector Público e compromete-se a prover liderança, recursos e apoio na implementação desta estratégia.Texto do artigo · p. 11 Ao nível nacional existe uma plataforma e colaboração, mas para atingir o controlo da epidemia no Sector Público requer uma abordagem em que cada ministério, no seu mandato, contribui, coordenando e colaborando nos três níveis de governação. O ministério que superintende a área de gestão de recursos humanos do Estado apoiará a implementação de intervenções relacionadas ao HIV, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro no Sector Público e o desenvolvimento de uma estrutura de responsabilização conjunta.Texto do artigo · p. 11 A estrutura ou mecanismo de coordenação precisa de ter uma capacidade suficiente para implementar plenamente o seu mandato, melhorar a colaboração e a cooperação entre os ministérios e as direcções provinciais e prestar apoio técnico às estruturas de coordenação dos sistemas distritais onde a implementação é fundamental.Texto do artigo · p. 11 Objectivo estratégico 5: Promover a liderança e responsabilidade compartilhada para uma resposta ao HIV sustentável no Sector Público.Texto do artigo · p. 11 Resultado Esperado 5: Criada a estrutura/mecanismo de coordenação efectiva e em funcionamento.Texto do artigo · p. 11 Acções – chaveTexto do artigo · p. 11 Acção 1: Criar uma estrutura/mecanismo para uma efectiva
coordenação e liderança de todos os intervenientes para uma responsabilidade partilhada na implementação da estratégia no Sector Público, lidar com a questão do HIV, doenças crónicas e degenerativas no local de trabalho (estrutura orgânicadepartamento autónomo de assuntos sociais).
Acção 2: Melhorar a colaboração e a cooperação entre os
ministérios e as direcções provinciais e estes com os serviços distritais.
Acção 3: Desenvolver planos de implementação (acção) dos
governos centrais, provinciais, distritais e as instituições tuteladas deverão desenvolver seus planos específicos de implementação/ acção.
Acção 4: Fortalecer a liderança local e assegurar queTexto do artigo · p. 11 os conselhos distritais e municipais trabalhem junto com as instituições de administração pública do respectivo nível para institucionalizar a colaboração inter e multissectorial.Texto do artigo · p. 11 7.2.6 Mobilização de Recursos Contexto EstratégicoTexto do artigo · p. 11 Alcançar os objectivos e as metas da ECHSFP II só será possível se houver recursos suficientes disponíveis para todas as instituições de administração pública para implementar a estratégia. Dada a natureza ambiciosa da estratégia, os recursos para a resposta ao HIV deverão aumentar para o período 20192023, enquanto fundos disponíveis devem ser utilizados de forma eficiente.Texto do artigo · p. 11 Abordagem Estratégica: Mobilizar recursos suficientes para alcançar as metas e objectivos da ECHSFP II.Texto do artigo · p. 11 Os mecanismos tradicionais de mobilização de recursos para a resposta - por meio de alocações orçamentais do Estado e de assistência internacional - embora substanciais, são insuficientes para cobrir o custo total de implementação da resposta nacional ao SIDA através do PEN IV, o mesmo seráTexto do artigo · p. 11 para a ECHSFP II. O financiamento do governo para o HIV não tem crescido e não se espera que cresça nos próximos anos, pois o espaço fiscal para a mobilização de recursos internos ainda maiores é limitado pela conjuntura económica.Texto do artigo · p. 11 As perspectivas de aumento ou mesmo retenção dos níveis actuais de assistência externa ao desenvolvimento durante 2020-Texto do artigo · p. 11 -2024 são incertas.Texto do artigo · p. 11 Para conseguir recursos suficientes para financiar a ECHSFP II na sua totalidade, exigirá uma combinação de abordagens, a saber: maximizar o financiamento existente do governo e fontes internacionais, alavancando mecanismos inovadores para gerar novas fontes de financiamento e melhorar a eficiência da prestação de serviços.Texto do artigo · p. 11 Objectivo Estratégico 6. Melhorar a eficiência e mobilizar recursos para alcançar os objectivos e as metas da estratégia.Texto do artigo · p. 11 Resultado Esperado: Mobilizados recursos internos para o financiamento das acções de resposta ao SIDA no Sector Público.Texto do artigo · p. 11 Acções – chaveTexto do artigo · p. 11 Optimizar investimentos: os retornos de saúde, sociais e económicos sobre o investimento serão maximizados seleccionando estrategicamente a combinação ideal de intervenções de alto valor e impacto.Texto do artigo · p. 11 Aumentar a eficiência: usando dados para direccionar estrategicamente intervenções de alto valor e impacto para áreas geográficas e grupos de FAE onde o impacto será maior, aumentará a eficiência da resposta ao HIV no Sector Público.Texto do artigo · p. 11 Identificar e alavancar mecanismos inovadores de financiamento: A Função Pública irá explorar agressivamente opções inovadoras para gerar novas fontes de financiamento. Umas das opções a ser explorada é o co-investimento do governo, em que múltiplos ministérios concordam em co-financiar intervenções prioritárias. Essa abordagem é particularmente bem adaptada às intervenções estruturais e a produção de material de IEC por ter benefícios mais amplos e transversais. Outras será usar os recursos provenientes da Assistência Médica e Medicamentosa.Texto do artigo · p. 11 Aumentar o engajamento multissectorial para abordar questões sociais e estruturais: outros ministérios, como o da saúde, são tipicamente responsáveis pelo financiamento e gestão de abordagens que se concentram em questões estruturais, por ex. desenvolvimento comunitário, educação, redução da pobreza, nutrição, emprego, acesso à justiça e outras questões sociais, parte dos actuais desafios de desenvolvimento do País. No entanto, existe o risco de que essas abordagens podem ser insuficientemente priorizadas ou inadequadamente focados no HIV se forem elaboradas e implementadas de forma isolada. Integrando a planificação sobre actividades do HIV e SIDA, doenças crónicas e degenerativas e incluindo o cancro na planificação multissectorial irá alavancar plenamente os benefícios dos esforços dos sectores, com duplo benefício de melhorar a eficácia da resposta e diminuir as pressões do financiamento do sector da saúde, para financiar actividades mais amplas da ECHSFP II.Texto do artigo · p. 11 Acção 1: Criar uma rubrica específica para financiar actividades
relacionadas com HIV e SIDA e outras doenças crónicas.
Acção 2: Custear com precisão todos os planos de imple-
mentação para apoiar os esforços de orçamentação e mobilização de recursos.
Acção 3: Garantir o orçamento e a inclusão das actividades
de HIV e SIDA e outras doenças crónicas no PES sectorial.
Acção 4: Criar mecanismos legais que permitam o uso das
receitas próprias para financiar actividades relacionadas com HIV e SIDA e outras doenças crónicas.
Acção 5: Desenhar, implementar e avaliar mecanismosTexto do artigo · p. 11 de financiamento novos e inovadores.Texto do artigo · p. 12 Acção 6: Introduzir eficiências técnicas para gerar economia de custos como por exemplo a elaboração centralizada de material de IEC e reprodução local.Texto do artigo · p. 12 7.2.7 Informação Estratégica Contexto Estratégico O Sector Público recolhe e compila alguma informação sobreTexto do artigo · p. 12 a resposta que é enviada ao CNCS que a integra naquilo que éTexto do artigo · p. 12 o sistema de monitoria da resposta do País. Contudo, enquanto
o Sector Público gera dados sobre HIV, o sector tem falta de uma abordagem planeada e coesa para gerar e usar informação estratégica. Esta lacuna vai diminuir a capacidade do Sector Público de capitalizar a informação estratégica para orientar os progressos rumo ao alcance dos objectivos da presente estratégia, melhorar o programa ao longo do tempo, maximizar as eficiências e eliminar lacunas de pesquisa. No âmbito da presente estratégia são considerados dois tipos de informação estratégica:Texto do artigo · p. 12 Monitoria e avaliação: Envolve a colheita, reporte e avaliação contínua de dados programáticos e de prestação de serviços. Durante a implementação da ECHSFP II, todas as instituições de administração pública a todos os níveis continuaram a melhorar os seus sistemas de monitoria e avaliação. O MAEFP, que tem a responsabilidade final de monitorar esta estratégia, vai estabelecer uma unidade de monitoria e avaliação ou vai criar um mecanismo para assegurar a monitoria e avaliação da estratégia.Texto do artigo · p. 12 Os esforços para atingir uma monitoria e avaliação contínua, para acompanhar o desempenho e os progressos feitos, bem como para a identificação de desafios e introduzir medidas correctivas, serão cruciais para a implementação da presente estratégia. Foram definidos indicadores e metas de resultados e de impactos.Texto do artigo · p. 12 Inquéritos e Pesquisas Operacionais: A condução de um inquérito no Sector Público servirá de linha de base para monitorarTexto do artigo · p. 12 o progresso das acções de resposta ao HIV no sector. As pesquisas
operacionais constituem uma componente importante da presente estratégia e permitirão informar e orientar o processo de tomada de decisões baseadas em evidências. A ECHSFP II reconhece que a pesquisa é o melhor mecanismo de busca de soluções mais adequadas ao perfil da epidemia nos FAE e suas famílias para rever, avaliar e actualizar a implementação das prioridades por forma a melhorar a resposta ao HIV e SIDA, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro no Sector Público.Texto do artigo · p. 12 Abordagem EstratégicaTexto do artigo · p. 12 Esta ECHSFP II vai capitalizar os recursos de informação estratégica que o País e o Sector Público já possuem, mas prevê melhor coordenação, priorização, financiamento, capacitação e disseminação dos resultados. As áreas de pesquisa operacional serão listadas e boas práticas melhor compartilhadas para informar políticas, directrizes e prestação de serviços.Texto do artigo · p. 12 Objectivo Estratégico 7. Fortalecer a informação estratégica para monitorar o progresso das acções de resposta ao HIV e SIDA e outras doenças crónicas no Sector Público.Texto do artigo · p. 12 Resultado Esperado 7: Estabelecido um plano de monitoria e avaliação.Texto do artigo · p. 12 Acções-chaveTexto do artigo · p. 12 Acção 1: Elaborar e implementar um plano de monitoria para
a ECHSFP II.
Acção 2: Elaborar um instrumento único de colheita de infor-
mação.
Acção 3: Produzir relatórios trimestrais da resposta a todos
os níveis.
Acção 4: Fazer um estudo para estimar a prevalência do HIV
nos FAE.
Acção 5: Melhorar e fortalecer os sistemas de informação sobreTexto do artigo · p. 12 RH para monitorar o impacto de HIV e SIDA, doenças crónicasTexto do artigo · p. 12 e degenerativas, incluindo o cancro nos RH e intervenções no Sector Público.Texto do artigo · p. 12 Acção 6: Conduzir avaliações de capacidade de M & A nos
níveis nacional, provincial e distrital.
Acção 7: Estabelecer a capacidade de monitoria na estrutura
de coordenação da estratégia a nível nacional e provincial.
Acção 8: Fortalecer os recursos humanos qualificados de M
& E por meio de treino e coaching.
Acção 9: Reforçar o uso de dados para monitorar o desempenhoTexto do artigo · p. 12 do programa.Número ou marcador · p. 12 8. Quadro de Implementação Papéis e ResponsabilidadesTexto do artigo · p. 12 A epidemia de HIV não é apenas um problema de saúde, mas uma preocupação de desenvolvimento. Portanto, é imperativo que a resposta ao HIV e SIDA no Sector Público seja da responsabilidade de todos os organismos do Estado.Texto do artigo · p. 12 Os papéis e as responsabilidades das diversas instituições de administração pública são derivados de seus mandatos e funções-chave. Assim, a ECHSFP II considera o seguinte quadro de implementação:Texto do artigo · p. 12 8.1 Presidência da RepúblicaTexto do artigo · p. 12 O Gabinete do Presidente fornece a liderança para a resposta nacional à epidemia do HIV e SIDA e assegura que todos os sectores são mobilizados e se envolvem na resposta. O Gabinete garante um compromisso político ao mais alto nível da resposta à epidemia do HIV e SIDA. O Gabinete irá focalizar:Número ou marcador · p. 12 a) A inclusão de mensagens sobre HIV e SIDA nos Discursos Presidenciais;
Número ou marcador · p. 12 b) A defesa e mobilização de recursos públicos, privados e externos para a implementação da estratégia.Texto do artigo · p. 12 8.2 Assembleia da RepúblicaTexto do artigo · p. 12 A legislação sobre aspectos que protegem os direitos humanos, acções direccionadas à protecção da família, à mulher, à criança, ao adolescente e ao jovem. Deverá dar igualmente destaque às acções de resposta contra o estigma e a marginalização para que todos possamos caminhar seguros e confiantes nesta batalha.Texto do artigo · p. 12 8.3 Ministério da Administração e Função Pública O MAEFP tem um papel chave a desempenhar na implementaçãoTexto do artigo · p. 12 da estratégia, a destacar o seguinte: c) Coordenar a implementação da estratégia;Número ou marcador · p. 12 d) Assegurar que os programas de educação e prevenção do HIV no local de trabalho sejam implementados para todas as instituições de administração pública;
Número ou marcador · p. 12 e) Realizar a monitoria, avaliação e revisão contínuas das actividades previstas na estratégia;
Número ou marcador · p. 12 f) Actualizar aos outros sectores sobre questões emergentes de recursos humanos em relação ao HIV e SIDA;
Número ou marcador · p. 12 g) Colher informações e realizar avaliação de impacto do HIV e SIDA no Sector Público;
Número ou marcador · p. 12 h) Fornecer interpretação da Política de Emprego e da Lei n.º 19/2014, de 28 de Agosto, no Sector Público;
Número ou marcador · p. 12 i) Assegurar de que os direitos dos FAE vivendo com HIV são sejam respeitados conforme estipulado no EGFAE e qualquer legislação relacionada com trabalho que possa ser desenvolvida;
j)Promover advocacia, mobilização, planeamento conjunto, coordenação, monitoria e avaliação das actividades de HIV e SIDA nos governos locais;
Número ou marcador · p. 12 k) Mobilizar as comunidades, através das estruturas existentes do governo local, para o seu envolvimento em todas as fases do desenvolvimento e implementação dos programas e actividades de prevenção e cuidados do HIV e SIDA, em particular as dirigidas às famílias dos FAE.Texto do artigo · p. 13 8.4 Conselho Nacional de Combate ao SIDATexto do artigo · p. 13 O Conselho Nacional de Combate ao SIDA foi criado pelo Decreto n.º 10/2000, de 23 de Março, do Conselho de Ministros para coordenar a resposta multissectorial à epidemia do HIV em Moçambique. Em relação a esta estratégia, CNCS é responsável por:Número ou marcador · p. 13 a) Direcção estratégica e liderança política eficazes para a resposta;
Número ou marcador · p. 13 b) Prestação de apoio técnico e reforço das capacidades para a implementação e monitoria desta estratégia;
Número ou marcador · p. 13 c) Revisão dos planos de trabalho anuais, relatórios trimestrais dos sectores (instituições de administração pública) e fornecimento de comentários atempados;
Número ou marcador · p. 13 d) Prestação de apoio técnico em colaboração com o MISAU e as instituições de administração pública à medida que estes desenvolvem e implementam suas actividades de prevenção.Texto do artigo · p. 13 8.5 Ministério da SaúdeTexto do artigo · p. 13 O Ministério da Saúde, devido à sua competência profissional e responsabilidade pela política de saúde, é o principal Ministério na prevenção e cuidados de HIV e SIDA, acções de rastreio e tratamento das doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro, em colaboração com outras partes interessadas do Sector Público, seu papel será:Número ou marcador · p. 13 a) Liderar o desenvolvimento e aprimoramento de estratégias de prevenção e cuidados/tratamento envolvendo outros sectores;
Número ou marcador · p. 13 b) Fornecer apoio técnico a outros ministérios e sectores à medida que estes desenvolvam e implementam suas actividades de prevenção e cuidados/tratamento de HIV, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro;
Número ou marcador · p. 13 c) Coordenar a implementação de intervenções baseadas no sector da saúde para prevenir a transmissão sexual, transmissão pelo sangue, transmissão vertical e tratamento como prevenção;
Número ou marcador · p. 13 d) Fornecer cuidados/tratamento para HIV e doenças relacionadas com SIDA aos FAE que vivem com HIV;
Número ou marcador · p. 13 e) Definir padrões relacionados aos programas de Educação em Saúde a serem seguidos por todas as instituições da administração pública;
Número ou marcador · p. 13 f) Integrar o HIV, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro, em todas as actividades e serviços de promoção da saúde.
Número ou marcador · p. 13 g) Actualizar aos outros sectores informações relevantes em relação ao HIV e SIDA, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro.Texto do artigo · p. 13 8.6 Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano No âmbito da implementação da presente estratégia teráTexto do artigo · p. 13 as seguintes responsabilidades:Número ou marcador · p. 13 a) Integração de ITS e HIV/SIDA e educação sobre saúde sexual e reprodutiva em todos os níveis de ensino a partir do ensino primário;
Número ou marcador · p. 13 b) Assegurar que as questões relacionadas com o HIV e SIDA sejam integradas em todos os currícula das instituições de formação de professores;
Número ou marcador · p. 13 c) Envolvimento dos pais, através dos Conselhos de Escolas e outros mecanismos apropriados, na discussão da educação sobre HIV e SIDA nas escolas;
Número ou marcador · p. 13 d) Assegurar que os serviços de prevenção, cuidados e tratamento e mitigação sejam acessíveis aos alunos, professores e corpo técnico administrativo;
Número ou marcador · p. 13 e) Realização de aconselhamento e desenvolvimento de habilidades para capacitar professores no tratamento de questões de HIV e SIDA.Texto do artigo · p. 13 8.7 Ministério da Economia e Finanças O papel do MEF será:Número ou marcador · p. 13 a) Fornecer recursos adequados aos vários ministérios, governos provinciais e locais para a prevenção e tratamento do HIV;
Número ou marcador · p. 13 b) Aprovar orçamentos para intervenções relacionadas com o HIV e SIDA em todos instituições de administração pública para implementação da ECHSFP II;
Número ou marcador · p. 13 c) Assegurar que os fundos para prevenção e cuidados/ /tratamento e mitigação de HIV no Sector Público sejam desembolsados e justificados a tempo;
Número ou marcador · p. 13 d) Mobilizar fundos para programas de HIV e SIDA de instituições e agências nacionais e internacionais para financiar a ECHSFP II;
Número ou marcador · p. 13 e) Garantir que os recursos alocados no orçamento para o HIV e SIDA sejam protegidos.Texto do artigo · p. 13 8.8 Ministério da Justiça, Assuntos ConstitucionaisTexto do artigo · p. 13 e ReligiososTexto do artigo · p. 13 O Ministério vai ler um papel de liderança em:Número ou marcador · p. 13 a) Revisão de legislação relevante para a criação de ambiente favorável para a resposta ao HIV na Função Pública e no País no geral;
Número ou marcador · p. 13 b) Audição e determinação de qualquer assunto ou apelo considerado tratamento injusto com base no status de HIV do FAE;
Número ou marcador · p. 13 c) Apoio e facilitação no acesso à justiça para FAE que sofrerem estigma e discriminação devido ao seu estado em relação ao HIV;
Número ou marcador · p. 13 d) Declaração de pagamentos de danos em relação a qualquer perda financeira comprovada, dor e sofrimento, tanto emocional quanto psicológico como resultado de discriminação.Texto do artigo · p. 13 8.9 Outros ministérios, governos provinciais e distritaisTexto do artigo · p. 13 e outras instituições de administração públicaNúmero ou marcador · p. 13 a) Implementar, coordenar e monitorar actividades de prevenção, cuidado e mitigação do HIV e SIDA nos respectivos sectores;
b)Planear, mobilizar e alocar recursos para a implementação de actividades de prevenção do HIV, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro;
Número ou marcador · p. 13 c) Avaliar o potencial impacto do HIV em todos os programas e projectos sectoriais e tomar medidas para minimizar a potencial disseminação do HIV;
Número ou marcador · p. 13 d) Integrar o HIV e SIDA nos programas de formação para FAE e gestores, quando apropriado;
Número ou marcador · p. 13 e) Garantir que todos os altos funcionários do governo integrem as mensagens relacionadas com o HIV e SIDA nas suas intervenções públicas, em particular com FAE;
Número ou marcador · p. 13 f) Supervisionar e implementar programas de HIV e SIDA em seus respectivos sectores;
Número ou marcador · p. 13 g) Garantir a integração das questões de HIV e SIDA nos PES.Texto do artigo · p. 13 8.10 Funcionários e Agentes do EstadoTexto do artigo · p. 13 Todos os FAE serão sensibilizados continuamente para se protegerem a si próprios, suas famílias e aos outros de infecções por HIV e impacto do SIDA, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro. É uma obrigação para todos os FAE a participação activa na implementação desta estratégia. Espera-se ainda dos FAE:Número ou marcador · p. 13 a) Participar e apoiar activamente em todas as actividades de HIV e SIDA, rastreio e tratamento de doençasTexto do artigo · p. 14 crónicas e degenerativas, incluindo o cancro no local de trabalho;Número ou marcador · p. 14 d) Considerar revelação voluntária do estado em relação ao HIV no contexto de solicitação para beneficiar de apoio no local de trabalho;
Número ou marcador · p. 14 e) Reportar às autoridades competentes qualquer assunto considerado tratamento injusto com base no seu estado de HIV.Número ou marcador · p. 14 b) Conhecer o seu estado em relação ao HIV e agir de forma responsável;
Número ou marcador · p. 14 c) Manter seu nível preferido de revelação quando HIV positivo;Texto do artigo · p. 14 Estrutura de Implementação da Echsfp IITexto do artigo · p. 14 PMTexto do artigo · p. 14 PMTexto do artigo · p. 14 CNCSTexto do artigo · p. 14 MAEFPTexto do artigo · p. 14 MISAUTexto do artigo · p. 14 MAEFP MISAU CNCSTexto do artigo · p. 14 (SP)
MAEFPTexto do artigo · p. 14 (SP)
Institucionais
DRH - DAS
DPRH - RAS
RDRHTexto do artigo · p. 14 (SP) MAEFPTexto do artigo · p. 14 (SP) InstitucionaisTexto do artigo · p. 14 DRH -‐ DASTexto do artigo · p. 14 SPP
SPDTexto do artigo · p. 14 NPCSTexto do artigo · p. 14 SPP DPRH -‐ RAS NPCSTexto do artigo · p. 14 NDCS
PFDTexto do artigo · p. 14 SPD RDRHTexto do artigo · p. 14 NDCSTexto do artigo · p. 14 PFDTexto do artigo · p. 14 Lista de AbreviaturasTexto do artigo · p. 14 CG – Conselho de Gestão CNCS – Conselho Nacional de Combate ao SIDA CMSC –Comunicação para a Mudança Social e de Comportamento DNGERHE – Direcção Nacional de Gestão de RecursosTexto do artigo · p. 14 Humanos do EstadoTexto do artigo · p. 14 ERHSFP – Estratégia de Resposta ao HIV e SIDA na FunçãoTexto do artigo · p. 14 Pública FAE – Funcionários e Agentes do Estado GRH – Gestores de Recursos Humanos HIV – Vírus de Imunodeficiência Humana IEC – Informação, Informação e Comunicação IDS – Inquérito Demográfico e de Saúde IMASIDA – Inquérito de Indicadores de Imunização, MaláriaTexto do artigo · p. 14 e HIV/SIDATexto do artigo · p. 14 INSIDA – Inquérito de Riscos Comportamentais e PrevalênciaTexto do artigo · p. 14 do HIVTexto do artigo · p. 14 MAEFP – Ministério da Administração Estatal e Função Pública MFP – Ministério da Função Pública MEF – Ministério da Economia e Finanças MISAU – Ministério da Saúde OE – Orçamento do Estado OIT – Organização Internacional do Trabalho PARP – Plano de Acção para Redução da Pobreza PEN – Plano Estratégico Nacional PES – Plano Económico e Social PF – Ponto Focal PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PQG – Programa Quinquenal do Governo PVHIV – Pessoa Vivendo com HIV SIDA – Síndroma de Imunodeficiência Adquirida TARV – Tratamento Antirretroviral TdR – Termos de Referência UATS – Unidade de Aconselhamento e Testagem em Saúde US – Unidade SanitáriaTexto do artigo · p. 15 Orçamento
1-PrevençãoCombinada
183,663,327
118,484,568
16,200,000
95,557,504
22,296,751
Meta
2024
1,557,426
800
540
14,013,572
2,802,714
2023
1,512,064
800
540
13,346,259
2,669,252
2022
1,468,024
800
540
12,710,723
2,542,145
2021
1,425,266
800
540
12,105,450
2,421,090
2020
1,383,753
8,648
540
11,529,000
2,305,800
GrupoAlvo
FAE
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
Pontos
Focais
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
PontosFocais
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Ações–chave
1.1.Treinarospontos
focaiseeducadoresde
paresemmateriasde
HIVincluindodireitos
humanos
1.2.Disponibilizar
materiaisdeIEC
1.3.Realizaraccções
d ee d u c a ç ã od e
paresecomunicação
interpessoal
1.4.Realizaçãode
palestra
1.5.Disseminara
informaçãoatravésde
redessociais(WhatsAp,
facebookeoutros)
1.6.Promoverouso
depreservativotendo
emcontaasbarreiras
socioculturaisque
interferecomouso
1.7.Disponibilizar
preservativos
masculinosem
quantidade
1.8.Disponibilizar
preservativosfemininos
emquantidade
Resultado
Reduzidoonúmero
denovasinfecções
entreFAEesuas
famíliasem75%
Objectivo
Estratégico
Reduzir
onúmero
denovas
infecções
entreosFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
deprevenção
combinada,em
75%até2024
Reduzir
onúmero
denovas
infecções
entreosFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
deprevenção
combinada,em
75%até2024
Texto do artigo · p. 15 1,468,0241,512,0641,557,426183,663,327Texto do artigo · p. 15 Estratégico 202220232024OrçamentoTexto do artigo · p. 15 MetaTexto do artigo · p. 15 EstratégiadeRespostaaoHIVeSIDA naFunçãoPúblicaII,2020-2024Texto do artigo · p. 15 PlanodeAcçãoTexto do artigo · p. 15 1-PrevençãoCNúmero ou marcador · p. 15 ANEXOITexto do artigo · p. 15 ObjectivoTexto do artigo · p. 15 800800800118,484,568Texto do artigo · p. 15 54054054016,200,000Texto do artigo · p. 15 ReduzirTexto do artigo · p. 15 onúmeroTexto do artigo · p. 15 denovasTexto do artigo · p. 15 infecçõesTexto do artigo · p. 15 entreosFAEeTexto do artigo · p. 15 suasfamílias,Texto do artigo · p. 15 a t r a v é sd eTexto do artigo · p. 15 intervençõesTexto do artigo · p. 15 deprevençãoTexto do artigo · p. 15 12,710,72313,346,25914,013,57295,557,504Texto do artigo · p. 15 2,542,1452,669,2522,802,71422,296,751Texto do artigo · p. 15 combinada,emTexto do artigo · p. 15 75%até2024Texto do artigo · p. 16 Estratégico 2021202220232024OrçamentoTexto do artigo · p. 16 MetaTexto do artigo · p. 16 ObjectivoTexto do artigo · p. 16 Orçamento
1-PrevençãoCombinada
189,000,000
625,202,150
Meta
2024
540
Subtotal
2023
540
2022
540
2021
540
2020
540
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAE
Responsabilidade
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
MAEFPeCNCS
Ações–chave
1.9.Promoverefacilitar
oacessoaosserviçosde
ATS(atravésdefeiras
desaúdee/oureferência
asUS)
1.10.Promovere
facilitaroacessoaos
serviçosdecircuncisão
médicamasculina
1.11.Promovere
facilitaroacessoaos
serviçosderastreiode
cancrodocolodoútero
1.12.Promovere
facilitaroacesso
àprofilaxiapré-
exposiçãoparacasais
sero-discordantes
1.13-Treinardos
gestoresdeRHsobre
direitoshumanos
eprevençãoe
eliminaçãodeestigma
ediscriminação
Resultado
Reduzidoonúmero
denovasinfecções
entreFAEesuas
famíliasem75%
Objectivo
Estratégico
Reduzir
onúmero
denovas
infecções
entreosFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
deprevenção
combinada,em
75%até2024
Reduzir
onúmero
denovas
infecções
entreosFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
deprevenção
combinada,em
75%até2024
Texto do artigo · p. 16 540540540540189,000,000Texto do artigo · p. 16 625,202,150Texto do artigo · p. 16 RTexto do artigo · p. 16 enTexto do artigo · p. 16 faTexto do artigo · p. 16 1-PrevençãoComTexto do artigo · p. 16 dTexto do artigo · p. 16 ReduzirTexto do artigo · p. 16 onúmeroTexto do artigo · p. 16 denovasTexto do artigo · p. 16 infecçõesTexto do artigo · p. 16 entreosFAEeTexto do artigo · p. 16 suasfamílias,Texto do artigo · p. 16 a t r a v é sd eTexto do artigo · p. 16 intervençõesTexto do artigo · p. 16 deprevençãoTexto do artigo · p. 16 combinada,emTexto do artigo · p. 16 75%até2024Texto do artigo · p. 17 Orçamento
2-CuidadoseTratamento
Meta
2024
2023
2022
2021
2020
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MDN,MINT,
MJACR
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
Ações–chave
2.1.Expandira
disponibilidadedo
testedoHIVatravés
dadiversificaçãode
abordagenseserviços
detestagem(testagem
familiar,casoíndex,
auto-testagem)
2.2.Realizar
aconselhamentoe
testagememsaúde
(HIV,hipertensão
arterial,diabetes,
cancro,outros).
2.3.Treinarnavegadores
(paraacompanhar
FAEeseusfamiliares
positivosparaos
serviçosdecuidadose
tratamento)
2.4.Implementara
abordagemTestare
Iniciarparaaumentar
aproporçãodeFAE
eseusfamiliaresem
tratamento
2.5.FornecerTARV
nasunidadessanitárias
(hospitais,centrose
postosdesaúde)do
localdetrabalho
2.6.Implementaros
modelosdiferenciados
deserviçosparaFAE
eseusfamiliares
alcançaremasupressão
viral
Resultado
A u m e n t a d oo
númerodeFAE
queconhecemseu
seroestado,em
tratamentoecom
supressãodacarga
viral
Objectivo
Estratégico
R e d u z i ra
morbilidade
emortalidade
relacionadas
aoSIDA entre
o sFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
ligadasa
cuidados,
t r a t a m e n t o
edeapoioa
aderência
Orçamento
2-CuidadoseTratamento
Meta
2024
2023
2022
2021
2020
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MDN,MINT,
MJACR
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
A u m e n t a d oo
númerodeFAE
queconhecemseu
seroestado,em
tratamentoecom
supressãodacarga
viral
Objectivo
Estratégico
R e d u z i ra
morbilidade
emortalidade
relacionadas
aoSIDA entre
o sFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
ligadasa
cuidados,
t r a t a m e n t o
edeapoioa
aderência
Texto do artigo · p. 17 202220232024OrçamentoTexto do artigo · p. 17 MetaTexto do artigo · p. 18 Orçamento
2-CuidadoseTratamento
3-MitigaçãodoImpacto
3,120,681,808
520113634.7
Meta
2024
5,766
2023
5,347
2022
7,708
2021
7,078
2020
2,996
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAE
FAE
FAE
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Ações–chave
Orçamento
2-CuidadoseTratamento
3-MitigaçãodoImpacto
3,120,681,808
520113634.7
Meta
2024
5,766
2023
5,347
2022
7,708
2021
7,078
2020
2,996
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAE
FAE
FAE
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Ações–chave
2 . 7 .F a c i l i t a ro
atendimentoaosFAEe
seusfamiliaresnasUS
(umdiaporsemanapara
consulta)naconsultado
FAE
R e d u z i ra
morbilidade
emortalidade
relacionadas
aoSIDA entre
o sFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
ligadasa
cuidados,
t r a t a m e n t o
edeapoioa
aderência
R e d u z i ro
impacto
sociale/ou
económicoda
doençanos
FAEesuas
famílias
Texto do artigo · p. 18 2 . 7 .F a c i l i t a ro
atendimentoaosFAEe
seusfamiliaresnasUS
(umdiaporsemanapara
consulta)naconsultado
FAE
2.8.Facilitaroacessoa
cargaviral
3.1.Criarmecanismos
dentrodolocalde
trabalhoparaincentivar
arevelação,aceitação,
cuidadoeapoiodos
FAEvivendocomHIV
3.2.GarantirqueFAE
vivendocomHIVnão
sejamdiscriminados
eobtémtodosos
benefíciosprevistosna
legislação
3.3.Aplicarasnormas,
políticaseleisque
promovamaproteção
deFAEvivendocom
HIV(subsídiode30%)
Orçamento
2-CuidadoseTratamento
3-MitigaçãodoImpacto
3,120,681,808
520113634.7
Meta
2024
5,766
2023
5,347
2022
7,708
2021
7,078
2020
2,996
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAE
FAE
FAE
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Ações–chave
2 . 7 .F a c i l i t a ro
atendimentoaosFAEe
seusfamiliaresnasUS
(umdiaporsemanapara
consulta)naconsultado
FAE
R e d u z i ra
morbilidade
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ligadasa
cuidados,
t r a t a m e n t o
edeapoioa
aderência
R e d u z i ro
impacto
sociale/ou
económicoda
doençanos
FAEesuas
famílias
Texto do artigo · p. 18 3 . 4 .G a r a n t i ro
aconselhamentoe
avaliaçãonutricional
derotinaeotratamento
dadesnutriçãoaguda
Resultado
A u m e n t a d oo
númerodeFAE
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seroestado,em
tratamentoecom
supressãodacarga
viral
Reduzidooestigma
eadiscriminação
entreFAEeseus
familiaresque
vivemcomoHIV
emmetadeaté2024
Objectivo
Estratégico
R e d u z i ra
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R e d u z i ro
impacto
sociale/ou
económicoda
doençanos
FAEesuas
famílias
Orçamento
2-CuidadoseTratamento
3-MitigaçãodoImpacto
3,120,681,808
520113634.7
Meta
2024
5,766
2023
5,347
2022
7,708
2021
7,078
2020
2,996
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAE
FAE
FAE
FAEeseus
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Responsabilidade
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instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
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MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Ações–chave
2 . 7 .F a c i l i t a ro
atendimentoaosFAEe
seusfamiliaresnasUS
(umdiaporsemanapara
consulta)naconsultado
FAE
R e d u z i ra
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o sFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
ligadasa
cuidados,
t r a t a m e n t o
edeapoioa
aderência
R e d u z i ro
impacto
sociale/ou
económicoda
doençanos
FAEesuas
famílias
Texto do artigo · p. 18 202220232024OrçamentoTexto do artigo · p. 18 MetaTexto do artigo · p. 18 RTexto do artigo · p. 18 mTexto do artigo · p. 18 reTexto do artigo · p. 18 aoTexto do artigo · p. 18 su
Fonte textual acessível e tabelas
Texto do artigo, página 1: CONSELHO DE MINISTROS
Texto do artigo, página 1: Resolução n.º 28/2020
Texto do artigo, página 1: de 29 de Abril
Texto do artigo, página 1: A experiência da implementação da Estratégia de Combate ao HIV e SIDA na Função Pública 2009-2013, aprovada pela Resolução n.º 44/2009, de 19 de Agosto, do Conselho de Ministros, mostra necessário prosseguir com acções de resposta ao HIV e SIDA na Função Pública.
Texto do artigo, página 1: Assim usando da competência que lhe é atribuída pela alínea f) do n.º 1 do artigo 203 da Constituição da República, o Conselho de Ministros determina:
Número ou marcador, página 1: Artigo 1. É aprovada a Estratégia de Resposta ao HIV e SIDA, na Função Pública, 2020-2024, em anexo, que é parte integrante da presente Resolução.
Número ou marcador, página 1: Art. 2. A presente Resolução entra imediatamente em vigor. Aprovada pelo Conselho de Ministros, aos 10 de Fevereiro
Texto do artigo, página 1: de 2020. Publique-se.
Texto do artigo, página 1: O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário.
Texto do artigo, página 1: Estratégia de Resposta ao HIV e SIDA na Função Pública II, 2020-2024
Texto do artigo, página 1: Prefácio
Texto do artigo, página 1: O HIV e SIDA é um desafio de saúde pública, socioeconómico e de desenvolvimento que tem impactado negativamente em vários sectores da economia moçambicana. Estima-se que aproximadamente 2,1 milhões de moçambicanos estejam
Texto do artigo, página 1: vivendo com HIV no País (CNCS, 2018). O Sector Público também é afectado. Isso afecta negativamente a produtividade dos Funcionários e Agentes do Estado, que ameaça reverter os ganhos socioeconómicos obtidos nos últimos anos.
Texto do artigo, página 1: O governo de Moçambique reconhece que uma força de trabalho saudável aumenta a produtividade e por isso elaborou e implementou a Estratégia de Resposta ao HIV e SIDA na Função Pública, 2009-2013, que criou as bases para uma resposta harmonizada no Sector Público. De 2015 a esta parte está em implementação o Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2015-2019 e o Plano Estratégico de Resposta ao SIDA 2016-2020. Por um lado, o PQG tem o desenvolvimento do capital humano no centro das suas atenções e o PEN IV traz inovações na Estratégia Nacional de Resposta ao SIDA, por outro lado,
Texto do artigo, página 1: o HIV e SIDA ainda continua a ser uma preocupação na função pública. Isso exigiu a elaboração da presente estratégia para que
o Sector Público continue a dar a sua contribuição na Resposta ao HIV e SIDA.
Texto do artigo, página 1: A Estratégia de Resposta ao SIDA na Função Pública II fornece um quadro estrutural para a resposta ao HIV, doenças crónicas e degenerativas no Sector Público. Esta estratégia centra-se no aumento da produtividade, redução do estigma, discriminação e melhoria dos resultados de saúde e bem-estar dos Funcionários e Agentes do Estado (FAE). Também reafirma o compromisso de todas as instituições da administração pública (ministérios, governos locais e instituições subordinadas e tuteladas) para expandir uma resposta ao HIV e SIDA harmonizada na função pública.
Texto do artigo, página 1: A implementação desta Estratégia irá, portanto, assegurar que ministérios, governos locais e instituições subordinadas e tuteladas, em colaboração com outras partes interessadas, sejam capazes de sustentar a prestação de serviços de qualidade, em resposta ao desafio imposto pela epidemia do HIV, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro.
Texto do artigo, página 1: Exortamos aos ministérios, governos provinciais, distritais e municipais e instituições subordinadas e tuteladas a domesticarem esta estratégia e alinhá-la aos vossos respectivos mandatos e necessidades, a fim de permitir que o Sector Público permaneça no caminho certo e comprometido pelo bem-estar dos FAE.
Texto do artigo, página 1: Sumário Executivo
Texto do artigo, página 1: A epidemia do HIV continua a ser uma preocupação para o Sector Público em Moçambique. Embora não haja dados sobre a magnitude da epidemia e o seu impacto no Sector Público, há uma percepção de que estes devem ser similares da população no geral. Sendo a prevalência de HIV na população geral de 15-59 anos de 13.0%, a incidência nos funcionários estará à volta do mesmo valor, correspondente a 47.580 funcionários e agentes do Estado.
Texto do artigo, página 1: Sendo o governo o principal empregador, a Função Pública reconhece seus recursos humanos como o activo mais importante e está comprometida com a sua protecção, saúde, bem-estar e manutenção de um ambiente de trabalho propício.
Texto do artigo, página 2: A avaliação da implementação da resposta no Sector Público, viabilizada pela ECHSFP I, mostrou que houve progressos nas áreas de sensibilização, educação para a mudança social e de comportamento sobre a infecção por HIV e resultaram em avanços em torno de mudança de comportamento dos FAE em relação ao HIV e SIDA. A despeito dos progressos referidos, a percepção geral é que não houve redução de novas infecções por HIV e que muitos funcionários perderam a vida por doenças relacionadas ao SIDA. Os progressos nas componentes de suporte da ECHSFP I passaram necessariamente pela criação e consolidação de mecanismos de coordenação, tendo sido indicados pontos focais sectoriais e criados núcleos de coordenação do HIV e SIDA no local de trabalho. Contudo, reconhecem-se fragilidades ao nível da coordenação geral e isso afectou, consequentemente, a implementação de programas de HIV em alguns sectores.
Texto do artigo, página 2: Neste contexto, torna-se necessário continuar a implementar uma estratégia específica de Resposta ao HIV e SIDA na Função Pública, através da ECHSFP II.
Texto do artigo, página 2: A elaboração da ECHSFP II teve em consideração os resultados da avaliação do ECHSFP I, da auscultação e documentos orientadores nacionais e internacionais com destaque a: Plano Estratégico de Resposta ao SIDA 2016-2020, Inquérito de Indicadores de Imunização, Malária e HIV/SIDA (IMASIDA 2015), Estatísticas dos Funcionários e Agentes do Estado 2016-2017, Directrizes do MISAU, Estratégia 90-90-90 da ONUSIDA, Abordagem Testar e Inicar da OMS, Declaração Política Sobre SIDA de 2016, Roteiro de Coalizão Global de Prevenção 2020, Código de Prática Sobre HIV e SIDA e o Mundo de Trabalho da Organização Internacional de Trabalho (2001) e Código Sobre HIV e SIDA e Emprego da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.
Texto do artigo, página 2: O objectivo geral da ECHSFP II é de contribuir para a melhoria de saúde e do bem-estar dos FAE e suas famílias, através de acções de prevenção do HIV, incentivando práticas de vida saudável e favoráveis ao desenvolvimento dos recursos humanos no Sector Público. A estratégia tem sete (7) eixos estratégicos, nomeadamente: (a) Prevenção Combinada, (b) Cuidados e Tratamento, (c) Mitigação do Impacto, (d) Ambiente Favorável (Direitos Humanos), (e) Coordenação e Liderança, (f) Mobilização de Recursos e (g) Informação Estratégica.
Texto do artigo, página 2: Com os eixos acima mencionados, espera-se alcançar os seguintes resultados:
Número ou marcador, página 2: 1. Reduzido o número de novas infecções entre FAE e suas famílias em 75%.
Número ou marcador, página 2: 2. Aumentado o número de FAE que conhecem seu seroestado, em tratamento e com supressão da carga viral.
Número ou marcador, página 2: 3. Reduzir o impacto social e/ou económico do SIDA e outras doenças crónicas, incluindo o cancro nos FAE e suas famílias.
Número ou marcador, página 2: 4. Implementar uma resposta ao HIV baseada na abordagem e princípios de direitos humanos.
Número ou marcador, página 2: 5. Criada a estrutura/mecanismo de coordenação efectiva e em funcionamento.
Número ou marcador, página 2: 6. Mobilizados recursos internos para o financiamento das acções de Resposta ao SIDA no Sector Público.
Número ou marcador, página 2: 7. Estabelecido um plano de monitoria e avaliação.
Texto do artigo, página 2: A ECHSFP II estabelece parâmetros para a melhoria da liderança e coordenação da resposta ao HIV e SIDA na Função Pública, mobilização de recursos para implementação das acções e estabelece mecanismos para a implementação de um Sistema de Monitoria e Avaliação das Acções de Resposta ao HIV e SIDA, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro, que devem ser levadas a cabo pelas instituições da Administração Pública, visando ter recursos humanos saudáveis na Função Pública.
Número ou marcador, página 2: 1. Introdução
Texto do artigo, página 2: O Vírus de Imunodeficiência Humano (HIV) continua a afectar milhões de pessoas ao nível global. Até Dezembro de 2017, foi estimado em 36.9 milhões o número de pessoas vivendo com HIV (PVHIV), tendo ocorrido 1.8 milhão de novas infecções por HIV e cerca de 940 mil mortes relacionadas ao Síndroma de Imunodeficiência Adquirida (SIDA). A maior parte das PVHIV e novas infecções são da África Subsaariana, 25.7 milhões e 1.17 milhão, respectivamente. Em Moçambique estimou-se em 2,1 milhões PVHIV (crianças e adultos), 130 mil novas infecções e 69 mil mortes.
Texto do artigo, página 2: De acordo com o Ministério da Administração Estatal e Função Pública (MAEFP), embora não existam evidências, a infecção pelo HIV é um problema que afecta o Sector Público, havendo muitos Funcionários e Agentes do Estado que podem ter morrido devido a doenças relacionadas com SIDA. Em 2009, o Governo, através do Ministério da Função Pública, elaborou a sua primeira Estratégia de Resposta ao HIV e SIDA na Função Pública (ECHSFP I).
Texto do artigo, página 2: O SIDA tem levado ao absentismo e perda de profissionais que foram treinados por décadas e continua uma questão preocupante no local de trabalho. A epidemia tem um grande impacto sobre o desenvolvimento, porque enfraquece os três principais determinantes do crescimento económico: capital físico, humano e social. O impacto começa no nível individual, estendendo-se depois para a organização e, finalmente, para a economia.
Texto do artigo, página 2: Os altos custos derivados e inerentes à assistência médica, benefícios de aposentação (por junta médica) e por morte, despesas de funeral e de recrutamento incorridas para substituir funcionários perdidos por morte e experientes, custo no treino de novos funcionários, custos indirectos por absenteísmo na forma de licença médica e licença para cuidar de dependentes com SIDA e participação em funerais. A estigmatização e a rejeição reduzem o desempenho da força de trabalho, representando um grande desafio para os gestores de recursos humanos, tanto no Sector Privado quanto no Público.
Texto do artigo, página 2: Sendo o governo o principal empregador, com uma força de trabalho de cerca de 366.000 FAE, a Função Pública reconhece seus recursos humanos como o activo mais importante e está comprometida com a sua protecção, saúde e manutenção de um ambiente de trabalho propício. Assim, é necessário implementar estratégias que contribuam para a criação de um ambiente propício para uma prestação de serviços públicos eficazes e eficientes. Para este fim, e tendo em vista os desenvolvimentos recentes, tornou-se necessário continuar a implementar uma estratégia específica de Resposta ao HIV e SIDA na Função Pública.
Texto do artigo, página 2: Várias estruturas foram estabelecidas para lidar com o flagelo, como o Programa Nacional de Resposta as ITS/HIV e SIDA. Uma abordagem multissectorial foi desenvolvida através do Conselho Nacional de Resposta ao SIDA (CNCS) em 2000 para conter a epidemia de HIV. A preocupação do Governo, portanto, é como integrar os aspectos do HIV e SIDA nas políticas e regulamentos de recursos humanos existentes, como forma de fortalecer a resposta à epidemia no local de trabalho.
Texto do artigo, página 2: Moçambique possui um Plano Estratégico Nacional de Resposta ao SIDA (PEN IV) com a vigência para o período de 2016-2020, produto de consenso alcançado a partir de um compromisso colectivo dos actores nacionais engajados nos esforços de luta contra o HIV e SIDA, o qual privilegia uma abordagem multissectorial e integrada, com acções estratégicas que visam reduzir o número de novas infecções causadas pelo HIV, bem como suas consequências na dimensão de saúde pública e da agenda de desenvolvimento do País.
Texto do artigo, página 3: O exercício de elaboração da II Estratégia de Resposta ao HIV e SIDA na Função Pública (ECHSFP II), está em concordância com os princípios orientadores do PEN IV, da Estratégia de Reforma e Desenvolvimento da Administração Pública (ERDAP) 2012-2025, Estatuto Geral de Funcionários do Estado (EGFE). A nível internacional, alinha-se com as recomendações da Organização Mundial da Saúde, Programa Conjunto das Nações Unidas de Luta Contra o SIDA (ONUSIDA), Organização Internacional de Trabalho (OIT), Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da agenda dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) 2030.
Texto do artigo, página 3: nos homens como nas mulheres a maior prevalência regista-se na população adulta e economicamente activa. Para ambos os sexos, a prevalência do HIV é maior no grupo etário dos 35-39 anos.
Texto do artigo, página 3: A análise comparativa dos dois inquéritos indica uma tendência crescente da evolução da epidemia do HIV, sendo que o pico da prevalência nas mulheres passou da faixa etária dos 25-29 anos para 35-39 anos e, para os homens, o pico da prevalência manteve-se na mesma faixa etária dos 35-39 anos. Este comportamento da epidemia pode ser explicado, entre outras razões, pela expansão do tratamento antiretroviral, que leva ao incremento da sobrevivência de pacientes HIV positivos, e consequentemente a um aumento da proporção de indivíduos HIV positivos na população e também pela persistência de comportamentos de risco, tais como o não uso do preservativo e das relações sexuais com múltiplos parceiros, havendo uma notória evidência da diminuição do conhecimento sobre HIV, quando comparados os dois últimos inquéritos em referência.
Texto do artigo, página 3: O reconhecimento de que o Sector Público pode contribuir para o alcance das agendas nacional e global de resposta ao HIV, passa por capacitá-lo para que as acções de resposta ao HIV e SIDA sejam sustentáveis e alinhadas com as agendas de desenvolvimento do capital humano no Sector Público do País.
Número ou marcador, página 3: 2. Situação do HIV-SIDA em Moçambique
Texto do artigo, página 3: O Inquérito de Indicadores de Imunização, Malária e HIV/ /SIDA (IMASIDA 2015), publicado em 2016, apontou para uma prevalência nacional do HIV de 13,2%, na população dos 15 aos 49 anos de idade, portanto uma tendência crescente quando comparado com o Inquérito Nacional de Riscos Comportamentais, Conhecimentos e Prevalência do SIDA (INSIDA) publicado em 2009, em que a prevalência, no grupo etário dos 15 – 49 anos, foi estimada em 11,5%. A prevalência do HIV na população de 15-59 foi de 13.0%. A prevalência do HIV é maior nas mulheres do que nos homens em todos os grupos etários, contudo, tanto
Número ou marcador, página 3: 3. Situação dos Recursos Humanos na Função Pública
Texto do artigo, página 3: 3.1 – Situação de Recursos Humanos na Função Pública
Texto do artigo, página 3: Segundo o relatório estatístico 2016-2017 do MAEFP de 2018, o contingente de recursos humanos em 2017 era de 365.826 FAE, dos quais, 223.973 (61,0%) eram do sexo masculino e 141.853 (39,0%) do sexo feminino. Do total de funcionários e agentes do Estado, 39.746 (10,8%) estavam colocados nos Órgãos Centrais e 326.080 nos Órgãos Locais.
Texto do artigo, página 3: Quadro 1: Distribuição dos funcionários por faixa etária-2017
Texto do artigo, página 3: Fonte: Estatística dos Funcionários e Agentes do Estado (2016 – 2017) de 2018
Texto do artigo, página 3: As estatísticas dos FAE mostram ainda que em 2017 o maior efectivo estava na faixa etária dos 32-37 anos com um contingente de 96.260 FAE, seguido da faixa dos 26-31 anos, com 75.907 FAE e, em terceiro lugar, a faixa dos 38-41 com 50.117. As faixas etárias dos FAE entre 60-65 anos e com mais de 65 anos são as que apresentam menor efectivo de FAE, com 12.384 e 9.495, respectivamente.
Texto do artigo, página 3: Quadro 2: Distribuição dos Funcionários por Província e faixa etária
Texto do artigo, página 3: Fonte: Estatística dos Funcionários e Agentes do Estado (2016 – 2017) de 2018
Texto do artigo, página 4: Como se pode constatar no quadro 2, as Províncias de Zambézia e Nampula são aquelas que apresentam maior número dos efectivos, com 55.175 e 50.323 respectivamente, o que representa cerca de 1/3 de todos funcionários dos órgãos locais.
Texto do artigo, página 4: Em 2017 a distribuição dos FAE por sexo nos órgãos locais mostra que, dos 326 080 funcionários e agentes do Estado existentes, 199.462 são do sexo masculino, correspondentes a 61.2%, e 126.618, do sexo feminino, correspondentes a 38.8%.
Texto do artigo, página 4: Figura 1 : Distribuição dos FAE por provincia e sexo
NIASSA CABO DELGADO NAMPULA ZAMBÉZIA TETE MANICA SOFALA INHAMBANE GAZA MAPUTO CIDADE MAPUTO PROVINCIA
Homens Mulheres
Fonte: Estatística dos Funcionários e Agentes do Estado (2016 – 2017) de 2018
Texto do artigo, página 4: Fonte: Estatística dos Funcionários e Agentes do Estado (2016 – 2017) de 2018
Texto do artigo, página 4: Há que destacar que a Cidade de Maputo e a Província de Gaza são as que apresentam uma tendência maior para equilíbrio de género, com 825 e 1.300 de diferença entre funcionários do sexo masculino e feminino, respectivamente. Por outro lado, as Províncias de Zambézia e Nampula, que apresentam maior contingente de FAE, são igualmente as que apresentam uma maior tendência para desequilíbrio de género, com diferenças entre os funcionários de sexo masculino e feminino entre os 14.846 e 15.655, respectivamente.
Texto do artigo, página 4: 3.2.1 – Situação de HIV e SIDA na Função Pública por faixas etárias
Texto do artigo, página 4: Conforme referimos no número anterior, a prevalência do HIV nos FAE não deve ser muito diferente da população geral, devendo ter uma distribuição similar nas diferentes faixas etárias e, talvez, poderá ser um pouco mais alta porque sabemos que a prevalência é relativamente mais alta nos indivíduos com nível de educação superior e do mais elevado de riqueza, no qual, de certa forma, a maior parte dos funcionários faz parte dos grupos anteriormente referidos.
Texto do artigo, página 4: 3.2 – Situação de HIV e SIDA na Função Pública
Texto do artigo, página 4: 3.2.2 – Situação de HIV e SIDA na Função Pública por províncias
Texto do artigo, página 4: Da revisão bibliográfica feita não se encontrou nenhuma evidência da existência de um inquérito que tenha medido a prevalência do HIV nos FAE e, para o efeito, foi feita uma estimativa tendo em conta a prevalência na população moçambicana acima referida. Assumindo-se que a prevalência do HIV nos FAE não seja diferente da população em geral, visto que a maioria dos funcionários da Função Pública está entre os 15-59 anos de idade e é parte integrante desta população. Assim, estima-se que do total de 356.826 FAE, 47.580 (13%) são HIV positivos.
Texto do artigo, página 4: Como se pode constatar no quadro abaixo, as Províncias de Gaza, Maputo e Cidade de Maputo são aquelas que apresentam a maior prevalência, com 24.4%, 22.9% e 16.9% respectivamente. E, consequentemente, apresentam o maior número de FAE vivendo com HIV. A Província da Zambézia, apesar de ter uma prevalência relativamente baixa em relação às Províncias acima referenciadas, tem o maior número de FAE vivendo com HIV pelo facto, ser a que mais funcionários emprega a nível dos Órgãos Locais.
Texto do artigo, página 4: Quadro 4: Prevalência do HIV e SIDA (13%) nos FAE por Província
Texto do artigo, página 5: Fonte: Análise da Consultoria
Número ou marcador, página 5: 4. Resultados da Avaliação da Estratégia 2009-2013 4.1 Resultados da Avaliação da Estratégia 2009 - 2013
Texto do artigo, página 5: A avaliação da implementação da resposta no Sector Público, viabilizada pela ECHSFP I, mostrou que os programas de sensibilização, educação para a mudança social e de comportamento sobre a infecção por HIV no Sector Público, dominaram as acções de prevenção primária. Estes programas resultaram em avanços em torno de mudança de comportamento dos FAE em relação ao HIV e SIDA em geral: (a) número considerável de FAE procura os serviços de aconselhamento e testagem voluntária e (b) mais funcionários falam abertamente sobre o seu estado serológico e reportam que estão em tratamento. A despeito dos progressos referidos, não está muito claro qual foi
Texto do artigo, página 5: o resultado em termos de redução de novas infecções por HIV entre os FAE e daqueles que tenham perdido a vida por causas relacionadas ao SIDA. A percepção geral é que não houve redução de novas infecções por HIV, o que pode significar, por um lado, que as práticas de risco parecem não ter mudado, por outro, pode ser que as abordagens de comunicação para a mudança social e de comportamento não tenham sido as mais adequadas.
A avaliação salienta constituir importante barreira para
o acesso e utilização dos serviços de aconselhamento e testagem em saúde, cuidados e tratamento, a persistência do estigma e da discriminação que ainda constitui uma experiência angustiante, frequentemente reportada pelos FAE que vivem com o HIV.
Texto do artigo, página 5: A análise das componentes de suporte da ECHSFP I indica haver progressos. Houve empenho na criação e consolidação de mecanismos de coordenação, tendo sido indicados pontos focais sectoriais e criados núcleos de coordenação do HIV e SIDA no local de trabalho, nos quais fazem parte gestores de recursos humanos que passaram a integrar o tema HIV e SIDA nas suas agendas de trabalho. Embora tenha havido sucesso na criação de mecanismos de coordenação, reconhecem-se fragilidades ao nível da coordenação geral e isso afectou, consequentemente, a implementação de programas de HIV em alguns sectores.
Texto do artigo, página 5: O então Ministério da Função Pública, que tinha a responsabilidade de coordenar a implementação da estratégia, apesar de ter criado um sistema de monitoria, teve dificuldades de garantir um processo de monitoria consistente e de receber de forma regular a informação sobre os progressos de cada instituição do Sector Público.
Texto do artigo, página 5: A inexistência de uma linha orçamental para assuntos sobre HIV e SIDA, no Orçamento do Estado, dificultou a integração destas acções em planos económicos e sociais. Inicialmente a implementação da estratégia foi financiada pelo Banco Mundial, através de uma subvenção gerida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cuja execução estava direccionada aos mecanismos de coordenação e monitoria e um pouco para as actividades de prevenção. Seguidamente entrou a Agência de Cooperação Alemã. Foi comum, nas auscultações,
Texto do artigo, página 5: a afirmação de não terem sido alocados recursos financeiros durante a vigência da Estratégia anterior e, nos casos em que houve alocação, nas situações de défice ou corte orçamental, os fundos para as actividades do HIV eram os primeiros a serem retirados., Estes factos poderão ter contribuído para a deficiente operacionalização do ECHSFP I.
Texto do artigo, página 5: Assim, reconhece-se que o desenvolvimento e enquadramento dos planos sectoriais de resposta ao HIV e SIDA no local de trabalho, integrados nos planos sectoriais e plurianuais, alinhados à agenda dos processos de descentralização administrativa e financeira do Sector Público, constituem uma oportunidade para: (a) fortalecer a capacidade de resposta à epidemia do HIV do Sector Público e, (b) assegurar o financiamento e a monitoria das actividades de resposta ao HIV sectoriais e, (c) fortalecer o compromisso dos gestores públicos na implementação da resposta nacional virada para resultados sustentáveis na gestão dos recursos humanos no Sector Público.
Texto do artigo, página 5: A ECHSFP I tinha como objectivos os seguintes:
Texto do artigo, página 5: I. Estabelecer parâmetros para integrar e priorizar o HIV e SIDA nos instrumentos programáticos das instituições da Administração Pública;
Texto do artigo, página 5: O Programa Quinquenal do Governo (PQG 2010-2014); Plano de Acção para Redução da Pobreza (PARP 2011-2014); os planos económicos e sociais (PES) e o Orçamento do Estado (OE) eram os mais importantes instrumentos de planificação no País e continuam, excepto o PARP.
Texto do artigo, página 5: As actividades de HIV no local de trabalho foram integradas nos fundos de funcionamento das instituições. Para fazer face à integração das actividades nos planos dos sectores, o Ministério da Função Pública (MFP) levou a cabo as seguintes acções:
Texto do artigo, página 5: ✓ Capacitação dos Pontos Focais e Técnicos de Planificação do nível central, para a planificação e integração das actividades de HIV/SIDA no ciclo de planificação e orçamento;
Texto do artigo, página 5: ✓ Encontros com o MPD, para discussão e entendimento do processo de integração do HIV e SIDA nos planos e orçamento do Estado, com vista a apoiar os sectores na planificação.
Texto do artigo, página 5: ✓ Participantes nas reuniões de auscultação e os entrevistados foram unânimes em dizer que, dadas as exiguidades de fundos, as actividades de resposta ao SIDA não foram priorizadas.
Texto do artigo, página 5: ✓ O desafio da integração do HIV e SIDA nos instrumentos de planificação está relacionado a factores como:
Texto do artigo, página 5: • Deficiência na planificação que decorre do facto de as actividades do HIV e SIDA estarem quase unicamente na alçada dos pontos focais sectoriais, e em muitos casos sem suficiente capacidade e habilidade para articular com o pessoal de planificação;
Texto do artigo, página 6: • Ausência de uma unidade orgânica (departamento ou repartição) que responde pelo HIV como assunto transversal, limitou sobremaneira a implementação das actividades;
• Falta de programas específicos para FAE que facilitam a realização de rastreios regulares, dificultando o apoio aos FAE associado à falta de confidencialidade;
• Facto de os sectores realizarem esforços anualmente de planificar actividades de HIV e SIDA e sistematicamente não receberem atenção na alocação de orçamento, tem desencorajado a persistência dos sectores em continuar o mesmo exercício ano após ano.
Texto do artigo, página 6: ii. Institucionalizar as bases que permitam a criação de condições necessárias para prevenir infecções por HIV entre FAE e suas famílias;
Texto do artigo, página 6: Para a operacionalização dessas orientações e mecanismos no âmbito de prevenção, o Ministério do Plano e Finanças, através da assistência técnica da GIZ, levou a cabo as seguintes acções:
Texto do artigo, página 6: ✓ Sensibilização dos gestores de recursos humanos sectoriais a todos os níveis, para integração da legislação sobre as doenças crónicas degenerativas, HIV/SIDA nos estudos colectivos e estudos da legislação nas instituições.
Texto do artigo, página 6: ✓ Adaptação de um manual de facilitador em uma abordagem participativa para a implementação de sessões de sensibilização dos FAE, em relação ao HIV/ SIDA e aspectos relacionados;
Texto do artigo, página 6: ✓ Capacitação de facilitadores ao nível central, provincial e distrital em vários sectores, em matéria de HIV/SIDA para o uso do manual;
Texto do artigo, página 6: ✓ Reprodução de 7500 exemplares de materiais de IEC, sobre diferentes doenças crónicas para promoção de saúde dos FAE.
Texto do artigo, página 6: No total foram formados 950 facilitadores (86 – nível central; 165 – nível provincial e 699 – nível distrital para implementação de sessões de sensibilização dos funcionários e agentes do Estado nas suas instituições. O número de formados é insuficiente para responder à demanda e alcançar este objectivo.
Texto do artigo, página 6: iii. Regular/Facilitar o acesso aos serviços e direitos associados a funcionários portadores do HIV e SIDA e suas famílias directas, de modo a minimizar o impacto negativo da doença nos sistemas de prestação de serviços públicos;
Texto do artigo, página 6: O sector de saúde criou em algumas unidades sanitárias gabinetes para aconselhamento, testagem, tratamento e seguimento do trabalhador do Sector Público denominado consulta do trabalhador.
Texto do artigo, página 6: A coordenação com o sector da saúde para a realização dos testes foi limitada pela falta de espaços para referência dos FAE para receber o tratamento necessário. Nesta perspectiva, a estratégia não teve sucesso. Não existe até ao momento tratamento diferenciado, um tratamento especial que pode colocar o funcionário numa situação de maior conforto e de menor exposição. O funcionário quando vai ao centro de testagem, mesmo em situações em que tem uma guia, de um modo geral acaba por estar sujeito ao tratamento comum ou a todo outro cidadão que procura o mesmo serviço.
Texto do artigo, página 6: Ao nível da assistência social, há muitos desafios ainda relativos à disponibilidade de recursos para sustentar a atribuição de subsídios até os 30%, apoio alimentar e nutricional, ou atribuição de uma cesta básica. Em quase todas as entrevistas,
Texto do artigo, página 6: incluindo ao nível dos sectores onde estas experiências estão em curso, como são os sectores da educação, saúde, polícia, trabalho e finanças, quase todos os FAE são de opinião de que os mecanismos funcionam com muitas limitações, em muitos casos devido à falta de orçamento. Os poucos sectores que disponibilizam a assistência nutricional ou cesta básica, no geral fazem-no na base de arranjos, muitas vezes sem garantia de sustentabilidade e de funcionamento de longo prazo.
Texto do artigo, página 6: v. Mitigar o impacto de HIV e SIDA no local de trabalho
Texto do artigo, página 6: Os gestores de recursos humanos a todos os níveis, foram treinados para lidar com situações que podem exigir mobilidade dos FAE infectados por HIV. O nível de solidariedade por parte do pessoal dos recursos humanos responsável pelos assuntos do HIV e SIDA, em relação aos FAE infectados ficou muito reforçado durante o período de implementação da ECHSFP I. Há sinais de uma enorme preocupação para referenciá-los em actividades de aconselhamento e tratamento, bem como na busca de soluções alternativas resultado da falta de orçamento. Por exemplo, no Ministério do Trabalho, todos os funcionários e agentes do Estado vivendo com HIV e que requerem assistência nutricional, estão a beneficiar de apoio alimentar gratuito no centro social desse órgão central.
Texto do artigo, página 6: vi. Estabelecer parâmetros para a melhoria da coordenação da resposta ao HIV e SIDA na Função Pública, mobilização de recursos para implementação das acções e estabelecer mecanismos para a implementação de um sistema de monitoria e avaliação das acções de resposta ao HIV e SIDA levadas a cabo pelas instituições da Administração Pública.
Texto do artigo, página 6: Um comité ou Conselho de Gestão (CG) foi criado, sob a liderança do CNCS e que integra o Secretariado Executivo do CNCS e a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Humanos do Estado (DNGERHE) do MFP. Este CG tinha o papel de garantir apoio efectivo para a tomada de decisões sobre questões de política e gestão da implementação da estratégia.
Texto do artigo, página 6: Os gestores de recursos humanos em cada sector passaram a ter o papel de comunicar, implementar, monitorar e preparar recomendações de acções a serem implementadas. Como forma de garantir a existência de um interlocutor, em cada sector foram constituídos os Pontos Focais (PF) para ECHSFP I, cuja responsabilidade foi definida num documento de termos de referência aprovados pelo MFP, que incluem o papel de implementar, coordenar e monitorar o programa de HIV/SIDA no local de trabalho e estabelecer um núcleo sectorial de HIV/ /SIDA em coordenação com o gestor dos recursos humanos. O núcleo sectorial é um órgão dirigido pelo secretário permanente.
Texto do artigo, página 6: No quadro das actividades com vista à criação das estruturas de coordenação e gestão de programas de HIV e SIDA no local de trabalho, nos sectores em todos os níveis, o MFP levou a cabo as seguintes acções:
Texto do artigo, página 6: ✓ Disseminação da ECHSFP I nos sectores ao nível central, provincial e distrital, com vista a que os participantes fizessem a réplica para os restantes funcionários nas suas instituições;
Texto do artigo, página 6: ✓ Capacitação dos Gestores dos Recursos Humanos (GRH) em todos níveis, Inspetores Chefes do nível provincial e chefes das secretarias provinciais sobre as suas atribuições na implementação da ECHSFP I;
Texto do artigo, página 6: ✓ Desenvolvimento dos Termos de Referência (TdR) para os FAE em conjunto com o CNCS e os GRH dos sectores ao nível central. Refira-se que os TdR foram disseminados para os níveis provincial e distrital, em cada sector, com o apoio dos PF dos órgãos centrais;
Texto do artigo, página 7: ✓ Capacitação dos PF dos sectores do nível central para a coordenação e gestão do programa de HIV/SIDA no local de trabalho das respectivas instituições. De referir que aos PF foi lhes atribuída a responsabilidade de prestação de apoio técnico aos órgãos tutelados e subordinados, incluindo os PF do nível provincial e distrital do mesmo sector quando demandado; ✓ Elaboração de um guião de formação de PF que integra temas sobre coordenação, gestão e monitoria do programa de HIV no local de trabalho, com vista
Texto do artigo, página 7: a orientar as instituições a todos os níveis. O guião tem como finalidade orientar os sectores na criação de uma estrutura de coordenação nacional coesa e harmonizada para a resposta ao HIV e SIDA no local de trabalho.
Texto do artigo, página 7: 4.2 Sumário da Análise Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças (FOFA)
Texto do artigo, página 7: A avaliação da ECHSFP I e os resultados dos encontros de auscultação e de entrevistas permitiram o desenvolvimento de uma análise FOFA profunda, sumarizada no quadro abaixo.
Texto do artigo, página 7: Pontos Fortes
Pontos Fracos
• Existência de legislação que privilegia assistência aos trabalhadores com doenças crónicas e degenerativas
• Existência de EGFAE e respectivo regulamento
• Institucionalização da componente HIV e SIDA na Função Pública
• Existência de núcleos de resposta ao HIV e pontos focais sectoriais
• Existência de consulta do trabalhador nas unidades sanitárias
• Experiência de coordenação e monitoria de resposta ao HIV a nível central e provincial
• Experiência de implementação de acções de resposta ao HIV no Sector Público
• Capacidade de gestão de recursos humanos a todos níveis e em todas as instituições de administração pública
• Disponibilidade de tratamento gratuito
• Existência de estrutura administrativa até à base
• Reformas e descentralização da Função Pública
• Ausência de uma política de HIV do Sector Público
• Ausência de unidade orgânica para implementação de actividades de HIV
• Fraco cometimento das lideranças para assuntos de HIV
• Falta de programas integrados de doenças crónicas e degenerativas
• Défice de financiamentos para as actividades de HIV e SIDA no Sector Público
• Fraca coordenação das acções implementadas pelos sectores
• Limitada disponibilidade e baixa qualidade de dados para a monitoria das actividades
• Falta de organizações de pessoas vivendo com HIV (PVHIV) no Sector Público
• Fraca capacidade das instituições em dar assistência aos casos identificados
• Falha em implementar programas de forma sistemática e em escala
Oportunidades
Ameaças
• Desenvolvimento do Capital Humano é um dos principais pilares do Governo
• Existência de parceiros que actuam na área de prevenção e apoiam a resposta ao HIV e SIDA
• Existência de uma Estratégia Nacional de Resposta ao HIV e SIDA
• Estratégias Globais da área de HIV/SIDA
• Governo de Moçambique subscreveu os Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis
• Estigma e discriminação de pessoas vivendo com HIV e SIDA
• Alta incidência de infecção por HIV
• Persistência de factores de riscos (parcerias múltiplas, baixo uso de preservativo, sexo pago, “relações de confiança”)
• Fraco financiamento externo
• Alta fertilidade associada à baixa prevalência do uso de métodos modernos de contracepção
• Vulnerabilidade das famílias
Pontos Fortes
Pontos Fracos
• Existência de legislação que privilegia assistência aos trabalhadores com doenças crónicas e degenerativas
• Existência de EGFAE e respectivo regulamento
• Institucionalização da componente HIV e SIDA na Função Pública
• Existência de núcleos de resposta ao HIV e pontos focais sectoriais
• Existência de consulta do trabalhador nas unidades sanitárias
• Experiência de coordenação e monitoria de resposta ao HIV a nível central e provincial
• Experiência de implementação de acções de resposta ao HIV no Sector Público
• Capacidade de gestão de recursos humanos a todos níveis e em todas as instituições de administração pública
• Disponibilidade de tratamento gratuito
• Existência de estrutura administrativa até à base
• Reformas e descentralização da Função Pública
• Ausência de uma política de HIV do Sector Público
• Ausência de unidade orgânica para implementação de actividades de HIV
• Fraco cometimento das lideranças para assuntos de HIV
• Falta de programas integrados de doenças crónicas e degenerativas
• Défice de financiamentos para as actividades de HIV e SIDA no Sector Público
• Fraca coordenação das acções implementadas pelos sectores
• Limitada disponibilidade e baixa qualidade de dados para a monitoria das actividades
• Falta de organizações de pessoas vivendo com HIV (PVHIV) no Sector Público
• Fraca capacidade das instituições em dar assistência aos casos identificados
• Falha em implementar programas de forma sistemática e em escala
Oportunidades
Ameaças
• Desenvolvimento do Capital Humano é um dos principais pilares do Governo
• Existência de parceiros que actuam na área de prevenção e apoiam a resposta ao HIV e SIDA
• Existência de uma Estratégia Nacional de Resposta ao HIV e SIDA
• Estratégias Globais da área de HIV/SIDA
• Governo de Moçambique subscreveu os Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis
• Estigma e discriminação de pessoas vivendo com HIV e SIDA
• Alta incidência de infecção por HIV
• Persistência de factores de riscos (parcerias múltiplas, baixo uso de preservativo, sexo pago, “relações de confiança”)
• Fraco financiamento externo
• Alta fertilidade associada à baixa prevalência do uso de métodos modernos de contracepção
• Vulnerabilidade das famílias
Número ou marcador, página 7: 5. Princípios Orientadores da Estratégia
Texto do artigo, página 7: Os principais princípios desta estratégia são derivados das provisões da Constituição da República de Moçambique (2004), Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), Protocolo da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (2003), Código de Prática sobre HIV e SIDA e o mundo de trabalho da Organização Internacional de Trabalho (2001), Código sobre HIV e SIDA e Emprego da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e políticas governamentais na área de recursos humanos do Sector Público.
Texto do artigo, página 7: A ECHSFP II está alinhada com princípios orientadores do PEN IV e é baseada nos seguintes princípios:
Texto do artigo, página 7: 5.1. Reconhecimento do HIV e SIDA como assunto de local de trabalho
Texto do artigo, página 7: O HIV e SIDA é um assunto de local de trabalho e deve ser tratado como qualquer outra doença que pode afectar os FAE. Todas as instituições de Administração Pública devem integrar
Texto do artigo, página 7: HIV e SIDA nas suas funções nucleares e estabelecer estruturas para coordenar a actividade do HIV e SIDA no local de trabalho.
Texto do artigo, página 7: A planificação e implementação das acções da resposta ao HIV e SIDA devem capitalizar as sinergias existentes no local de trabalho, de modo a responder aos desafios e necessidades específicas locais.
Texto do artigo, página 7: 5.2. Envolvimento das lideranças dos sectores
Texto do artigo, página 7: Este princípio assenta-se na necessidade da integração das acções de resposta ao HIV e SIDA nos planos de desenvolvimento dos sectores. As instituições públicas devem criar um ambiente que permita os Funcionários e Agentes do Estado a participar em programas de resposta ao HIV no local de trabalho a todos os níveis.
Texto do artigo, página 7: 5.3. Informação, Educação e Comunicação
Texto do artigo, página 7: Os FAE e suas famílias devem ter acesso à informação e programas de educação actualizados e completos sobre HIV e SIDA e outras doenças crónicas, bem como serviços de apoio e
Texto do artigo, página 8: referência. Informação, educação e comunicação são eficazes para capacitar as pessoas a controlarem o seu próprio comportamento e exposição ao HIV e aos factores de risco para as outras doenças crónicas.
Texto do artigo, página 8: 5.4. Não discriminação
Texto do artigo, página 8: A resposta ao HIV deve estar centrada nos Direitos Humanos e na Justiça de Género. Com este princípio pretende-se garantir que não deve haver estigmatização dos FAE, incluindo candidatos ao emprego na base do seroestado. A inclusão das questões dos direitos humanos e de género esteja contida e observada em todas as áreas estratégicas e prioritárias da resposta ao HIV e SIDA no Sector Público, de modo a criar-se um ambiente social e legal que encoraje os FAE a usarem os serviços disponíveis.
Texto do artigo, página 8: 5.5. Confidencialidade
Texto do artigo, página 8: Informações sobre o estado de HIV de um FAE devem ser tratadas confidencialmente pelo pessoal de saúde e pelo gestor de RH e não devem ser divulgadas a outros sem o consentimento da pessoa envolvida.
Texto do artigo, página 8: 5.6. Abordagens baseadas em evidências
Texto do artigo, página 8: A implementação dos programas de resposta ao HIV e SIDA no Sector Público deve ser orientada por evidências. Neste sentido, o registo de boas práticas e a realização de pesquisas operacionais devem ser considerados uma prática para permitir maior dinamização e sustentabilidade das acções de prevenção bem como a melhoria da implementação de programas sectoriais. As evidências deverão sustentar e capitalizar as intervenções e/ou as abordagens que forem consideradas custo-eficazes (prevenção combinada).
Texto do artigo, página 8: 5.7. Sustentabilidade
Texto do artigo, página 8: As políticas, os programas e os serviços devem assegurar benefícios a longo prazo para os FAE e suas famílias. Para garantir a sustentabilidade, a capacidade dos prestadores de serviços públicos bem como dos serviços comunitários deve ser reforçada. A mobilização de recursos internos e externos para o financiamento das acções sectoriais de resposta deve ser acompanhada pela criação de mecanismos de seguimento e monitoria do progresso do cumprimento dos planos de acções de resposta elaborados pelos sectores e integrados no PES anual.
Texto do artigo, página 8: 5.8. Integração
Texto do artigo, página 8: Esta estratégia procura integrar abordagens holísticas para responder às necessidades em saúde dos FAE. Particular atenção será dada à integração entre HIV e SIDA e doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro, de modo a tirar
Texto do artigo, página 8: o HIV e SIDA do isolamento, reduzir o estigma e discriminação, aumentar a utilização dos serviços disponíveis e melhorar
os resultados de saúde e do bem-estar dos FAE.
Número ou marcador, página 8: 6. Visão, Missão e Grupo Alvo 6.1 Visão Recursos humanos saudáveis, disponíveis e a prestar serviços
Texto do artigo, página 8: públicos de qualidade. 6.2 Missão Contribuir para a melhoria da saúde e do bem-estar dos FAE,
Texto do artigo, página 8: criando um ambiente favorável para a resposta ao HIV e SIDA, doenças crónicas e degenerativas no Sector Público.
Texto do artigo, página 8: 6.3 Grupo Alvo
Texto do artigo, página 8: A presente Estratégia destina-se aos FAE ligados à administração pública em todo o território nacional, cujo tamanho e composição estão descritos no capítulo sobre a situação dos recursos humanos na Função Pública, incluindo suas respectivas famílias.
Número ou marcador, página 8: 7. Objectivo Geral, Eixos Estratégicos e Resultados Esperados
Texto do artigo, página 8: 7.1 Objectivo geral
Texto do artigo, página 8: Contribuir para a melhoria de saúde e do bem-estar dos FAE e suas famílias, através de acções de prevenção do HIV, incentivando práticas de vida saudável e favoráveis ao desenvolvimento dos recursos humanos no Sector Público.
Texto do artigo, página 8: Embora o número de novas infecções por HIV tenha reduzido, o ritmo vai ficar aquém da redução de 50% prevista no PEN IV 2016-2020, muito menos a meta de 75% advogada pela ONUSIDA até 2020. Portanto, o número de novas infecções continua maior do que o esperado nas metas globais e nacionais.
Texto do artigo, página 8: A redução em metade no número de novas infecções por HIV será apenas possível através da combinação de intervenções no País, em geral e no Sector Público, em particular. Esta inclui a combinação de intervenções biomédicas, incluindo tratamento como prevenção, alcançada através da supressão viral. Adicionalmente, estratégias para lidar com determinantes estruturais e sociais, comunicação para mudança social e de comportamento – todas sustentadas por uma abordagem baseada em direitos humanos – são fundamentais para o sucesso.
Texto do artigo, página 8: Para o Sector Público, a ênfase na prevenção é importante para alcançar os objectivos da estratégia.
Texto do artigo, página 8: Abordagem estratégica: quebrando o ciclo de transmissão de HIV.
Texto do artigo, página 8: Um entendimento claro dos modos de transmissão de HIV irá informar estratégias para identificar os grupos vulneráveis entre os FAE e seus familiares. Programas dirigidos a estes grupos vulneráveis e às pessoas que os infectam vão contribuir para quebrar o ciclo de transmissão. No contexto dos FAE devem ser considerados como factores de risco: a mobilidade profissional como resultado das deslocações constantes em missão de serviço, transferências para locais isolados sem condições que permitam levar a família e o assédio sexual que envolve troca de favores de profissionais por actos sexuais desprotegidos. Para além dos factores de risco específicos e, fazendo parte integrante da população moçambicana, os FAE e seus familiares estão também sujeitos a riscos gerais, como, por exemplo: parceria múltipla, uso de drogas injectáveis e sexo entre pessoas do mesmo sexo.
Texto do artigo, página 8: O tratamento do HIV tem demonstrado de longe o efeito mais significativo na qualidade de vida das PVHIV e sobre a redução da incidência do HIV. Neste sentido, o tratamento do HIV deve ser assumido como uma ferramenta de prevenção de novas infecções e parte da componente crítica de uma combinação de estratégias baseadas em evidências, conhecida como “prevenção combinada”. Assim, o início precoce do tratamento e sustentado traz, por um lado, retornos duas vezes maiores quando avaliados os custos evitados inerentes à assistência médica dos FAE e suas famílias e, por outro, traz um aumento da produtividade da força de trabalho, criando maiores ganhos para a prestação de serviços públicos que no fim tem impacto na economia do País.
Texto do artigo, página 8: Objectivo estratégico 1: reduzir o número de novas infecções entre os FAE e suas famílias, através de intervenções de prevenção combinada, em 75% até 2023.
Texto do artigo, página 8: Resultado 1: reduzido o número de novas infecções entre FAE e suas famílias em 75% durante a vigência da estratégia.
Texto do artigo, página 8: Acções – chave
Texto do artigo, página 8: Acção 1: implementação de programas de informação, educação e comunicação (IEC), através de educação de pares/ comunicação interpessoal, palestras e disponibilização de material de IEC.
Texto do artigo, página 9: Acção 2: disseminação de informação através de redes sociais
(WhatsApp, facebook e outros.
Acção 3: promover o uso de preservativo tendo em conta
as barreiras socioculturais.
Acção 4: disponibilizar preservativos masculinos e femininos
em quantidade.
Acção 5: promover o acesso e facilitar aos serviços de ATS
(através de feiras de saúde e/ou referência as US.)
Acção 6: promover serviços de circuncisão médica masculina.
Acção 7: promover e facilitar o acesso aos serviços de rastreio
de cancro do colo do útero.
Acção 8: alcançar 90-90-901 como forma de prevenção.
Acção 9: disponibilizar profilaxia pré-exposição para casais
serodiscordantes.
Acção 10: treino dos gestores de RH sobre direitos humanos
Texto do artigo, página 9: e prevenção e eliminação de estigma e discriminação. 7.2.2 Cuidados e Tratamento Contexto Estratégico
Texto do artigo, página 9: Moçambique fez progressos notáveis no tratamento de HIV nos últimos 5 anos (2013-2018). Estes incluem a expansão massiva do tratamento antirretroviral (TARV) e adopção da abordagem de “Testar e Iniciar” em Agosto de 2016. Contudo, muitas pessoas vivendo com HIV continuam sem conhecer o seu estado em relação ao HIV, a enfrentar atrasos inaceitáveis entre o diagnóstico e o tratamento ou parar com o tratamento. Contribuir para a redução dramática das taxas de perdas de seguimento dos FAE e suas famílias vivendo com HIV a nível nacional é uma prioridade crítica para o Sector Público, nos próximos 5 anos.
Texto do artigo, página 9: O tratamento do HIV evita mortes relacionadas com o SIDA. Na era do pré-tratamento a expectativa de sobrevida de uma pessoa infectada por HIV era em média de apenas 12,5 anos. Actualmente, uma pessoa jovem que se infecta hoje pode ter uma expectativa de vida quase normal (mais de cinquenta anos de vida) se aderir sem interrupção ao tratamento do HIV a vida toda. Evidências cada vez maiores indicam que resultados comparáveis podem ser alcançados no contexto do Sector Público, que pode contribuir com uma queda dramática nas mortes relacionadas com o SIDA dos FAE e suas famílias, quando o tratamento é introduzido em larga escala. À medida que se for expandido o acesso ao tratamento no decorrer da estratégia poderão ser revertidos os efeitos devastadores da epidemia sobre a saúde dos FAE e seus familiares, com um aumento acentuado na expectativa de vida dos FAE e robustez da economia do Sector Público.
Texto do artigo, página 9: Evidências indicam que 42% dos homens que vivem com HIV estão em tratamento, comparado com 63% das mulheres. Este facto mostra a necessidade de se criar estratégias que estimulam o acesso dos homens aos programas de diagnóstico, cuidados e tratamento, tanto para o HIV como para doenças crónicas que mais acometem o homem na sua fase do ciclo de desenvolvimento humano que coincide com a fase considerada economicamente produtiva.
Texto do artigo, página 9: Abordagem Estratégica: Alcance das metas 90-90-90 para HIV nos FAE e suas famílias
Texto do artigo, página 9: O PEN IV tem como um dos seus objectivos a redução das mortes relacionadas com SIDA em 49% até 2020 e dados de 2017 indicam, depois de 4 anos, ter sido registada uma redução de apenas 24%. A presente estratégia pretende contribuir para o alcance da redução das mortes relacionadas com SIDA para além dos 49% em Moçambique.
Texto do artigo, página 9: 1 90% das pessoas que vivem com HIV sabem que têm a infecção por HIV; 90% das pessoas que sabem que têm a infecção estão em tratamento e em 90% das pessoas que estão em tratamento o vírus não se detecta no sangue.
Texto do artigo, página 9: Objectivo Estratégico 2: reduzir a morbilidade e mortalidade relacionadas ao SIDA entre os FAE e suas famílias, através de intervenções ligadas a cuidados, tratamento e de apoio à adesão e retenção.
Texto do artigo, página 9: Resultado 2: aumentado o número de FAE que conhecem seu seroestado, em tratamento e com supressão da carga viral.
Texto do artigo, página 9: Acções-chave
Texto do artigo, página 9: Acção 1: expandir a disponibilidade do teste do HIV através
da diversificação de abordagens e serviços de testagem (testagem familiar, caso índex, auto-testagem).
Acção 2: realizar aconselhamento e testagem em saúde (HIV,
hipertensão arterial, diabetes, cancros, outros).
Acção 3: treinar navegadores (para acompanhar FAE e seus
familiares positivos para os serviços de cuidados e tratamento.
Acção 4: implementar a abordagem Testar e Iniciar para
aumentar a proporção de FAE e seus familiares em tratamento.
Acção 5: fornecer TARV nos postos de saúde do local
de trabalho.
Acção 6: implementar os modelos diferenciados de serviços
para FAE e seus familiares alcançarem a supressão viral e sejam integrados em programas de controlo de doenças crónicas, incluindo o cancro.
Acção 7: facilitar o atendimento aos FAE e seus familiares nas
US (um dia por semana para consulta).
Acção 8: facilitar o acesso à carga viral. 7.2.3 Mitigação do Impacto Contexto Estratégico
Texto do artigo, página 9: O HIV e SIDA representa um enorme desafio para o desenvolvimento de Moçambique e isso exerce uma grande pressão sobre os locais de trabalho. A epidemia levou à perda de FAE qualificados e experientes devido a mortes relacionadas ao SIDA, perda de horas de trabalho devido a doenças relacionadas ao HIV, absenteísmo aumentado, desempenho reduzido, aumento do estresse, estigma e discriminação relacionados ao HIV e perda de memórias institucionais, entre outros.
Texto do artigo, página 9: Como resultado do impacto negativo do HIV e SIDA no Sector Público, o Estado Moçambicano, como um dos principais empregadores, reconheceu que para uma estratégia de resposta ao HIV e SIDA no Sector Público é fundamental implementar programas eficazes no local de trabalho. Esta estratégia demonstra a preocupação e o compromisso do Governo em tomar medidas concretas para prevenir e gerir o HIV e SIDA e fornecer orientações sobre o desenvolvimento de programas de HIV e SIDA no local de trabalho.
Texto do artigo, página 9: Abordagem estratégica: desenvolver um serviço público bem coordenado e que responda ao impacto do HIV e SIDA no Sector Público.
Texto do artigo, página 9: Objectivo Estratégico 3: reduzir o impacto social e/ou económico da doença nos FAE e suas famílias.
Texto do artigo, página 9: Resultado 3: reduzido o impacto social e/ou económico do SIDA, doenças crónicas, incluindo o cancro nos FAE e suas famílias.
Texto do artigo, página 9: Acções – chave
Texto do artigo, página 9: Acção 1: criar mecanismos dentro do local de trabalho para
incentivar a abertura, aceitação, cuidado e apoio dos funcionários HIV-positivos.
Acção 2: garantir que FAE vivendo com HIV não sejam
discriminados e obtém todos os benefícios previstos na legislação.
Acção 3: aplicar as normas, políticas e leis que promovem
a protecção de FAE vivendo com HIV (cesta básica e subsídio de 30%).
Acção 4: criar opções de trabalho de acordo com a condição
de saúde dos FAE.
Acção 5: garantir o aconselhamento e avaliação nutricional
Texto do artigo, página 9: de rotina e o tratamento da desnutrição aguda.
Texto do artigo, página 10: O quadro legal de Moçambique é guiado pela Constituição da República, que garante uma ampla gama de direitos civis, políticos, culturais e socioeconómicos. Isto inclui os direitos à igualdade e à não discriminação, privacidade, dignidade, liberdade e segurança da pessoa, acesso aos cuidados de saúde e à justiça.
Texto do artigo, página 10: O estudo, realizado no âmbito da elaboração da Subvenção ao Fundo Global 2018-2020 sobre os direitos humanos, confirmou que a resposta nacional ao HIV incorpora os princípios dos direitos humanos reflectidos no quadro legal geral e específico ao HIV e SIDA (Lei n.º 19/2014, de 27 de Agosto), mas identificou lacunas na implementação. Isso indica que acções concretas são necessárias para assegurar que todos os direitos previstos na legislação sejam traduzidos em prática.
Texto do artigo, página 10: O PEN IV reconhece que, apesar de Moçambique ser reconhecido globalmente por seu posicionamento e resposta aos direitos humanos, ainda há lacunas importantes a serem preenchidas em relação à plena implementação da agenda de direitos humanos. Entre elas, está a necessidade de traduzir as principais políticas em implementação e assegurar que todas as pessoas conheçam seus direitos e onde buscar apoio quando os direitos forem violados. O estigma deve ser reduzido, incluindo o estigma no local de trabalho, bem como o auto-estigma. As barreiras que impedem os FAE e seus familiares a terem acesso e utilizar os serviços devem ser removidas. Os FAE vivendo com HIV deverão liderar a condução da agenda de direitos humanos e acesso à justiça.
Texto do artigo, página 10: Abordagem estratégica: Protecção e promoção de direitos humanos para permitir/assegurar uma resposta ao HIV efectiva, equitativa e forte no Sector Público.
Texto do artigo, página 10: As estratégias para proteger e promover os direitos humanos para permitir uma resposta forte, eficaz e equitativa no Sector Público, serão baseadas nos 7 programas chaves propostos pela ONUSIDA, visando o desenvolvimento de programas de direitos humanos no contexto do HIV. Os principais componentes do programa incluem: redução de estigma e discriminação; monitoria e reforma de leis, regulamentos e políticas com atenção específica ao HIV; melhoria da literacia legal; disponibilizar serviços jurídicos e acessíveis; sensibilização de legisladores e aplicadores de leis; treino para provedores de cuidados de saúde sobre direitos humanos e ética médica; e redução das normas de género prejudiciais e da violência contra as mulheres e aumentando seu empoderamento legal, social e económico. Alguns desses programas já estão sendo implementados e devem ser expandidos. Em conjunto, essas acções devem abordar o autoestigma e estigma externo, facilitar o acesso à justiça e promover um ambiente que possibilite e proteja a saúde humana, direitos legais e previna o estigma e discriminação.
Texto do artigo, página 10: Objectivo Estratégico 4: Implementar uma resposta ao HIV baseada em abordagens e princípios de direitos humanos.
Texto do artigo, página 10: Resultado 4: Implementada uma resposta ao HIV baseada em abordagens e princípios de direitos humanos.
Texto do artigo, página 10: Monitorar e responder aos abusos dos direitos humanos: sob a ECHSFP II, a capacidade de responder aos abusos dos direitos humanos no contexto de HIV será fortalecida. O MAEFP defenderá a plena implementação de leis de protecção e políticas para garantir acesso significativo e igual aos serviços, e protecção contra a discriminação ou outros abusos dos direitos humanos. Serão estabelecidos mecanismos para monitorar as violações dos direitos humanos relacionadas ao HIV. O acesso aos serviços legais também será expandido e os investimentos serão feitos em direitos centrados nos FAE e em programas de literacia legal.
Texto do artigo, página 10: Expandir e fortalecer as iniciativas de Comunicação para a Mudança Social e de Comportamento (CMSC) para reduzir o estigma: ECHSFP II apela para o desenvolvimento e implementação de campanhas multifacetadas para reduzir o estigma interno e externo (destacando comportamentos estigmatizantes, fornecendo informações para lidar com os mitos e aumentar o conhecimento sobre o HIV).
Texto do artigo, página 10: Investir na expansão de programas de treinamento e sensibilização para reduzir o estigma: os programas irão informar e sensibilizar os que fazem as leis e aqueles que as aplicam sobre o importante papel da lei na resposta ao HIV, por exemplo: proteger as pessoas afectadas pelo HIV contra a discriminação e violência e apoiar o acesso à prevenção do HIV, tratamento, cuidado e apoio. Além disso, os gestores de recursos humanos serão treinados em direitos humanos e ética.
Texto do artigo, página 10: Objectivo Estratégico 4.1: reduzir o estigma e a discriminação entre FAE e seus familiares que vivem com o HIV em metade até 2023
Texto do artigo, página 10: Acções – chave
Texto do artigo, página 10: Acção 1: Desenvolver e implementar planos de apoio baseado
no local de trabalho.
Acção 2: Treinar os educadores de pares do local de trabalho
sobre estigma e discriminação.
Acção 3: Realizar diálogos no local de trabalho sobre estigma
e discriminação.
Acção 4: Integrar o estigma em todos programas para FAE
Texto do artigo, página 10: e seus familiares vivendo com HIV.
Texto do artigo, página 10: Objectivo Estratégico 4.2: Promover um ambiente que permita e proteja os direitos humanos e legais e evite o estigma e a discriminação.
Texto do artigo, página 10: Acção 1: Promover a promulgação e implementação de leis,
políticas, regulamentos e directrizes que proibem a discriminação e apoiar o acesso aos serviços de prevenção, cuidados/tratamento e apoio de HIV.
Acção 2: Auditar as leis e as práticas de aplicação de leis
práticas para avaliar o impacto na resposta ao HIV.
Acção 3: Fazer advocacia para reforma de políticas quando
lacunas são identificadas.
Acção 4: Promover o diálogo e os debates sobre o HIV e a lei
com o poder judiciário.
Acção 5: Com a colaboração de parlamentares e todos os
órgãos do Estado, realizar uma campanha abrangente para promover o respeito pelos direitos FAE vivendo com HIV.
Acção 6: Capacitar os gestores de recursos humanos em
direitos humanos e ética.
Acção 7: Capacitar os FAE (por exemplo, saúde, educação,
polícia e serviço penitenciário) em direitos humanos e prestação de serviços.
Acção 8: Garantir a inclusão de direitos humanos e ética em
todos programas de treino para o Sector Público.
Acção 9: Implementar programas específicos de treino
Texto do artigo, página 10: em direitos humanos para a polícia e pessoal do serviço penitenciário.
Texto do artigo, página 10: Objectivo Estratégico 4.3: Facilitar o acesso à justiça e reparação para as pessoas que vivem com e vulneráveis ao HIV
Texto do artigo, página 10: Acção 1: Realizar campanhas de consciencialização sobre
direitos e leis relacionadas ao HIV.
Acção 2: Treinar educadores de pares em direitos humanos
e literacia.
Acção 3: Criar capacidade das instituições de administração
pública para fornecer informações e referências.
Acção 4: Expandir o acesso a preços acessíveis ao aconse-
Texto do artigo, página 10: lhamento jurídico.
Texto do artigo, página 11: Acção 5: Colaborar com instituições que fornecem informações
sobre serviços legais.
Acção 6: Criar e funcionalizar linhas telefónicas directas. 7.2.5 Coordenação e Liderança Contexto Estratégico
Texto do artigo, página 11: O Governo de Moçambique reconhece a severidade da epidemia de HIV e procura minimizar as consequências sociais, económicas e de desenvolvimento para o Sector Público e compromete-se a prover liderança, recursos e apoio na implementação desta estratégia.
Texto do artigo, página 11: Ao nível nacional existe uma plataforma e colaboração, mas para atingir o controlo da epidemia no Sector Público requer uma abordagem em que cada ministério, no seu mandato, contribui, coordenando e colaborando nos três níveis de governação. O ministério que superintende a área de gestão de recursos humanos do Estado apoiará a implementação de intervenções relacionadas ao HIV, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro no Sector Público e o desenvolvimento de uma estrutura de responsabilização conjunta.
Texto do artigo, página 11: A estrutura ou mecanismo de coordenação precisa de ter uma capacidade suficiente para implementar plenamente o seu mandato, melhorar a colaboração e a cooperação entre os ministérios e as direcções provinciais e prestar apoio técnico às estruturas de coordenação dos sistemas distritais onde a implementação é fundamental.
Texto do artigo, página 11: Objectivo estratégico 5: Promover a liderança e responsabilidade compartilhada para uma resposta ao HIV sustentável no Sector Público.
Texto do artigo, página 11: Resultado Esperado 5: Criada a estrutura/mecanismo de coordenação efectiva e em funcionamento.
Texto do artigo, página 11: Acções – chave
Texto do artigo, página 11: Acção 1: Criar uma estrutura/mecanismo para uma efectiva
coordenação e liderança de todos os intervenientes para uma responsabilidade partilhada na implementação da estratégia no Sector Público, lidar com a questão do HIV, doenças crónicas e degenerativas no local de trabalho (estrutura orgânicadepartamento autónomo de assuntos sociais).
Acção 2: Melhorar a colaboração e a cooperação entre os
ministérios e as direcções provinciais e estes com os serviços distritais.
Acção 3: Desenvolver planos de implementação (acção) dos
governos centrais, provinciais, distritais e as instituições tuteladas deverão desenvolver seus planos específicos de implementação/ acção.
Acção 4: Fortalecer a liderança local e assegurar que
Texto do artigo, página 11: os conselhos distritais e municipais trabalhem junto com as instituições de administração pública do respectivo nível para institucionalizar a colaboração inter e multissectorial.
Texto do artigo, página 11: 7.2.6 Mobilização de Recursos Contexto Estratégico
Texto do artigo, página 11: Alcançar os objectivos e as metas da ECHSFP II só será possível se houver recursos suficientes disponíveis para todas as instituições de administração pública para implementar a estratégia. Dada a natureza ambiciosa da estratégia, os recursos para a resposta ao HIV deverão aumentar para o período 20192023, enquanto fundos disponíveis devem ser utilizados de forma eficiente.
Texto do artigo, página 11: Abordagem Estratégica: Mobilizar recursos suficientes para alcançar as metas e objectivos da ECHSFP II.
Texto do artigo, página 11: Os mecanismos tradicionais de mobilização de recursos para a resposta - por meio de alocações orçamentais do Estado e de assistência internacional - embora substanciais, são insuficientes para cobrir o custo total de implementação da resposta nacional ao SIDA através do PEN IV, o mesmo será
Texto do artigo, página 11: para a ECHSFP II. O financiamento do governo para o HIV não tem crescido e não se espera que cresça nos próximos anos, pois o espaço fiscal para a mobilização de recursos internos ainda maiores é limitado pela conjuntura económica.
Texto do artigo, página 11: As perspectivas de aumento ou mesmo retenção dos níveis actuais de assistência externa ao desenvolvimento durante 2020-
Texto do artigo, página 11: -2024 são incertas.
Texto do artigo, página 11: Para conseguir recursos suficientes para financiar a ECHSFP II na sua totalidade, exigirá uma combinação de abordagens, a saber: maximizar o financiamento existente do governo e fontes internacionais, alavancando mecanismos inovadores para gerar novas fontes de financiamento e melhorar a eficiência da prestação de serviços.
Texto do artigo, página 11: Objectivo Estratégico 6. Melhorar a eficiência e mobilizar recursos para alcançar os objectivos e as metas da estratégia.
Texto do artigo, página 11: Resultado Esperado: Mobilizados recursos internos para o financiamento das acções de resposta ao SIDA no Sector Público.
Texto do artigo, página 11: Acções – chave
Texto do artigo, página 11: Optimizar investimentos: os retornos de saúde, sociais e económicos sobre o investimento serão maximizados seleccionando estrategicamente a combinação ideal de intervenções de alto valor e impacto.
Texto do artigo, página 11: Aumentar a eficiência: usando dados para direccionar estrategicamente intervenções de alto valor e impacto para áreas geográficas e grupos de FAE onde o impacto será maior, aumentará a eficiência da resposta ao HIV no Sector Público.
Texto do artigo, página 11: Identificar e alavancar mecanismos inovadores de financiamento: A Função Pública irá explorar agressivamente opções inovadoras para gerar novas fontes de financiamento. Umas das opções a ser explorada é o co-investimento do governo, em que múltiplos ministérios concordam em co-financiar intervenções prioritárias. Essa abordagem é particularmente bem adaptada às intervenções estruturais e a produção de material de IEC por ter benefícios mais amplos e transversais. Outras será usar os recursos provenientes da Assistência Médica e Medicamentosa.
Texto do artigo, página 11: Aumentar o engajamento multissectorial para abordar questões sociais e estruturais: outros ministérios, como o da saúde, são tipicamente responsáveis pelo financiamento e gestão de abordagens que se concentram em questões estruturais, por ex. desenvolvimento comunitário, educação, redução da pobreza, nutrição, emprego, acesso à justiça e outras questões sociais, parte dos actuais desafios de desenvolvimento do País. No entanto, existe o risco de que essas abordagens podem ser insuficientemente priorizadas ou inadequadamente focados no HIV se forem elaboradas e implementadas de forma isolada. Integrando a planificação sobre actividades do HIV e SIDA, doenças crónicas e degenerativas e incluindo o cancro na planificação multissectorial irá alavancar plenamente os benefícios dos esforços dos sectores, com duplo benefício de melhorar a eficácia da resposta e diminuir as pressões do financiamento do sector da saúde, para financiar actividades mais amplas da ECHSFP II.
Texto do artigo, página 11: Acção 1: Criar uma rubrica específica para financiar actividades
relacionadas com HIV e SIDA e outras doenças crónicas.
Acção 2: Custear com precisão todos os planos de imple-
mentação para apoiar os esforços de orçamentação e mobilização de recursos.
Acção 3: Garantir o orçamento e a inclusão das actividades
de HIV e SIDA e outras doenças crónicas no PES sectorial.
Acção 4: Criar mecanismos legais que permitam o uso das
receitas próprias para financiar actividades relacionadas com HIV e SIDA e outras doenças crónicas.
Acção 5: Desenhar, implementar e avaliar mecanismos
Texto do artigo, página 11: de financiamento novos e inovadores.
Texto do artigo, página 12: Acção 6: Introduzir eficiências técnicas para gerar economia de custos como por exemplo a elaboração centralizada de material de IEC e reprodução local.
Texto do artigo, página 12: 7.2.7 Informação Estratégica Contexto Estratégico O Sector Público recolhe e compila alguma informação sobre
Texto do artigo, página 12: a resposta que é enviada ao CNCS que a integra naquilo que é
Texto do artigo, página 12: o sistema de monitoria da resposta do País. Contudo, enquanto
o Sector Público gera dados sobre HIV, o sector tem falta de uma abordagem planeada e coesa para gerar e usar informação estratégica. Esta lacuna vai diminuir a capacidade do Sector Público de capitalizar a informação estratégica para orientar os progressos rumo ao alcance dos objectivos da presente estratégia, melhorar o programa ao longo do tempo, maximizar as eficiências e eliminar lacunas de pesquisa. No âmbito da presente estratégia são considerados dois tipos de informação estratégica:
Texto do artigo, página 12: Monitoria e avaliação: Envolve a colheita, reporte e avaliação contínua de dados programáticos e de prestação de serviços. Durante a implementação da ECHSFP II, todas as instituições de administração pública a todos os níveis continuaram a melhorar os seus sistemas de monitoria e avaliação. O MAEFP, que tem a responsabilidade final de monitorar esta estratégia, vai estabelecer uma unidade de monitoria e avaliação ou vai criar um mecanismo para assegurar a monitoria e avaliação da estratégia.
Texto do artigo, página 12: Os esforços para atingir uma monitoria e avaliação contínua, para acompanhar o desempenho e os progressos feitos, bem como para a identificação de desafios e introduzir medidas correctivas, serão cruciais para a implementação da presente estratégia. Foram definidos indicadores e metas de resultados e de impactos.
Texto do artigo, página 12: Inquéritos e Pesquisas Operacionais: A condução de um inquérito no Sector Público servirá de linha de base para monitorar
Texto do artigo, página 12: o progresso das acções de resposta ao HIV no sector. As pesquisas
operacionais constituem uma componente importante da presente estratégia e permitirão informar e orientar o processo de tomada de decisões baseadas em evidências. A ECHSFP II reconhece que a pesquisa é o melhor mecanismo de busca de soluções mais adequadas ao perfil da epidemia nos FAE e suas famílias para rever, avaliar e actualizar a implementação das prioridades por forma a melhorar a resposta ao HIV e SIDA, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro no Sector Público.
Texto do artigo, página 12: Abordagem Estratégica
Texto do artigo, página 12: Esta ECHSFP II vai capitalizar os recursos de informação estratégica que o País e o Sector Público já possuem, mas prevê melhor coordenação, priorização, financiamento, capacitação e disseminação dos resultados. As áreas de pesquisa operacional serão listadas e boas práticas melhor compartilhadas para informar políticas, directrizes e prestação de serviços.
Texto do artigo, página 12: Objectivo Estratégico 7. Fortalecer a informação estratégica para monitorar o progresso das acções de resposta ao HIV e SIDA e outras doenças crónicas no Sector Público.
Texto do artigo, página 12: Resultado Esperado 7: Estabelecido um plano de monitoria e avaliação.
Texto do artigo, página 12: Acções-chave
Texto do artigo, página 12: Acção 1: Elaborar e implementar um plano de monitoria para
a ECHSFP II.
Acção 2: Elaborar um instrumento único de colheita de infor-
mação.
Acção 3: Produzir relatórios trimestrais da resposta a todos
os níveis.
Acção 4: Fazer um estudo para estimar a prevalência do HIV
nos FAE.
Acção 5: Melhorar e fortalecer os sistemas de informação sobre
Texto do artigo, página 12: RH para monitorar o impacto de HIV e SIDA, doenças crónicas
Texto do artigo, página 12: e degenerativas, incluindo o cancro nos RH e intervenções no Sector Público.
Texto do artigo, página 12: Acção 6: Conduzir avaliações de capacidade de M & A nos
níveis nacional, provincial e distrital.
Acção 7: Estabelecer a capacidade de monitoria na estrutura
de coordenação da estratégia a nível nacional e provincial.
Acção 8: Fortalecer os recursos humanos qualificados de M
& E por meio de treino e coaching.
Acção 9: Reforçar o uso de dados para monitorar o desempenho
Texto do artigo, página 12: do programa.
Número ou marcador, página 12: 8. Quadro de Implementação Papéis e Responsabilidades
Texto do artigo, página 12: A epidemia de HIV não é apenas um problema de saúde, mas uma preocupação de desenvolvimento. Portanto, é imperativo que a resposta ao HIV e SIDA no Sector Público seja da responsabilidade de todos os organismos do Estado.
Texto do artigo, página 12: Os papéis e as responsabilidades das diversas instituições de administração pública são derivados de seus mandatos e funções-chave. Assim, a ECHSFP II considera o seguinte quadro de implementação:
Texto do artigo, página 12: 8.1 Presidência da República
Texto do artigo, página 12: O Gabinete do Presidente fornece a liderança para a resposta nacional à epidemia do HIV e SIDA e assegura que todos os sectores são mobilizados e se envolvem na resposta. O Gabinete garante um compromisso político ao mais alto nível da resposta à epidemia do HIV e SIDA. O Gabinete irá focalizar:
Número ou marcador, página 12: a) A inclusão de mensagens sobre HIV e SIDA nos Discursos Presidenciais;
Número ou marcador, página 12: b) A defesa e mobilização de recursos públicos, privados e externos para a implementação da estratégia.
Texto do artigo, página 12: 8.2 Assembleia da República
Texto do artigo, página 12: A legislação sobre aspectos que protegem os direitos humanos, acções direccionadas à protecção da família, à mulher, à criança, ao adolescente e ao jovem. Deverá dar igualmente destaque às acções de resposta contra o estigma e a marginalização para que todos possamos caminhar seguros e confiantes nesta batalha.
Texto do artigo, página 12: 8.3 Ministério da Administração e Função Pública O MAEFP tem um papel chave a desempenhar na implementação
Texto do artigo, página 12: da estratégia, a destacar o seguinte: c) Coordenar a implementação da estratégia;
Número ou marcador, página 12: d) Assegurar que os programas de educação e prevenção do HIV no local de trabalho sejam implementados para todas as instituições de administração pública;
Número ou marcador, página 12: e) Realizar a monitoria, avaliação e revisão contínuas das actividades previstas na estratégia;
Número ou marcador, página 12: f) Actualizar aos outros sectores sobre questões emergentes de recursos humanos em relação ao HIV e SIDA;
Número ou marcador, página 12: g) Colher informações e realizar avaliação de impacto do HIV e SIDA no Sector Público;
Número ou marcador, página 12: h) Fornecer interpretação da Política de Emprego e da Lei n.º 19/2014, de 28 de Agosto, no Sector Público;
Número ou marcador, página 12: i) Assegurar de que os direitos dos FAE vivendo com HIV são sejam respeitados conforme estipulado no EGFAE e qualquer legislação relacionada com trabalho que possa ser desenvolvida;
j)Promover advocacia, mobilização, planeamento conjunto, coordenação, monitoria e avaliação das actividades de HIV e SIDA nos governos locais;
Número ou marcador, página 12: k) Mobilizar as comunidades, através das estruturas existentes do governo local, para o seu envolvimento em todas as fases do desenvolvimento e implementação dos programas e actividades de prevenção e cuidados do HIV e SIDA, em particular as dirigidas às famílias dos FAE.
Texto do artigo, página 13: 8.4 Conselho Nacional de Combate ao SIDA
Texto do artigo, página 13: O Conselho Nacional de Combate ao SIDA foi criado pelo Decreto n.º 10/2000, de 23 de Março, do Conselho de Ministros para coordenar a resposta multissectorial à epidemia do HIV em Moçambique. Em relação a esta estratégia, CNCS é responsável por:
Número ou marcador, página 13: a) Direcção estratégica e liderança política eficazes para a resposta;
Número ou marcador, página 13: b) Prestação de apoio técnico e reforço das capacidades para a implementação e monitoria desta estratégia;
Número ou marcador, página 13: c) Revisão dos planos de trabalho anuais, relatórios trimestrais dos sectores (instituições de administração pública) e fornecimento de comentários atempados;
Número ou marcador, página 13: d) Prestação de apoio técnico em colaboração com o MISAU e as instituições de administração pública à medida que estes desenvolvem e implementam suas actividades de prevenção.
Texto do artigo, página 13: 8.5 Ministério da Saúde
Texto do artigo, página 13: O Ministério da Saúde, devido à sua competência profissional e responsabilidade pela política de saúde, é o principal Ministério na prevenção e cuidados de HIV e SIDA, acções de rastreio e tratamento das doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro, em colaboração com outras partes interessadas do Sector Público, seu papel será:
Número ou marcador, página 13: a) Liderar o desenvolvimento e aprimoramento de estratégias de prevenção e cuidados/tratamento envolvendo outros sectores;
Número ou marcador, página 13: b) Fornecer apoio técnico a outros ministérios e sectores à medida que estes desenvolvam e implementam suas actividades de prevenção e cuidados/tratamento de HIV, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro;
Número ou marcador, página 13: c) Coordenar a implementação de intervenções baseadas no sector da saúde para prevenir a transmissão sexual, transmissão pelo sangue, transmissão vertical e tratamento como prevenção;
Número ou marcador, página 13: d) Fornecer cuidados/tratamento para HIV e doenças relacionadas com SIDA aos FAE que vivem com HIV;
Número ou marcador, página 13: e) Definir padrões relacionados aos programas de Educação em Saúde a serem seguidos por todas as instituições da administração pública;
Número ou marcador, página 13: f) Integrar o HIV, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro, em todas as actividades e serviços de promoção da saúde.
Número ou marcador, página 13: g) Actualizar aos outros sectores informações relevantes em relação ao HIV e SIDA, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro.
Texto do artigo, página 13: 8.6 Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano No âmbito da implementação da presente estratégia terá
Texto do artigo, página 13: as seguintes responsabilidades:
Número ou marcador, página 13: a) Integração de ITS e HIV/SIDA e educação sobre saúde sexual e reprodutiva em todos os níveis de ensino a partir do ensino primário;
Número ou marcador, página 13: b) Assegurar que as questões relacionadas com o HIV e SIDA sejam integradas em todos os currícula das instituições de formação de professores;
Número ou marcador, página 13: c) Envolvimento dos pais, através dos Conselhos de Escolas e outros mecanismos apropriados, na discussão da educação sobre HIV e SIDA nas escolas;
Número ou marcador, página 13: d) Assegurar que os serviços de prevenção, cuidados e tratamento e mitigação sejam acessíveis aos alunos, professores e corpo técnico administrativo;
Número ou marcador, página 13: e) Realização de aconselhamento e desenvolvimento de habilidades para capacitar professores no tratamento de questões de HIV e SIDA.
Texto do artigo, página 13: 8.7 Ministério da Economia e Finanças O papel do MEF será:
Número ou marcador, página 13: a) Fornecer recursos adequados aos vários ministérios, governos provinciais e locais para a prevenção e tratamento do HIV;
Número ou marcador, página 13: b) Aprovar orçamentos para intervenções relacionadas com o HIV e SIDA em todos instituições de administração pública para implementação da ECHSFP II;
Número ou marcador, página 13: c) Assegurar que os fundos para prevenção e cuidados/ /tratamento e mitigação de HIV no Sector Público sejam desembolsados e justificados a tempo;
Número ou marcador, página 13: d) Mobilizar fundos para programas de HIV e SIDA de instituições e agências nacionais e internacionais para financiar a ECHSFP II;
Número ou marcador, página 13: e) Garantir que os recursos alocados no orçamento para o HIV e SIDA sejam protegidos.
Texto do artigo, página 13: 8.8 Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais
Texto do artigo, página 13: e Religiosos
Texto do artigo, página 13: O Ministério vai ler um papel de liderança em:
Número ou marcador, página 13: a) Revisão de legislação relevante para a criação de ambiente favorável para a resposta ao HIV na Função Pública e no País no geral;
Número ou marcador, página 13: b) Audição e determinação de qualquer assunto ou apelo considerado tratamento injusto com base no status de HIV do FAE;
Número ou marcador, página 13: c) Apoio e facilitação no acesso à justiça para FAE que sofrerem estigma e discriminação devido ao seu estado em relação ao HIV;
Número ou marcador, página 13: d) Declaração de pagamentos de danos em relação a qualquer perda financeira comprovada, dor e sofrimento, tanto emocional quanto psicológico como resultado de discriminação.
Texto do artigo, página 13: 8.9 Outros ministérios, governos provinciais e distritais
Texto do artigo, página 13: e outras instituições de administração pública
Número ou marcador, página 13: a) Implementar, coordenar e monitorar actividades de prevenção, cuidado e mitigação do HIV e SIDA nos respectivos sectores;
b)Planear, mobilizar e alocar recursos para a implementação de actividades de prevenção do HIV, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro;
Número ou marcador, página 13: c) Avaliar o potencial impacto do HIV em todos os programas e projectos sectoriais e tomar medidas para minimizar a potencial disseminação do HIV;
Número ou marcador, página 13: d) Integrar o HIV e SIDA nos programas de formação para FAE e gestores, quando apropriado;
Número ou marcador, página 13: e) Garantir que todos os altos funcionários do governo integrem as mensagens relacionadas com o HIV e SIDA nas suas intervenções públicas, em particular com FAE;
Número ou marcador, página 13: f) Supervisionar e implementar programas de HIV e SIDA em seus respectivos sectores;
Número ou marcador, página 13: g) Garantir a integração das questões de HIV e SIDA nos PES.
Texto do artigo, página 13: 8.10 Funcionários e Agentes do Estado
Texto do artigo, página 13: Todos os FAE serão sensibilizados continuamente para se protegerem a si próprios, suas famílias e aos outros de infecções por HIV e impacto do SIDA, doenças crónicas e degenerativas, incluindo o cancro. É uma obrigação para todos os FAE a participação activa na implementação desta estratégia. Espera-se ainda dos FAE:
Número ou marcador, página 13: a) Participar e apoiar activamente em todas as actividades de HIV e SIDA, rastreio e tratamento de doenças
Texto do artigo, página 14: crónicas e degenerativas, incluindo o cancro no local de trabalho;
Número ou marcador, página 14: d) Considerar revelação voluntária do estado em relação ao HIV no contexto de solicitação para beneficiar de apoio no local de trabalho;
Número ou marcador, página 14: e) Reportar às autoridades competentes qualquer assunto considerado tratamento injusto com base no seu estado de HIV.
Número ou marcador, página 14: b) Conhecer o seu estado em relação ao HIV e agir de forma responsável;
Número ou marcador, página 14: c) Manter seu nível preferido de revelação quando HIV positivo;
Texto do artigo, página 14: Estrutura de Implementação da Echsfp II
Texto do artigo, página 14: PM
Texto do artigo, página 14: PM
Texto do artigo, página 14: CNCS
Texto do artigo, página 14: MAEFP
Texto do artigo, página 14: MISAU
Texto do artigo, página 14: MAEFP MISAU CNCS
Texto do artigo, página 14: (SP)
MAEFP
Texto do artigo, página 14: (SP)
Institucionais
DRH - DAS
DPRH - RAS
RDRH
Texto do artigo, página 14: (SP) MAEFP
Texto do artigo, página 14: (SP) Institucionais
Texto do artigo, página 14: DRH -‐ DAS
Texto do artigo, página 14: SPP
SPD
Texto do artigo, página 14: NPCS
Texto do artigo, página 14: SPP DPRH -‐ RAS NPCS
Texto do artigo, página 14: NDCS
PFD
Texto do artigo, página 14: SPD RDRH
Texto do artigo, página 14: NDCS
Texto do artigo, página 14: PFD
Texto do artigo, página 14: Lista de Abreviaturas
Texto do artigo, página 14: CG – Conselho de Gestão CNCS – Conselho Nacional de Combate ao SIDA CMSC –Comunicação para a Mudança Social e de Comportamento DNGERHE – Direcção Nacional de Gestão de Recursos
Texto do artigo, página 14: Humanos do Estado
Texto do artigo, página 14: ERHSFP – Estratégia de Resposta ao HIV e SIDA na Função
Texto do artigo, página 14: Pública FAE – Funcionários e Agentes do Estado GRH – Gestores de Recursos Humanos HIV – Vírus de Imunodeficiência Humana IEC – Informação, Informação e Comunicação IDS – Inquérito Demográfico e de Saúde IMASIDA – Inquérito de Indicadores de Imunização, Malária
Texto do artigo, página 14: e HIV/SIDA
Texto do artigo, página 14: INSIDA – Inquérito de Riscos Comportamentais e Prevalência
Texto do artigo, página 14: do HIV
Texto do artigo, página 14: MAEFP – Ministério da Administração Estatal e Função Pública MFP – Ministério da Função Pública MEF – Ministério da Economia e Finanças MISAU – Ministério da Saúde OE – Orçamento do Estado OIT – Organização Internacional do Trabalho PARP – Plano de Acção para Redução da Pobreza PEN – Plano Estratégico Nacional PES – Plano Económico e Social PF – Ponto Focal PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PQG – Programa Quinquenal do Governo PVHIV – Pessoa Vivendo com HIV SIDA – Síndroma de Imunodeficiência Adquirida TARV – Tratamento Antirretroviral TdR – Termos de Referência UATS – Unidade de Aconselhamento e Testagem em Saúde US – Unidade Sanitária
Texto do artigo, página 15: Orçamento
1-PrevençãoCombinada
183,663,327
118,484,568
16,200,000
95,557,504
22,296,751
Meta
2024
1,557,426
800
540
14,013,572
2,802,714
2023
1,512,064
800
540
13,346,259
2,669,252
2022
1,468,024
800
540
12,710,723
2,542,145
2021
1,425,266
800
540
12,105,450
2,421,090
2020
1,383,753
8,648
540
11,529,000
2,305,800
GrupoAlvo
FAE
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
Pontos
Focais
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
PontosFocais
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Ações–chave
1.1.Treinarospontos
focaiseeducadoresde
paresemmateriasde
HIVincluindodireitos
humanos
1.2.Disponibilizar
materiaisdeIEC
1.3.Realizaraccções
d ee d u c a ç ã od e
paresecomunicação
interpessoal
1.4.Realizaçãode
palestra
1.5.Disseminara
informaçãoatravésde
redessociais(WhatsAp,
facebookeoutros)
1.6.Promoverouso
depreservativotendo
emcontaasbarreiras
socioculturaisque
interferecomouso
1.7.Disponibilizar
preservativos
masculinosem
quantidade
1.8.Disponibilizar
preservativosfemininos
emquantidade
Resultado
Reduzidoonúmero
denovasinfecções
entreFAEesuas
famíliasem75%
Objectivo
Estratégico
Reduzir
onúmero
denovas
infecções
entreosFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
deprevenção
combinada,em
75%até2024
Reduzir
onúmero
denovas
infecções
entreosFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
deprevenção
combinada,em
75%até2024
Texto do artigo, página 16: 540540540540189,000,000
Texto do artigo, página 16: 625,202,150
Texto do artigo, página 16: R
Texto do artigo, página 16: en
Texto do artigo, página 16: fa
Texto do artigo, página 16: 1-PrevençãoCom
Texto do artigo, página 16: d
Texto do artigo, página 16: Reduzir
Texto do artigo, página 16: onúmero
Texto do artigo, página 16: denovas
Texto do artigo, página 16: infecções
Texto do artigo, página 16: entreosFAEe
Texto do artigo, página 16: suasfamílias,
Texto do artigo, página 16: a t r a v é sd e
Texto do artigo, página 16: intervenções
Texto do artigo, página 16: deprevenção
Texto do artigo, página 16: combinada,em
Texto do artigo, página 16: 75%até2024
Texto do artigo, página 17: Orçamento
2-CuidadoseTratamento
Meta
2024
2023
2022
2021
2020
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MDN,MINT,
MJACR
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
Ações–chave
2.1.Expandira
disponibilidadedo
testedoHIVatravés
dadiversificaçãode
abordagenseserviços
detestagem(testagem
familiar,casoíndex,
auto-testagem)
2.2.Realizar
aconselhamentoe
testagememsaúde
(HIV,hipertensão
arterial,diabetes,
cancro,outros).
2.3.Treinarnavegadores
(paraacompanhar
FAEeseusfamiliares
positivosparaos
serviçosdecuidadose
tratamento)
2.4.Implementara
abordagemTestare
Iniciarparaaumentar
aproporçãodeFAE
eseusfamiliaresem
tratamento
2.5.FornecerTARV
nasunidadessanitárias
(hospitais,centrose
postosdesaúde)do
localdetrabalho
2.6.Implementaros
modelosdiferenciados
deserviçosparaFAE
eseusfamiliares
alcançaremasupressão
viral
Resultado
A u m e n t a d oo
númerodeFAE
queconhecemseu
seroestado,em
tratamentoecom
supressãodacarga
viral
Objectivo
Estratégico
R e d u z i ra
morbilidade
emortalidade
relacionadas
aoSIDA entre
o sFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
ligadasa
cuidados,
t r a t a m e n t o
edeapoioa
aderência
Orçamento
2-CuidadoseTratamento
Meta
2024
2023
2022
2021
2020
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MDN,MINT,
MJACR
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
A u m e n t a d oo
númerodeFAE
queconhecemseu
seroestado,em
tratamentoecom
supressãodacarga
viral
Objectivo
Estratégico
R e d u z i ra
morbilidade
emortalidade
relacionadas
aoSIDA entre
o sFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
ligadasa
cuidados,
t r a t a m e n t o
edeapoioa
aderência
Texto do artigo, página 17: 202220232024Orçamento
Texto do artigo, página 17: Meta
Texto do artigo, página 18: Orçamento
2-CuidadoseTratamento
3-MitigaçãodoImpacto
3,120,681,808
520113634.7
Meta
2024
5,766
2023
5,347
2022
7,708
2021
7,078
2020
2,996
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAE
FAE
FAE
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Ações–chave
Orçamento
2-CuidadoseTratamento
3-MitigaçãodoImpacto
3,120,681,808
520113634.7
Meta
2024
5,766
2023
5,347
2022
7,708
2021
7,078
2020
2,996
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAE
FAE
FAE
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Ações–chave
2 . 7 .F a c i l i t a ro
atendimentoaosFAEe
seusfamiliaresnasUS
(umdiaporsemanapara
consulta)naconsultado
FAE
R e d u z i ra
morbilidade
emortalidade
relacionadas
aoSIDA entre
o sFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
ligadasa
cuidados,
t r a t a m e n t o
edeapoioa
aderência
R e d u z i ro
impacto
sociale/ou
económicoda
doençanos
FAEesuas
famílias
Texto do artigo, página 18: 2 . 7 .F a c i l i t a ro
atendimentoaosFAEe
seusfamiliaresnasUS
(umdiaporsemanapara
consulta)naconsultado
FAE
2.8.Facilitaroacessoa
cargaviral
3.1.Criarmecanismos
dentrodolocalde
trabalhoparaincentivar
arevelação,aceitação,
cuidadoeapoiodos
FAEvivendocomHIV
3.2.GarantirqueFAE
vivendocomHIVnão
sejamdiscriminados
eobtémtodosos
benefíciosprevistosna
legislação
3.3.Aplicarasnormas,
políticaseleisque
promovamaproteção
deFAEvivendocom
HIV(subsídiode30%)
Orçamento
2-CuidadoseTratamento
3-MitigaçãodoImpacto
3,120,681,808
520113634.7
Meta
2024
5,766
2023
5,347
2022
7,708
2021
7,078
2020
2,996
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAE
FAE
FAE
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Ações–chave
2 . 7 .F a c i l i t a ro
atendimentoaosFAEe
seusfamiliaresnasUS
(umdiaporsemanapara
consulta)naconsultado
FAE
R e d u z i ra
morbilidade
emortalidade
relacionadas
aoSIDA entre
o sFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
ligadasa
cuidados,
t r a t a m e n t o
edeapoioa
aderência
R e d u z i ro
impacto
sociale/ou
económicoda
doençanos
FAEesuas
famílias
Texto do artigo, página 18: 3 . 4 .G a r a n t i ro
aconselhamentoe
avaliaçãonutricional
derotinaeotratamento
dadesnutriçãoaguda
Resultado
A u m e n t a d oo
númerodeFAE
queconhecemseu
seroestado,em
tratamentoecom
supressãodacarga
viral
Reduzidooestigma
eadiscriminação
entreFAEeseus
familiaresque
vivemcomoHIV
emmetadeaté2024
Objectivo
Estratégico
R e d u z i ra
morbilidade
emortalidade
relacionadas
aoSIDA entre
o sFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
ligadasa
cuidados,
t r a t a m e n t o
edeapoioa
aderência
R e d u z i ro
impacto
sociale/ou
económicoda
doençanos
FAEesuas
famílias
Orçamento
2-CuidadoseTratamento
3-MitigaçãodoImpacto
3,120,681,808
520113634.7
Meta
2024
5,766
2023
5,347
2022
7,708
2021
7,078
2020
2,996
GrupoAlvo
FAEeseus
Familiares
FAEeseus
Familiares
FAE
FAE
FAE
FAEeseus
Familiares
Responsabilidade
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
MISAUe
instituiçõespublicas
qu eo fore ce m
serviçosdetestagem
emsaude
Todasasinstituições
deAdministração
Pública
Todasasinstituições
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Pública
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deAdministração
Pública
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Pública
Ações–chave
2 . 7 .F a c i l i t a ro
atendimentoaosFAEe
seusfamiliaresnasUS
(umdiaporsemanapara
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FAE
R e d u z i ra
morbilidade
emortalidade
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o sFAEe
suasfamílias,
a t r a v é sd e
intervenções
ligadasa
cuidados,
t r a t a m e n t o
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R e d u z i ro
impacto
sociale/ou
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doençanos
FAEesuas
famílias